quarta-feira, 11 de abril de 2012

O que está acontecendo com a nossa propaganda?

Amigos.

Esse blog é voltado a marketing e comunicação digital, porém, como defendo que a comunicação 360o é a que dá resultado, não posso me limitar apenas ao digital, certo? Por mais que eu atue nessa área há anos, mas comunicação é comunicação!

Há tempos eu quero escrever esse post e enquanto assisto ao jogo do meu São Paulo Futebol Clube, com o notebook no colo, resolvi escrever, na verdade não tem muito o que escrever e sim mostrar. A pergunta tema é: O que está acontecendo com a propaganda brasileira?

Estou nessa área desde 2001 quando entrei no curso de Publicidade e Propaganda na FMU e sempre ouvi que o Brasil era uma potencia criativa, ganhava vários prêmios em Cannes e tudo mais. E é verdade, temos Washington Olivetto, Marcelo Serpa, Alex Periscinoto, Nizan Guanaes, Sérgio Valente, Marcos Versolato e por ai vai. Criativos e alguns até gênios. Mas nem eles tem salvo as propagandas de hoje. E vamos comparar

Propagandas antigas

Folha de São Paulo - Hitler


Não é uma Brastemp



1o sutiã


Época Negócios (para mim, a melhor de todas as propagandas)


DDDrin


E hoje?

Dolly


Tigre


Dafiti com Val Marchiori


E ai, dá para comparar?
Vamos salvar a propaganda nacional. As agências exigem tanto de seus profissionais, serem pró-ativos, criativos, estudar em grandes faculdades, ter inglês, fazer cursos extras para fazer isso???

Mais de 200 pessoas já fizeram o curso de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, uma parceria minha com o iMasters. Clique aqui e compre já o seu!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cresce os salários nas agências digitais. Você está preparado para isso?

Amigos

Recente pesquisa da ABRADI (Associação Brasileira de Agências Digitais), mostra que o salário pago nas agências digitais está 35,3% maior em relação a 2010, o que mostra um amadurecimento do mercado. Está cada vez mais difícil achar bons profissionais na área e isso faz com que as agências invistam mais para manter seus talentos; outro fator, é que com o crescimento da web, os anunciantes estão investindo mais, acreditando mais e com isso as agências conseguem fôlego para arcar com salários melhores a seus profissionais. A pesquisa também mostrou que as agências contrataram duas vezes mais que a média nacional no setor de serviços.

A pesquisa você pode ver com mais detalhes no site da ABRADI (www.abradi.com.br) e é bem interessante para todo o nosso mercado de comunicação e marketing digital, que na minha modesta opinião, ainda – infelizmente – está engatinhando. Alguns podem ler essa afirmação e achar que estou falando algo fora da realidade, entretanto, se analisarmos o quanto se investe em TV X Internet e o quanto temos de sucessos de marcas no offline X online é possível perceber isso.

Existem diversos motivos pelos quais a Internet ainda não “decolar”, digo isso no quesito comercial, nas campanhas, ações, sites mais interativos, web 2.0, e-commerce, Redes Sociais entre outros pontos da web, para mim, uma delas é a falta de profissionais, aliás, bons profissionais, aqueles que fazem a diferença no mercado, que pensam além do site ou que acreditam que Redes Sociais é mais do que promoção. Está faltando preparo para o mercado e o menos culpados são os profissionais, pois esses saem das faculdades sem o mínimo de pensamento estratégico digital, conhecem Blog, tem Smartphone, Facebook, Twitter, YouTube, Pinterst, usam mas poucos sabem como construir uma marca nesses canais digitais.

Há diversos cursos que dão base preparatória para o mercado, mas não são suficientes. É preciso ter prática, preciso ter mais vivência. Cursos de curta e média duração são excelentes para reciclagem, ver outros pontos de vista e até networking, mas se você quer fazer a diferença no mercado, esses cursos são complementos para atingir o objetivo, mas nem sempre o suficiente, mesmo tendo excelentes cursos no mercado.

Quando me perguntam sobre como fazer a diferença eu sempre cito 2 caminhos: Na raça ou na teoria + raça. Busque aprender com os profissionais que fizeram, fazem e farão a diferença no mercado digital. Esse pessoal tem muito a passar para quem está começando. Façam cursos com eles, “detonem” de perguntas, levem cases para análises, sites, blogs, artigos para discussão.

Minha opinião? Muitos – e me incluo nessa – aprenderam na raça, pois não havia Integra Cursos, Digitalks, E-commerce School, Myiashita Consulting, Konfide para dar cursos sobre o mercado. Hoje tem. Não existia a Pós de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia com aula com grandes profissionais. Hoje, tem. Então, não vá pelo caminho mais longo de aprender na raça, vá pelo caminho onde grandes profissionais vão mostrando o caminho e ai sim, você vai colocando isso em prática no seu dia-a-dia no trabalho.

Vá mostrando capacidade, mostrando que está atento ao que acontece. Conhecendo erros e acertos do passado e vendo qual o caminho dar a marca. Minha indicação? A Pós de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia, curso que em 12 de Maio de 2012 vai abrir a sua 5ª turma, em menos de 2 anos de existência. E por que indico? Por que são mais de 100 alunos nas turmas e cerca de 70% deles já foram promovidos ou mudaram de emprego para ganhar mais, ou seja, além do investimento na pós já ser pago durante o curso, ainda “ajudamos” nas estatísticas apresentadas pela ABRADI.

Quer saber como fazer a diferença? Clique aqui e veja o site da Pós em Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia.

Abraços

Felipe Morais

@plannerfelipe

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sábado, 10 de março de 2012

E o Google Shopping?

Amigos

Para quem lê o meu blog (plannerfelipemorais.blogspot.com) sabe que sou um grande defensor do Google. É uma empresa admirável, em pouco menos de 10 anos (hoje com 14) se tornou a marca mais valiosa do mundo, superando centenárias como Coca-Cola, Mc Donalds, General Motors, IBM entre outras. Hoje, a Apple superou o Google nesse quesito, mas isso não tira o mérito de uma empresa “adolescente” valer mais do que empresas com mais de 125, como a Coca-Cola por exemplo.

Da mesma forma que eu elogio e admiro o Google, eu também vejo alguns defeitos na empresa. Na minha humilde opinião, eu sempre achei que o Google, talvez pela cabeça empreendedora da sua equipe abusasse um pouco da sorte e da sua potente marca, digo isso no quesito, “atirar para todos os lados”. Um segredo do sucesso é ter foco e vejo o Google perdendo isso em alguns momentos, lançando projetos que não tem nada a ver com o seu foco, com seu “core business” e que em muitos casos pode prejudicar a marca como um todo, ou seja, um produto mal feito pelo Google pode afetar, na percepção do usuário, a credibilidade da marca como o maior e melhor buscador do mundo.

A Coca-Cola vende refrigerante, a General Motors vende carro, a IBM vende tecnologia. O Google é um buscador! Será? O Orkut é uma Rede Social, o Google+ tenta ser. O Google Wave veio para ser tudo e não é nada, o Google Buzz veio ser um Twitter e não é, o Blogger, uma ferramenta de construção de blogs, perde – de longe – para o Wordpress (mesmo eu preferindo o Blogger, tenho que admitir que o Wordpress é mais avançado), ou seja, dentro do vasto universo que a Internet permite, o Google quer ser tudo, dominar tudo, mas perde, em muitos casos de longe para a concorrência, ou será que, por exemplo, alguém ache que um dia o Google+ ultrapasse o Facebook ou que mate o Facebook como ele fez com o Orkut, a primeira grande Rede Social, do Google, que parou no tempo.

O Google, na minha modesta opinião, deveria focar apenas, única e exclusivamente, no que faz de melhor, oferecer resultados relevantes as pessoas que usam a sua ferramenta, ou seja, ser um buscador! Focar seu time em estar sempre melhorando seus algoritmos para melhorar as buscas, afinal, não existe nada que não possa ser melhorado. E nesse quesito, buscas, para mim, o Google é imbatível.

