quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Fechou a concessionária da rua. Qual o impacto disso?

Amigos.

Não entremos no mérito politico, pois não adianta ficar apenas reclamando, é preciso trabalhar. E muito! A crise está ai, desde 2015 estamos enfrentando. O índice de desemprego só cresce, não há perspectiva de melhora. O brasileiro, como sempre, se vira como pode para pagar as contas. E assim faremos por mais alguns meses ou anos. Mas como essa crise pode ser vista nos lugares menores. Vamos a um fato, infelizmente, real.

Tenho andado muito a pé, por exercício, por economia de gasolina, por um mundo melhor. Recentemente, estava andando em uma importante avenida no centro da cidade e me deparei com o fechamento de uma concessionária de carros, de uma das mais importantes marcas do país. Lembrei ter lido que em 2015 quase 1,3 mil concessionárias fecharam em São Paulo e comecei a refletir sobre o efeito disso para a sociedade. E é bem pior do que se imagina. Normalmente as pessoas pensam apenas naquelas pessoas que ali trabalham, mas acho que o efeito é muito maior e ajuda a entender um pouco mais como a nossa economia é movida.

Suponhamos que naquela concessionária trabalhava 20 pessoas. Entre faxineira, vendedores, gerente, dono, mecânicos. Em um primeiro momento, 20 pessoas estão desempregadas. Ok, receberam indenização e o seguro desemprego, que ajuda muito, mas o dinheiro é finito, ele acaba. Pois bem, são 20 pessoas que vão consumir menos. São 20 pessoas a menos no cinema, no restaurante, no estádio de futebol. Desemprego a vista, a diversão é a primeira a ser cortada. Supondo que esse pessoal, em média, gastasse, ao todo R$ 10.000,00 por mês em diversão ou compras que não são de necessidade básica como comida, algo como roupa, celular, TV a cabo ou ingresso para o futebol. Esse dinheiro não está mais disponível no mercado, não será mais gasto.

A economia próxima da concessionária também vai diminuir. Ao lado da concessionária tinha um pequeno restaurante por kilo. Provavelmente, umas 12 pessoas dessa concessionária comiam lá todos os dias, gastando em média R$ 240,00 por dia. Dentre os 22 dias úteis, estamos falando de R$ 5.280,00, que não vai mais entrar no restaurante, que fatalmente vai demitir uma ou duas pessoas. Ou seja, já são 22 pessoas na rua. Para chegar no trabalho, acredito que muitas dessas pessoas iam de transporte público. Cada um, deveria gastar cerca de R$ 167,20. Multiplica por 22 (agora temos 2 funcionários do restaurante na rua) R$ 3.678,40 a menos nos cofres do governo, que para suprir essa falta, eleva o preço da passagem. Isso desencadeia outras demissões, mas vamos focar nesse quarteirão que estou falando.

Ao lado da concessionária, havia também, uma loja daquelas que vendem de tudo. Vamos supor que pelo menos uma compra era feita nessa loja por mês por cada um dos profissionais. São 22 lojas a menos. Pode parecer um pequeno número, mas isso pode representar uns 2 a 3 mil reais a menos na loja e claro, representar mais uma demissão. Com isso, chegamos a 23 demissões. Um pouco a frente, há um posto de gasolina. 

Alguém já comprou um carro e ganhou o tanque cheio? Pois bem, se essa concessionária vendia 60 carros/mês, qual a chance de um carro sair da concessionária com o carro quase vazio e parar nesse posto? Com o litro de gasolina nas alturas, dizer que vai gastar R$ 180,00 para encher o tanque não é nenhum absurdo. Com isso, o posto de gasolina perde cerca de R$ 10.800,00 ao mês, e mais 2 funcionários são demitidos. O posto tem uma loja de conveniência, que perde 60 clientes potenciais que poderiam gastar cerca de R$ 1.200,00 por mês (cerca de R$ 20,00 por pessoa). E pode ser mais um desempregado. Ao final, estamos falando de 25 pessoas demitidas e cerca de R$ 30.000,00 que o mercado perde mensalmente.

O número parece pequeno, certo? E até é, mas faz esse número vezes 1.300 mil concessionárias e já falamos de 39 milhões de reais. Some isso a quantidade enorme de demissões nas montadoras e veja como esse número pode chegar a 100 milhões de reais, fácil. Agora pense que esse fenômeno está ocorrendo em todos os mercados, como supermercados, shoppings, lojas online, escolas, cursos, faculdades, estádios de futebol... bom, temos uma grande crise, não há como fugir da realidade, mesmo que a nossa “presidenta” ache que está tudo bem.

