quarta-feira, 15 de abril de 2009

Televisão com cheiro?

Amigos.

Recentemente o programa Fantástico (Rede Globo) mostrou um teste feito no Japão para que a televisão transmitisse cheiros. Isso mesmo! Cheiro. Além de você ver e ouvir as cenas da Novela, você vai sentir o cheiro daquele churrasco de determinada cena por exemplo.

Agora imagina essa tecnologia na web?
Imagina como seria o e-commerce (agora vou pegar pesado) da Kopenhagen.
Você acessa o site, entra na loja virtual e escolhe comprar uma caixa de chocolate. Há uma opção para você sentir o cheiro do chocolate. Bom, nem preciso dizer que imagino quantas pessoas não ficaram com água na boca com essa pequena história que contei. É inevitável ler essas palavras e não imaginar a cena.

Agora você planner, imagina o quanto você vai poder explorar esse desejo do consumidor, esse poder do cheiro, da experiência sensorial em seus planejamentos estratégicos digitais. O que não se poderá fazer com essa nova tecnologia.

Segundo a reportagem do Fantástico, quem está por trás desse milagre é o cientista Takamishi Nakamoto que está criando em um laboratório da Escola de Engenharia do Instituto Tecnológico de Tóquio um aparelho que emite imagens, sons e cheiro.

Explicar o funcionamento dessa nova tecnologia é relativamente simples, porém colocar em prática é algo muito mais complicado, entretanto, com o constante avanço da tecnologia não vejo um espaço tão grande entre os testes de laboratório e esses aparelhos sendo vendido nas Casas Bahia.

Sengundo a matéria: Cada substância emite moléculas que carregam o cheiro e cada molécula tem uma determinada vibração, captada pelos sensores. O aparelho transforma essa vibração em linguagem de computador e joga para a internet. Do outro lado, o computador capta essas informações, como faz com a imagem e os sons. Reconhece de que substância é o cheiro e é capaz de reproduzi-lo.

É assim que você vai sentir o aroma da caixa de chocolate da Kopenhagen ao entrar no site da marca.

Assista aqui a matéria do Fantástico

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Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Finalmente!! Loja Virtual das Casas Bahia estréia na web

Amigos.

Finalmente a Casas Bahia, maior varejista do Brasil (e um dos maiores do mundo) aderiu a Internet. Sim, hoje estréia o site de e-commerce da empresa da família Klein, após 3 anos de espera e investimento na casa de 3,7 milhões de reais.

Você meu amigo leitor, consegue ter uma noção do quanto isso vai afetar o e-commerce no Brasil nos próximos anos?

Em 2005 em um curso de Marketing e Mídia Digital, promovido pelo Grupo de Mídia de São Paulo, tive aula com Elisa Calvo. Elisa, na época era Diretora de Internet da Age. (Depois ela foi para a Young e agora está no Portal Terra). Na época ela já avisava que as Casas Bahia estava planejando a sua entrada no mundo das lojas virtuais. Desde então eu já começava a pensar toda a vez que lia matérias sobre lucro de e-commerce ou investimento em mídia online: "Ah quando a Casas Bahia entrar no jogo..."

Quando eu li a notícia no jornal Meio&Mensagem - no começo de 2007 - de que Elisa estava saindo da Age para a Young&Rubicam, detentora da conta do varejista, eu logo associei que isso era um grande passo para as Casas Bahia entrarem de vez na web.
Imaginei que com a competência de Elisa, ela comandaria todo o planejamento estratégico digital para a entrada da rede na web. Mas esse processo demorou mais 2 anos, inclusive Elisa mesmo saiu da agência no começo de 2008 indo para o Portal Terra.

O ano de 2008 foi muito bom para o e-commerce nacional. O lucro bruto foi de 8,2 bilhões de reais, e mais de 11 milhões de internautas compradores. Com a chegada da Casas Bahia isso vai aumentar muito.

Não apenas porque ela lançou sua loja virtual, pois a empresa espera lucrar apenas 280 milhões de reais com o site - segundo o site da Revista InfoExame - mas porque agora muitas outras empresas que tinham um certo receio de entrar na web vão começar a se planejar impulsionados pela maior varejista do país.

Espero que agora aquelas empresas que pensavam: "Meu produto não vende na web ou meu público não compra na web" começe a se planejar para entrar nesse lucrativo mundo!
A Casas Bahia entrarou. Porque você não pode?

O fenômeno Casas Bahia vai gerar também um grande aumento na compra de mídia online, pois a empresa vai querer (e precisar) divulgar seu site via web, assim vai entrar pesado na compra de mídia!