O Shopping Google é um serviço recente (2011) do Google, ao menos no Brasil. Tem a interface muito similar ao Google, mas com uma busca mais focada em produtos. Gostei, logo na capa, oferece uma série de segmentos de produtos, sugerido como “algumas ideias para você”. Simples, mas eficiente, já oferece ali um caminho curto para o e-consumidor, que como sempre defendo é uma pessoa que quer tudo na hora, rápido e prático.

Espero que o Google já esteja pensando em ações de behavior target para entender o comportamento do usuário e oferecer, sempre, na primeira linha de sugestões produtos baseados na navegação do usuário, não apenas no Google Shopping, mas no Google como um todo, assim, o Google Shopping pode ter um grande diferencial frente ao Buscapé, seu maior concorrente no Brasil, o Google é o site mais acessado do país e a empresa tem como entender o comportamento de casa usuário baseado no rastro que ele deixa. O Google Shopping já é o 2º comparador de preços mais usado no país, será que o Buscapé está prestes a perder a liderança?

Outro fator que me chamou, positivamente, a atenção nessa ferramenta, foi além da navegação ser similar ao Google, até contanto com Links Patrocinados, foi o fato dos produtos possuírem uma resenha quando o usuário clica em “comparar preços”, logo que o usuário seleciona o produto, ele é direcionado a uma página onde compara preços por loja, o core business da ferramenta, mas também tem a resenha e mais detalhes do produto, infelizmente esses detalhes são apenas textos e poucas imagens. O consumidor quer – sempre – saber mais sobre o que está comprando.

Buscapé, Já Cotei, Zura, é melhor correr, pois seus dias de liderança estão contatos! O Google é a empresa que domina o mercado digital no mundo; no Brasil, cerca de 95% dos usuários acessam o Google e 97% dos e-consumidores tem essa ferramenta como principal fonte de pesquisa. Para migrar ao Google Shopping é questão de tempo e de comunicados e incentivos do Google para isso. E não vai demorar para ocorrer...

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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terça-feira, 6 de março de 2012

Internet cresceu 20% em 2011. Vamos comemorar?

Ou não? Paira em mim esse dúvida. Claro, todo o crescimento em nosso mercado é válido, mas quando vemos que a web ainda representa apenas 5,11% do mercado eu penso o quanto mais vamos ter que nos esforçar para atingir o patamar de 2 dígitos, ou seja, passar dos 10%. Serão quantos anos? Em 2009 foram quase 4%, em 2010 passou dos 4%. Em 2011 passou dos 5.

Vamos esperar mais 5 anos, para ir de um em um até passar do 10%? Isso me deixa preocupado. Será que só as pessoas, como eu, que trabalham com web entendem a importância do meio e enxergam que as pessoas estão interagindo cada vez mais nessa plataforma?

O estudo do Projeto Inter-Meios da Editora Meio e Mensagem, mostra essa evolução dos meios. Todos os anos, o destaque é sempre a Internet, isso desde 2007, mas se por um lado muitos comemoram, eu Felipe, sou um pouco mais cético. Assim como o crescimento do Facebook é maior que do Google, o fato é que quando se é pequeno as chances de crescer são maiores.

O Facebook no Brasil era pequeno, cresceu 300% e o Orkut 20, mas o Orkut já tinha 40 milhões de usuários. O Facebook apenas 10. A TV, segundo o projeto, cresceu 9,17%, bem menos da metade da Internet, entretanto, a TV tem 63,3% dos R$ 28,45 bilhões de reais que o mercado publicitário faturou em 2011.

Outro fator interessante é que a TV a cabo ganhou mais verba, mais 17,85% sobre o valor de 2011, isso mostra que as marcas estão segmentando a mensagem, pois a TV a cabo ainda tem uma penetração e programação mais classe AB, mas se estão segmentando por que não usar a web? Por que é legal ver o comercial na TV? Bom para o ego do diretor de marketing? Vamos ir além da TV, ela não é mais a única mídia que impacta, que vende ou que gera receita para as marcas. Gostei muito do que Ari Meneghini disse na reportagem sobre os números do Projeto Intermeios:

“O investimento ainda não reflete o tempo de consumo de internet nem o uso que os brasileiros fazem dela. A internet continua sendo o meio que mais cresce há anos. No ano passado, o crescimento foi impulsionado pelo aumento do tempo dos brasileiros na internet e pela melhoria dos serviços na rede, além da audiência nas redes sociais, no consumo de vídeo, nas áreas de entretenimento, busca, além do fato de que os brasileiros conectados estão se informando mais pela internet do que por outros meios” admite Ari Meneghini, diretor executivo do IAB Brasil, ao meio&mensagem.

Diversas pesquisas mostram que as pessoas estão mais na Internet que na TV. Só em Social Games, por exemplo, as pessoas passam 10h por semana, ao passo que na TV, passam 5h. O conceito multitelas está vindo “pesado” para o Brasil, pessoas online em diversas telas. Entrou o comercial na TV, corre para o Facebook no Notebook ou para o Twitter no celular, passando por ver o email no Tablet. E ai, você ainda vai investir apenas na TV?


Fonte: http://www.proxxima.com.br/proxxima/indicadores/noticia/2012/03/05/Projeto-Inter-Meios-Internet-cresceu-quase-20-em-2011.html

Estão abertas as inscrições para a 5a turma da Pós Graduação em Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia. Clique aqui e saiba como entrar para o time de mais de 100 profissionais que estão fazendo a diferença no mercado!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Evento Top de Planejamento 2012

Amigos.
Segue abaixo as minhas anotações sobre o evento Top de Planejamento 2012 que ocorreu na ESPM nos dias 14 e 15 de Fevereiro de 2012.

Infelizmente eu não pude estar em todas as palestras, entretanto, fiquei um pouco decepcionado nas que eu fui. A palestra dos patrocinadores do evento nada mais foram do que "olha como somos muito bons..." detesto isso, entretanto, a palestra de Ken Fujioka salvou o evento. Não estive na palestra da Nissan, me disseram ter sido ótima, mas na minha opinião a do Ken foi sensacional....

Francisco Freire e Dora Faggin - Vox Pesquisas
O ser humano como base de qualquer estratégia

Em parceria com a DM9 fez o projeto Perfis Digiraficos (http://www.youtube.com/user/AgenciaDM9DDB?gclid=CP2dwZO-oq4CFeIQNAodIlshSg) um excelente estudo que deve - se já não é - se tornar referência no mercado!

O profissional tem uma pressão constante por eficiência de um lado e de superexposição de outro. Estamos sendo avaliados o tempo inteiro e nosso comportamento tem sido moldado de acordo com isso.

O profissional vive na esquizofrenia. O cotidiano é rodado de pressão, estamos vivendo a era da inovação constante. A pressão é enorme. Temos cada vez menos tempo para agir e pensar. As coisas estão prontas e a gente só deixa as coisas fluírem, porém essas coisas prontas sao antigas e nem sempre sao o suficiente para resolver os problemas - entramos na lógica do racional. Não dá para explicar, descarta, vamos no que é mais seguro.

A partir de critérios pré estabelecidos, vivemos com produtos. Está tudo encaixotado basta usar as caixas na soluções de problemas. Tudo gira em torno da eficiência, estamos voltados a ser eficientes até na diversão como jogar futebol, por exemplo.

Tudo isso gera um profissional igual. Tudo está sendo avaliado por técnica por padrão. Se tudo estiver embastado, obedecendo um processo nos garante a defesa, mas tiramos o ser humano, a intuição, a sensibilidade, a criatividade das ações. Fica tudo igual para todo mundo. Perdemos a criatividade na propaganda pela burocratização!

Insight é uma roupa nova para uma ideia velha. Achamos a mesma reposta para tudo, mas envelopamos de outras formas. Insight deveria ser um raciocino rico em informação e diferenciais! O planner não deve buscar a nova roupa para o insight. Deve buscar a nova comunicação.

Hoje o consumo virou hiperconsumo, não sao varias pessoas comprado tudo, mas sim de pessoas que estão atras de hiperprodutos, que sao produtos que entregam além do produto, como status, relacionamento, qualidade. Google não produz nada, ele oferece acessórios que usamos para construir nossa identidade: download, mídia, visão de mundo, compartilhar, exeperiencia, valores, discursos, cultura: Tudo é consumo!!!

