sexta-feira, 31 de julho de 2015

Internet das coisas

Amigos.

Já ouviram falar de internet das coisas? Não? Então pesquisem, pois alguns estudos mostram que essa será a nova internet. A internet que conhecemos não está fadada a morte, mesmo porque Internet é sempre Internet, mas a forma como a usamos vai ser modificada radicalmente. Lembra em 2000 como você usava a internet? Do PC, por linha discada, tinha no máximo uma sala de bate papo para diversão além de sites de empresas - algumas - ou ler noticias no UOL. E hoje? Facebook, Twitter, Linkedin, Pinterest, Lojas online, Email, Whatszap, mobile... nossa, muita coisa!!!

Em 29/07, tive a oportunidade de assistir, mais uma vez, a palestra do Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura, uma empresa, que você, profissional de marketing digital, deveria estudar um pouco mais, afinal, eles estão sim, a frente de muitas marcas. E olha que eles vendem apenas livros. Ou será que não? Vamos ver o que Sérgio falou nessa sua palestra no Fórum do Ecommerce Brasil 2015


  • Pessoas querem uma vida com menos coisas e mais significados.
  • Evolução intelectual se dá no choque de idéias
  • Loja Cultura hoje é: Experimentar, Descobrir, Questionar, Provocar e Pensar. O choque de ideias
  • Se o consumidor é o mesmo, por que dividir as operações em on e off?
  • O varejo briga o tempo todo pelo bem mais precioso que temos: TEMPO, por que as pessoas vão perder seu tempo de descanso, família ou lazer para ir a sua loja comprar um produto? Experiência, hoje, é tudo!
  • Se estamos brigando por esse tempo, o que fazer para que essa ida a loja seja mais prazerosa? Esse é o desafio do varejo diariamente
  • Na Cultura, há: Shows, restaurantes, movimentos, debates, lançamentos de livros, filmes, encontros com celebridades entre outras ideias. Até casamento!
  • A Cultura gosta de promover conteúdo, quer falar com todos os públicos a todos os momentos. Há uma revista distribuída gratuitamente, entretanto, para se diferenciar o ideal é o relacionamento.
  • O foco da loja é sempre melhorar a experiência de compra. Crescer em faturamento, é no digital. O varejo precisa pensar assim. Há muito espaço para crescer no digital e não tanto no físico
  • As vendas de livros online no mundo estão estagnadas. No Brasil cresce, mas a passos de tartaruga.
  • A internet das coisas vai mudar muita coisa no varejo
  • Na visão do Sérgio, produtos que não gostamos de comprar, mas compramos, serão os mais a beneficiados. Por exemplo, quem gosta de sair de casa em um domingo de noite para ir na padaria comprar leite? E se um botão na cozinha for acionado e em minutos o leite está na sua casa o pagamento pelo cartão de crédito sem a necessidade de abrir um site ou um App? Isso é internet das coisas.
  • Isso será uma grande revolução, mas a relevância e experiência será sempre o grande diferencial


Internet das coisas. Comece já a estudar isso, pois em breve, o mercado vai exigir isso de você.

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Abraços
Felipe Morais
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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Top de Planejamento 2015 - Parte II

Amigos

Dando continuidade ao post de ontem...




Data Science – Carlos Borges 


  • Internet das coisas é uma grande realidade
  • Mashable: Começou como um pequeno site. Velocity é uma ferramenta do site para entender tendências de conteúdo, um grande case como um site consegue crescer com conteúdo
  • Buzzfeed: Começa a se aproximar dos clientes com produção de vídeos sem as agências. Veículos se reinventando X incapacidade das agências em não produzir conteúdos relevantes
  • Netflix: Foco no teste A/B e desenvolvimento da plataforma com base no comportamento de consumo. Sai de loja física que alugava DVD para um dos maiores distribuidores de conteúdo do mundo
  • A tecnologia em parceria com a mídia tem grandes ganhos
  • Não há mais funil de conversão. O consumidor multicanal, multiconectado está tomando a decisão em diversos canais. A decisão de compra não é mais linear, o consumidor quer novas experiências.
  • Modelo de atribuição: uma mídia ajuda a outra, a campanha do Google ajuda na performance do display no portal, que por sua vez é beneficiado pelo email marketing
  • Tecnologia é execução, não é uma ideia, ela é o meio para executar uma ideia
  • Estamos errando no ponto de saturação da mídia na TV, chega uma hora que é preciso investir mais na TV para impactar. Esse dinheiro melhor distribuído em diversos canais gera mais impacto e mais eficiência
  • Google e Facebook apresentam estudos para otimizar o investimento digital, campanhas online com estudo de marketing mix. Armas para usar nas estratégias digitais
  • Hoje há possibilidades de ir além do que as pessoas falam. Netflix: conteúdo que acessa, comportamento de navegação, teste de funcionalidades customizadas. Consumidor não sabe que está sendo testado, mas está o dia todo sendo analisado. Esses movimentos constroem o Big Data que faz a diferença no relacionamento do consumidor com a marca
  • Teste de usabilidade em tempo real, tanto no online como em lojas físicas. Melhorando a experiência sem necessidade de muitas perguntas
  • Tecnologia não é tendência, é pendência!!!
  • O profissional de BI deve ser um grande parceiro do planejamento. Não há como entender a cabeça do consumidor sem dados
  • O que o consumidor faz é mais importante do que ele fala. Pesquise os caminhos em tempo real que seja no on e off


