terça-feira, 24 de maio de 2011

Planejamento faz a diferença

Amigos.
Planejamento faz a diferença???

Sempre e nunca!

Vocês devem estar estranhando essa minha afirmação logo no começo do texto, mas ela responde o questionamento feito no título e vou explicar o porquê.

O planejamento faz a diferença dentro do processo, claro, somos responsáveis pela estratégia, posicionamento, entendimento de mercado, consumidor e públicos, porém isso realmente aparece no resultado final? Quando você, leitor (a), olha um comercial na TV, durante os 30 segundos que está sendo impactado (a) pela mensagem, você fica analisando “esse comercial é focado para a classe C, homens 30/40 anos...” se nem publicitário pensa isso, o que dirá o consumidor final!

Mas onde entra o nosso papel de fazer a diferença, mesmo que imperceptível? Na forma como a mensagem está sendo transmitida, no apelo emocional, na forma de apresentar o produto, enfim, na forma como o consumidor será impactado por aquela mensagem que faça com que ele sinta vontade de ir ao ponto de venda para ao menos ver do que se trata.

Digo isso pois tenho visto muito do planejamento ser olhado pelo cliente como gasto. O que as pessoas olham é a criação, claro, essa é a resposta final de um brief passado pelo cliente mas comunicação não é só isso! Costumo dizer em aulas e palestras, que para chegar no resultado final, a campanha passa por um longo período onde muita gente “passa a mão” até ela ser finalizada. A criação é o que aparece, mas não é a única parte, e nem a mais importante, do processo.

A parte mais importante do processo é quando a agência faz um bom trabalho. E digo agência querendo dizer quando o atendimento faz a sua parte, o planejamento o dele, a mídia, criação, Redes Sociais, produção, RTV e quem mais estiver envolvido. Agências fazem campanhas e não o criativo A ou B, mesmo que o anunciante ou consumidor não perceba.

Outro fator onde nós, planners, podemos fazer a diferença é quando fazemos o papel de unir as equipes em prol do bom, aliás excelente, trabalho. A “big idea” não vem de uma pessoa, vem de um processo de idéias, análises, pesquisas, entendimentos que resultam nessa “big idea” que todos querem e podem ter.

Somos, planners, como produtores de TV. Quando o Faustão aparece na TV chamando o Seal para cantar ao vivo, o público gosta, aumenta a audiência. O Faustão fez o seu papel de chamar o cantor, mas a produção do programa fez o papel pesado de encontrar o cantor, conversar com ele, preparar a sua chegada, combinar tudo e entregar ao apresentador o “pacote pronto”.

Planejamento não entrega esse pacote, mas ajuda – e muito – a criação fazer um trabalho melhor, a mídia comprar os melhores canais de acordo com o público, o pessoal de mídias sociais focar o conteúdo com aderência a marca e públicos e claro o atendimento a apresentar uma solução estratégica e criativa.

Em resumo, planners fazem a diferença? Sim e não!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Esqueça Cannes. Pense em vendas

Amigos. Segue mais uma provocação!

O propósito da nossa profissão, de publicitário é ajudar os clientes/anunciante (e prestem atenção na palavra anunciante) a vender seus produtos. Não existe empresa que produz um produto sem que deseje colocá-lo no mercado para vender. Para vender, é preciso fazer com que as pessoas conheçam o produto, para conhecer é preciso anunciar. Por mais que muitas empresas não vejam por esse lado, há anos isso funciona no mundo inteiro e vai continuar. Seja pelo rádio, TV, jornal, internet ou qualquer que seja a mídia. É preciso anunciar.

Mas o que tem acontecido e muito no mercado? Agências pensando em “vamos fazer esse filme para Cannes”. Essa ação vai causar um “burburinho nos sites do mercado”. Meu Deus, que pensamento é esse? Mas acontece. Esse é um artigo provocativo mesmo, vamos refletir.

Ok, publicitário compra carro, tênis, apartamento, escova de dente, celular, computador, enfim, todos os produtos. Somos milhares em todo o Brasil, claro, mas não é só publicitário que compra produtos. Médicos, pedagogas, advogados, administradores, engenheiros, estudantes, psicólogos, empresários, fazendeiros... existem mais de 190 milhões de pessoas no Brasil que podem ser potenciais consumidores de dezenas de produtos. E eles não vão a Cannes, não estão nos sites do mercado e não estão nem um pouco interessados se vai ou não ter um leão na sala do diretor de criação. Eles vão ou não comprar o produto que a sua agência anunciou e pronto!

Nós do planejamento estratégico, digital ou offline, temos a missão de colocar a campanha nos trilhos. Não podemos ser hipócritas ao pensar que na visão do cliente a criação ainda é o mais importante, pois é o que ele vê e avalia. O planejamento (objetivo, estratégia, análise da concorrência, táticas, perfil do target) pode estar excelente, mas se a criação não estiver satisfazendo, voltasse para a agência refazer o layout. Não tem jeito, por isso, nós temos que fazer a nossa parte, de planejamento, muito bem amarrada e coesa para que a criação acerte em cheio. Lembre-se, somos parceiros da criação e não inimigos. Agências em que o planejamento e a criação não caminham junto, não vão para frente. Isso é fato!

Os planners entendem que o consumidor final é “leigo em comunicação” ou seja, sabemos que o consumidor final não olha um anúncio e fica imaginando qual o conceito criativo, qual o insight que a criação teve para chegar ali. Ele é impactado e pronto. Os 3 segundos de um comercial de TV são os mais importantes. Se esse comercial não gerar interesse no consumidor, ele vai mudar de canal. Se o consumidor entra no Google digita “TV de Plasma” vai para um site que oferece tudo na home, menos o que ele busca, ele sai e vai para outro. Não adianta o comercial ter um conceito com uma frase enorme, com um insight da criação que o teve dentro da sua sala se esse conceito é legal para Cannes mas não fala com o consumidor, não “fala”, não vende!

Por isso, amigos publicitários, vamos esquecer o leão de Cannes porque ele não paga a conta de ninguém. É bom para o ego, sim, mas não vende aquele estoque enorme do seu cliente. Vamos pensar em como vender os produtos do nossos clientes, como elevar o fluxo nas lojas, aumentar pedidos, deixar a mensagem na mente das pessoas, criar uma lovemark. Depois disso, a gente cria uma campanha maravilhosa e ganha Cannes!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

As impressões do GP

+Amigos.

Depois da série de divulgações de cursos, estou voltando aos posts focados no mercado de comunicação e marketing digital.

O post de hoje não tem muito a ver com digital, mas sim com o processo de planejamento estratégico, digamos, "global', pois pode ser usado no pensamento digital e no pensamento offline também.

Eu participo de um grupo, formando pelo brilhante planner Anderson Sales, onde a meta é trocar informações sobre planejamento puro e simples. Interessados é só mandar um e-mail para http://groups.google.com/group/planejamentodigital?hl=pt-BR e participar.

A iniciativa de Sales é excelente e sempre que posso contribuo com algumas coisas que publico aqui no Blog, porém, hoje ocorre o inverso.

Sales esteve na conferência do Grupo de Planejamento no último dia 29.11. Infelizmente não pude ir, mas Sales publicou no grupo algumas frases altamente interessantes dos grandes nomes que estiveram na conferência do GP palestrando; além disso, há alguns depoimentos de pessoas que acompanharam o evento pelo Twitter.

Estou aqui replicando o e-mail que Sales compatilhou com o grupo:

Graziela di Giorgio (Grupo Consultores) @grgiorgi
@aureliosinti: a tendência da disciplina nas agências é a busca por maior eficácia e entendimento do negócio das marcas. #GP10

@luizfelipecrb: O critério q mais caiu em relevância pros anunciante foi a oferta de serviços integrados #GP10

Uli Zamboni (SantaClara) @ulizamboni
“O planejamento não pode ser egóico. A agência é de comunicação. Não de planejamento ou criação.”

“O problema não é trabalhar, mas pagar pelo trabalho.”
Jurandir Craveiro (NBS) @juracraveiro

“O planejamento se afastou da criação e ficou mais do lado de business.”