A publicidade é um catalisador de movimentos. Não mais impõe, ela propõe. Ela canaliza, direciona, garante que a mensagem tenha um fluxo. Publicidade hoje é subjetiva, pode acontecer de diversas maneiras. Auxilia as pessoas a encontrar a si mesmas.

As qualidades humanas devem ser inclusas nessa mudanças. Não se molda uma pessoa sem saber quem ela é! As estratégias devem ser baseadas em quem é o ser humano.

Planners precisam se reconectar a criatividade, não adianta replicar o modelo. Criatividade é a forma como olhamos o mundo. Planners sao pessoas do mundo! É preciso ter curiosidade de conhecer o mundo. Essa curiosidade nos gera conhecimento. Computador replica modelos, ser humano interpretes, imagina, projeta realidade e acreditamos nisso!

Planners entendem o que está escondido dentro das pessoas, acrescentar o lado humano e mostrar como inovar. pesquisas deve, olhar, interpretar, questionar, refletir, provocar e inspirar. A pesquisa deve ser encarada como criativa e apontar caminhos. Entender a fundo o ser humano, deve ser embasamento para tomada de decisões, mas não apenas isso. Pesquisam alimentam ideias!

É preciso entender a fundo o consumidor para ter insights significativas a longo prazo. Saber hábitos de consumo, de compra de produtos, de infância, de vida. Consumidores tem vida e Planners precisam ir nessa linha. Entender pessoas é saber como se relacionar com elas.

Eduardo Lorenzi - Diretor de Planejamento da NeogamaBBH
Menos planejamento

Planejamento vive a cultura do "mais"
Busca mais resultados, vendas, pesquisas, defesas, embasamentos... Mas e a cultura do "menos"? Há muita coisa sobrando em apresentações, pesquisas, briefs...
será que todo mundo precisa de planejamento? As agencias estão crescendo com um grande número de profissionais, mas será que precisamos de tudo isso? Todo mundo precisa de planejamento mesmo?

Como usar a técnica do menos?
1a parte do trabalho é estar preparado para jogar grande do seu trabalho fora
Nem sempre se apresenta tudo. Deixa o cliente ver depois os dados em anexo
Apresentações tem que sair do obvio. As vezes se pesquisa muito para aprender sobre mercado, concorrência, categoria e consumidor, mas não se mostra ao cliente.
Planejamento não é democracia. Não se coloca vários insights para se chegar a varias respostas. É preciso foco! É mais uma opinião.
Deixe na apresentação apenas o que realmente faz a diferença!!!

2a Jogue o protagonismo fora, pois planejamento não é o centro de tudo. Planners ajudam as pessoas a fazer seus trabalhos melhores, criação, mídia, atendimento e o cliente, mas não fazer tudo o que mandam fazer. Precisamos questionar o por quê das coisas!

3a Jogue sua posição partidária fora. Analógico X digital / Velho X Novo / TV Aberta X Internet... Não perca tempo com debate que não se leva a nada! É importante a tv para posicionamento mas também é preciso fazer um aplicativo para um novo serviço. A comunicação velha e a nova andando juntos, a comunicação 360o em evidencia.


Ken Fujioka
E agora José? Reflexão para planejadores

Será que os Planners já sabem tudo?
A eterna conversa e discussão sobre a disciplina é interessante para a eterna reflexão e reciclagem.
Referencias em planejamento:
Ler o livro do Jon Stell "A arte do planejamento"
Blogs referencia: russell davies, gareth kay, martin weigel, richard huntington, mark earls
Um criativo: Dave Trott
Podcast: jad & robert

Perfil do planner:
Matriz do planejamento: business a people (afinidade com os dois)
Intuitivo a analítico (como resolvemos os problemas)
Planners tendem a ficar no centro dessas 4 dimensões, Planners devem ter equilíbrio, no mesmo dia se discute estratégia com o alto executivo do cliente, moderar uma pesquisa com mulheres da classe C, passar um brief para a criação e ler uma pesquisa. Equilíbrio, profundidade no processo, entender a fundo o que está acontecendo.
Tendência humana em estudar no que somos bons, precisamos nos forcar a estudar o que não somos bons para chegar ao equilíbrio.
Hoje os Planners devem desenvolver a empatia, sentir o que outra pessoa quer, sente e deseja. Conseguir se colocar no lugar do outro par entender como a pessoa age.
Empatia é diferente de entendimento
Não é suficiente apenas entender o consumidor. É preciso tentar imaginar como ela vai se comportar. Isso é a empatia! Esse exercício é preciso ser feito no dia-a-dia.
Pesquisa sobre o consumidor é um ponto de partida e não a solução para tudo.

Como acontece, na pratica, a colaboração dentro do processo criativo?
Analogia: revezamento 4x100 na natação. Essa é uma visão linear, um trabalha, bate na borda e o outro começa a trabalhar: um não pode entregar o seu trabalho e dizer "minha parte eu já fiz"

O trabalho de criatividade é mais parecido com o revezamento 4x100 do atletismo. A zona de passagem, quando 2 corredores correm juntos para a passagem é o que faz toda a diferença. Não se entrega o planejamento e diz "agora é com você" um depende com o outro, o ideal é entregar o planejamento e dizer, "agora é conosco" ambos (Planners e criativos) buscam o mesmo objetivo: a ideia!
Ideias tem que ser estratégicas, criativas e execucional.
Ideias estratégicas é onde a responsabilidade é do planner. Tem que resolver o problema do cliente
Ideia criativa é a zona de passagem, é onde surge a ideia na conversa entre Planners e criativos.
Ideias execucionais é responsabilidade da criação

Brief não vai para a rua. Ele e o começo do trabalho.
Planners trabalham no campo das ideias. Somos responsáveis por isso junto com a criação
Planners acompanham a campanha no dia-a-dia. Se não resolveu o problema do cliente, não funcionou a campanha. Simples assim.

Já está no ar o meu curso junto com o portal iMasters sobre PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL. Clique aqui e adquira já o seu! Mais de 200 pessoas já fizeram esse curso em pouco mais de 3 meses.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Redes Sociais para pequenas e médias empresas

Amigos.

No último dia 10 de Fevereiro, eu palestrei a convite do Sebrae na Campus Party 2012. O tema da minha palestra foi REDES SOCIAIS PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, pois o Sebrae atua com esse público, entretanto, eu fiz uma palestra mostrando que micro, pequenas, médias, grandes, gigantes, enormes, multinacionais TODAS as empresas devem estar nas Redes.

Segue a palestra em 2 partes, que eu já disponibilizei no meu SlideShare e na sequencia um vídeo meu de 40 segundos resumindo a palestra.

Redes Sociais para pequenas e médias empresas - Parte I


Redes Sociais para pequenas e médias empresas - Parte II


Vídeo resumindo a palestra

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A palhaçada da Runner

Amigos

A cada dia que passo, eu vejo como cada vez menos as marcas estão sabendo o que é comunicação e o poder das Redes Sociais contra elas. Acho que a noção de que uma Rede Social pode destruir uma marca ainda não passa pela cabeça de alguns gestores, que as vezes, até gostam que suas marcas sejam detonadas nas redes, pois assim "as pessoas estão falando de mim".

Uma marca, quando vira Trend Topic, com certeza gera aumento da visitação do site. Para aqueles que são míopes em marketing digital, vão analisar o Google Analytics e dizer ao diretor: "olha, os acessos do site subiram".

E a conversão??? Ninguém se preocupa com isso. Essa taxa, a chamada Taxa de Curiosos, só serve para deixar relatório de Analytics bonito. Não gera nenhuma conversão e claro, que esses míopes vão dizer: "eu sempre disse que internet não dá resultado..." Saiba fazer, que dá!

Começo do ano é sempre cheio de "tendências para o ano tal" em tudo. Em marketing, comunicação, digital, gastronomia, moda, carros... mas quando vamos abrir os olhos para que a maior de todas as tendências deveria ser "cada vez mais, entendemos o nosso consumidor" e nos comunicamos da forma que ele quer ouvir!

Isso nem deveria ser tendência e sim uma prática na comunicação, mas será que isso tem sido feito? Como diria Michael Kyle (Eu, a Patroa e as Crianças) "ééééééééé...dão"!!! (com D mesmo).