A construção da marca Hyundai. Um olhar para o futuro – Rodrigo Cerveira
  • O amanhã é daqui a pouco
  • 2004 a Hyundai era a marca mais rejeitada do mercado. Deixou o país por 2 vezes. Carro perdeu muito valor. Marca barata não tinha percepção de valor
  • Tucson foi a grande mudança. Reconstrução de marca se baseou em produtos de alto valor. Propaganda não podia ser a tradicional. Era preciso falar de fora para dentro. Trazer credibilidade de fora. Pensado em 2 etapas de comunicação, era preciso ser mais tático, falar mais com o publico certo. Era preciso construir reputação de marca
  • 1ª Etapa da comunicação - Endosso de produto: 5 anos de garantia, fatos para gerar credibilidade, prêmios internacionais, pesquisas e comunicação apoiada em fatos 
  • 2ª Etapa da comunicação - Consistência de mídia: Frequência/exaustão da mensagem, placement e afinidade com o target
  • A Z+, agencia da marca, participa da estratégia de marketing e produto junto com o time de marketing do cliente
  • Não foi da noite para o dia, Em 2008 a Hyundai começou a apostar mais na mídia, pois a marca já tinha credibilidade e a percepção da marca via fatos já estava estabilizada
  • Hyundai apostou na comparação com marcas clássicas como Audi/Mercedes-benz/BMW e colocou preço para gerar a dúvida no consumidor. Essa curiosidade gerou visitas nas lojas
  • Ferreira Martins é a voz oficial da marca no Brasil. Essa conexão voz e marca produz uma experiência sensorial
  • HB20, a marca tinha baixa familiaridade com o público, VW, Ford, GM, Renault e Peugeot tinha mais afinidade com carros populares. Trabalho de conteúdo relevante nas Redes Sociais para construir marca e gerar engajamento
  • Carro lançado sem estar a venda. O site www.hb20.com.br assinava a campanha, gerou mais de 100 mil cadastros de potenciais compradores do carro. A linguagem é mais jovem, mas valoriza a experiência, atributos e design
  • Convite para fãs conhecerem as campanhas 24h antes de ir para o ar. Teste de aceitação
  • UGC = Chamou consumidores para contar verdadeiras histórias sobre o produto. As pessoas faziam do seu próprio smartphone ou webcam os vídeos. No site era divididos por campos de duvidas, valor de revenda, valor de manutenção, opcionais do produto e performance. Mais do que a marca vender o carro, seus consumidores vendiam o produto via internet
  • Series especiais dos carros mostram sempre novidade e mostram que a marca se preocupa com inovação
  • Zipcar. Aluga carro para curtas distancias


O comportamento de quem compra carro segundo a Citroen





Curso Planejamento Estratégico Digital
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Felipe Morais
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Top Planejamento 2015 - Parte I

Amigos.

No dia 16/06 estive no evento Top de Planejamento promovido pela PS Carneiro, sempre com grande qualidade. Parabéns ao Paulo Carneiro, mais uma vez.

Nessa primeira parte, vou postar as minhas anotações da palestra da Ana Maria Nubié, Newton Nagumo e Agata Kim. Na 2a parte, postarei um pouco sobre o mercado de automóveis com o case da Hyundai e um pouco do estudo de como as pessoas compram carros, além de um estudo do Carlos Borges sobre Big Data e comportamento de consumo.

O pensamento estratégico na era da (des) conexão – Ana Maria Nubié
  • A tecnologia é o oxigênio da era digital
  • Tecnologia por si só, não é nenhuma grande inovação
  • Há mais de 950 empresas que trabalham tecnologia para marketing, no Brasil, as pessoas ficam eufóricas porque fazem uma campanha no Facebook. Há algo errado...
  • O consumidor é multieditor. Quais as consequências da comunicação pós produção? O comercial saiu da agência e agora? Essa é a nova comunicação, o consumidor é editor de conteúdo, estamos na era dos pró-consumidores
  • Estamos em uma nova sociedade. Ou abrimos os olhos ou morremos. A tecnologia chegou. As pessoas consomem e não vivem sem. Alguém sai de casa sem celular? Hoje é assim, amanhã não sairá sem o iPad, relógio com acesso a web, óculos... 
  • As marcas devem resolver problemas dos consumidores
  • A pergunta de hoje é: Qual o problema que a sua marca resolve?
  • Marcas sabem fazer propaganda, mas não sabem entender o consumidor. Pessoas perguntam. Quem responde?
  • O consumidor presta atenção em quem lhe dá atenção
  • Sirva primeiro, venda depois. Pessoas tendem a gostar de quem gosta delas
  • Marcas não respondem, não cumprem promessa, não ouvem pessoas. Por que elas vão comprar?
  • Pessoas não querem uma pasta de dente. Elas querem dentes bonitos
  • Consumidor é multitelas. Ele tem uma outra experiência e as coisas mudaram, ele não está 70% na TV e 4% no digital, porque então a mídia é dividida assim?
  • Criar perfil no Instagram, fazer post, promoção e não responder ao consumidor não é estar no digital, não é ter presença digital. Melhor não estar, não seja pioneiro no digital, isso não vale nada para os negócios, o que vale é estar e fazer as coisas direito