“Os planners tem tantos job descriptions diferentes que não fazem mais seu papel.”

“A mídia é o patinho feio da agência há uns 40 anos, embora seja de onde saia o dinheiro.”

@pedrinhofonseca: Eu só consigo me concentrar nas meias do @juracraveiro. Desculpa. #gp10

@franciscochamps: Virei fã do @juracraveiro (600 membros) #gp10

Tiago Pinto (Nike)
“Se não fizer o PowerPoint, não tem comercial de 30 segundos na Globo.”

“Quem entende mais do produto tem que trabalhar na empresa. Agência tem que entender de comunicação.”

@imulholland: Na real: Entender do negocio não significa fazer apresentação do cliente #GP10
Eduardo Lima (CCSP, F/Nazca)

“Quando recebemos o briefing estamos no meio de um matagal, e o planner tem que ser o cara que vai pegar o facão e abrir uma trilha na mata pro pessoal da criação.”

“Engole o choro, senta a bunda na cadeira e trabalha.”

“Não sei que tanto trabalho é esse que o planejamento tem.”

@juracraveiro: Quando a prepotência de um se une à arrogância de outro, não há planejamento que resolva #gp10

@andreforesti: Acabamos de descobrir porque o Planejamento tem um Grupo de Planejamento e a Criação um Clube. #gp10

@JuliaGil: Tdo mundo dizendo pra trabalhar junto. Pedindo mais sinergia. E ai vem esse discurso de engole o choro e faz o que tem que fazer?? #GP10

Clóvis de Barros (USP) @clovisdebarros
“Oposta ao jornalismo, a publicidade é talvez a menos cínica das formas de comunicação. Publicidade é um olhar, um ponto de vista com uma finalidade: a compra.”

“Pra ter uma alegria genuina é preciso assumir o risco de uma tristeza genuína.”

@igorsaraiva: #gp10 Um planejador deve abrir mão dos seus valores e vestir-se dos valores dos consumidores

“Ter um projeto pessoal é indispensável para eu contratar alguém.”

“O Brasil é o único país em que planners mulheres ganham mais que homens.”

“Inovar pressupõe errar. Erre, mas escolha os seus erros.”

“Dois ‘oh shit’ pensam melhor do que um.”Carla Sá (NBS)

“Só os loucos apaixonados fazem a diferença.“

“Consumidor não quer saber de marcas, ele quer produtos e serviços que melhorem a vida deles.”

“Em agência se trabalha muito mas se conversa pouco. Se fala somente sobre o job e não sobre a vida, a rua, as pessoas.”

“Entender o negocio é coisa do cliente, a gente tem que imergir para validar e somar. Não dá para saber tudo.”

“Planejadores são catalisadores do processo de criação, provocando e estimulando os criativos, os clientes, os consumidores.”Mari Zampol (Talent)

“Planejador: não tenha medo, você também é criativo.”

“Não tenha metodologias e sim processos. Um é engessado, o outro é orgânico.”

“Pior do que copiar é se repetir.”Alejandro Pinedo (Interbrand)

“Foco em veiculação faz perder a estratégia e a isenção.”

“Se uma agência pensa apenas na mídia (verba), ela está fadada a se dar mal. A agência deve pensar no que é melhor para marca.”

“Sou contra cada um no seu quadrado. Temos que saber trabalhar juntos.”

“Uma marca não é só uma logomarca. São relacionamentos em diversos pontos de contato.”

“O termo anunciante deprecia o cliente. Ele é muito mais do que isso.”

“Temos que parar de fazer branding e focar na relação das marcas com os clientes.”

“Qual é o seu propósito, marca? Veja o que os concorrentes fazem, mas não se esqueça de olhar pra dentro.”

“O bom pediatra é aquele que cuida dos pais, sem atrapalhar os filhos.”Ana Couto (Ana Couto Branding & Design) @anacoutobd

“Estamos saindo do modelo de marcas que emocionam para marcas que fazem.”

“Respeito ao consumidor também é branding.”

“Não trabalho mais projetos de Branding quando o CEO não está envolvido.”Nélio Bilates

“Nós estamos muito covardes. A coragem é a maior virtude do ser humano, todas as outras virtudes dependem dela.”

“Como uma pessoa pode ter fluxo se ela segura ate o xixi?”

“Gestor precisa de coisas e ferramentas para controlar processos, líder precisa de inspiração para controlar emoções.”

“Emiéssanês não! Levanta da porra da cadeira e vai dar parabéns pro cara.”

“Ou você escolhe ser vítima ou você escolhe ser protagonista. Culpa é para as vítimas. Aprendizado é para os protagonistas.”

“Coach é dar apoio. Liderança é fazer as coisas acontecerem sem interferir diretamente nelas.”

“Todas as pessoas podem ser lideres.”

“O fracasso é importante para todos nós.”

@cataotonica: Resumo dos ultimos aprendizados: O lider precisa ser corajoso e não pode prender o xixi pq quem prende xixi é covarde #gp10

Gil Giardelli (mundo.com) @gilgiardelli
“Proibir redes sociais na sua empresa é o mesmo que proibir o telefone nos anos 70, fax nos 80, email nos 90.”

“A moeda do séc. XXI é a reputação.”

“O Twitter é o pulso do tempo real. O Google é o retrovisor.”

“A W+K não funciona mais no modelo das duplas. Todos participam do processo criativo, não-linear. É assim que solucionamos problemas.”

“Strategy = brand message + brand behavior”

“O que se espera de um bom planner? Que tenha a capacidade de ir atrás e que faça acontecer.”

“Look for the cultural opportunity. Brands that influence culture sell more.”

“Planners are the engine for cultural opportunities.”

“Planners know best what’s hapenning in culture and have the power to change it.”

“As agências têm que pensar não no que a marca irá dizer, mas em como ela irá se comportar.”


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Abraços e bom final de semana
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Palestra sobre Presença Digital

Amigos.

Estou publicando hoje a minha nova palestra, com o tema "Planejamento estratégico digital com foco na presença digital das marcas" nessa nova palestra, que de antemão, já informo que está virando um novo livro (começei o projeto na semana passada) eu abordo não apenas o conceito de planejamento como em outras palestras (e no livroque lancei em Junho de 2009 - Planejamento Estratégico Digital) mas aprofundo um pouco mais como usar as Redes Sociais, Mobile, Games, Twitter em favor das marcas.

Vocês verão que em um dos slides, cito uma passagem do grande músico e compositor, Milton Nascimento, onde em uma das suas músicas ele cita que "todo o artista tem que ir onde o povo está"; as marcas são os artistas, o povo - consumidores - não estão no site da marca, estão no Twitter, MSN, Orkut, YouTube, Google, sites especializados como o JazzMasters, GoogleMaps, Foursquare... e é lá que as marcas tem que estar, não para vender, mas sim para se RELACIONAR, interagir, ouvir o consumidor.

Esse relacionamento, gera vendas!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

O primeiro planner do Brasil

Amigos.

Quando começei a estudar profudamente planejamento de comunicação, em 2006 (ao entrar no Bootcamp) tive uma conversa com um grande diretor de planejamento, Newton Nagumo na época na W/Brasil, hoje na JWT.

Newton me aconselhou a "comer" o livro A Arte do Planejamento de Jon Steel por esse ser o "papa" do planejamento de comunicação e o idealizador da área de planejamento da comunicação na agência em que trabalhava; modelo esse que se extendeu a todo o planeta: basicamente ele juntou a área de pesquisa e atendimento e fundou o departamento.

Esse livro, serve de referência para mim até hoje e inclusive foi um dos pilares para eu escrever o meu 1o livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, lançado em Junho 2009 pela Ed Brasport.

Porém, preciso confessar o total desconhecimento de um "tal" Hélio Silveira da Motta, um publicitário, que faleceu em dezembro de 2008, aos 91 anos. Entre sua carreita, Motta passou por Almap, Talent, Denison e JWT.