A Runner, uma das maiores redes de academia do país, me sai como uma campanha ao estilo "vamos ser engraçadinhos para gerar audiência". Mas o que eles conseguiram?

A imagem (ao lado) por si só já parece preconceituosa, mas se tiver uma frase bem criativa. Repito, BEM CRIATIVA, pode até ser engraçado sem passar dos limites mas esse não foi o caso da Runner. A frase, aliás parabéns ao redator, equipe de criação e troféu "joinha" ao cliente que aprovou isso era sutil:

"Neste verão, você quer ser a sereia ou a baleia" Pronto, está feita a m... Eu vi esse anúncio há 1 hora mais ou menos e quando fui ver de novo, mais de 48 mil pessoas ja tinham compartilhado.

Estamos diante de uma nova "Brastemp com Oswaldo Borelli"? Espero que sim, pois uma marca que trata as pessoas dessa forma, tem que ter sérios prejuízos!!

Será que só de sarados e saradas vive a Runner? Será que as pessoas fora de forma não as procuram para entrar em forma? Ou seja, esse público que procura para entrar e não manter a forma, é uma baleia?

Eu nunca fui aluno da Runner e jamais serei. Sou do time que não gosta de academia. Nunca gostei, mesmo já tendo feito algumas. Nunca tive nada contra a marca, mas é um gosto pessoal!

Costumo brincar que eu prefiro exercitar o cérebro do que o tríceps, biceps, coxas e abdomen. Confesso, mesmo sem beber, que sou um magro com barriga de chopp. Mas estou bem assim, estou feliz em vários aspectos como pessoal e profissional.

E quem se preocupa com o visual? Quem está agora procurando uma academia para entrar em forma, e vale ressaltar, que entrar em forma é ficar com o corpo que a pessoa quer, pode até ser o da Helen Roche ou do Márcio Garcia, sei lá, depende do objetivo da pessoa.

Essa pessoa vai na Runner, depois que essa a chamou de baleia? Eu jamais iria entrar em um lugar que me xingasse, aliás, se eu fosse aluno da Runner, sairia hoje mesmo! Se eu sou uma baleia, para que você me quer?

Mais de 48 mil pessoas compartilharam no Facebook essa imagem com um texto detonando a campanha. Que marketin é esse? Marketin negativo para uns, marketing imbecil para mim!

Aposto que nesse momento tem gente comemorando que o site está dando "picos de audiência", bobeira! Analise a performance do site. Se eu pudesse dar um conselho a Runner, monitore TUDO o que estão falando e lance uma campanha AGORA pedindo desculpas. Se eu fosse a Reebok ou a Cia Atléthica sairia com uma campanha amanhã nas redes dizendo que se preocupam com a pessoa e não com a sua forma física!

Fico feliz em ensinar aos meus alunos que em primeiro lugar se deve entender e respeitar o consumidor, são esses consumidores que nos amam ou odeiam, no compram ou fazem força contra para comprar da concorrência. São esses consumidores que pagam os salários das empresas, agências, produtoras...

Pois é, "Dona Runner", quem mantém sua estrutura, professores, dá dinheiro para suas campanhas e para os luxos dos donos, são as baleias!!!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe


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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Taxa de curiosos é ruim

Amigos

Não é raro ver relatórios para os clientes apresentando uma taxa de crescimento no site de 20,30 ou até 300% em um curto período. Em um primeiro momento tem que se comemorar mesmo, mas ai vem a minha pergunta, quanto desses novos usuários são pertencentes a “taxa de curiosos”? Como profissional de planejamento estratégico digital, não posso me preocupar com o crescimento de acessos ao site ou seguidores no Twitter. Tenho que me preocupar quanto desse aumento vai virar um lead, vai converter.

É óbvio que quanto mais pessoas acessam o site ou se relacionam com a marca via Redes Sociais maiores são as chances de termos leads, por isso, que disse no parágrafo anterior que em um primeiro momento é preciso comemorar o aumento dos acessos, mas devemos entender o por que isso aconteceu. Vamos a um exemplo.

Eu sempre dou esse exemplo nas minhas aulas de Planejamento Estratégico Digital, e faço isso por ser um dado aberto, algo retirado do Google AdPlanner. Quando eu atendia a Mercedes-benz, pouco antes do Salão do Automóvel fomos avaliar os acessos dos sites da concorrência: Honda, Toyota, Hyundai, BMW e Audi. Usamos a ferramenta do Google. Todos os sites tinham o mesmo comportamento, até os acessos eram muito parecidos, porém o site do Audi teve um pico muito grande, em apenas um dia. Me lembro o dia: 18/10.

Eu era o planner da conta, mas como sempre prego jamais trabalho sozinho. Avaliei esse pico com o pessoal de métricas, mídia, criação e atendimento. Ao primeiro momento foi dito que o pico se devia ao fato do Salão do Automóvel estar chegando (faltavam 2 dias para a abertura do evento), mas como só a Audi tinha esse pico, se todas as marcas estariam no evento? Mais uma vez, o Google nos ajudou com o Google Notícias: Naquele dia, o apresentador Luciano Huck havia comprado o novo Audi A8, sendo o 1º a comprar esse novo modelo no país.

Sites de fofoca publicaram em peso o apresentador sentado ao lado do diretor da marca em frente ao carro. O pico do site foi 100% de taxa de curiosos! Para o relatório, um sucesso. Para o planejamento, uma ação que gerou visibilidade da marca e pronto.

Quando vejo que em média, para mega varejistas, a taxa de conversão (compras efetivadas) é de 2% percebo a importância de se entender a taxa de curiosos. A cada 100 pessoas que entra em algum site de varejo online, 2 efetivamente compram. Vamos supor que 5 compram e 3 não efetuam a compra por algum problema no cartão (exemplo). Somente 2 pessoas compram! Olha o esforço que deve ser feito em marketing e comunicação para chegar a números que paguem a estrutura, sendo que apenas 2 (reforço esse número) pessoas compram, a um ticket médio de R$ 500,00.

Taxa de curiosos só é bom para fazer número bonito em relatório de analytics. É preciso sim atrair as pessoas para o site, tal qual a Audi fez – aliás essa ação da Audi foi mais uma ação de mídia espontânea do que para o site, mas vale como exemplo – porém, mais do que isso é preciso saber como fidelizar essas pessoas dentro do site e em um futuro, de preferência próximo, a transformar em um lead. Na ação da Audi, por exemplo, as pessoas que divulgaram o link podem ser consideradas leads, pois essa foi uma das intenções, porém, como manter dentro do site ou manter o relacionamento com a marca?

Primeiro passo é abrir para as Redes Sociais e Newsletter. São as formas mais simples de se manter o relacionamento ao longo do tempo. Eu prezo muito a simplicidade na comunicação e se a marca fizer bem isso, já está dando um grande passo. O segundo passo é conversar com as pessoas que se abriram para o relacionamento. Em seguida meça os passos e veja quem converteu, lembrando que a conversão depende do objetivo do site.

Em resumo, a taxa de curiosos é boa no primeiro momento, atrair o máximo de pessoas para o site ou Rede Social. Se a marca não souber se relacionar, vai continuar a ser uma taxa de pessoas que entraram no site – sentiram esse desejo – mas que saem do site sem se relacionar com a marca. Para a marca, serve para que?

Começa essa semana (07,08 e 09) o meu curso de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL na E-commerce School (SP). São 12 horas de teoria, exercícios e muita troca de informação. As aulas podem ser presenciais ou online de forma simultânea. Interessados clique aqui ou podem mandar e-mail para elaine@ecommerceschool.com.br para tirarem dúvidas. RESTAM POUQUÍSSIMAS VAGAS!!!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Redes Sociais. Cuidado, nem sempre uma boa ideia dá resultado.

Amigos

Redes Sociais é um perigo!
Se você ainda não está atento a frase acima, tome muito cuidado ao entrar com uma marca nas Redes Sociais, pois mesmo tomando muito cuidado, ainda sim, uma mensagem mal interpretada pode gerar um fato negativo para as marcas. Vale lembrar, que hoje dificilmente uma marca não está nas redes, pois algum funcionário ou consumidor já a colocou lá, entretanto, nem todas estão oficialmente, e nesse caso é um grande perigo.