Cabe a nós, profissionais de comunicação, entender isso e ver em que podemos ajudar e como trazer mais resultados. O futuro da comunicação é ser cada vez mais focada em performance e menos em branding – por mais importante que seja – afinal, se o cliente sempre quis resultados para “ontem” com a crise, vão querer para “semana passada”.


Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Planejamento Estratégico digital no evento Marketing de Conteúdo

Amigos.

Em novembro de 2015, eu tive a honra de participar e palestrar sobre planejamento estratégico digital no evento Marketing de Conteúdo organizado pelo grande amigo e referência Rafael Rez. 

Fiquei feliz em saber que essa foi uma das mais elogiadas palestras do evento que contou com grandes feras. 




Quer saber mais sobre planejamento estratégico digital?
Curso online: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL
Livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed Saraiva)

Curso online: ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA E-COMMERCE

Abraços
Feliz 2016
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@plannerfelipe

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Por quanto tempo você ainda fará a mesma publicidade?

Amigos

A ideia desse artigo não é ser nenhum futurólogo, mas sim analisar o cenário de hoje e pensar no que pode acontecer nos próximos 5 anos. Você acredita que o modelo de agência, em 5 anos, será o mesmo? Porque eu vejo que muitas não são mais como há 5 anos atrás, mas outras, ainda pensam como há 40 anos atrás.

Começo esse artigo repetindo o que já escrevi algumas vezes, uma sensacional frase da Ana Maria Nubié no evento Top de Planejamento de 2015, onde ela disse “não passamos 70% do nosso tempo na TV e 4% na Internet, logo, porque as verbas publicitárias ainda seguem esse padrão de divisão?” acho que essa frase deveria mexer com todos os gestores de marcas. Pior que eu vejo muita gente tentando mudar as coisas, tanto nas agências como nas empresas, mas é muito difícil mudar cultura e cabeça de diretoria. Com isso, o Brasil vai ficando para trás e quando esse pessoal que está entendendo o novo mundo chegar ao topo da empresa, onde o poder da palavra final é sua, o Brasil estará anos luz atrás dos EUA e Europa, e claro, aquelas pouquíssimas marcas, aqui no Brasil, que se atentaram para isso, bem a frente da sua concorrência? Apenas em comunicação? Não, em vendas!

Vamos a algumas coincidências: Fiat, a marca que melhor trabalha Internet já é líder de vendas no Brasil. Tecnisa, investindo uma porcentagem pequena da sua verba no digital vende quase 40% dos seus empreendimentos por esse canal. Boticário, na crise, vai crescer. Sua comunicação no online é muito superior a da concorrência que não vai crescer nesse ano. Bem, preciso de mais exemplos?

Walter Longo diz em seu livro “achar que o negócio da publicidade continua o mesmo é uma grande miopia” note que ele diz continua e não continuará. A vida que vivemos é diferente da que vivíamos há 10 anos atrás, logo, nosso consumo mudou. E muito. As pessoas não tem mais o tempo que tinham, não tem mais a vida que tinham. Nossos avós tinham uma vida, nossos pais outra, nós outra, nossos filhos terão outras. É o ciclo da evolução da vida. Quando eu dizia para o meus avós que tinha uma reunião as 19h, eles riam, diziam que eu não queria falar com eles. A vida deles era uma. A minha é outra. O mundo mudou, essa velha frase está linda, no PPT de palestras, mas no dia a dia as agências ainda vivem do BV da Rede Globo, que cada vez mais perde espaço para Facebook, YouTube, Netflix e Google.

Um ou outro programa da Rede Record ou SBT bate de frente com a Rede Globo, no geral, ela é a rainha da TV. Por anos foi assim, ela dando um “banho” na audiência das outras emissoras, e ainda é, mas seus programas – assim como todas as emissoras – perdem audiência a cada dia. E por que? Por causa dessa “tal internet” e seus conteúdos dos mais diversos onde as pessoas assistem quando querem. Não precisamos mais esperar a Sessão da Tarde, eu posso ver Lagoa Azul no Netflix as 3h da manhã de sábado ou as 8h da manhã de uma 2a feira. Eu decido, o poder é mais meu (consumidor) do que nunca. E vai ser ainda mais.