Essa ação vai aumentar os 3,8% do bolo publicitário destinados a investimentos na Internet, afinal, os grandes concorrentes das Casas Bahia na web serão Mercado Livre, Submarino.com, Ponto Frio (que já concorrente no "mundo físico"), Americanas.com (idem ao Ponto Frio), Shoptime, Fastshop... Submarino e Americanas compram muita mídia online. Terão que comprar mais ainda agora, ou vão perder espaços para as Casas Bahia.

O e-commerce da Casas Bahia vai comercializar cerca de 4 mil produtos, entretanto não serão todos os produtos vendidos nas lojas físicas que venderão no site. Segundo a InfoExame: Aparelhos celulares e algumas mercadorias da categoria móveis, presentes na loja física, não farão parte do catálogo da rede virtual. Na web, a Casas Bahia possui 13 categorias de produtos diferentes: móveis, eletrodomésticos, eletroportáteis, TVs e vídeos, utilidades domésticas, áudio, cine e foto, telefonia, informática, bebê, saúde e beleza, esporte e lazer e brinquedos e games.

Segundo matéria publicada no Jornal da Tarde de hoje (03/02/2008) há 2 diferenciais no site:
1o Ao realizar a compra, o usuário pode solicitar retirar a mercadoria em qualquer loja física, apresentando apenas a senha que o sistema vá gerar.

2o O formulário de cadastro conta com um sistema de ajuda para seu preenchimento. A Casas Bahia aposta que nem todos seus clientes tem familiaridade com a web.

A expectativa é que 2% do lucro da empresa venha do e-commerce.


Eu gostaria de saber quem foi a agência que construiu esse projeto. Como foi feito todo o planejamento do site.

A mente de um varejista é: Investi X em propaganda ou loja virtual e quero em um prazo Y, receber 2X.

Mas será que uma ferramenta do tamanho dessa loja virtual realmente não serve para OUTRAS ações a não ser vender? Relacionamento, cadastro, pesquisas, entender quem é o consumidor. Ele será mais classe AB ou CD?

E as métricas? Será que foram pensadas nisso? De onde o usuário vem, o que ele faz no site e para onde ele vai? Isso tudo tem que ser bem planejado, pois o volume de unique visitors, page views, transações, consultas será enorme e o cliente e agência devem ter profissionais de planejamento digital aptos a controlar esse volume!

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Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Curso: Planejamento Estratégico Digital

Amigos.

Hoje e um dia muito importante para mim.
Estou indo na JWT conversar com Ken Fujioka, Head of Planning da agência e Presidente do Grupo de Planejamento de São Paulo.

A JWT é uma das agências que pertencem ao grupo WPP de comunicação, o maior grupo do mundo, que aqui no Brasil controla a Matos Grey, Young&Rubicam e Ogilvy também.

A agência é responsável pelas campanhas de Ford, Bayer, Coca-Cola, CadburyAdams, Grupo Positivo, HSBC, Johnson & Johnson, Kraft Foods, Nestlé, Nokia e Warner (esses são os principais clientes), graças a esses clientes, a agência é a 2a maior agência do Brasil, segundo o Ranking do Jornal Meio&Mensagem, perdendo apenas para a Young&Rubicam, que na minha opinião só vence porque tem Casas Bahia como anunciante.

A reunião de hoje, será para apresentar o projeto que tenho do curso ao Ken Fujioka para que ele me apoie e junto ao Grupo de Planejamento possamos em 2009 ministrar esse curso, que é todo baseado no livro que estou lançando em janeiro, com o mesmo tema.

A princípio, conversando com o Marcelo Oliveira, diretor da Jump Education, ele se interessou em fazer o curso em uma das salas da Jump ou mesmo via E-learning, um tema que estarei discutindo com ele na próxima semana, pois há a possibilidade de eu coordenar um curso de E-learning na jump sobre o mesmo tema, ou fazer o mesmo curso nessa versão, ainda não sei.

O que posso dizer é que em 2009 vou colaborar muito para o crescimento de uma das disciplinas mais importantes dentro do processo de construção de um site, a Arte do Planejamento!
E fico feliz com isso.


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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Boom! Casas Bahia na web ainda em 2008!

Amigos.

Em meados de 2006, fiz um curso no Grupo de Mídia de São Paulo com Elisa Calvo na época sócia-diretora de internet da Age., que entre outras contas, cuidava da Nike no Brasil. O curso era sobre Marketing e Mídia Digital, que na minha opinião foi o melhor curso que eu fiz até hoje, pois me abriu os olhos para o poder da Internet. Desde então não sai mais dela...