O site ADNEWS publicou recentemente uma matéria sobre uma ação do Mc Donalds que a princípio tinha tudo para ser uma ação benéfica para a marca, com boas chances de ser um sucesso. O conceito era o que muitos avaliam como ser o correto: Estimular que o usuário gere, espontaneamente, um conteúdo para a marca, divulgando uma hashtag que dissemine a marca pelas Redes, impactando os seguidores desse usuário e ampliando o impacto da marca pelo Twitter. Tudo de forma gratuita e com o aval desses usuários. Perfeito.

Dificilmente algum diretor de marca reprovaria uma ação dessas, ainda mais, porque a ação do Mc Donalds no Twitter estava ligada a comunicação da marca, ou seja, era uma ação que envolvia a comunicação 360º para ampliar o impacto da mensagem que a marca queria passar, porém, infelizmente – e digo isso pois ações assim são ruins para quem trabalha com Internet, afinal, já é difícil convencer que Internet dá resultado – a ação não foi benéfica para a marca.

No Twitter, o Mc Donalds, divulgou um produto novo McD Potato. A frase dizia “Quando nós fazemos algo com orgulho, as pessoas podem saboreá-lo – McD potato supplier #McDStories”. A Ideia era promover o Mc Donalds Stories, que é um movimento para promover histórias emocionantes de pessoas em torno da marca, ou seja, fazer com que as pessoas possam contar histórias próprias via Twitter de bons momentos que passaram com a marca, mas não foi bem isso que aconteceu e aqui vale ressaltar a importância de se mensurar tudo o que se fala ou faz das marcas nas Redes Sociais.

Poucas pessoas entraram na onda e falaram de suas histórias. A grande maioria dos tweets foram de protestos contra a marca. Funcionários da rede entraram na onda. Clientes reclamaram de tudo, até do conservante em lanches e abate de animais. Segundo o diretor de mídia sociais da marca, em 1h eles perceberam a repercussão e mudaram o rumo da campanha. Isso só é possível com mensuração minuto a minuto.

Esse artigo é mais um exemplo de como uma ação que tinha tudo para ser um sucesso, uma ação de relacionamento, de interação com o usuário, de entendimento do perfil do público, deu errado pois os críticos de plantão preferiram detonar uma marca, isso é comum acontecer com marcas fortes e grandes como o Mc Donalds, por isso, se você cuida de uma marca desse porte, tome o triplo de cuidado.

Nos dias 07,08,09 de fevereiro darei meu curso de 12h de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL na e-commerce school. esse curso poderá ser feito presencial ou online. Clique aqui e tenha mais informações.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Simbolos na comunicação

Amigos

Confesso que eu nunca fui um excelente aluno na escola. Era, aliás, sou hiperativo e por isso era difícil eu prestar atenção na aula. Na faculdade eu era mais “nerd”, na pós, Bootcamp e FGV então nem se fala, mas enfim, esse artigo não é para falar de mim, e sim sobre símbolos.

Puxei o link de história por um simples motivo, para lembrar que nós, seres humanos, nos comunicamos por símbolos desde a idade da pedra. E vamos continuar por muito tempo, entretanto, a comunicação vai mudando, vai evoluindo, mesmo que usemos apenas símbolos para contar algo.

Veja a imagem a seguir:

Essa imagem mostra como os antigos contavam suas histórias. Símbolos! Usavam desenhos para contar uma história, expor uma opinião, para passar uma mensagem.

Acredito que todo mundo já tenha visto essa imagem em alguma aula de história, correto? Mas o que isso tem a ver com os dias atuais? Muita coisa, pois alguns estudos mostram que o que nossos antepassados aprenderam, entrou em nosso cotidiano e por isso, nós nos acostumamos também; bom, estou sendo bem simplista nessa definição, mas me fiz entender.

E essa roupa?

Mostra o que chamamos de “wanna be” ou seja, o eu quero ser. Emporio Armani é uma marca de luxo. Marcas de luxo trazem o glamour, trazem o “quero mostrar quem sou e porque vim”. O simples logo da marca, mundialmente conhecido, já mostra o que a pessoa que está usando é ou quer ser.

Claro que para conhecer uma pessoa, nós temos que conversar, entender e ouvir. Isso vale para nós, profissionais de planejamento estratégico digital, que trabalhamos e devemos entender pessoas! Não se conhece uma pessoa sem falar com ela, mas essa imagem é uma expressão dessa pessoa para uma multidão a qual ela não pode falar com todos, mas expõe o que é ou (mais uma vez) quer ser.

E como pode evoluir essa comunicação?

Ok, chegamos ao mundo digital. Não falamos mais com as pessoas, mandamos uma “carinha” (emoticon), para dizer “oi”, “estou bem”, “saudades” entre outras palavras. Símbolos.

Não sou nenhum estudioso de simbologia e acredito que os especialistas possam ter mais dados e pesquisas do que eu, ter até mais artigos bem escritos, mas o que vale aqui nesse é a reflexão sobre como nós nos comunicamos por meio de símbolos e como eles são importantes para conversarmos com a multidão.

Nem vou entrar no mérito das marcas, onde ao ver de longe um “M” amarelo, já sentimos fome, mas vale a reflexão, ainda mais depois de ver na rua (essa foi a inspiração desse artigo) duas pessoas conversando na rua e andando. Uma chegou na porta do seu trabalho e a outra continuou andando. A que estava na porta do trabalho gritou para a outra para que elas continuassem com a história, ao invés do tradicional balançar dos dedos imitando um telefone, ela fez um sinal imitando a digitação. Sinal dos tempos...

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Você tem um real objetivo?

Amigos

"Eu preciso estar na internet" quem já ouviu essa frase em um reunião com cliente ou prospecção? E quem já questionou o porquê e ouviu do cliente frases como "por que é moda" ou "por que minha concorrência está lá". Eu já ouvi até "ué, por que todo mundo está. Minha sobrinha é viciada em Facebook..." e quer o pior? Fechamos a conta de Redes Sociais desse cliente por causa disso!

Se o objetivo da sua marca é entrar na Internet por que a sua sobrinha de 10 anos passa mais tempo no Facebook do que ao lados dos pais em um almoço familiar de domingo (como o caso citado acima), aconselho você manter o seu site no ar e pronto. Nem pense em estratégias digitais. Crie sua Fan Page, seu Twitter, coloca os logos no site para ficar "bonito" e volte a ganhar dinheiro da forma que você faz, pois você não vai ver valor imediato na web e vai criticar a agência coma velha frase "pô internet não dá resultado..."

Sem um objetivo não chegamos a lugar algum!! Me lembro de uma reunião com uma empresa coreana. Chegamos com um plano de trabalho para eles. Era uma parceria. O CEO da empresa insistiu por mais de uma hora "qual a meta?" para aquela reunião não tínhamos aprofundado o projeto no detalhe, era mais uma apresentação.

Voltamos para a empresa com a missão: trace a meta e voltamos a conversar. Fizemos. Estudamos, entendemos melhor o potencial de mercado, fomos conversar com 2 agências para ter uma base de pesquisa. Voltamos com a meta bem definida. Então o CEO aprovou e disse "sem uma meta não sabemos onde queremos chegar..." objetivo é isso! Nesse caso o objetivo era numérico por isso o CEO chamou de meta. Mas o que vale na história é: sem um norte você não sabe onde ir.

Você sai de casa e vai andando pela rua para ver no que vai dar ou você sai para ir a padaria, supermercado ou trabalhar? Viu, você tomou uma atitude, que gerou uma ação para atingir um objetivo. Isso é a mesma coisa de uma campanha! Ou você ainda acredita que basta colocar uma campanha no ar e magicamente ela traz resultados?

Tudo o que fazemos na vida tem um objetivo, então, porque não nas nossas ações de marketing e comunicação, seja on ou offline não tem? Tem que ter! Objetivo é o primeiro passo para qualquer ação e nós, planners, somos responsáveis não apenas por entender e traçar esse objetivo, mas por defender e medir para que ele seja atingido.

Objetivos, quanto mais complexos, mais difíceis de serem alcançados. Objetivos são curtos e grossos: vou fazer isso para a marca conseguir isso. Pronto. Direito! Estratégias e táticas seguem a mesma linha. Objetivos não tem mais do que uma linha, alias, vamos usar a teoria do Twitter onde uma mensagem pode ser transmitida em 140 caracteres. O que acham?

