quinta-feira, 2 de julho de 2009

Marketing de relacionamento? Use a web!

Amigos.

Foi publicada o novo artigo da minha coluna semanal no site O Melhor do Marketing.
Nesse artigo, eu falo sobre como o marketing de relacionamento pode ser potencializado na web, traço um paralelo entre a conquista do cliente pelas marcas, com a conquista amorosa entre um homem e uma mulher.

Falo também da ação da Volkswagem junto a cantora-sucesso-youtube Stephani e como isso pode gerar ganhos para a marca.

Aos interessados no artigo, clique aqui.

Já está a venda o livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL pela site da editora Brasport.Adquira já o seu!!

Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Porque o banner tem que ser clicável?

Amigos.

Conforme prometi, segue mais um artigo.
Vou tentar publicar ele no Grupo de Mídia e no site Mundo do Marketing.

Porque o banner tem que ser clicável?

Em meus tempos de profissional de mídia online eu sempre ouvi que “o banner tem que ter um link para o usuário entrar na URL...” e algumas vezes me questionei:
Mas por que isso?


Há anos existe propaganda. Seja um folheto, seja um spot na rádio, um outdoor ou um comercial na TV, sempre expondo marcas e produtos de alguma forma.
Porque na Internet não pode ser assim?

Cabe a pergunta: Quando uma marca gasta 10 milhões de reais para anunciar na Rede Globo ela espera que o telespectador click no controle remoto e vá para uma loja comprar o produto? Não. E porque a Internet tem que ter essa premissa?

A resposta é simples, porque os anunciantes ainda não sabem trabalhar com Internet! E vai ser difícil mudar essa postura em pouco tempo. Trabalhando do “lado de cá da mesa” em uma empresa que vende publicidade, estou presenciando isso diariamente.

Temos um projeto de StreetBall em parceria com uma empresa Coreana, onde a pedido da empresa, os banners dentro dos games não podem ser clicáveis. Completamente compreensível uma vez que o jogador não pode sair do game para ver o site de um anunciante. O game é jogado com 4 pessoas online ao mesmo tempo em uma mesma sala, sendo 2 contra 2, se um sai para ver a nova promoção da marca X, o outro perde o jogo, fica sozinho.

No game é vendido experiência de marca, onde o anunciante interfere na jogabilidade (produtos do anunciante podem dar mais força e/ou habilidade aos jogadores), é vendido branding onde o anunciante fica exposto em média 1 hora por dia para mais de 40 mil usuários, é vendido relacionamento, interação de marca; entretanto se a Internet se resume em “clicar no banner” imaginem as dificuldades que estamos em conseguir anunciantes para esse game com enorme potencial.

Recentemente escrevi um post no meu blog sobre uma pesquisa da IBM que mostra que as agências estão atrasadas em relação aos consumidores digitais. Rebati a informação dizendo que isso não é verdade, os ANUNCIANTES estão atrasados.

As agências tentam, pesquisam mostram inovações, planejam a ação, defendem o potencial e o retorno, mas na hora de inovar o cliente diz: coloca parte em portais e a outra parte da verba no Google. Cadê a inovação que todos pregam?

Publiquei esse post – com mais de 200 acessos - em todas as redes sociais que pertenço e recebi diversos e-mails de profissionais dos quatro cantos do país me dando apoio e contando o quanto eles sofrem para arrancar 10 mil reais do cliente. E ai se esses 10 mil reais não derem nenhum resultado! Capaz da agência perder a conta. Ou o profissional o emprego!

Internet é muito mais do clicar no banner! As mídias tradicionais são exposição de marca e produtos. Espera-se que o telespectador levante da frente da TV, vá ao ponto de venda e consuma aquele produto. E porque na Internet tem que ser no minuto seguinte? Apenas porque o banner tem um click que vai para um site?

Cadê a estratégia de branding digital? Ou porque não testar a web de outra forma? Porque uma empresa com diversos produtos, como uma marca de notebooks por exemplo, não faz um teste? Cria um banner NÃO CLICÁVEL e coloque um produto específico nesse banner. Meça-o com um AdServer de qualidade. Veja em 15 dias quantas procuras e vendas do produto tiveram no site.
Pronto, é um banner não clicável mas altamente mensurável!

Infelizmente é capaz de ouvirmos que: “Internet é compra por impulso. A pessoa vê o produto e clica para comprar”. Deve ser por isso que mais de 12 milhões de pessoas acessam o Buscapé antes de comprar um produto; ou que mais de 80% acessam o Google antes de uma compra. O consumidor online, por mais que seja o mesmo que assiste ao Jornal Nacional é diferente! Ele pensa e consome diferente! O bom planejamento pega o consumidor no momento certo em que ele está pré-disposto a comprar. Basta acreditar mais na Internet!

A Internet ainda é nova, ok, mas já passou do tempo dos anunciantes a verem como potencial de relacionamento, branding, experiência de marca. Chega de discursos como “banner tem que ter click” o banner morreu e não avisaram ele ainda!

A internet como era em 2000 não existe mais.
As pessoas acessam mais Orkut do que e-mail! Confiam mais em blogs do que no William Bonner; perguntam via MSN o que comprar e não aos vendedores da loja, as pessoas interagem e lembram muito mais de uma propaganda no contexto do game do que no banner da home do UOL.

Recentemente eu publiquei uma pesquisa no SlideShare que mostra que os adolescentes não compram eletrônicos, celulares, carros, mas são FORTE influenciadores nas compras. Cerca de 80% das famílias consultam os filhos antes de comprar uma TV de Plasma, um SmartPhone ou um carro novo! E onde estão esses influenciadores? Onde eles buscam informações?

A web 2.0 trouxe para o usuário o poder de convergir com as marcas, de falar, de ser ouvido, de experiência... e se é experiência: PORQUE O BANNER TEM QUE SER CLICÁVEL?

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Abraços
Felipe Morais


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Consumidor virtual a frente do pensamento das agências

Amigos.

Uma recente matéria publicada no site BlueBus, uma referência no mercado de comunicação, mostra que as agências estão atrasadas diante ao novo consumidor online. Será que são as agências ou os anunciantes?

Pois bem, a pesquisa, realizada pela IBM, feita entre 2007 e 2008, mostra a proporção dos internautas que declararam usar as redes sociais saltou de 33% para 60%; com relaçao à internet móvel, quase triplicou, chegando a 41%; e o acesso a musica e video em aparelhos moveis quadruplicou, para 35%. Contrastando com isso, 80% dos executivos de publicidade entrevistados disseram que acreditam que o mercado está pelo menos 5 anos distante de uma plataforma que englobe venda, entrega, mensuraçao e analise da propaganda na midia digital.

Como de praxe nesse blog, vamos analisar essa pesquisa, afinal, como um planner digital que eu sou, analisar pesquisas é uma das minhas principais tarefas.

Que o consumidor está cada vez mais na web, isso está mais do que claro, ao menos para os profissionais que trabalham com web, o problema é que para os anunciantes ainda não. Para mim, essa declaração dos "executivos de publicidade" se deve a 4 fatores:
1o São executivos de agências TRADICIONAIS, ou seja, agências "offline" que pensam TV, Rádio, Jornal... logo não sabem como usar a Internet como mídia, melhor falar que ela não dá resultados.

2o A Internet está tomando audiência das mídias tradicionais, sendo assim, o futuro é que parte da verba de propaganda migre para a Internet, logo, essas agências vão perder muito dinheiro

3o Os anunciantes tem medo de investir na web, tem medo de não dar resultado e com isso perderem seus empregos, somando esse medo dos anunciantes ao medo das agências em perder verba, é sempre melhor que o diretor de mídia aplique o dinheiro no Jornal Nacional do que na home do Yahoo!

4o Agências vivem de bonificação por volume (BV). 95% da renda das agências vem dos 20% sobre a mídia. Anunciar na Internet é muito barato, sendo assim, o BV da web é menor que da TV, logo, é melhor ganhar um BV sobre os 300 mil investidos nos 30 segundos do Jornal Nacional, do que sobre os 30 mil investidos em um banner na Home do Yahoo! Melhor ganhar 20% sobre a produção de um comercial que custe 500 mil reais do que de um banner que custa 2 mil.

Não acho que as agências estão atrasada em relação ao consumidor digital, pois aqui no Brasil mesmo vemos trabalhos fantásticos de agências como Agência Click, iThink, CappuccinoDigital, A1 Brasil, Tirbal, Tribo Interactive, AG2 entre outras; eu percebo que ainda no Brasil o profissional de planejamento estratégico digital ainda é pouco valorizado, mas isso é outra história, mesmo assim há cases fantásticos na web e em mobile também!

O que eu penso dessa pesquisa da IBM é que a Internet é a pedra no sapato das agências tradicionais e pode ser um grande divisor de águas na carreira de um executivo de marketing, que pode ser promovido ou demitido dependendo do quanto ele defende Internet como ponto de contato.

Tomar coragem como a Pirelli em 2006, que fez pela A1 Brasil uma campanha 100% digital é dificil. E posso falar com propriedade pois participei dessa ação. O presidente da Pirelli no Brasil me ligou para saber mais sobre web por que ele mesmo não acreditava. A ação foi feita na web, mídia tradicional e novas mídias (redes sociais, YouTube, MSN, E-mail, E-mail marketing...). A Pirelli vendeu 30% a mais de pneus do que o objetivo principal, em 2 meses e teve um faturamento bruto 5 vezes maior do que o investido na campanha!

Anunciantes. Acordem para essa realidade! Se a sua agência só pensa em Rede Globo ou Veja é porque deseja ganhar dinheiro com você e mantê-lo na casa. Ter medo de ousar é não saber se comunicar. As pessoas estão na Internet, porque você não está?

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Abraços
Felipe Morais


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