A internet não chegou para matar nenhuma mídia, mas seus pilares são fortes o suficiente para ela tomar o lugar das outras. Ela é interativa, resposta rápida, as pessoas interagem com as marcas, as marcas geram conteúdos específicos para o canal. As pessoas estão sempre conectadas, não vivem sem o celular. Mais de 100 milhões usam WhatsApp, 93 milhões usam o Facebook e as TVs estão ganhando outra utilidade: ser uma tela maior para ver o conteúdo da web.


Vai mesmo, continuar no modelo: Globo, Folha, Veja e coloca o que sobrar no digital?

O livro Planejamento Estratégico Digital já passou das 1,3 mil vendas em 7 meses do seu lançamento. Vai ficar sem o seu??

Abraços e FELIZ 2016

Felipe Morais
@plannerfelipe
facebook.com/plannerfelipe

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ler ainda é o melhor aprendizado

Amigos

O fim do ano está chegando, e muitos já começam a fazer a lista do que deixou de fazer em 2015 para fazer em 2016. Uma das minhas metas era ler 12 livros em 2015, li 14. Foram eles:
  • Comunicação e Marketing na Era Pós Digital – Walter Longo
  • 11 Anéis – Phil Jackson
  • A Lógica do Consumo – Martin Lindstrom
  • Meaningfull Marketing – Marcelo Tripoli
  • Como influenciar  a mente do consumidor – Roger Dooley
  • O catador de sonhos – Geraldo Rufino
  • TED, Falar, convencer e emocionar – Carmine Gallo
  • Branding, A arte de construir marcas – Marcos Hiller
  • Dá pra consertar – Julio Ribeiro
  • Mentes consumistas – Ana Beatriz Barbosa Silva
  • A nova lógica do sucesso – Roberto Shinyashiki
  • 1992 O mundo em 3 cores – Raí
  • 1993 Somos bicampeões do mundo – Zetti
  • Estratégias para tomada de decisões – John Adair
  • Neuromarketing aplicado a redação publicitária – Lilian S. Gonçalves (não terminei) 

Meta alcançada mas, em 2016, eu pretendo ler mais do que 12 livros, afinal, na minha prateleira tem 18 livros não lidos ainda. Se eu não comprar nenhum em 2016, o que será bem difícil, e mantiver a meta de 2015, eu ainda terei livros para ler em 2017, mas eu desenvolvi um cálculo para ler mais do que 12 livros ao ano, média de 1 por mês, que repasso a vocês. Estou adotando essa metodologia desde o começo de Dezembro e tem dado certo.

Se você ler 30 minutos por dia, poderá ler em média 20 páginas de um livro no período. Depende muito da velocidade em que você lê, eu por exemplo, leio um pouco mais devagar, pois eu grifo o que eu acho interessante, portanto, alguns trechos leio 2 vezes. Vamos manter essa média: 30 min = 20 páginas

Se o ano tem 365 dias, significa que você poderá ler, em média, 7.300 páginas ao ano. 365 dias X 20 páginas = 7.300 páginas lidas.

Se em média, um livro tem 300 páginas (livros de marketing, por exemplo) você poderá ler 25 livros ao ano, o que dará 2 livros em média por mês. Já está excelente e você só tem a ganhar com isso.

Recentemente li um artigo que dizia que se você ler 2 livros por dia – mesmo que um capítulo de cada – você exercita seu cérebro e o abre para novidades, por isso, tenha em mente isso e se motive a ler até 2 livros por dia, ou se não leu ontem, leia 1h hoje

Estou tentando, ler, pelo menos 1 hora por dia, assim consigo ler 2 livros ao mesmo tempo. Nem sempre é possível, mas pelo menos 30 minutos ao dia eu me permito “perder” para ler algum

Mantenha sempre 1 ou 2 livros na cabeceira da cama. Isso facilita a preguiça de ler ir embora

Deixe o celular longe e a TV desligada. Esses 2 eletrônicos, fatalmente, vão distrair você. Sendo bem sincero, é muito mais interessante o livro do que ficar olhando o Facebook, apesar, de viciante, faça esse exercício para você mesmo.

Por mais que você, de noite, entre nas suas Redes Sociais para ler coisas relacionadas a trabalho ou as notícias dos portais, reserve sempre 30 minutos para a leitura de um livro.

O ideal é que esses 30 minutos sejam contínuos, mas se ler também em 3 períodos de 10 minutos, está bom.