Vamos ser o mais sucinto e direto possível, afinal, na comunicação e marketing, menos é se é mais!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Processo de compra online - parte II

Retomando o que foi falado na 1ª parte desse post, até aqui o usuário foi até o Google e pesquisou sobre as marcas. Agora começa o processo de decisão de compra, logo o próximo passo é entrar nos sites dessas marcas para saber tudo sobre o celular, porém nem apenas a ficha técnica tem que estar no site, afinal quantas pessoas realmente entendem o que é um celular tri-band? É preciso ter uma linguagem mais informal que converse com o usuário na mesma linguagem. Nem que seja usado um blog para isso.

Após pesquisar os 4 sites, esse usuário decidiu pelo iPhone 4. Não apenas por ser o celular mais desejado do mundo, mas também por ser o que melhor entrega aquilo que ele deseja. Só isso é suficiente ara efetuar a compra? Claro que não!

O próximo passo é extremamente importante e aqui se faz presente a importância de uma estratégia de presença digital. Nós, e-consumidores, vamos perguntar para as pessoas sobre o aparelho. Vamos a Facebook, Twitter, Blogs, Youtube, Yahoo Resposta, Reclame Aqui entre outras ferramentas para saber o que as pessoas estão falando sobre o iPhone 4: quem tem o que fala, quem não tem, quem tem e não gosta, quem não tem e não gosta. O que falam, por que falam, como falam? Tudo isso influencia uma decisão de compras. Ou alguém ainda tem duvidas?

Nesse momento o e-consumidor já está satisfeito com as informações recolhidas e decide efetuar a compra. Nesse estágio as chances dele comprar no site que mais confia são infinitamente superiores a comprar em uma loja menor, por isso, relacionamento no e-commerce é muito importante. Arrisco dizer que é mais importante do que produto, pois isso todo mundo tem.

Nesse estagio da compra o Buscapé é a ferramenta mais importante. Por mais que usemos o Google, o Buscapé é uma referencia na área. É aqui que vamos ver a loja com melhor preço ou melhores condições de pagamento. A decisão se baseia na credibilidade da marca (loja) somada as pesquisas feitas. O usuário opta, por exemplo, em comprar no Ponto Frio.

O Ponto Frio tem que ter o site em perfeito funcionamento. O preço e condições anunciadas no Buscapé devem ser cumpridos; se possível até uma promoção especifica para esse usuário deve ser feita. A logística tem que cumprir os prazos; alias vale lembrar que se no reclame aqui o Ponto Frio aparecer como loja que não cumpre prazos, ele será descartado pelo consumidor logo de cara.

E-commerce trabalha com expectativa. E-consumidores querem comprar um produto e usá-lo na hora. Se eu vou na loja da Claro e compro um celular eu saio da loja falando e acessando a web. Na loja online tenho que esperar alguns dias. Em geral, aceitamos esses dias, desde que estejam explícitos no momento da compra e sejam cumpridos a risca. Se entregar antes do prazo, melhor ainda para a reputação da marca.

E agora o e-consumidor comprou? Sim agora sim. Mas é realmente necessário todo esse fluxo para uma compra? Sim é! Por mais que as taxas de compra por e-mail sejam altas em e-commerce, está cada vez mais difícil acreditar que o usuário compre um produto sem pesquisar muito bem antes. As vezes o usuário quer uma nova TV e está pesquisando e no momento que está quase decidindo o Submarino lhe envia um e-mail com uma promoção daquela TV ou uma muito similar. Ai ele compra, mas já pesquisou antes.

Acessos e compras a sites de e-commerce crescem a cada dia, mas a taxa de conversão se mantém sempre a mesma. Em media 2% das pessoas compram, lembra-se?Entender esse fluxo e agir nele é o 1o passo para elevar essa taxa e aumentar o seu retorno.

Em resumo: entenda mais de comportamento de consumidor e menos se produto! Produtos são commodities e todos tem praticamente os mesmos, mas entender pessoas poucos fazem!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Parabéns! Eu ganhei uma conta!

Você ganhou a conta?? Quem disse isso?

Esse post é mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Eu já passei por isso, hoje graça a Deus trabalho com profissionais de uma qualidade enorme e humildes! Amigos, quem ganha uma conta é a agência!

Julio Ribeiro, Nizan Guanaes, Washington Olivetto, Luiz Lara, Celso Lodduca, o trio da DPZ (Duailib, Petit, Zaragoza), Alex Perisinoto, Fábio Fernandes, Pedro Cabral, Paulo Loeb, Roberto Justus, Sergio Motta Mello. Monstros sagrados da publicidade brasileira, tanto no campo off como online. Citei apenas alguns, poderia fazer um post só com nomes, mas vamos parar por aqui pois o recado já foi entendido.

O que seriam das suas agencias sem os talentos que lá estão? Nada! Grandes prédios sem gente, sem vida e sem contas!! Nenhum deles é bom tudo. Precisam de pessoas, de talentos ao seu lado. E tem vários! Por isso suas agencias faturam o que faturam!

O ciclo da publicidade é simples. Se o atendimento falha o brief chega errado. Se o planejamento erra a estratégia será ruim e o publico-alvo totalmente errado. Se a criação erra a mensagem não impacta, não é relevante. Se a mídia erra a comunicação não chega a quem tem que chegar. Se Redes Sociais erram, não gera relacionamento e vira trend topics negativo, se a produção erra o anuncio vai errado para a revista, se RTV erra o comercial vai errado para a emissora... Se um erra a chance do trabalho ser perdido é altíssimo!

Mas e quando acertam? Bom, as vendas sobem, as pessoas indicam, o público é atingido, ganha-se Cannes (apesar que eu prefiro um "tire a campanha do ar por que esgotou meus produtos" a Cannes), todos ficam felizes.

Percebe-se a importância do coletivo?? Digo isso porque daqui a algumas horas estarei apresentando uma concorrência no qual apostamos muito na Gotcha! (agencia em que sou o diretor de planejamento). Não sei se venceremos mas sei que todos se empenharam!

Do CEO a criação, a um grande amigo que nos ajudou na criação, ao pessoal de Links patrocinados, ao comercial, ao atendimento! Amanhã do CEO a tia do cafezinho todos terão sua importância! Amanhã se perder, perdem todos, se ganhar, ganhamos: TODOS!!!

Pense nisso antes de se vangloriar ou detonar uma pessoa ou equipe após uma vitoria ou derrota! No futebol os jogadores ganham, todos empatam e o técnico perde. Na publicidade somos todos jogadores. Todos ganham, todos perdem!!!

Amanhã seja o que Deus quiser!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A volta da Coke Machine

Amigos

Estava indo para o trabalho quando me deparei em plena estação Paulista do Metrô (linha amarela) com uma bela máquina de Coke Machine. Fique encantado não apenas por ser um viciado confesso do produto, mas por relembrar minha infância. Sim, a nostalgia está na moda e deixou de ser uma tendência quando as festas Trash 80 explodiram no país e as camisas retrô pegaram carona.

As camisas retrô até merecem um parágrafo a parte, pois trata-se de uma moda sem volta. Eu mesmo comprei de Natal uma camisa retrô que é uma homenagem ao Mestre Telê Santana e ao bi-campeonato mundial do tricolor. Belo presente eu ganhei de mim mesmo.

A Coke Machine me remete rapidamente a duas coisas que alias me motivaram a escrever esse artigo. Claro que são dois fatores altamente ligados ao planejamento estratégico: experiência de consumo e marcas buscando o consumidor onde eles estão.

Qual a forma tradicional para comprar uma Coca-Cola? Ir a um bar ou restaurante e pedir junto ao prato no almoço ou jantar, certo? Repare que eu falei a palavra tradicional. Mas as pessoas estão 24h por dia comendo? Não. Elas vão a shoppings, supermercados, clube, escolas, faculdades, postos de gasolina, dançadeiras... E todos esses lugares vendem o produto. Por que não vender no metro onde estou agora escrevendo esse artigo? Por não ter espaço? Não é mais desculpa!

