terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Finalmente!! Loja Virtual das Casas Bahia estréia na web

Amigos.

Finalmente a Casas Bahia, maior varejista do Brasil (e um dos maiores do mundo) aderiu a Internet. Sim, hoje estréia o site de e-commerce da empresa da família Klein, após 3 anos de espera e investimento na casa de 3,7 milhões de reais.

Você meu amigo leitor, consegue ter uma noção do quanto isso vai afetar o e-commerce no Brasil nos próximos anos?

Em 2005 em um curso de Marketing e Mídia Digital, promovido pelo Grupo de Mídia de São Paulo, tive aula com Elisa Calvo. Elisa, na época era Diretora de Internet da Age. (Depois ela foi para a Young e agora está no Portal Terra). Na época ela já avisava que as Casas Bahia estava planejando a sua entrada no mundo das lojas virtuais. Desde então eu já começava a pensar toda a vez que lia matérias sobre lucro de e-commerce ou investimento em mídia online: "Ah quando a Casas Bahia entrar no jogo..."

Quando eu li a notícia no jornal Meio&Mensagem - no começo de 2007 - de que Elisa estava saindo da Age para a Young&Rubicam, detentora da conta do varejista, eu logo associei que isso era um grande passo para as Casas Bahia entrarem de vez na web.
Imaginei que com a competência de Elisa, ela comandaria todo o planejamento estratégico digital para a entrada da rede na web. Mas esse processo demorou mais 2 anos, inclusive Elisa mesmo saiu da agência no começo de 2008 indo para o Portal Terra.

O ano de 2008 foi muito bom para o e-commerce nacional. O lucro bruto foi de 8,2 bilhões de reais, e mais de 11 milhões de internautas compradores. Com a chegada da Casas Bahia isso vai aumentar muito.

Não apenas porque ela lançou sua loja virtual, pois a empresa espera lucrar apenas 280 milhões de reais com o site - segundo o site da Revista InfoExame - mas porque agora muitas outras empresas que tinham um certo receio de entrar na web vão começar a se planejar impulsionados pela maior varejista do país.

Espero que agora aquelas empresas que pensavam: "Meu produto não vende na web ou meu público não compra na web" começe a se planejar para entrar nesse lucrativo mundo!
A Casas Bahia entrarou. Porque você não pode?

O fenômeno Casas Bahia vai gerar também um grande aumento na compra de mídia online, pois a empresa vai querer (e precisar) divulgar seu site via web, assim vai entrar pesado na compra de mídia!

Essa ação vai aumentar os 3,8% do bolo publicitário destinados a investimentos na Internet, afinal, os grandes concorrentes das Casas Bahia na web serão Mercado Livre, Submarino.com, Ponto Frio (que já concorrente no "mundo físico"), Americanas.com (idem ao Ponto Frio), Shoptime, Fastshop... Submarino e Americanas compram muita mídia online. Terão que comprar mais ainda agora, ou vão perder espaços para as Casas Bahia.

O e-commerce da Casas Bahia vai comercializar cerca de 4 mil produtos, entretanto não serão todos os produtos vendidos nas lojas físicas que venderão no site. Segundo a InfoExame: Aparelhos celulares e algumas mercadorias da categoria móveis, presentes na loja física, não farão parte do catálogo da rede virtual. Na web, a Casas Bahia possui 13 categorias de produtos diferentes: móveis, eletrodomésticos, eletroportáteis, TVs e vídeos, utilidades domésticas, áudio, cine e foto, telefonia, informática, bebê, saúde e beleza, esporte e lazer e brinquedos e games.

Segundo matéria publicada no Jornal da Tarde de hoje (03/02/2008) há 2 diferenciais no site:
1o Ao realizar a compra, o usuário pode solicitar retirar a mercadoria em qualquer loja física, apresentando apenas a senha que o sistema vá gerar.

2o O formulário de cadastro conta com um sistema de ajuda para seu preenchimento. A Casas Bahia aposta que nem todos seus clientes tem familiaridade com a web.

A expectativa é que 2% do lucro da empresa venha do e-commerce.


Eu gostaria de saber quem foi a agência que construiu esse projeto. Como foi feito todo o planejamento do site.

A mente de um varejista é: Investi X em propaganda ou loja virtual e quero em um prazo Y, receber 2X.

Mas será que uma ferramenta do tamanho dessa loja virtual realmente não serve para OUTRAS ações a não ser vender? Relacionamento, cadastro, pesquisas, entender quem é o consumidor. Ele será mais classe AB ou CD?

E as métricas? Será que foram pensadas nisso? De onde o usuário vem, o que ele faz no site e para onde ele vai? Isso tudo tem que ser bem planejado, pois o volume de unique visitors, page views, transações, consultas será enorme e o cliente e agência devem ter profissionais de planejamento digital aptos a controlar esse volume!

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Abraços
Felipe Morais

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1 Comentários:

Às 22 de novembro de 2012 13:50 , Blogger Daryl Steel disse...

Estudei Direito na Universidade do Rio de Janeiro e eu tive um curso de e-commerce, eu realmente gostei muito e acho que vai ser o maior mercado em alguns anos. O próximo ano vai começar um mestrado em e-commerce da Universidade de São Paulo. Quando terminei o curso eu gostaria de trabalhar em casas Bahia.

 

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