SXSW: O que de melhor aconteceu no evento – Newton Nagumo

  • As boas ideias serão sempre boas ideias. A tecnologia apenas ajuda a executar a boa ideia, mas não é a ideia
  • O MOMA tem ideias que apreciamos. Em Cannes, tem ideias que vendem
  • Ideias são feitas por pessoas que não entendem limites, não tem medo de ser feliz. Ideias são feitas por pessoas que entendem a fundo a ruptura!
  • Não tenha ideia dentro de caixa, inove. Um filme não é mais para o cinema ou TV. Ele é uma plataforma que pode estar em múltiplos canais
  • O que motiva as pessoas? É isso que deve motivar marcas! Marcas mexem no emocional das pessoas. Ou deveria ser assim
  • Boas ideias transcendem regras e caixinhas. Um livro vira um game, um app mobile, um filme. Um livro virou uma plataforma, isso gera ações em Redes Sociais, engajamento e vendas!
  • Boas ideias são resilientes: não se tem mais tempo para ciclos longos. Precisamos resolver problemas dos clientes de hoje
  • Boas ideias são pontes, só tem valor se consegue estabelecer conexão emocional entre pessoas e marcas


Insides SXSW – Agata Kim

  • Dificuldades criam ecossistemas para resolução de problemas
  • Acredita-se que a inteligência artificial será positiva para o mundo dos negócios
  • Case: www.myjibo.com, uma realidade para Janeiro de 2016
  • Google X é uma área do Google que desenvolve projetos como o Google Glass
  • O Google Glass falhou porque apresentou como algo finalizado quando era um protótipo
  • Escolhem projetos com grandes problemas, tecnologia desruptiva e soluções radicais
  • O tema do momento é: Não tenha medo de errar
  • Continue errando, continue aprendendo. Essa é a mensagem do SXSW



terça-feira, 23 de junho de 2015

Como se tornar um profissional de planejamento digital?

Amigos.

Uma coisa eu posso afirmar, se você ainda não trabalha com planejamento estratégico digital, mas tem a vontade de trabalhar, tome muito cuidado, pois isso vicia!! Vou contar resumidamente a minha história. Entrei na faculdade de publicidade e propaganda em 2001 e como 99,9% dos alunos, queria a área de criação. Escrevia bem, gostava e quis ir para a redação. Lia sobre Washington Olivetto e ele – indiretamente, claro – me influenciou a seguir esse rumo. Em 2003, na época do TCC, acabei indo para uma agência e me colocaram no planejamento, exatamente, a mesma área que eu era responsável no TCC. Pronto, o suficiente para eu me apaixonar pela área.

Então fui estudando, conseguindo vaga em agências, fui buscando meu espaço – e ainda estou – fui planejando, conversando, bebendo de várias fontes. Trabalhei gente muito boa, li autores maravilhosos, assisti muita palestra presencial e no YouTube, conversei com muita gente. E assim fui e vou construindo o meu conhecimento.

E qual a dica que dou para você?
Nada muito diferente do que falei acima, afinal, não tem como eu falar que faço de um jeito e indicar que você faça de outro. A coerência faz parte do raciocínio lógico do planejamento, mas lembre-se não é apenas isso que faz o planejamento. O planejamento é uma ciência muito maior do que apenas ter um raciocínio lógico, ele precisa ir além disso. Vamos a alguns passos para você se tornar um bom profissional de planejamento.

Pratique a humildade
Planejamento que acha que sabe tudo, não sabe na verdade é nada. Seja humilde, sempre. Ouça, converse. Quando for a uma palestra ou curso, entre com a mente aberta, como se você nunca tivesse ouvido uma frase sobre planejamento, faça isso, quando estiver na primeira reunião com o cliente, quando for receber o brief do atendimento, quando ouvir o consumidor da marca com a qual trabalha.

Seja curioso
Não deixe que a primeira resposta lhe satisfaça, aliás, nunca se sinta satisfeito. Vá atrás da informação, busque o conhecimento em tudo. Meu pai sempre diz que eu preciso ler até caixa de sabão em pó. Ler é um hábito que o planejamento tem que ter. Se não gosta de ler, não vá para essa área. Seja um pesquisador nato. Não acredite em tudo o que dizem. As pessoas nem sempre dizem o que querem ou gostam. E o mais importante, o Google não é a sua única fonte de pesquisa.

Pesquise. Pesquise. Pesquise. E claro pesquise!!!
Não fique esperando as respostas. Corra atrás delas. Não fique esperando o brief. Vá atrás dele. As respostas não vão cair no seu colo e elas também não estão no Google. Corra atrás da informação através de pesquisas, análises, estudos. Converse com pessoas, com concorrentes, com força de vendas. Estude o mercado. Leia revistas de negócios, estudos publicados, trabalhos de faculdade, pós, MBas. Ouça o presidente da empresa, a diretoria, a gerencia e até o estagiário. Busque fãs da marca, os apaixonados.

Goste de histórias
Leia. Conte. Ouça. Histórias emocionam, histórias convencem, histórias vendem!! Você pagaria 80 reais para ver um monte de bonequinho amarelo que não fala uma palavra que você entenda na frenética busca por um personagem maldoso para ser seu escravo? Então, muitas pessoas vão aos cinemas Vips de São Paulo, pagar esse valor para ver o filme dos Minions, sucesso mundial. Pessoas compram boas histórias. Foque nisso.