Felizmente, essa semana o site CHMKT, ampla referência para nós planners, e na minha opinião, disparado o melhor site do mercado de planejamento do Brasil, publicou a história e teorias desse mestre do planejamento, que para muitos foi o primeiro e um dos mais brilhantes planners que o Brasil já teve.

Um caso que me chamou a atenção, na história desse profissional, foi o seu trabalho para Gillete, o que mostra que não é porque uma marca é líder de mercado que ela deve se acomodar e não mais investir em propaganda, Motta, mostra o contrário dessa teoria.

O texto abaixo é retirado do site CHMKT, mas é contado no livro Fazer Acontecer, de outro mestre do planejamento, Julio Ribeiro, CEO da Talent, uma das mais criativas e importantes agências do Brasil. O case é para a marca Gillete:

'Estudando as pesquisas o Hélio descobriu que o brasileiro da época fazia a barba duas vezes por semana, em média. Fechou a pesquisa e marcou uma entrevista com o cliente, sem campanha, só com um pedaço de papel. Ele demonstrou que se, em vez de fazer campanhas sobre as qualidades do produto (que já possuia quase 100% do mercado) a Gillette fizesse uma campanha para incentivar os brasileiros a barbear-se com maior freqüência - uma vez a mais por semana -, a Gillette teria que construir outra fábrica. Aprovou o projeto sem fazer um layout. Foi com ele que eu aprendi a pensar. Foi com ele que começou o planejamento moderno de propaganda no Brasil.'

O cara nada mais fez do que pensou no negócio do cliente, entendeu, descobriu um problema e apresentou uma solução para o cliente. Algo que todos nós, planners, devemos estar sempre atentos para apresentar aos nossos clientes: "Você tem um problema e eu a solução".

Bom, toda essa introdução na verdade foi para atentar não apenas ao material publicado pelo CHMKT e com continuidade no site Uma coisa e outra - do mercado publicitário também - mas também para o fato de que devemos sempre estar atentos no negócio do cliente, e não é porque o cliente é líder de mercado, que devemos relaxar. Devemos estar SEMPRE atentos.

Para ler na íntegra sobre esse brilhante profissional, clique nos links abaixo:
CHMKT
UMA COISA E OUTRA

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Abraços
Felipe Morais
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Metologia de planejamento. Qual a certa?

Amigos.

Há tempos que em minhas palestras sempre surge a pergunta (se não na hora da palestra, depois por e-mail): Felipe qual a metodologia certa de planejamento?

A minha resposta é sempre a mesma: A SUA!

Poderia finalizar esse artigo aqui, ainda mais porque acabei de lançar no Twitter (@plannerfelipe) que a idéia desse artigo é gerar uma discussão - SADIA, claro - entre profissionais da área, sejam planners ou não.

Não necessariamente um planejamento é feito por um profissonal de planejamento estratégico ou mesmo por um publicitário; sabemos que nas agências - principalmente de pequeno e médio porte - não são apenas os planners que fazem planejamento, mesmo porque nem sempre há verba para a contratação dessa equipe, por outro lado, o planner por ser uma pessoa "do mundo" acaba sendo em algumas agências um engenheiro, um antropólogo, um psicólogo, filósofo, jornalista entre outras profissões.

Na minha opinião não existe um modelo fechado de como se planejar.
Planejar não é um produto que compramos em caixa no supermercado como um pacote de bolacha. É um processo, é entendimento, é análise, pesquisa (e muita pesquisa) é ver o que ninguém mais vê, é ser criativo, é motivar a criação, é trazer tendências é ver o que é novo!

Planejar é ligar o consumidor a marca! Lembre-se disso sempre!!!!

Planejamento é um processo que em muitos casos não tem fim, ainda mais se falarmos de web. Esse processo seja ele digital, offline, promoção, ativação, branding, Redes Socias, marketing direto, relacionamento, enfim, seja a área da comunicação que estamos falando ele tem suas peculiaridades, mas a forma de estruturar é sempre a mesma:

Objetivo de comunicação
Não se vai a lugar algum sem um objetivo

Cenário
Onde vamos atuar? Não se entra em campo sem conhecer as suas condições

Concorrência
Quem devemos bater? Não se vai para a guerra sem estudar o adversário(s)

Público-alvo
Não se impacta ou se vende algo sem conhecer o que o consumidor quer.
Não se vende gelo para Esquimó, concordam?

Estratégias
Como se chegar ao objetivo? O que fazer para atingir o consumidor e o objetivo com o prazo, tempo, produto, verba, praça disponíveis?

Táticas
Como realizar as estratégias? Quais as armas que a agência tem para uma boa execução da estratégia, para que seja efetiva!

Plano de ação
Quando fazer? Como? Onde? Com quem? Em qual prazo? Em quais momentos cada ação vai ser ativada?

Retorno sobre investimento
Qual o retorno esperado para o cliente? Quantos cadastros? Qual o público estimado na ação? Quantas pessoas vão interagir? Quanto de vendas vai gerar? As vendas pagam a ação?

Bem, o "esqueleto" básico está ai.
Talvez você, amigo leitor, use uma outra estrutura, talvez use essa com algumas alterações, talvez use exatamente essa, enfim, como disse acima cadaum tem a sua metodologia ou processo.

Eu por exemplo, uso essa estrutura como básica para organizar meu pensamento, meu processo, mas avalio outras coisas além do descrito acima: por exemplo, avalio o posicionamento da marca (a qual trabalho) e a concorrência nas Redes Sociais, dentro das palavras mais buscadas do segmento, a posição da marca e concorrência nos buscadores, o que se fala da marca em Blogs e sites, mas essa é a minha metodologia, mas sou profissional de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL logo está no DNA do meu processo entender como a marca se posiciona na web e como meu consumidor interage nesse universo.

E você? Qual a metodologia ou processo que usa?
Vamos discutir e quem sabe chegar a um senso comum... topa?

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Abraços
Felipe Morais
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

E o Formspring?

Amigos.

Semana passada finalizei as minhas impressões sobre o FNEC, Fórum Nacional de E-commerce. Foi um evento muito bom, realizado pela Arteccom que fiz questão de passar a vocês. Já estou ansioso para o próximo.

Por falar em Arteccom, editora das revistas TI Inside e Webdesign, a edição desse mês da Webdesgin tem uma entrevista de 7 páginas sobre Planejamento Estratégico Digital comigo, que acredito ser interessante para vocês lerem, eu fiquei muito feliz com o resultado.

Bom, acredito que a maioria de vocês já sabe o que é o Formspring certo? Talvez muitos tenham lido sobre a rede, tenham acessado mas não estejam inscritos no veículo.
Eu por exemplo, estou lá: http://www.formspring.me/felipemorais

Formspring.me é uma rede social que permite que os usuários recebam perguntas de outros usuários ou de pessoas não cadastradas. As perguntas são enviadas para a caixa de entrada, de onde o usuário pode escolher entre respondê-las ou excluí-las. Todas as respostas são armazenadas no perfil do usuário, onde qualquer um pode vê-las. (Definição da Wikipedia)

Segundo dados do mercado, o Brasil possui 4 milhões de usuários, tornando o país o 2o que mais acessa o site em todo o planeta. Mais uma prova de que somos apaixonados por Redes Sociais, pois todas que surgem o brasileiro testa, gosta e mantém relacionamento.

Um outro dado importante a ser analisado, é que cada vez mais o consumidor online quer participar, perguntar, questionar, conversar. O Formspring nada mais é do que uma rede onde uma pessoa pergunta e outra responde. Isso pode ser feito por milhares de redes, inclusive o Twitter, mas não, as pessoas usam essa rede específica apenas para isso. É um comportamento, que nós, profissionais de planejamento estratégico digital devemos entender.

Será uma evolução do e-mail?
Talvez!

Quando digo em minhas palestras que as pessoas não usam mais e-mail, o choque é geral, mas ai explico que nós - geração Y - usamos, mas a geração X e que dirá a Z não usará mais, cito o exemplo de 2 primos que só tem Gmail por causa do Orkut e GTalk, eles se relacionam via Orkut, Facebook, MSN, SMS. Respostas mais rápidas. Eles podem até usar, mas com uma intensidade muito menor.