Durante o curso, surgiu o tema E-commerce e alguém disse que as Casas Bahia estavam demorando para entrar nesse terreno, uma vez que em 2006 a empresa da família Klein já era a maior compradora de mídia do Brasil (se bem que há controvérisas nessa afirmação) e uma ds empresas que mais lucravam, na casa dos 8 a 9 bilhões de reais por ano (em 2006).

Elisa então disse que a empresa estava iniciando o planejamento estratégico para entrar nesse mercado em poucos meses, a expectativa era o começo de 2007.
Cerca de 6 ou 7 meses depois do curso, fui supreendido pela notícia - capa do Meio &Mensagem, me lembro - de que Elisa estava assumindo a diretoria de Internet da agência Young&Rubicam, nada mais do que a agência que tem a conta das Casas Bahia. Lembro que disse ao meu amigo Luiz Bevilacqua - que fez o curso comigo - "bom, agora as Casas Bahia vão para a web com força" afinal, a Y&R não tinha um grande histórico de agência digital para levar uma profissional do gabraito e conhecimento online de Elisa para um cargo tão alto.

Esse movimento acabou tirando João Binda de Gerente da Leo Burnett para Diretor de Internet da Age., antigo cargo de Elisa.

O ano de 2007 se passou e o mercado ficou curioso para saber quando as Casas Bahia entrariam de vez na web, na web como loja virtual, pois a empresa já possui um site muito simples na minha opinião. Entendo que pelo tamanho da empresa, ela não pode simplesmente entrar na web para concorrer com seus concorrentes físicos. As Casas Bahia tem poder de investimento e marca forte para entrar na web batendo de frente com a B2W, ou melhor, com Submarino.com e Americanas.com que detém mais de 60% do faturamento de lojas vituais no país.

Um dos fatores que eu soube é que as Casas Bahia estariam aguardando que uma grande parte de seus consumidores tivessem o seu cartão de crédito para a entrada no mercado digital.

Vários números começaram a favorecer essa decisão: Duplicou o número de usuários na web de 2006 para 2007, investimento em mídia online também, a classe C, principal classe do Brasil e compradores da loja é a que mais consome em lojas virtuais, o valor de compras aumentou de 6 para 9 bilhões de reais gastos no ano, enfim, todo o cenário favoreceu a entrada da empresa, mas nada do gigante do varejo nacional se mexer.

A saída de Elisa para o Portal Terra em 2008 fez o mercado desacreditar que o projeto da loja fosse realmente no ar ainda esse ano, que já está quase no final (estamos com um pé em outubro!!!) .
Parecia que mais um reveillon se passaria sem a loja virtual das Casas Bahia, porém, em matéria publicada no site Adnews (timida é verdade) parece que esse ano, o Papai Noel terá mais uma opção para compras online.


Ainda este ano (2008), a rede de varejo Casas Bahia vai comercializar produtos também na internet. A informação consta no site da rede, que ainda não definiu data para a extensão para o ambiente virtual.
O pilar de sustentação da Casas Bahia até agora tem sido o comércio físico por meio de financiamentos. São carnês e boletos que fazem com que o consumidor estenda o relacionamento com a marca.
A rede de varejo explica que 2008 tem sido um ano de esforço em marketing para ampliação da base de usuários com cartão de crédito. A Casas Bahia é o maior anunciante privado do país.Atualmente, o público é de 2,5 milhões, mas o objetivo é aumentar para 4 milhões e partir para o comércio eletrônico.

Na minha modesta opinião, eu acredito que o projeto da loja virtual, esteja pronto para operar. Acredito que o planejamento estratégico do site esteja pronto; produtos catalogados e testes feitos.
Basta um "ok" da família Klein e o site entra no ar em poucas horas, mas isso é apenas uma opinião pessoal!


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Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

As novas contas do mercado

Amigos

A semana começou cheia de novidades para o mercado publicitário.
Vale a pena repassar aqui a "dança das contas" uma vez que isso impacta o mercado todo.

- DERSA começa a ser atendida pelas agências DPZ e Lua Branca. Durante os próximos 2 anos, as agências cuidaram de uma verba estimada em R$ 50 milhões.

- A 141 Soho Square anuncia a aquisição da Mais!Agência, que passará a s chamar 141 Mais!. O Objetivo da 141 é ampliar sua atuação na área de marketing de relacionamento e eventos no Brasil.