Saiba escrever
Quem lê muito, tem mais chances de escrever mais e melhor. Mais uma vez, repetindo o que ouvi por anos e mais anos do meu pai. E ele está certo. Ele um estudioso, advogado, precisa ler muito e passou isso aos filhos. Passo esse excelente conselho a vocês. Quem sabe escrever, sabe colocar as ideias em ordem. Ideias jogadas não é planejamento, é bagunça.
Ame pessoas
É para elas que você vai vender, certo? As ame! Entenda suas histórias, suas frustrações, seus anseios, seus desejos. Ache a resposta para a simples pergunta: Por que as pessoas compram? Pergunta é simples, a resposta é complicada. Você só vai achar essas respostas quando conversar com as pessoas!

Tenha poder de síntese
Planejamentos com muitos textos e muitas explicações podem ser confusos e não passar a ideia de forma clara. Se a agência não entender a ideia, a campanha não será efetiva, o cliente vai ficar bravo e pode-se perder uma conta, ou a campanha vai para o ar, não traz resultados, e a coisa fica ainda pior. Tenha o poder da síntese.

Não tenha medo de errar
Tente. Inove. Mude. Quebre paradigmas. O planejamento é assim. Precisa ser assim, tem que ser assim. Estimule a conversa. Discute, provoque pensamentos. Faça o cliente pensar, faça consumidor pensar porque ele precisa tanto daquele produto. Precisamos mesmo de um iPad? Mas a Apple diz que sim.

Métricas são suas melhores amigas
Não fuja delas. As tenha ao seu lado. Durma abraçado ao Google Analytics. Veja de minuto em minuto as métricas, mas antes, saiba bem definir as chaves de sucesso, as KPIs. Busque a excelência das ações, seja a pessoa que puxa a agência para otimizar verbas e resultado. Pesquise antes, durante e depois das ações. Entenda os sucessos e fracassos. Não ache que a sua marca é imbatível, pois ninguém é. Há sempre uma criptonita para o Superman.

Tendências são sua chave do sucesso
As use. Entenda. Pesquise. Estude. Analise. Tendências podem dar muito certo ou muito errado. Internet das Coisas é tendência? Tecnologia? Mobile. Entenda o que é tendência e o que já foi tendência e hoje é necessário, ou como ouvi no Top de Planejamento de 2015 “tecnologia não é tendência, é pendência”.

Vá a eventos. Beba todas as fontes

Não para aparecer, mas para aprender. Vá a todos. Ouça várias fontes. Beba delas. Jon Steel é o “papa do planejamento” mas não é o único. Julio Ribeiro, é um dos maiores planejadores que o Brasil tem, mas não é o único. Ken Fujioka já fez coisas brilhantes, mas o Fabiano Coura, Ulisses Zamboni, Rodrigo Gadelha, Jurandir Craveiro, Araken Leão, Mari Zampol, Maurício Moreira, Daniel Tomazio, Andre Foresti, Marcelo Magalhães, Laura Chiavone, Daniel Winter, Ana Cortat, David Laloum, Fernando Diniz, Eduardo Lorenzi, Pedro Cruz, Newton Nagumo, Pedro Porto, Renata D’Ávila, Rodrigo Maroni, Rodrigo Ribeirão, Lucas Reis, Michelle Fernandes, Mario Reys, Ana Maria Nubié entre outros profissionais, que tanto fizeram e fazem a diferença.

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Abraços
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quinta-feira, 11 de junho de 2015

O que Jon Steel pensa do Planejamento em 2015?

Amigos.

Jon Steel. Nosso líder, nosso "Papa", nosso guru quando falamos de planejamento de comunicação, fez uma recente palestra em Londres sobre a sua opinião do momento em que o planejamento está vivendo. Seu livro, A Arte do Planejamento, na minha modesta opinião, é para planejamento o que "Administração em marketing" do Kotler é para o marketing.

Tive acesso a esse excelente texto do Ramiro Amaral, via Facebook no grupo PlannersBR e acredito ser extremamente pertinente para postar nesse blog, afinal, planejamento é o tema central aqui. Posto na integra o post do Ramiro Amaral, o agradecendo desde já por compartilhar o conhecimento e elogiando o material, por isso, segue na integra o que ele postou hoje (11/06).

Galera,
Demorei um pouco, mas segue um resumo dos principais pontos da palestra do Jon Steel que rolou nessa terça-feira aqui em Londres. Basicamente, nosso mestre dos magos está tão insatisfeito quanto nós (assumo que seja o sentimento geral...). O tema não foi apenas dizer que tem alguma coisas erradas com o planejamento hoje, mas mostrar as razões das coisas estarem erradas.

Principais pontos:
1. Planejamento não é mais uma disciplina baseada em pesquisa (leiam também conhecimento de causa) - antes os profissionais de planejamento saiam do escritório, faziam pesquisas eles mesmos, falavam com as pessoas, falavam com trade, etc. Hoje a grande maioria não faz mais isso (embora eu ache que isso é mais verdade aqui em UK que no Brasil). Nós estamos cada vez mais recorrendo a internet do que buscando nos envolver com as fontes primárias pra ter conhecimento do que estamos tentando resolver.Obs Felipe: Sim Ramiro, aqui no Brasil é a mesma coisa. O Google virou o oráculo e conversar com o consumidor, olho no olho, perdeu espaço para os comentários no Facebook.