Não acredito que as Redes Sociais vão matar o e-mail, ele ainda será importante, mas elas vão dar uma outra dinâmica a comunicação, que o e-mail não dá. As vezes você manda um e-mail e por algum motivo esse não chega ao destino. Um Scrap no Orkut, você manda e você vê que o seu amigo ou amiga recebeu.

Se a geração Y, que somos os nativos digitais, aqueles que cresceram com a web não querem perder tempo, o que dirá a geração X que nasceu com a web consolidada e acostumada ao "real time" tudo para agora, nesse momento, já!!!

O lado bom disso é que as marcas já começam a abrir os olhos para essa ferramenta.
Ao lado de Romeo Busarello da Tecnisa, João Carlos Ciacco na Fiat é outro desbravador e profundo defensor sobre web, a Fiat é uma das marcas que mais investem no meio - ao menos no segmento automobilistico é a que mais investe - e com isso gera resultados para a marca, como o recente caso do Fiat Mio (artigo que escrevi e em breve será publicado pelo site ResultsOn)

Segundo o site Mundo do Marketing, a Fiat fez uma ação de lançamento do Fiat Uno usando o Formspring como plataforma de comunicação e relacionamento da marca com seus potenciais consumidores.

Tirando o fato de um babaca da Agência Espalhe (focada em marketing de guerrilha) ter feito uma piadinha com relação a uma pergunta sobre o porque a Fiat não faria um Uno rosa (o babaca disse que a Fiat não faria carro para São Paulinos, espero que tenha sido demitido para não manchar a imagem da Espalhe que é uma das grandes agências do país) a ação foi um sucesso com mais de 7 mil interações, superando as expectativas da marca,que era de 3 mil.

A Fiat desejava responder a todas as questões em até 24h, mas com a forte interação dos usuários, a Fiat foi "obrigada" a extender o prazo para conseguir atender a todo mundo, isso que eu gosto, particularmente de ver, quando o anunciante pensa em uma ação e de repente a resposta é tão grande que ele precisa se reprogramar (e as vezes investir mais dinheiro) para não perder o sucesso da ação, além claro, desse case virar benchmark para outros anunciantes, que podem começar a enxergar que web vai além do banner na home do UOL.

Nós, profissionais de planejamento estratégico digital, temos a cada dia conhecer mais sobre essas ferramentas, como o usuário interage e como elas podem ser benéficas a marca; não sei se essa ação da Fiat por exemplo, saiu da Fiat, da Agência Click (que detém a conta online da marca), da LeoBurnett (que detém a conta offline) ou se foi mesmo da Espalhe, mas a equipe está de parabéns pela ousadia, inovação e claro, resultados.

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Felipe Morais
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Conferência de Planejamento

Amigos.
Feliz 2010!!!

Sei que fiquei um pouco sumido esses últimos dias aqui do Blog, mas precisava de um descanso total, para chegar em 2010 com energia renovada! Um outro motivo pelo qual não mexi no blog foi para divulgar o curso de Marketing Digital e Inovação o qual serei um dos palestrantes agora em 16 de Janeiro aqui em São Paulo.

Mas começo o ano com o meu artigo semanal no site O Melhor do Marketing. Nesse artigo, eu faço um resumo da palestra de Ken Fujioka (Head of Planning da JWT) na Conferência de Planejamento realizada em 01 de dezembro de 2009 aqui em São Paulo, evento realizado pelo Grupo de Planejamento de São Paulo.

Esse material eu resumi do artigo do site CHMKT, que aliás é um excelente referencial para nós planners digitais. Sempre que posso eu contribuo com o eles com algum artigo.

Aos interessados em ler o meu artigo - resumido e comentado - clique aqui; entretanto se você quer ler na íntegra o que um dos maiores planners do Brasil - Ken Fujioka - passou segue aqui o que foi publicado no site CHMKT:
(Em tempo, Carlo Henrique, dono do site CHMKT, esteve na conferência e reproduziu em seu site suas anotações sobre o que Ken Fujioka abordou):


Como prometi, segue o resumo (que está mais pra descrição) da palestra do Ken Fujioka, Head of Planning da JWT. Vai ser um texto longo, mas prefiro pecar nesse ponto para tentar reproduzir todo o raciocínio do Ken até chegar às suas conclusões.

Com todas as cadeiras ocupadas e muita gente sentada no chão, ele deu início à sua breakout session deixando claro que não falaria sobre um assunto muito agradável. Pelo contrário, seria uma provocação sobre um assunto que anda meio adormecido mas que merece a atenção de qualquer planejador. O título da apresentação, Planejamento e Criação: Mais ou Versus, indicava que muita coisa interessante viria pela frente.

Conectando-se com o tema do evento, ‘mais’, ele se perguntou, ‘quando o planejamento vale mais?’. Contrariando todo o viés de negócios que havia prevalecido até o momento, afirmou que, mais do que reuniões e assuntos relacionados a Business, o Planejamento ‘vale mais quando faz a diferença no produto criativo’, pois estamos falando de uma disciplina que existe para agregar valor. E completou, ‘esse é meu viés’.

Pra tentar avaliar até que ponto o Planejamento vem desempenhando bem esse papel, conversou com alguns amigos criativos e diretores de criação das principais agências de São Paulo para sondar como eles avaliam o trabalho que vem sendo feito pelos planejadores. Ele pediu que todos se lembrassem do que havia acabado de dizer, pois pularia para alguns outros assuntos que se conectariam ao final da apresentação.

Foi aí que ele convidou todos os presentes a voltar no tempo, para relembrar 3 momentos que reforçariam o argumento:

Momento 1 – Boca Raton (2003)

O primeiro momento é 2003, na Conferência de Planejamento do 4A’s realizada em Boca Raton, na Flórida. Lá, o Jeff Goodby, sócio da Goodby, Silverstein & Partners, apresentou uma palestra chamada ‘The Death of Planning as We Know It’. Tratava-se de um desabafo pessoal sobre um momento que ele estava vivendo na agência. Ele disse o seguinte, segundo o Ken: ‘Planners, parem de perder tempo em reuniões e workshops, e voltem a inspirar os criativos. Parem de criticar e julgar a criação e assumam a co-responsabilidade pelo produto criativo final. Senão, planners, não precisamos de vocês’.

Momento 2 – Chicago (2005)

O segundo momento foi a conferência de 2005, em Chicago, quando o Russel Davies, então Global Consumer Planning Director da Nike, apresentou o que ele chamou de Planning 3.1.

O Planning 1.0 seria o planejamento original, inventado por Stephen King e Stanley Pollit, com o ‘insight do consumidor’ no centro do trabalho criativo e o focus group como principal ferramenta. O Planning 2.0 foi a era do brand insight, que passava a importância para a voz da marca, e destacou conceitos como DNA da marca, camadas de marca, valores de marca, etc. Já o Planning 3.0 foi caracterizado pelo disruption, um entendimento de planejamento ligado a business insights, idéias que buscassem conferir saliência a novos competidores por meio de uma diferenciação radical dos dogmas da categoria.

O Planning 3.1 proposto pelo Russel Davies parte do princípio de que o planejamento deve entender sua missão como a de conquistar a atenção de um consumidor completamente refratário à propaganda e, para isso, a principal ferramenta é a "criação colaborativa". Ou seja, as idéias podem vir de qualquer lugar. Nessa perspectiva, ele colocou que as marcas deveriam ‘abraçar a complexidade’, pois o que elas tem a dizer não se resume a uma só mensagem – e demonstrou isso com cases que criou para Nike e Honda. Além disso, afirmou que palavras não são mais suficientes, e que os sentimentos é que são mais forte. Portanto, seria papel do Planejamento brifar sentimentos aos criativos. O exemplo utilizado pelo Russel Davies, segundo o Ken, foi a campanha Cog, que ele ajudou a desenvolver para a Honda quando estava na W+K. O brief foi: ‘criar uma campanha que conseguisse transmitir a sensação de alguém pressionando o botão "eject" do mais caro CD player do mundo’.