Nunca, jamais, em hipótese alguma, deite na cama, pegue o livro e coloque o despertador para tocar 30 minutos depois. Ler de olho no relógio fará você dar mais atenção ao relógio e menos a leitura, logo, seu cérebro não vai fixar nada do que você leu e você perdeu 30 minutos, quando na verdade, a leitura é um ganho para você

Se leu 30 minutos ontem, talvez, hoje, você leia por 1h. Se conseguir, na semana, ao invés de ler 210 minutos, o que daria cerca de 3h30, tente ler 5h. Tente pelo menos 3X na semana ler 1h. Lendo 30 minutos por dia, ou seja, 210 minutos por semana, você vai ler em média 14h por mês, se conseguir ler 20h por mês, talvez consiga ler 50 e não 25 livros ao ano.

Onde você pode ler?
  • Leia 30 minutos antes de dormir. Até bom, pois a leitura com uma luz fraca (luminária, por exemplo) ajuda a relaxar e dormir melhor 
  • Leia no ônibus, metrô, Uber ou taxi. Não aconselho ler se está dirigindo, por mais que fiquemos as vezes 2h parados, mas aconselho as vezes, ir de transporte público ao trabalho. Economiza gasolina, estacionamento, você tende a ficar menos cansado e ainda consegue exercitar a leitura nesses momentos. Eu pelo menos 2X por semana, vou para o trabalho de ônibus
  • Leia no almoço. Você pode adorar ir almoçar com amigos do trabalho, mas as vezes, tem algo chato. Só falamos de trabalho. Você não desconecta disso e é preciso para seu processo criativo. Por isso, tente ao menos 1X na semana ir almoçar sozinho(a) e durante esse intervalo, leia, no restaurante mesmo. Deixe de lado a internet, e-mails, Facebook ou Twitter, pois fatalmente você ou vai trabalhar ou vai ler uma enxurrada de coisas inúteis e ai sim perdeu tempo
  • Leia no médico. Dificilmente o seu médico atende você na hora marcada. Leia lá. No dentista, esperando sua esposa/marido/namorada/namorado/noiva/noivo/filho/filha/pai/mãe na sua consulta
  • Horário de verão? Pegue o livro, sai as 18h do trabalho, vá para um parque, uma praça, um café. Sente lá, curta o final do dia, o sol que vai embora umas 19h30 e leia. Você talvez, conseguirá ler por 1h30, olha que legal!
E o que eu recomento você ler em 2016?
Bem, a lista acima eu recomendo todos, mas aqui vão alguns outros

  • Planejamento Estratégico Digital – Felipe Morais (não posso deixar de fazer meu comercial)
  • A empresa conectada – Dave Grey
  • Carreia 360 graus – Célio Antunes
  • Nos bastidores da Coca-Cola – Neville Isdell com David Beasley
  • O cérebro consumista – Dr. A.K. Pradeep
  • As Armas da Persuasão – Robert B. Cialdini
  • Marketing na Era Digital – Martha Gabriel
  • Estratégias de Marketing e Ecommerce – Sandra Turchi
  • Fazer Acontecer – Julio Ribeiro
  • Por dentro da mente do consumidor – Philip Graves
  • Marketing de atitude – Julio Ribeiro
  • A cabeça de Steve Jobs – Leander Kahney
  • Estratégia – Max McKeown
  • O desafio da inovação – Renato Cruz
  • Entenda propaganda. 100 perguntas e resposta s- Julio Ribeiro, José Eustáquio
  • Criatividade em propaganda – Roberto Menna Barreto
  • Gamefication – Flora Alves
  • Innovatrix – Clemente Nobrega
  • Problemas Oba – Roberto Shinyashiki
  • O poder da atitude – Alexandre Slivnik
  • O estrategista – Cynthia A. Montgomery
  • A Arte do Planejamento – Jon Steel (esse está bem difícil de achar, mas se você quer trabalhar com planejamento, esse livro é a “bíblia”da nossa área)


Boa leitura para 2016!!!
Livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (1.300 exemplares vendidos em 7 meses)

Mais de 2 mil pessoas já fizeram os cursos abaixo:


Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Brief são para ser desconstruídos

Amigos


Ultimamente vivemos um dilema: Qual é o futuro das agências? Sendo mais específico: Qual o papel do profissional de planejamento para os próximos anos?