2. Agências não treinam mais os planejadores como costumavam - não existe mais esse hábito nas agências, segundo ele. Na sua época de GSP, eles sempre recrutavam junior planners e desenvolviam um plano de carreira. (Acho que há uma grande diferença cultural aqui. Eu sinto que nossas agências no Brasil nunca tiveram um claro plano de carreira...) 
Obs Felipe: E nem dão atenção ao planejamento. Somos o cara do PPT e olhe lá...

3. Agências e clientes não são mais parceiros - pra ilustrar o ponto ele falou que na GSP eles declinavam novos clientes na primeira reunião, que eles aqui chamam de chemistry. Se não sentissem que esses prospects realmente acreditavam em comunicação e criatividade pra alavancar os negócios, eles não iam em frente. E que essa harmonia de pensamento e visão está cada vez mais difícil de se encontrar.

4. Consultores de concorrência - são os intermediários que contribuíram imensamente pra deteriorização da posição da agência, colocando preço e entrega eficiente antes da própria qualidade do trabalho. 
Obs Felipe: Realidade do Brasil é outra. Colocam o preço lá embaixo,terceirizam, contratam estagiários com responsabilidade de entrega de diretor. O que temos visto? Preta Gil sendo remodelada pela C&A ou dizendo que Cólica é "mimimi". Uma pessoa polemica, que se valoriza por ser "rodada" está sendo lincada a marcas...
 
5. Corte de custos - talvez o planejamento seja uma das áreas mais afetadas quando se enxugam custos de todos os lados porque o nosso trabalho é muito mais difícil de tangibilizar do que outras áreas. Grandes departamentos são cada vez mais raros. 
Obs Felipe: Perfeito!! Quem nunca ouviu: Eu não pago o planejamento. Não tem importância no projeto...
 
6. Quem planeja não são os mesmos que realizam a pesquisa - ele sempre bateu na tecla de que se a pesquisa é feita pelos profissionais de planejamento (falando muito mais de quali) é possível enriquecer com as nuances que se percebe no processo e levar essas nuances pro processo criativo. Isso não acontece mais, e os profissionais de planejamento estão deixando as agências de pesquisa fazer o que eles deveriam.
Obs Felipe: Acredito que os profissionais de planejamento precisam acompanhar, conversar e auxiliar, mas empresas de pesquisa tem mais expertise. Os profissionais de planejamento precisam saber como passar o brief para esses institutos e o objetivo claro do que querem achar. Se não sabem o que perguntar, a resposta nunca será boa

7. Mindset de eficiência (e não de efetividade) - os clientes hoje procuram agências que possam entregar o que eles querem (acham que sabem a solução), mais barato e mais rápido, não necessariamente agências que vão entregar um melhor trabalho e com maiores resultados.

8. Mentalidade de curto-prazo - o que também está relacionado com agências e clientes cada vez menos parceiros nas suas relações. Os CMOs que ficam em média dois anos nos seus cargos querem mais ter fama em curto prazo do que de fato construir a marcas no longo prazo.

9. Efetividade de "Likes" - estamos um tanto paranóicos em usar métricas sociais pra mostrar que as campanhas funcionam. Perdemos o foco em métricas de marca e negócios. 

10. Onde está nossa consciência? - aqui ele falou tanto no fato do departamento de planejamento ser a consciência da agência, garantindo que a criatividade está sendo bem aplicada, mas também que nós estamos fazendo pouco para mudar um mundo consumista e sociedade que fazemos parte.

Acho difícil discordar com a maioria dos pontos levantados por ele. É claro que também existem diferenças entre Brasil e UK, mas em linhas gerais estamos num mesmo barco. Que só parece afundar, por sinal. É sempre bom escutar de alguém tão sênior e emblemático no mercado, ainda mais de alguém que sempre primou pelos fundamentos do que faz alguém ser um bom planejador. Mas também acho que para alguém na posição de influência que ele tem na indústria e dentro do WPP, é bastante confortável só ficar falando dos problemas em vez de buscar batalhar por uma solução, e mostrar mais isso.

Então perguntei pra ele o que o dono (ok, CEO) do grupo em que ele trabalha, Martin Sorrell, está fazendo pra ajudar a melhorar o contexto em que vivemos, e que, na minha humilde opinião, apenas os líderes de fato desta indústria podem fazer pra verdadeiramente melhorar as coisas.

Sua resposta: Martin concorda com tudo, mas acha que o grande problema é o crescente corte de custos por parte dos clientes.
Eu devia esperar por uma resposta como essa mesmo. Até nosso mestre dos magos se entregou pro sistema que ele vê afundar...


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Um abraço
Felipe Morais
@plannerfelipe
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

ProXXima 2015 - Evento de marketing digital


Amigos.

Estive nos dias 18 e 19 de Maio no ProXXima 2015, o maior evento de marketing digital do Brasil. Por lá passaram nomes internacionais e nacionais que estão fazendo a diferença no mercado digital. Cases como Uber, Red Bull e Waze ou novos conceitos como Vídeo Programático, foram falados, mas 3 pontos chamaram mais, pelo menos a minha, atenção:

1) Foi triste ouvir dos "gringos" que o Brasil ainda engatinha em Internet. É a triste realidade que vivemos a cada dia com gestores de marca, ainda, temendo a web

2) O consumidor é o centro da comunicação e pronto. Quase chorei todas as vezes que ouvi isso, mas continuo afirmando, que isso está lindo no discurso e nada usado no dia a dia. Prova disso? Vejam as campanhas na TV de hoje e se perguntem: Realmente uma pessoa vai comprar um carro que vai para a Lua?