O Planning 3.1 é um assunto muito interessante, sobre o qual devo falar mais adiante.

Outro episódio importante desse segundo momento, segundo o Ken, foi uma colocação do Mark Earls, autor do livro Herd, que fala sobre ideias sociais, geradas através da co-criatividade. Para o nosso assunto, ele destacou a co-criatividade interna, colocando o planejador como agente de transformação dentro da agência.

Momento 3 – San Diego (2007)

O Ken elegeu a Conferência do 4A’s de 2007 como o terceiro momento. Lá, ele disse ter ouvido uma frase fantástica, dita originalmente pelo Stephen King (criado do account planning), que falava o seguinte: ‘Estou surpreso que ninguém pensou em uma ideia melhor ainda’, referindo-se à disciplina que criou’.

Além disso, houve a apresentação do Adrian Ho, da Zeus Jones, que afirmou que, para que o Planejamento faça sentido, o planejador deve interferir em muito mais do que a comunicação – em produtos, marketing, etc. (tenho um post bem interessante sobre o assunto, que pode ser lido aqui).

O Ken citou também o caso do Eric Ryan, que também se apresentou em San Diego. O Eric é um planejador que trabalhou em agências como a Fallon e Hal Riney mas resolveu desistir da profissão para fundar a Method, uma empresa de produtos de limpeza com uma atuação bem interessante, focada no design e inovação. Segundo o Ken, o motivo do Eric montar seu negócio próprio foi porque lá poderia cometer seus próprios erros e não poderia fugir de ser co-responsável pelo produto final. E levantou a questão: o futuro do planejamento estaria fora das agência? O Ken acha que não necessariamente.

O momento atual - 2009

Após apresentar esse contexto, o Ken resolveu fazer uma avaliação crítica sobre a nossa realidade atual aqui no Brasil, e chegou ao seguintes pontos sobre o que temos feito como planners:

• Temos passado muito tempo em reuniões.

• Viramos juízes de ideias.


• Estamos cada vez mais longe da criação.


• Não praticamos a co-criatividade.


• Estamos pouco envolvidos com o produto final.


Ele retomou, então, o que falou no início. Se o planejamento vale mais quando faz a diferença no produto criativo, disse, não estamos conseguindo provar valor. Assim, estamos fadados a uma participação irrisória na comunicação. Pra comprovar que o Planejamento não está alinhado com o processo criativo, ele voltou à sondagem que fez com os profissionais de criação, mencionada no início da palestra, e contou algumas análises pessoais que fez:

Primeiro, os criativos se demonstraram céticos em relação ao Planejamento. Resumindo, eles disseram ‘tem muito planejador ruim’. Isso implica em:

• Excesso de relatórios de pesquisa.

• Briefs sem escolha (e reforçou que não a criação que escolhe o caminho, e sim o planejador).


• Planejadores com repertório cultural e de vida fraco.


• Jovens de salto alto, assemelhando-se a alguns arrogantes criativos dos anos 80.


• Muito planner juiz, que passa o brief, some e depois volta pra falar se a campanha ficou boa ou ruim.


Com base nessas colocações, ele deixou outra pergunta: ‘os criativos querem que o Planejamento se envolva mais? ’.

Pelo que sentiu na conversas, a disposição é pouca. Como razões, ele comentou que pode ser ceticismo, pode ser pelas experiências frustrantes com planners ruins, e afirmou que a co-criatividade ainda é uma falácia, pois na hora H, a responsabilidade pelo produto final é da dupla de criação.

A desculpa mais comum, segundo ele, é de que, para participar do processo criativo, os criativos gostariam de participar do processo estratégico. Diante disso, ficou evidente que, chamando os criativos para a co-estratégia, o caminho ficaria aberto para a co-criação. No entanto, o Ken colocou que ‘a cultura das agências não ajuda’. Além disso ele pontuou um outro agravante.

Indo ao Ted, ele disse ter visto que existem processos criativos muito diferentes do nosso. No processo criativo contemporâneo (utilizado em no desenvolvimento de biotecnologias, softwares, etc), a organização é horizontal, com menos níveis hierárquicos, o modelo é colaborativo (não há dono da ideia), e há uma diversidade das disciplinas. No modelo das agências, há uma hierarquia rígida, uma unidisciplinaridade e a valorização extrema da autoria, que se dá pela ficha técnica.

Ele destacou, no entanto, que não dá pra mudar um modelo apenas criticando, mas somente substituindo-o por um melhor. Diante das restrições do atual, ele apontou algumas oportunidades que podem ajudar nessa aproximação com a criação:

• Retroplanejamento é ambíguo: ele trouxe esse ponto à discussão e mostrou uma frase que veio da sondagem com os criativos:
"Eu quero que você me ajude a vender a minha idéia mesmo fora da estratégia. Mas perco um pouco de respeito por você toda a vez que você faz isso sem me questionar"

Como todo planejador se depara com diversas ocasiões em que precisa defender uma campanha que não teve um input do Planejamento, ele aconselhou aos planners ali presentes a não fazê-lo sem conversar com a criação e também a deixar claro se não gosta da ideia. Há de se confrontar, segundo ele, mas com elegância.

• O convívio é a chave: ‘Não subestime a importância da proximidade’, afirmou. ‘Franqueza e confiança são frutos do convívio, e tem mais a ver com encontros casuais do que reuniões.’

• A proximidade física é importante: Ele aconselhou o pessoal de Planejamento a se misturar com os criativos, pois o primeiro passo para derrubar outras barreiras é derrubar as barreiras físicas. Um grande problema, apontou, é a sensação que os criativos tem de que o Planejamento é formado pelos ‘outros’.

• Há oportunidade para exercitar o jeito certo – concorrência: no desenvolvimento de trabalhos para concorrência, segundo o Ken, todos ficam em torno de um objetivo comum, e as regras se flexibilizam. Com isso, os planners se sentem mais co-responsáveis pelo resultado final, e os criativos sentem e gostam disso.

Depois dessas ótimas colocações, o Ken finalizou convidando a platéia a enfrentar essas questões, e propôs algumas perguntas para reflexão:

1 - Quanto o seu trabalho faz realmente diferença no produto criativo da sua agência?

2 - Quanto a criação da sua agência está realmente de acordo com essa abordagem?

3 - O que você e seu chefe podem fazer para tentar levar o Planejamento da sua agência cada vez mais nessa direção?

Fonte: http://www.chmkt.com.br/2009/12/o-que-rolou-na-conferencia-do-gp-parte_07.html

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Felipe Morais
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Treinamento é fundamental

Amigos

Hoje saiu meu artigo semanal no site O Melhor do Marketing.
Nele eu falo sobre a importância do treinamento de pessoas no trato com o cliente final.

Interessado? Clique aqui.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Seja relevante nas mídias sociais

Amigos.

Antes de mais nada quero agradecer do fundo do meu coração o número de acessos únicos no Blog no mês de Novembro: 1.859 acessos! Recorde!!! Estou feliz que a cada mês estou superando os acessos em Outubro, por exemplo, foram 1.692, aumento de 167 visitas, com média de 62 visitas dia e um pico recorde de 269 acessos em um único dia!!! Obrigado a todos!

Agora é tentar ser o mais relevante possível para bater esses 1.859 acessos... será que chego a 2.000 em Dezembro? Difícil, mas vamos tentar...

Hoje o dia está extremamente corrido para mim, por isso, não vou conseguir escrever um post como eu gostaria; peço desculpas a vocês; entretanto eu não posso deixar meus amigos leitores sem nenhum conteúdo.

Um site que leio e tenho referência é o Webinsider, inclusive, quando tenho um tempo escrevo artigos para o Vicente Tardin, o editor-chefe e grande colega de trabalho, não o conheço pessoalmente mas já conversamos muito por telefone e MSN... eu indico que vocês acessem esse site frequentemente e assinem sua newsletter semanal.