- O alinhamento mundial da conta da bandeira de cartões de crédito VISA com a TBWA, fez com que a partir de 01 de janeiro de 2009 a Lew,Lara/TBWA passe a atender a conta, que até o final desse ano estará com a Leo Burnett.

- A SUZUKI carros volta ao mercado para anunciar seus produtos. A agência responsável será a África, do Grupo ABC,. que também tem a conta da Mitisubshi, mas que a princípio vai trabalhar com as duas marcas.

- A nova empresa de aviação, AZUL, que pretende entrar no mercado para "bater de frente" com a Gol Linhas Aéreas e Tam, entregou a sua conta para a DPZ.

- Ainda não acabou o processo de seleção da conta de R$ 200 milhões anuais do PONTO FRIO, mas a DM9, atual agência do cliente e a Fala! agência do grupo Total comandada por Allan Barros, ex-Diretor de Marketing das Casas Bahia estão no páreo. Até 6a feira deve sair a conclusão da concorrência.

- O Grupo ABC, comandado por Nizan Guanaes deve assumir as operações da DDB, uma das maiores e mais tradicionais agências do mundo - com a matriz em Londres - a partir de 2009.

- A TECTOY marca de brinquedos eletrônicos entregou sua conta para a agência Fischer América, pertencente ao Grupo Total, preidido pelo publicitário Eduardo Fischer.

- A conquista da conta da DELL pelo maior grupo de comunicação do mundo, o grupo WPP, trouxe uma nova agência para o mercado, a Enfático, modelo de negócios do grupo para atender a conta de 6,17 bilhões de dólares (4,5 bilhões + 1,67 bilhões em compta de mídia) para os próximos 3 anos. A Wunderman cuida da conta em toda a América Latina vai incorporar essa nova área dentro de seu escritório.

- A JWT conquistou a conta das marcas Coca Zero Zero e Coca Cola Light

- A McCann-Erickson conquista a conta da marca de chicletes Bubbaloo (CardburyAdams) que era atendida pela JWT.

- A ID/TBWA conquistou a conta online do site da MTV Brasil. A conta offline continua com a Lodduca.

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terça-feira, 29 de abril de 2008

A Classe C também consome...e muito!

Amigos.

Quem trabalha com marketing, sabe que toda a empresa tem em seu público-alvo preferido classe AB 25+, afinal, são as pessoas com alto poder de compra que residem no Brasil, porém, nem 10% da população se encaixa nessa classe social. O Brasil é um país dominado pela classe C, onde quase 65% da população está.

Com o efeito Casas Bahia (como gosto de chamar) onde você pode comprar tudo em 10X sem juros no carnê ou cartão (e não é só na Casas Bahia que isso ocorre não...) a população agora tem mais poder de compra, afinal, pagar uma TV de plasma R$ 2.000,00 a vista é praticamente impossível, por ser praticamente a renda mensal da família, mas 10x de R$ 200,00 cabe no orçamento.

Assim, e com a guerra tecnológica que faz com que as empresas estejam sempre inovando e com isso os preços de seus produtos vai caindo (lança uma novidade, o produto do mês passado tem o preço reduzido) a classe C está aspirando novidades, está querendo mais. E nesse caso, querer é poder.

Até na web, que antes era algo restrito a classes AB, que tinham computadores em suas casas com banda larga, a classe C - e a D também - estão aderindo ao carnê, comprando computadores em 24X de R$ 60,00 e pagando R$ 40,00 por mês de banda larga. Ou em muitos casos, as Lan Houses - que a cada dia crescem mais - estão faturando alto graças a classes CD que querem estar na Web.

Agora é abrir os olhos, sair da miopia e ver que a classe C, consome - e muito, e que principalmente, SIM ela está na WEB!!!


Classe C compra cada vez mais pela internet

Eles estão chegando e invadindo o varejo virtual, espaço até então dominado pelos consumidores endinheirados. A entrada da classe C, na avaliação de varejistas e indústrias de consumo, irá mudar a cara da internet, a começar pelo mix de produtos e de valor gasto nas compras virtuais.

De acordo com pesquisa realizada pela e-Bit, a classe C, cuja renda familiar é de R$ 1 mil a R$ 3 mil, foi responsável por 35% das aquisições no varejo on-line em dezembro. Esse consumidor está desembolsando em média R$ 205 em cada compra - um tíquete 57% inferior ao valor que os clientes das classes A e B costumam gastar nos sites, em torno de R$ 322. Mas esse movimento está sendo compensado pelo maior volume de vendas. No ano passado, o e-commerce no Brasil cresceu 43%, atingindo um faturamento de R$ 6,3 bilhões.

Outro levantamento, da consultoria TGI, abrangendo um período mais longo, mostra que os internautas da classe C, que em 2000 respondiam por só 4,2% do e-commerce, já chegaram a 10,3% em 2007. Dados do varejo também confirmam a expansão do segmento. Na pontocom do hipermercado Extra, que recebe 2,8 milhões de visitantes por mês, a classe C já representa 20% da freguesia.

Com mais dinheiro no bolso e maior familiaridade com o computador, a população de classe C está consumindo mais de tudo. Na internet, o grande atrativo tem sido os prazos de financiamento - hoje todos os sites parcelam no cartão em, no mínimo, 12 vezes - e o frete grátis.

Após vender milhares de PCs no ano passado, Caio Mattar, vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar e responsável pela pontocom do Extra, afirma que uma boa parte desses novos usuários transformaram-se ou virão a ser clientes virtuais da varejista.

Mas, diferentemente das classes A e B, que costumam fazer suas compras de casa, a população de menor renda tem encontrado outras formas de ir às compras, principalmente porque muitos não podem assinar o serviço de banda larga. Uma ampla pesquisa realizada pela agência de publicidade McCann Erickson em conjunto com o instituto de pesquisa Data Popular sobre os hábitos de consumo da classe C revela que 45% já consumiram pela internet da própria casa; mas 39% já compraram pela internet no trabalho; 30% disseram já ter usado os computadores de amigos e parentes e 18% consomem em lan houses. "A falta de banda larga em casa pode tornar a experiência de compra na rede ruim, por isso muitos procuram as lan houses ou os PCs do trabalho", diz Aloízio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência.

"Só na favela de Heliópolis (na Zona Sul de São Paulo) existem mais de 30 lan houses", diz Paulo Queiróz, vice-presidente de planejamento da agência de publicidade DM9DDB. O escritório também é um bom lugar para fazer compras on-line. Os horários de maior movimento na pontocom da Lojas MM, uma rede popular de móveis do Paraná, ocorrem durante o tempo livre dos funcionários no trabalho. "Os dois picos de venda da loja são das 11h30 às 14h e das 16h30 às 18h30", diz Sandro Alves, gerente de marketing, de mídia e internet da Loja MM.com.

"Para quem não tem banda larga, a facilidade de navegação do site é ainda mais fundamental", afirma Mattar, do Extra, cujo desenvolvimento do site se preocupa com o acesso de consumidores de internet discada.

Além de usar a internet de uma forma diferente da classe A e B, a classe C também consome outros produtos. Os celulares estão entre os seis principais itens adquiridos em lojas virtuais pelas famílias com renda mensal de até R$ 3 mil, mas o produto não está entre as preferências dos internautas mais abastados. Eles, por sua vez, costumam comprar eletrodomésticos nos sites, um artigo que não é uma prioridade na lista de compras da classe C, segundo o e-Bit (ver mais no quadro ao lado).

Para ambos os públicos, no entanto, a web oferece uma grande vantagem: o anonimato. "Um cliente da classe C pode sentir-se constrangido de entrar em uma loja mais sofisticada. Isso não existe na internet, onde ele pode olhar tudo", diz Francisco Donato, gerente de e-commerce do Magazine Luiza, rede de eletroeletrônicos com sede em Franca (SP). "O mesmo vale para os clientes das classes A e B, que poderiam sentir-se constrangidos ao freqüentar uma loja popular. Este público adora comprar produtos mais em conta na internet", diz Mattar.

Apesar das taxas de crescimento, a renda e o acesso à internet ainda são barreiras para um avanço maior das classes de menor poder aquisitivo no consumo on-line. Outro empecilho para atingir esse consumidor é cultural. "Ainda existe muita insegurança na compra pela web", diz Julia Fregona, coordenadora do núcleo Baixa Renda da Ponto de Criação, agência de comunicação e negócios de marca. "Muitos não entendem quais as vantagens de comprar pela rede e ainda sentem a necessidade de conversar com o vendedor e ter o carnê em mãos, para se certificarem que o negócio foi efetuado."

Pois é, como disse no começo o efeito Casas Bahia ajudou a população de baixa renda a consumir mais. O que é bom para todos. E que eles ajudem a impulsionar a web no Brasil!! Os publicitários interativos agradecem!!

Abraços

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