3) "2015 não teremos nenhuma novidade. Temos é que trabalhar". Não me recordo se foi o Quesada da TeadsTV ou Kay Schneider da SmartX que disseram isso, mas foi lindo, pois quando ouço alunos falando "poxa, esse curso não tem nada de novo" meu coração aperta, pois a novidade é trabalhar. Estamos fazendo isso??? Ou as campanhas do digital ainda são a sobra da verba, são o "coloca grana no Google" ou "faz o hotsite com o Concurso Cultural no Facebook" e mensurar que é bom? Apenas com o Google Analytics e mostrar crescimento na Fan Page. Isso é métrica?

Muito bem, vou postar para vocês as minhas anotações, como de praxe, mas dessa vez, recolhi um material da Newsletter diária do Proxxima (se você não assina, pelo amor de Deus, né?) para incrementar o post. Infelizmente não consegui assistir a todas as palestras, divididas em 2 partes, as impressões do dia 18 e 19.

Dia 18/05

Desitermediaçao e ruptura (Ana Paula Blanco, Diretora Global de Comunicação com América Latina do Uber)
  • Inovação e ruptura foram os pilares do nascimento do Uber no mundo
  • Ruptura é mudar as regras, é mudar o jogo.
  • É quebrar paradigmas, é levar algo novo, novas possibilidades as pessoas
  • As pessoas precisam mudar para que a coisa aconteça
  • A inspiração pode vir de uma necessidade
  • Transparência é essencial para o negócio, ainda mais para um que conecta estranhos com estranhos
  • Por que as pessoas escolhem o Uber?
  • Porque elas querem flexibilidade
  • Para o Uber, o segredo é fazer a pergunta certa, é questionar um mercado nunca antes discutido
  • “A Uber fez a pergunta certa num mercado que nunca havia sido questionado. Já compartilhamos o carro com o vizinho, mas a ruptura veio porque estamos mudando a regra do jogo, apresentamos uma nova forma que desafia as ideias pré-concebidas de trabalho”, afirma Ana Paula Blanco
  • As pessoas querem o poder da escolha
  • Pessoas buscam tecnologia para melhorar a sua vida.
  • O Uber é uma empresa de tecnologia que conecta pessoas e lhes dá o poder de escolhas.
  • Tecnologia precisa dar o poder de mudanças ao consumidor.
  • A se pensar: Conseguem imaginar São Paulo sem transito?
  • O Uber pensa nisso!!
Videos Ad Revolution (Bertrand Quesada, CEO Teads.tv / Kay Schneider, diretor SmartX / Sue Thexton vice presidente de vendas EMEA at Brightcove / Igor Puga CIO DM9DDB)
  • O Brasil é o país mais conectado na “multitelas” em todo o planeta
  • Apenas 5% dos vídeos produzidos no Youtube são profissionais, isso inclui produção, direção, roteiros e atores profissionais
  • Para impactar as pessoas não precisa de grandes produções, precisa de uma boa mensagem
  • A nova revolução é causada pela disseminação de vídeos em todos os aparelhos móveis
  • Youtube tem mais vídeos do que todas as emissoras de TV no mundo
  • Vídeos são canais, mas sem conteúdo, não são nada
  • Não haverá grandes novidades para os próximos anos.
  • O que as marcas devem fazer é trabalhar duro para impactar e engajar o consumidor.
  • Há muito a ser feito ainda no mundo digital
  • O Brasil engatinha nesse cenário
  • Propaganda: Ou se reinventa ou morre.
  • As pessoas mudaram, as marcas precisam acompanhar essa mudança
  • Não existe mais on e off. Existe marketing, onde existe apenas uma preocupação: o consumidor. Como impactar, engajar e lucrar com eles. A propaganda, a cada dia está mais estratégica e interativa
  • Pensemos em vídeos programáticos. Em uma plataforma programática
  • Propaganda tem que ter ROI. Em todos os canais e não apenas no digital
  • A construção da ponte passa por: Publicadores, Campanhas e ROI. Essa é a tríade do sucesso do que chamamos de programático.
  • O foco é o vídeo comercial
  • 72% das pessoas preferem assistir vídeos on demand a assistir a programação/grade da TV. 
  • O motivo? O poder da escolha.
  • Disponível quando querem, onde querem e assistem do aparelho que querem.
  • Poder da escolha é o caminho para o sucesso no digital
  • Um vídeo de conteúdo pode aumentar em até 100% a conversão de uma campanha
  • Existem diversas ferramentas que estão fazendo sucesso em outros locais do mundo
  • O importante não é o vídeo (meio) e o conteúdo (mensagem) que é apresentado.
  • Tem que ser relevante, no mínimo
  • As pessoas consomem vários vídeos em vários períodos do dia. O que elas gostam, compartilham nas Redes Sociais, principalmente por aplicativos mobile
  • Cerca de 85% das pessoas se sentem mais seguras e podem comprar o produto após ver um bom vídeo sobre ele, por isso, os vídeos ganham cada vez mais importância nas estratégias digitais
  • Os brasileiros amam vídeos online. Assistem, engajam, compartilham e interagem.
  • E de novo, não precisa ser uma mega produção
  • Porta dos Fundos passou de 1 bilhão de views em pouco tempo
  • Entender a jornada o consumidor, o que ele faz quando acorda e o que ele faz ao dormir é importante para impactar e melhorar os retornos de visualização.
  • Um estudo publicado pela Forrester mostra que pela manhã, as pessoas buscam informação por meio de vídeos de pouca duração. O foco são notícias, que podem ser acessadas em qualquer dispositivo, e conteúdos divertidos. No almoço, as informações sobre esportes e os sites de compras lideram em acessos. Ao final do dia, o interesse em assistir a vídeos longos cresce, principalmente filmes e seriados de TV. Neste horário também aumenta a busca por ferramentas de Video on Demand (VOD), como Netflix, e o compartilhamento em redes sociais.
  • Vídeo programático é uma solução, não vai mudar o mundo, mas pode ajudar no aumento das vendas de produtos.
  • Programático: Mostrar o que o consumidor quer, na hora que ele quer e como ele quer. Performance em marketing, ganha muito com o vídeo
  • O futuro do online é a tríade: Midia + Programático + Plataformas digitais.
  • Marcas precisam adaptar seus conteúdos aos diferentes dispositivos existentes
  • Vídeo é irreversível, no Brasil ainda estamos engatinhando com esse conceito.
  •  Pouco se fala de mobile, isso é o grande elo de tudo.
  • Se fala de omnichannel, mas não de presença mobile, que deve vir antes.
  • Se fala de engajamento e não se tem um site mobile.
  • O mobile é uma revolução na comunicação, que as marcas, no Brasil, ainda não se atentaram a isso.
Fatos reais. Resultados reais (Leonardo Tristão, Diretor geral do Facebook Brasil)
  • O grande impacto na jornada do consumidor é o mobile
  • Mais de 50% das pessoas assistem ao menos 1 vídeo por dia no Facebook.
  • É comunicação de massa
  • 94 milhões de contas ativas no Brasil
  • 66,7 milhões de pessoas acessam o Facebook diariamente
  • 99% das pessoas leem posts das marcas que seguem/gostam
  • 93% das pessoas leem os anúncios no Facebook
  • Comparar o impacto do Facebook com TV ficou desleal.
  • A audiência diária do Facebook é maior que todas as emissoras de TV aberta e fechadas juntas