Hoje me chamou a atenção o artigo de Marcelo Godoy, assistente comercial da Unica (Adserver que recomendo de olhos fechados) sobre ser relevante em Mídias Sociais; Marcelo fez um estudo e reflexões interessantes de como e porque ser relevante na comunicação com as redes, o que eu concordo com ele, uma vez que se a sua comunicação for algo comum, o grande efeito que é "viralizar" o conteúdo não terá efeito nenhum; as pessoas acessam a web atrás de conteúdo e de preferência relevante a elas, então que nós agências e anunciantes ofereçamos isso!

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Processo de planejamento

Depoimento: Ulisses Zamboni (Sócio-diretor de Planejamento da SantaClaraNitro)
“Planejamento da comunicação não é privilégio de grande agência”
Entrevista cedida pelo publicitário para o CENP em Revista

Amigos.

Recebi do meu amigo e colega de trabalho na Casanova, Fernando Dineli, uma Xerox de uma matéria de Ulisses Zamboni no Cenp em Revista; eu tive o prazer de ter aula com Ulisses em Setembro de 2006 quando fiz o curso de Bootcamp - Planejamento em Comunicação pela MiamiAdSchool/ESPM, o qual o Ulisses ainda é um dos professores.

O depoimento é sensacional, recomendo a todos correrem atrás desse material, entretanto, como esse blog é para compartilhar informação, vou passar algumas passagens interessantes desse depoimento; durante a esse depoimento, a revista usou trechos do livro “A Arte da Propaganda – Jon Steel” e também o livro “Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar” de Julio Ribeiro, um dos maiores nomes do planejamento do Brasil, presidente da Talent. Recomendo a leitura a qualquer planner;

Ulisses começa o depoimento (todas as frases em itálico são trechos do depoimento de Ulisses Zamboni) dizendo que: “planejamento não é uma forma, planejar é um processo que deve ser disseminado em toda a agência” Esse conceito aprendi ao longo da carreira e em todos os meus processos de planejamento, tento sempre conversar com a tecnologia, criação, mídia, atendimento e claro, com o cliente; “assim você tem uma agência integrada 360º que é o desejo de todos os clientes. Vejo o planejamento como um processo, abre-se a porta para que todas as agências tenham um planejamento para todas as ações de seus clientes.”

O processo de planejamento, não pode ser burocratizado, ou seja, não pode ter uma fórmula única, afinal, cada profissional tem a sua visão do todo e como pensar estrategicamente “estratégia é ter começo, meio e fim para fazer uma marca mais forte, vender mais ou qualquer que seja o objetivo da marca. Estratégia só existe quando você faz algo diferente para conseguir resultados diferentes: só existe para conseguir resultados que não se tem hoje” o processo de planejamento é entender os problemas da marca e como conseguir resolver esses problemas junto ao público-alvo/consumidor.

“O planejador nato precisa estar fora do padrão ou está fadado a mesmice, para isso você não pode ser uma pessoa muito normal, ter um modo de vida diferente, um outro jeito de encarar a vida, sair fora da caixa. Vidas normais = respostas normais” o planejador com resultados normais, está fadado a ser esquecido, deixado de lado. “Planners devem conhecer lugares diferentes, pessoas diferentes” nós, planners, entendemos de pessoas!

“Planejamento não tem fórmula. Tem metodologias que devem ser praticadas, mas a conquista se dá pelo insight que o planner tem. Quanto mais perspectivas do problema o planner tiver, mais entusiasmado o cliente ficará” planners tem a missão de encantar profissionais das agências, cliente e principalmente o consumidor das marcas com as quais trabalha. “Planners olham o produto por outros ângulos, encontra um ângulo diferente. Ser diferente faz a diferença” .

Planners acham diversas respostas e as pesquisas embasam para o melhor caminho. “Quanto mais commodity for o produto, mais brilhante tem que ser o planejamento” Ulisses cita o produto OMO, segunda marca mais valiosa do Brasil, antiga e extremamente commodity com uma comunicação excelente.


Planejamento e Marketing trabalham lado a lado, logo para nós planners os 4Ps do Marketing (Produto, Praça, Preço e Promoção) devem estar presentes em nossos raciocínios; entender de diversas ferramentas de comunicação como marketing direto, promoção, assessoria de imprensa, CRM, Relações Públicas entre outras ferramentas, afinal, o alinhamento de todas é que farão diferença na contabilidade do cliente; um conceito defendido aqui por Zamboni, é que a publicidade por si só não faz milagres, assim como a Internet pura e simplesmente também não.

A publicidade gera o interesse do consumidor e o leva ao ponto de venda, a partir daí é com o cliente. A web passa pelo mesmo processo, as ações levam as pessoas aos sites, e os que possuem lojas podem ser uma geradora de lucros para a empresa, desde que o marketing esteja bem alinhado com a agência e planejamento! Ferramentas de comunicação e marketing devem sempre andar “lado-a-lado”.


Para Zamboni, o bom planejador deve ter um bom raciocínio lógico. Ele defende que em sua agência, contrata pessoas que tenham passado por cursos de metodologia, assim conseguem compreender mais o raciocínio lógico, que para Zamboni é algo que deve estar no DNA do planner.

Pois é amigos, esse material do Ulisses é extremamente interessante para nós, planners, sejamos planners digitais (como é o meu caso) ou planners “offline”. Tem muita gente que não gosta dessa diferenciação, mas eu gosto, pois acho que o processo de planejamento é o mesmo, mas as respostas podem ser diferentes, exatamente pelo DNA da Internet que nos permite mais interação, mais comunicação focada, mais segmentação entre outros pilares.

Espero que vocês tenham gostado do material!

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Felipe Morais
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Texto sobre Planejamento Estratégico

Amigos.

Segue hoje uma dica de uma leitura muito interessante sobre Planejamento Estratégico, um texto de um dos maiores nomes do Planejamento no Brasil, Ulisses Zamboni, sócio-diretor de planejamento da agência Santa Clara e também, presidente do Grupo de Planejamento de São Paulo.

Aos interessados, clique aqui

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Felipe Morais
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quando um banner deve ser trocado?

Amigos

Saiu hoje no site O Melhor do Marketing o meu artigo sobre quando as campanhas devem trocar o banner.

A idéia nesse meu artigo é falar sobre a importância das agências em pensar a mídia estratégicamente, mudando as peças de arte, lugar e/ou canal melhorando a performance e gerando impacto em outros usuários.

A idpeia é que a peça não vire paisagem!!!

Para os interessados, clique aqui.

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Participem da 1a Rede Social de Planejamento Estratégico Digital - www.pedigital.ning.com

Abraços
Felipe Morais
@plannerdigital

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Férias merecidas!!!

Amigos.

Hoje saio de férias. Quer maravilha!!!
Após 9 anos sem saber o que é isso, finalmente terei uma semana de paz... na verdade, estou saindo de férias para cuidar de assuntos e projetos pessoais, entre eles o lançamento do meu livro. Muita coisa boa, para o mercado digital, virá no 2o semestre de 2009, aguardem!!!

Por isso, dos dias 29 de maio a 08 de junho, dificilmente esse blog será atualizado, uma vez que estou com um problema com a NET em casa e sem Virtua há 3 meses, além do que, semana que vem sairei de casa as 7h30 e só chegarei por volta das 22h, ficando sem acesso a web; apenas pelo celular, o que será dificil para pesquisar e escrever sobre Planejamento Estratégico Digital.

No dia 04 de junho, irei a palestra "As Grandes Sacadas de Marketing 2009" o qual meu amigo Lívio Giosa, que aliás lançou um livro com o mesmo nome, que indico a vocês; claro que assim que eu voltar a escrever aqui no blog, o 1o post será sobre esse evento.

Clique aqui para comprar o livro na Saraiva.

No mais, não esqueçam de ir ao lançamento do meu livro, no dia 04 de junho (sim, vou na palestra e depois para a livraria). Conto com vocês!!!





















E não percam em junho, terei a 1a promoção aqui no Blog em parceria com o site de empregos MONSTER BRASIL. Vamos sortear um livro sobre Gestão de Pessoas/RH/Negócios para os leitores.

Abraços e até a volta!!!
Felipe Morais

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Dica da Semana

Amigos.

Como toda a 6a feira, hoje darei mais uma dica da semana.
Na 6a passada, o Paulo Gomes da empresa CODEORAMA leu meu blog e me enviou um e-mail. Começamos a conversar e ele me mostrou um material que eu achei muito bom e claro, não poderia deixar de passar para meus leitores.

Paulo montou uma apresentação sobre WEB MARKETING fantástica, que estou disponibilizando (clique aqui) para todos aqueles que desejam saber mais sobre esse tema, afinal Planejamento Estratégico Digital, faz parte desse universo do Marketing Digital, ou como alguns - como o Paulo - gostam de chamar Web Marketing.

Parabéns ao Paulo pelo material!

"Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em MAIO? Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre. Enviarei um convite com maior prazer"

Abraços
Felipe Morais

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Redes sociais aumentam produtividade!

Amigos.

Primeiramente quero dizer que estou muito feliz com o que ocorreu 2a feira. Não sei como, mas esse blog bateu o recorde histórico! Foram 213 visitas únicas só na 2a feira, 11 de maio!!! Vi pelo Google Analytics que 100 vieram do Twitter!!! Alguém, muito gente fina, indicou esse humilde blog e as pessoas entraram. Sorte que eu publiquei uma matéria bem interessante, aliás, é o que eu tento fazer diariamente.

Ontem eu de propoósito não publiquei nada para ver o retorno e foram 60 acessos. Espero que continue assim...

Na empresa onde você trabalha, é permitido acesso a Redes Sociais?
Aqui na FTPI é, também, trabalhamos com web, logo não podemos ser proibidos de acessar nada; para aqueles que a resposta foi "Não aqui somos proibídos" o site da PCWord publicou uma matéria bem interessante, onde mostra que o uso de Redes Sociais pode tornar o funcionário até 9% mais produtivo, mesmo que ele perca alguns minutos atualizando seu perfil ou deixando "scraps" para amigos, ele pode render mais para a empresa.

Antes de falar sobre a pesquisa, quero dizer que Redes Sociais não são apenas Orkut para publicação de fotos. Seu uso deve ser muito mais amplo. Se você, assim como eu, é um planner digital, analise bem, aliás, muito bem, todas as Redes Sociais a disposição quando estiver montando seu planejamento estratégico digital.

Redes Sociais se tornaram um fenômeno com o Orkut, principalmente no Brasil, o país que mais acessa o Orkut e um dos países com mais usuários de Redes Sociais no mundo (esse dado já abre seus olhos para os próximos planejamentos, certo?), apesar do Facebook ser maior que o Orkut, com cerca de 200 milhões de usuários, as pessoas tendem a ter seu perfil divulgado em mais de uma Rede Social, e dentro dela, elas participam de diversas comunidades de acordo com seu(s) interesse(s).

Vou dar um exemplo de mim mesmo.
Lutei muito contra, mas não consegui e precisei entrar no Orkut. Entrei apenas para participar de todas as comunidades em volta de Planejamento que pude encontrar. Cheguei até a abrir uma, mas ninguém se interessou em acessar; já no Facebook eu abri uma e tem mais de 130 profissionais cadastrados, e posso afirmar que são GRANDES nomes do mercado de comunicação e marketing digital. MySpace é um dos que eu ainda resisto a entrar, pois entrar em redes para ver as MESMAS pessoas não vale a pena.

Eu ainda participo de diversas redes criadas no NING, inclusive eu mesmo criei uma para profissionais de Planejamento Estratégico Digital, participo da IAB Brasil, HHMonline, Abradi, 3D Garage, Clube do Marketing digital, além claro de também fazer parte do Twitter.
São Redes Sociais que uso EXCLUSIVAMENTE para relacionamento profissional.

Realmente, a minha produtividade dobra, melhor triplica, com essas Redes Sociais, pois ali consigo fazer relacionamentos profissionais, que podem gerar negócios para a FTPI Interativa, núcleo web da FTPI, o qual estou gerenciando. Posso chegar aos mídias das agências, como aos donos de veículos que possamos representar futuramente.

Segundo o estudo, publicado no site da PCWord, 70% dos funcionários usam a internet no escritório para fins pessoais. Este grupo se mostrou 9% mais produtivo e criativo em comparação àqueles que não usavam a internet para fins de diversão.

Já ouviram falar do ócio criativo? Então, o Orkut nasceu disso...
As pessoas precisam relaxar um pouco para terem de volta sua concentração. A navegação para fins pessoais inclui atividades como procurar informações online, ler sites de notícias, jogar games, se atualizar sobre seus amigos ou ver vídeo no YouTube.

Anunciantes, ONDE ESTÃO VOCÊS???

Confesso que antes mesmo de ler essa pesquisa, eu me enquadrava nisso. Na faculdade eu li um livro sobre Criatividade, do professor Roberto Menna Barreto. Fantástico. Nesse livro, Menna Barreto defendia que as pessoas precisam andar, pedalar, ir ao parque, mesmo que na hora do trabalho. A falta de pressão nos faz pensar mais, e pensando achamos as saídas, encontramos as idéias. Assim como diz o Titãs: " as idéias estão no chão. Você tropeça e acha a solução..."

Ontem mesmo, vendo um site e lendo sobre um filme, tive uma idéia de um projeto que pode ser que dê certo ainda essa semana, ou seja, passeando pela web, posso gerar um lucro para a minha empresa e um dos nosso melhores representados.

Empresas gastam milhões em softwares para bloquear vídeos, redes sociais ou sites de e-commerce para seus funcionários partindo da premissa que tais atividades lhes custam milhões de dólares em produtividade. Ao passo que podemos analisar que não travar esses acessos podem gerar um desempenho maior. A partir do momento que o funcionário é proibido de uma diversão, seu ânimo para trabalhar diminui, assim, sua produtividade também, por isso, que além do acesso a web, muitas empresas fazem de tudo para que o funcionário esteja bem e feliz, pois assim ele produz mais. Há empresas que promovem Happy Hours constantes, empresas com máquinas de refrigerante e doce a vontade (Google), promovem jogos de futebol entre os funcionários e até mesmo massagistas diárias.

Eu sempre "votei" na qualidade por produção e não por horário. Do que adianta o cara chegar as 9h, sair as 18h e não entregar no prazo? Eu sempre pensei assim: Dou uma tarefa e um prazo para determinado funcionário, exemplo, 5a feira as 16h.

Se ele vai fazer na 2a às 9h ou na 5a às 15h58 problema dele, desde que o material esteja na minha mão com a melhor qualidade possível. Se não estiver ai sim vamos conversar... e se o atraso se deve por entrada em Orkut, MSN ou YouTube, nesse caso vale bloquear temporariamente todos os acessos!

Uso não apenas de Redes Sociais mais de Internet ajuda na produtividade, mas desde que seja feito tudo com moderação!

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Felipe Morais

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Redes Sociais funcionam?

Amigos.

Como sempre, no 1o post de cada mês eu falo sobre os acessos do blog no mês passado, sem deixar, claro, de agradecer a todos os meus leitores; sei que muitos acessos não são contabilizados, pois são feitos via RSS, mas mesmo assim agradeço.

Mas vou usar o exemplo do meu blog, para falar sobre Redes Sociais, um termo que está sendo muito usado, muito debatido, mas como sempre, apenas as marcas ainda não abriram os olhos para isso.

De fato, em Abril eu começei a participar de Redes Sociais como Weebes, (grupo de e-mail de discussão sobre o mercado digital) HHMonline e Abradi. Criei minha conta no Twitter e diariamente publico os títulos dos posts nessas redes e também no meu perfil do Facebook. Ainda uso as comunidades do Orkut para divulgar os posts mais interessantes e na comunidade do Clube do Marketing Digital. Ainda tenho um material sobre a Geração Conectado, postado no Slide Share que tem o endereço do Blog com 243 acessos em pouco mais de 1 mês.

Recentemente criei a comunidade de Planejamento Estratégico Digital na rede Ning e já tinha 2 comunidades de mesmo nome no Facebook (115 membros) e Orkut (apenas eu).

Enfim, essa ampla divulgação me apresentou o recorde de acessos ao Blog, chegando em Abril a 762 visitas, frente ao recorde anterior, o mês de março com 685 visitas, aumentando 11,24% em relação ao mês anterior; em 28 de Abril, graças ao Post "Porque o Banner tem que ser clicável" obtive 65 visitas apenas nesse dia. Recorde do Blog até hoje.

O sucesso desse post foi tamanho, com 3 comentários no blog e mais algumas interações nas Redes Sociais que participo, além das discussões por e-mail, logo esse mesmo post vai virar um artigo no site Webinsider ainda no mês de Maio, segundo Vicente Tardin, editor-chefe do site.

Isso mostra como ações em Redes Sociais dão resultados, desde que sejam focadas e a marca (no caso, a marca Blog do Planejamento) tenha conteúdo!

Em fevereiro de 2009, sem nenhuma ação em nenhuma Rede Social, nem mesmo incluindo os posts no meu perfil de Facebook, apenas incluindo um ou outro post no meu nickname do MSN, o blog atingiu 361 visitas, sendo que apenas um post, sobre Mobile Marketing, gerou 51 visitas, entretanto a média diária era de 12 acessos/dia.


Em Abril, 2 meses depois, o número de acessos foi de 762, com média de 25 acessos/dia; o aumento de acessos foi de 111,08% em apenas 2 meses! E esse aumento só não é maior, porque nos finais de semana e feriados os acessos caem de 25 para 5 ou 6 acessos/dia, o que mostra que por ser um blog altamente focado em um mercado, as pessoas só tem o hábito de ler na hora do trabalho.

Bom, se para o meu blog, que possui um assunto super segmentado, para um público - ainda - restrito, que são profissionais que trabalham com planejamento, marketing, comunicação e mídia digital os resultados foram muito bons, imagina para uma grande marca como seria?

Por exemplo, participo de 2 comunidades no Orkut: Profissionais de Marketing e Planejamento Estratégico. Ambas possuem hoje cerca de 10 mil membros cada uma, porém são profissionais de diversas áreas do marketing e não apenas do mundo digital.

Um post lá pode gerar alguns acessos ao meu blog, entretanto para uma comunidade como "Eu amo a PT Cruiser" qualquer post que se coloque lá, que aborde o carro, terá uma quantidade enorme de clicks, mesmo que a comunidade tenha apenas 1.174 membros; ou seja, mesmo que uma comunidade enha 10 mil e a outra 1 mil membros, se o assunto for focado e de qualidade vale mais a pena uma ação nos 1mil do que nos 10 mil, a probabilidade de acessos na comunidade de 1 mil é maior que na de 10 mil, mesmo que uma tenha 10 vezes mais pessoas que a outra.


Marcas, abram os olhos para a nova realidade. Internet não é apenas banner clicável. Ela é muito mais do que isso!!!

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Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Porque o banner tem que ser clicável?

Amigos.

Conforme prometi, segue mais um artigo.
Vou tentar publicar ele no Grupo de Mídia e no site Mundo do Marketing.

Porque o banner tem que ser clicável?

Em meus tempos de profissional de mídia online eu sempre ouvi que “o banner tem que ter um link para o usuário entrar na URL...” e algumas vezes me questionei:
Mas por que isso?


Há anos existe propaganda. Seja um folheto, seja um spot na rádio, um outdoor ou um comercial na TV, sempre expondo marcas e produtos de alguma forma.
Porque na Internet não pode ser assim?

Cabe a pergunta: Quando uma marca gasta 10 milhões de reais para anunciar na Rede Globo ela espera que o telespectador click no controle remoto e vá para uma loja comprar o produto? Não. E porque a Internet tem que ter essa premissa?

A resposta é simples, porque os anunciantes ainda não sabem trabalhar com Internet! E vai ser difícil mudar essa postura em pouco tempo. Trabalhando do “lado de cá da mesa” em uma empresa que vende publicidade, estou presenciando isso diariamente.

Temos um projeto de StreetBall em parceria com uma empresa Coreana, onde a pedido da empresa, os banners dentro dos games não podem ser clicáveis. Completamente compreensível uma vez que o jogador não pode sair do game para ver o site de um anunciante. O game é jogado com 4 pessoas online ao mesmo tempo em uma mesma sala, sendo 2 contra 2, se um sai para ver a nova promoção da marca X, o outro perde o jogo, fica sozinho.

No game é vendido experiência de marca, onde o anunciante interfere na jogabilidade (produtos do anunciante podem dar mais força e/ou habilidade aos jogadores), é vendido branding onde o anunciante fica exposto em média 1 hora por dia para mais de 40 mil usuários, é vendido relacionamento, interação de marca; entretanto se a Internet se resume em “clicar no banner” imaginem as dificuldades que estamos em conseguir anunciantes para esse game com enorme potencial.

Recentemente escrevi um post no meu blog sobre uma pesquisa da IBM que mostra que as agências estão atrasadas em relação aos consumidores digitais. Rebati a informação dizendo que isso não é verdade, os ANUNCIANTES estão atrasados.

As agências tentam, pesquisam mostram inovações, planejam a ação, defendem o potencial e o retorno, mas na hora de inovar o cliente diz: coloca parte em portais e a outra parte da verba no Google. Cadê a inovação que todos pregam?

Publiquei esse post – com mais de 200 acessos - em todas as redes sociais que pertenço e recebi diversos e-mails de profissionais dos quatro cantos do país me dando apoio e contando o quanto eles sofrem para arrancar 10 mil reais do cliente. E ai se esses 10 mil reais não derem nenhum resultado! Capaz da agência perder a conta. Ou o profissional o emprego!

Internet é muito mais do clicar no banner! As mídias tradicionais são exposição de marca e produtos. Espera-se que o telespectador levante da frente da TV, vá ao ponto de venda e consuma aquele produto. E porque na Internet tem que ser no minuto seguinte? Apenas porque o banner tem um click que vai para um site?

Cadê a estratégia de branding digital? Ou porque não testar a web de outra forma? Porque uma empresa com diversos produtos, como uma marca de notebooks por exemplo, não faz um teste? Cria um banner NÃO CLICÁVEL e coloque um produto específico nesse banner. Meça-o com um AdServer de qualidade. Veja em 15 dias quantas procuras e vendas do produto tiveram no site.
Pronto, é um banner não clicável mas altamente mensurável!

Infelizmente é capaz de ouvirmos que: “Internet é compra por impulso. A pessoa vê o produto e clica para comprar”. Deve ser por isso que mais de 12 milhões de pessoas acessam o Buscapé antes de comprar um produto; ou que mais de 80% acessam o Google antes de uma compra. O consumidor online, por mais que seja o mesmo que assiste ao Jornal Nacional é diferente! Ele pensa e consome diferente! O bom planejamento pega o consumidor no momento certo em que ele está pré-disposto a comprar. Basta acreditar mais na Internet!

A Internet ainda é nova, ok, mas já passou do tempo dos anunciantes a verem como potencial de relacionamento, branding, experiência de marca. Chega de discursos como “banner tem que ter click” o banner morreu e não avisaram ele ainda!

A internet como era em 2000 não existe mais.
As pessoas acessam mais Orkut do que e-mail! Confiam mais em blogs do que no William Bonner; perguntam via MSN o que comprar e não aos vendedores da loja, as pessoas interagem e lembram muito mais de uma propaganda no contexto do game do que no banner da home do UOL.

Recentemente eu publiquei uma pesquisa no SlideShare que mostra que os adolescentes não compram eletrônicos, celulares, carros, mas são FORTE influenciadores nas compras. Cerca de 80% das famílias consultam os filhos antes de comprar uma TV de Plasma, um SmartPhone ou um carro novo! E onde estão esses influenciadores? Onde eles buscam informações?

A web 2.0 trouxe para o usuário o poder de convergir com as marcas, de falar, de ser ouvido, de experiência... e se é experiência: PORQUE O BANNER TEM QUE SER CLICÁVEL?

"Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em MAIO? Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre. Enviarei um convite com maior prazer"

Abraços
Felipe Morais


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