Nessa era de abundância da informação, o cliente tem as mesmas - ou mais - informações que a agência, logo essa, tem que mostrar algo novo e que o cliente não sabe, não espera. Somado a isso, nós, profissionais de planejamento precisamos cada vez mais provocar a sadia discussão com o cliente que entendemos ser o melhor para os rumos das marcas com as quais trabalhamos. Equação na mesa, não é nada fácil chegar ao equilíbrio, mas há caminhos. E um deles é começar pelo início de toda a campanha: o brief.

Esse artigo não tem a missão de detonar ninguém. Mesmo porque briefs ruins geram campanhas ruins, mas é o papel da agência também provocar o cliente para entender a aprofundar mais o documento. Trabalhar a metodologia 5W2Hs nesse momento eu acho válido. Mas fica dúvida: por mais que o brief esteja excelente, ele é uma verdade?

Na Desconferencia de planejamento, a Tatiana da Nestlé soltou uma frase que eu avalio ser ótima "tenha um saudável desrespeito pelo seu cliente" em outras palavras, não aceite tudo do jeito que ele quer, pois nem sempre as pessoas sabem o que realmente querem. Por isso, se necessário desconstrua o brief, mas embase isso! Dizer "acho que não vai dar certo" não vai ajudar em nada...

O cliente espera inteligência estratégica da agência e, nós, profissionais de planejamento precisamos entregar essa inteligência. Esperam isso de nós e não o PPT ou Keynote. Não mostre que o cliente está errado, mostre, que suas pesquisas, insights, estudos e análises levam aquele projeto ou campanha para outro caminho é que sim, pode ser diferente do caminho pensado por ele. Provoque o pensamento no cliente!

Ofereça sempre mais! Neuromarketing ensina que quando as pessoas são surpreendidas por algo além do que esperam tendem a pagar mais por isso, ou seja, não se limite a verba por mais que o cliente tenha deixado claro que só tem aquele valor. Bons projetos conseguem valores extra de verba. Já passei por isso, você também já!

Recentemente passei por um caso assim. Obviamente sem citar nomes. Um cliente gostaria de uma estratégia para gerar e captar leads. A estratégia para isso é simples: mídia + landing page + Call Center ativo. O segredo não é a estratégia e sim a execução. Esse segredo é da agência. Ela é paga para fazer a mágica acontecer. Nenhum mágico conta seu segredo, mas ele faz a mágica. Chris Angel por exemplo, promete fazer um carro, a mais de 100km/h, sumir no meio do deserto. Ele faz, mas não conta como. Cumpre o que promete. Mas faz do seu jeito. E dá o resultado esperado!

Apresentamos ao cliente o que ele pediu. Aliás mostramos uma análise de comunicação da concorrência excelente. Digo no plural porque nenhuma agência é de uma pessoa só é ninguém faz nada sozinho. Os clientes gostaram, mas qual o momento em que caíram da cadeira? Quando viram que entendemos a fundo o seu negócio e como conquistaríamos o coração dos públicos. Aliás, ele passou que gostaria de atingir um determinado público e mostramos que ele poderia abrir, e muito, o leque!

A cada slide o cliente se empolgava pois ele estava diante de um plano de comunicação muito mais completo do que esperava, tinha recebido outra agência que apresentou "eu faço assim e custa X". Nós, literalmente, ousamos e desconstruimos o brief. Já ganharam uma concorrência ao final da sua apresentação? Tem sensação mais gostosa do que essa? Então busque isso!!!

Segundo Julio Ribeiro mais empresas quebraram por estarem estagnadas do que as que ousaram e o recado aqui é: seja ousado! Você, planejamento, é a pessoa dentro da agência que motiva a ousadia. Motive as pessoas a ousar, a buscar sempre mais, a superar limites. Pessoas motivadas conseguem! Eu sempre me lembro que Michael Jordan foi expulso do time de basquete da escola por não ter talento para o esporte e hoje é considerado o Pelé do basquete.

Para desconstruir um brief: estude muito o mercado, entenda a fundo o negócio do cliente, análise muito o consumidor ou consumidores e mostre o que é bom ou ruim da concorrência que possa ser um caminho a ser seguido. "Acho que não vai dar certo" só vai atrasar o processo! Investigue, discuta com o cliente, force-o a trazer mais informações pois lembre-se que o cliente não passa o dia todo montando briefs. Temos que ajudá-los!

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Abraços
Felipe Morais
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