TV e Digital. Oportunidades integradas (Eduardo Becker, diretor de comunicação de mídias digitais na Globo.com)
  • Em Janeiro de 2015, o vídeo da Paola Oliveira foi assistido por mais de 1 milhão de pessoas, o nome da atriz teve um recorde de busca.
  • Seu nome foi mais buscado naquele dia do que em toda a sua carreira como atriz da Globo.
  • O pico de buscas pelo nome dela foi muito maior do que qualquer outro dia
  • A Globo é um dos maiores produtores de conteúdo do mundo.
  • Antes produzia para um único canal, para um determinado horário, como por exemplo, o Jornal Nacional de 2ª a sábado, das 20h15 as 21h.
  • Hoje o desafio é o 24X7 multicanal.
  • O The Voice, é 2ª tela: tem mobile, site e Redes Sociais com atuação no marketing em tempo real
  • Há cenas, de Malhação, por exemplo, que apenas a cena teve mais de 2 milhões de visualizações no YouTube
  • Audiência maior que da TV, que por ter média de 18 pontos, não passa de 1,4 milhão de pessoas assistindo
  • Ação da Coca-Cola na Malhação. Os protagonistas trocavam de garrafas com nomes entre casais de namorados.
  • Ao mesmo tempo, na 2ª tela, com a estratégia de marketing em tempo real, as pessoas eram incentivadas a trocar garrafas com seus namorados igual feito na TV
  • Tendência em marketing digital: interações estimuladas pela 2ª tela, pelo marketing em tempo real
Sky/Proxxima Innovation (Guilherme Teles gerente geral do Uber Brasil / Pedro Navio Head Red Bull Brasil / Sara Hall Waze)
  • A inovação tem que estar no DNA da marca e não ter apenas um departamento de inovação
  • Um departamento, as vezes, não consegue implementar uma inovação e cai em descrédito na empresa
  • A empresa deve pensar em inovação 24h por dia, não ter um departamento, mas iniciativas de pessoas
  • Uber, quer transformar o carro (problema) em solução (mobilidade urbana)
  • A inovação é diária e em cada área
  • Inovar é olhar o que acontece no dia a dia e nunca estar satisfeito com o que vê
  • Para a Red Bull, inovar é buscar o que está nas ruas diariamente
  • A inovação está no dia a dia da empresa
  • Mas é preciso motivar as pessoas para inovar, pois muitos querem, mas tem medo do “não” do diretor
  • Trazer e reter talentos é algo que precisa ser feito para inovar
  • Ouvir e interagir com as pessoas. Foco na melhoria. Isso é inovar
  • Para o Waze, o feedback dos usuários pelo aplicativo é a principal pesquisa de melhorias
  • As ideias vencem, mas na cultura da empresa, é preciso ter liberdade. Todos devem ser estimulados a falar, dar ideias e todas devem ser ouvidas com a mesma atenção. Do CEO ao estagiário, todos devem falar
  • Liberdade de dar ideia é apenas o 1º passo para inovar
  • Ideias com maior impacto e menos esforço é o que as empresas buscam
  • Não adiante reinventar a roda. Se quer inovar na comunicação, vá para a rua e ouvir
  • Não se inova dentro do escritório com ar condicionado
  • Saber o que acontece é o grande impulso para inovar
  • A melhor forma de engajar o consumidor é sendo útil para ele
  •  Segundo Telles, do Uber: “O público brasileiro é diferente e as empresas precisam fazer a comunicação de suas marcas conversarem com o brasileiro”
  • Quanto mais a marca/produto resolver um problema, mais engajado o consumidor será
  • Aprimorar a experiência com o usuário é aumentar o seu engajamento e atrair novos públicos.
  • Uber e Starbucks fizeram uma parceira mundial, não é propaganda, é parceria onde todos ganham: Marcas e principalmente o consumidor. Quem pede carro pelo Uber, ganha um café no Starbucks
  • Quando todos ganham, a tendência de sucesso é grande
  • Redbull se tornou um Publisher. Ele fabrica um produto, energético, mas atua na mídia com a Red Bull media house
  • Gera conteúdo para diversos canais
  • Eventos, atletas, patrocínios, subprodutos entre outros
  • Brand content
  • Pensa em vender mídia para outros anunciantes
  • Canais com grande visibilidade e audiência
  • Já é o 3º maior canal de vídeos – de uma marca – do mundo com mais de 1 bilhão de views
  • 30% do conteúdo é não-branded, falam de conceitos mas sem aparecer a marca
  • 70% é conteúdo da marca
Colaboração em movimento (Sara Hall/Waze)
  • Waze visa economizar o bem mais precioso que temos hoje em dia: Tempo
  • Meta é economizar, pelo menos 5 minutos por dia de cada pessoa
  • As pessoas sonham com um mundo melhor
  • As marcas e empresas podem fazer isso
  • Waze se baseia no sentimento das pessoas em querer ajudar ao próximo
  • Mesmo sem conhecer a pessoa
  • “Hoje eu ajudo, amanhã sou ajudado”
  • No Brasil, as pessoas rodam em média 150km e ficam 5 horas no Waze por semana
  • Cresce 200% ao mês no Brasil
  • Quer oferecer indicação de:
  • Vaga de estacionamento
  • Clima
  • Eventos esportivos
  • Manifestações
  • “A inovação tem que ser útil para o usuário. Não precisa ser algo maluco ou extremamente tecnológico. Precisamos continuar inovando para conquistar o amor dos usuários. Estamos empolgadíssimos em puder ajudar as pessoas além do trânsito”, aponta Sara.
Dia 19/05