O triste é saber que no Japão já existem painéis touch que vendem produtos de supermercado nas estações de metro e que em São Paulo isso vai demorar 20 anos para acontecer. E por que? Porque os gestores de marca ai da não entendem o digital!

Estamos mostrando aqui não só como a Coca-Cola foi atrás do publico, mas como ela proporcionou uma nova experiência de compra onde "eu posso, eu compro, eu não preciso de ninguém aqui". Isso não se parece um pouco com o "eu escrevo o que eu quero, quando eu quero e a hora que quero"??? Isso não é um comportamento humano na web? Trouxemos os comportamentos Offline para a web e agora estamos fazendo o inverso. Ou não?

Pode parecer uma bobagem, uma ação simples, mas sem duvida inovadora. Ou alguém ainda acha que para inovar é preciso fazer ideias malucas que custam bilhões? Inovações de bilhões são importantes, mas as simples também.

Não tirei foto dessa maquina ao lado de pessoas pois não estou afim de ser processado por uso indevido de imagem, mas por mais que essa maquina estivesse desligada (só funcionará a partir da 2a semana de Janeiro) chamou muito a atenção. Por ser novo? Claro que não, na década de 80 isso já era febre nas locadoras e bancas de jornal, mas por ser diferente.

Uma ação juntou uma nova experiência de compra, o retrô e a busca das marcas onde estão os consumidores, simples, direta e com alto poder de retorno. Agora, se você acha que só dá certo por que é Coca-Cola está na hora de você repensar seus conceitos. É mais fácil dar certo por ser Coca-Cola, ai sim, mas serve também para abrirmos as nossas mentes e pensarmos que nem sempre o comercial de TV engaja, envolve e principalmente vende!!

Mais uma vez, parabéns Coca-Cola!

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Abraços
Felipe Morais
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cuidado com as tendências para 2012

Amigos.
FELIZ 2012. Muita paz, saúde e alegria a todos.

Já começo o ano bem crítico. Prometo me dedicar mais a esse canal, tenho recebido muitos elogios dos meus textos e acho bem legal e gratificante isso. Vamos ver se esse ano minha vida dá uma reduzida de trabalho, um aumento de faturamento e eu possa me dedicar mais ao blog.

O texto abaixo é uma reflexão para o começo do ano. Nem tudo o que sai no Google é passível de acreditarmos. Pense bem antes de planejar baseado em uma tendência ou defender algo por que um teórico disse uma frase de impacto...

Começo do ano é sempre marcado por artigos e mais artigos sobre tendências. Me lembro no ano passado de ter lido mais de 10, uns bons outros um tanto quanto viajantes. Nas minhas aulas eu sempre falo que é preciso tomar muito, mas muito cuidado com as tendências e os teóricos de plantão que adoram matar tudo apenas para gerar polêmica, afinal, polêmica vende, certo?

Quem esteve no Social Media Week de São Paulo, em fevereiro do ano passado (2011), viu a discussão envolta de um dos assuntos mais comentados do ano: o Facebook ia matar o Orkut no Brasil. Até estudo de uma renomada agência de publicidade offline (reparem bem na palavra offline) apresentou um estudo cravando que isso aconteceria no fim de 2011. Aconteceu?

Posso não estar com os dados desatualizados, mas até onde eu sei o Facebook não passou dos 25 milhões de pessoas cadastradas no Brasil ao ponto que o Orkut ainda reina com mais de 45 milhões, tudo bem que nem todos os estudos dão 100% certo, mas esse foi uma enorme viagem.

Tudo bem que as pessoas passam mais tempo no Facebook que no Orkut, que estão migrando de uma plataforma para a outra e até há o movimento das classes CDE estarem vindo em peso para a rede de Mark Zuckberg, mas vamos com calma quando duas plataformas similares apresentam números tão distantes. Eu tenho certeza que o Facebook vai ser a Rede Social do Brasil em breve, vai tomar o lugar do Orkut, porém acredito que isso possa ocorrer na metade de 2013, mas isso é um forte "achismo"!!!

Outra com relação ao Facebook era de que todos os sites morreriam pois as empresas migrariam seu site para o Facebook. Papo furado!!! Quero ver uma empresa ter a coragem de fazer isso agora. Não há muitos loucos para fazer isso, pois o site vai perder audiência. Nem todo mundo está no Facebook, além disso, em milhares de empresas as redes são bloqueadas, ou seja, se é tão difícil conquistar audiência na web, o que dirá usar uma ferramenta para diminuí-la?

Vale lembrar que o horário nobre da internet vai das 9h às 20h, de 2a a 6a, “coincidentemente” no famoso "horário comercial". Alguém pode me dizer que a Agência África fez essa migração. De cara eu digo: fez e bem feito! Mas vamos analisar qual o objetivo de um site de uma agencia de publicidade? Vender sua criatividade, cases, pessoas. Agências de pequena e médio porte precisam disso para vender seus serviços a prospects. A África tem Nizan Guanaes. Ponto.

Outra que vi era que as Redes Sociais iam matar os buscadores pois as pessoas ficam mais tempo nas redes do que nos buscadores. Em resumo o Facebook ou Orkut vão matar o Google e Bing/Yahoo! Ok, podem rir um pouco mais. É óbvio que isso foi dito por alguém que cheirou muita meia e foi palestrar em algum lugar e foi tão convincente que vários veículos de comunicação foram na onda, e mais uma vez eu digo para tomar cuidado.

Tendências são essenciais para o trabalho de planejamento, uma bem analisada e estudada pode ser um fator competitivo para a sua marca, mas pare, analise, pense, repense e depois proponha uma ação ao seu cliente baseada em uma tendência forte. Senão, vire piada como as que eu contei acima.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Digitalks 2011 - Marketing Digital

Amigos.

Nesse dia 29/11 aconteceu no Teatro Vivo, aqui em São Paulo, mais um evento do Digitalks, marca que tem se tornado referência nacional em cursos e palestras nas áreas de marketing e comunicação digital. Graças ao amigo Flávio Horta, fico feliz em fazer parte dessa "família".

O post de hoje será bem grande, pois a quantidade de informação que recolhi no evento foi sensacional, muita coisa a ser feita, vista, feita e espaço para inovar. SEMPRE. Abaixo segue tudo o que anotei no evento. Espero que gostem:

CENÁRIO DIGITAL - Fábio Coelho
- Nascem 490 mil crianças por dia no mundo. Habilitam-se 550 mil smatphones com Android no mesmo período.

- O brasileiro é vanguardista e está sempre em busca do novo. Cada vez mais as pessoas estão buscando coisas diferentes. A capacidade de entender isso é o que faz a diferença nas estratégias de marketing.

- Busca é a prateleira digital de produtos, serviços, produtos a disposição 24h, 7 dias de semana. Encontra o usuário em seu momento de busca e gera um custo por aquisição muito melhor!

- Não existe mais on e off. Tudo está se tornando digital. Ficará mais fácil para criar aplicativos que vão funcionar em todas as ferramentas, nas multi telas.

- Hoje temos conteúdos broadcast (tv), made for web e o UCG que é quase 95% do conteúdo do YouTube.

- Criatividade sem ciência perde força. Não basta apenas ser criativo, é preciso entender plataformas e como as pessoas usam essas plataformas. PLANEJAMENTO. A tecnologia está cada vez mais aderente as estratégias de comunicação, são importantes no aumento da interatividade! Interatividade aumenta em 63% os resultados das peças.

- Digital ajuda na construção de marcas:
- Som, imagem, movimento
- Audiência e freqüência altas, as vezes maior que muita emissora de tv e radio
- Métricas em tempo real
- Interação e transação

O modelo de negocio hoje é a busca de conteúdo.

O PODER DO MKT ONLINE - Marcelo Abrileri
- E-mail começou em 1972 e até hoje nada o matou

- Mais da metade das pessoas do evento souberam dele por email. Ninguém pediu esse email, mas foram impactados pois o assunto era relevante.

- Email precisa ter layout agradável, fonte confiável, assunto relevante, novidade ou oportunidade. A soma de tudo isso gera engajamento e isso gera maior audiência nas ações, devido a pessoas indicando pessoas.

- Behaviorial target no email marketing é fundamental, amplia capacidade de vendas e ampliação de base de cadastro. É entender o comportamento one-to-one e assim ser mais acertivo.

- Bases devem ser clusterizadas. Quanto mais entender o consumidor e filtrar seu usuário e o conteúdo que ele quer receber, mais chances de sucesso o e-mail marketing terá. As empresas dizem que e-mail marketing não dão certo, porque não sabem fazer. Mercado ainda engatinhando!!!

- Peças de e-mail marketing e landing pages devem andar juntos. Peças devem ser com mensagens curtas e diretas. Call-to-action é importante. As vezes alterar a cor do botão ajuda na efetividade da peça. Quem se interessar deverá saber mais sobre a campanha na landing page.

- Freqüência no email é importante. A freqüência deve ser de 3, sendo que o 2o disparo variando um pouco costuma dar os melhores retornos. A partir do 3o a performance começa a cair.

- Fazer constante higienizarão da base para elevar a efetividade e não entrar em black lists de servidores.

- Continuidade da ação com pessoas que abriram, mas não clicaram. Mandar uma nova peça, com novo subject, para novo impacto, aumentando as chances de sucesso nas ações.

FORMATOS CRIATIVOS & BRAND CONTENT - João Bell
- Portal da Vivo já tem acesso de portal de conteúdo

- Sucesso de uma campanha se dá quando mídia paga, mídia própria e mídia espontânea dão certo e as pessoas interagem e convertem.

- Toda a marca precisa e quer ser adorada. Chegar ao ponto que a Apple chegou é o ponto máximo de marca. Brand content está sendo uma forte estratégia para essa ligação.

- É preciso tomar muito cuidado com ações de brand content. As vezes se faz o filme, gasta-se milhões de reais e o consumidor se lembra de tudo, menos da marca por trás desse conteúdo.

- A produção de Eduardo e Mônica e Pelé consumiu milhões de reais. Foi feito com a O2 (Pelé). Não é porque é internet que tem que ser trash! Dá e é importante fazer filmes com qualidade! Dá resultado e impacto.

- Vivo tinha um problema vindo do Call Center dizendo que as pessoas não sabiam usar smatphones ou SMS. A Vivo criou um tutorial com 3D, vetores, botões iluminados. O erro foi não saber as reais dificuldades do usuário. Não entendeu o usuário, o projeto foi um fracasso. Foi feito algo mais simples com passo a passo e foto "chapada". Muito mais resultados.

- Vivo utiliza diversas ferramentas para gerar acesso ao site. O site é o ponto final, é preciso gerar audiência, mas através de conteúdos diferenciados e ações como concursos culturais dentro do site. Gerando muitos resultados para a marca.

- VivoOn é uma plataforma de conteúdo onde entra diversos conteúdos. Relacionamento de entretenimento com a marca. Consumidores amam o produto, pois o site não vende apenas o produto, mas tem webshows, entrevistas, papo com JQuest. O site "fala" com o publico através desse entretenimento.

SOCIAL CRM - Angel
- A inteligência semântica como forma de melhorar seu atendimento.

- Formas de dar embasamento para tomada de decisões.

- A semântica auxilia na busca pelos significados de grupos de palavras e não apenas pela palavra-chave. A mesma frase pode ser feita de varias formas para passar a mesma mensagem. A busca semântica entende a mensagem e não apenas as palavras.

- Esta cada vez mais importante escutar o que o usuário quer falar! Mas não apenas ouvir, mas entender, guardar as informações e saber como e quando usar, agir e se relacionar. Em Redes Sociais a resposta tem que ser imediata, porém, a pergunta tem que ficar no banco de dados da marca para entender o que fazer - estratégias baseadas no que o usuário diz ou demonstra o que deseja.

- Em um Ecommerce a busca é importante. 60% das pessoas usam o campo de busca dos sites. As palavras mais buscadas é preciso ser estudada e mensurada. Cruzar essas informações com os clicks nos produtos, palavras mais buscadas no Google e performance dos produtos. Landing pages se torna uma importante ação para essa estratégia.

- Essas palavras da busca semântica auxilia nas estratégias de SEO. Criar filtros para essas palavras. Não tem sistemas. Tem inteligência humana.

CRESCIMENTO DE ECOMMERCE E COMPORTAMENTO DO ECONSUMIDOR - Douglas
- Cresce o mercado dos pequenos varejistas: artesanato, cestas de café da manhã, flores, livros técnicos sao os segmentos que mais crescem pelos pequenos varejistas.

- Compras coletivas e social Games ajudaram impulsionar o número de novos usuários na web em 2011 e vão ser grandes impulsionadores para os próximos anos também.

- 18% das pessoas não compram pela web por medo de não receber o produto, 16% com medo de não conseguir trocar o produto. Dar o número do cartão ainda é o rei dos bloqueios para o crescimento do Ecommerce no Brasil, cerca de 30% das pessoas tem esse medo.

- As mulheres são as maiores consumidoras de compras coletivas, o que para alguns institutos, tem colocados as mulheres como principais nas compras online, porém, os homens ainda gastam mais.

- Dentre as 70% das vendas online, 60% são parceladas e 40% a vista. O pagamento a vista cresceu muito graças as compras coletivas.

- Pagseguro tem uma ferramenta de "carteira" onde o usuário pode deixar um dinheiro guardado para ir gastando aos poucos.

MARKETING DIGITAL: PERFORMANCE E ANALISE DE ROI - Gabriel Kenski
- A grande sacada do marketing online é entender os números que uma campanha apresenta.

- O trabalho do marketing online é muito maior quando a campanha está no ar, pois a mensuração é em tempo real

ROI: retorno/investimento = 3/1 = 3
ROI -1: retorno/investimento = 3/1 - 1 = 2 (lucro sem investimento contabilizado)

- Ambas as analises de ROI estão certas, porém algumas empresas optam pelo ROI -1

- Saber quanto é a margem X margem de lucro é o calculo a ser feito para saber se a conversão foi satisfatória ou não.

Exemplo: investiu 1000 reais, 100 mil viram, 2 mil clicaram e 10 compraram.
TM 150,00 = 1.500,00 ou ROI de 0,5

- Investimento, impactos, visitas, compras = retorno
Pilares de uma campanha. São os pontos a serem avaliados periodicamente.
Custo por impacto, CTR, Taxa de conversão, Ticket Médio sao os 4 pilares a serem avaliados na performance da campanha, que devem estar atrelados a Investimento, impactos, visitas, compras = retorno

- Testes A/B estão se tornando cada vez mais importantes dentro das estratégias digitais.

- Parece óbvio, mas combos são boas táticas para aumentar o ticket médio do site e até atrair mais audiência para o site. Consumidor percebe valorem compras casadas. Percepção de ganho, mesmo que somando compra individual seja o mesmo.

O PODER DOS VERTICAIS - Alexandre
- O principio dos verticais é entender pessoas, entender de gente.

- É preciso ter um apelo emocional, algo relevante para que as pessoas se tornem fieis há esses sites. Audiência menor que portais, mas foco no nicho.

- O vetor de conexão é fundamental para o sucesso de um site vertical.

- A fragmentação da mensagem está cada vez mais presente, os sites verticais deverão entregar uma nova experiência para ampliar a conexão emocional da marca com as pessoas. Sites segmentados com conteúdos segmentados. Pessoas buscam conteúdos de acordo com seus interesses.

- As pessoas estão tomando propriedade de sites verticais. A relação é tão forte que elas se sentem parte do site. Deixar que elas contem suas historias é outra forma, forte, de relacionamento com pessoas.

- Deixar que as pessoas abram para contar suas historias amplia o relacionamento e a intimidade entre pessoas e marcas. Marcas contando historias temo mesmo efeito.

- Pode se trabalhar os mesmos conteúdos que outros sites trazem, mas é preciso entender diferenciais. Em alguns casos, uma boa explicação sobre o produto dicas ou bons atendimentos já é um diferencial mesmo que isso pareça simples.

- As vezes o que é simples para os gestores da marca pode ser o elo que faltava para o consumidor fazer a conexão com marcas.

- Hoje o CyberCook tem 80 mil receitas, sendo apenas 18 mil são editoriais, o resto é crowdsourcing, ou seja, os usuários criando gratuitamente para as marcas.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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