Human insights. The basis for digital value (Rick Chavez/Chef Solutions Officer Microsoft)
  • Uma jornada fluida, que não leve em conta de as pessoas estão no trabalho, se estão no final de semana ou se, simplesmente, estão vivendo a vida real. Assim deve ser a jornada do consumidor e, no extremo, suas decisões de compra e, por etapa, de engajamento com marcas (produtos e serviços).
  • A tecnologia está ai, mas estamos falando de pessoas
  • O digital não está dividindo o mundo. As pessoas são on e off ao mesmo tempo
  • 41% das pessoas acreditam que as ferramentas digitais (todas, sejam smartphones, PCs, carros conectados, sensores, tablets ou consoles de videogames) tomam muito do seu tempo e não deixam períodos livres o suficiente. 
  • O mundo está cada vez mais digitalizado
  • Cada vez mais, estamos dependentes dessa tecnologia
  • Internet das coisas, hologramas, digital serão as novas tendências para a comunicação
  • Não tem mais volta
  • As pessoas querem isso. Para já!
  • Hololens Microsoft (https://www.youtube.com/watch?v=QRQv74J7oSk&feature=youtu.be)
  • As empresas que crescem são aquelas que dão foco ao consumidor

  • A jornada do consumidor passa por 5 estágios
  • Abrir possibilidades: Subconsciente e os eventos da vida fazem pensar diferente. Um jovem quer uma caminhonete, o pai de família uma Van
  • Decisão para mudar: Precisa procurar algo que possa ajudar no dia a dia
  • Evolução: Ir para a compra após decisão com família
  • Compra: efetivar
  • Experiência: Será que comprei certo? Vai ser bom o pós compra? Vem a culpa
  • Compra e experiência: Momento em que as pessoas querem que o seu ciclo social aprove a compra.
  • É preciso dar mais do que as pessoas esperam
  • Momento do pagamento: Stress, repensar, pensar, analisar a fatura do cartão, conta corrente pelo celular
  • Momento em que o consumidor precisa se sentir seguro, feliz e satisfeito
  • Ruptura de paradigmas, esse é o novo sucesso do mundo dos negócios
  • Uber é só um case disso, mas há outros como Facebook, Alibaba e AirBNB por exemplo
  • O valor da experiência está em entender o que funciona ou não para aquele determinado público
  • O valor será baseado na experiência única das pessoas; vencerá a marca que entregar mais experiência de valor; e quando essa experiência for conhecida e planejada. A “personalização profunda”, que acompanha o consumidor em suas vidas off-line e online e que equilibra essa dicotomia reclamada pelos consumidores em geral.
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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe