quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Redes Sociais. Cuidado, nem sempre uma boa ideia dá resultado.

Amigos

Redes Sociais é um perigo!
Se você ainda não está atento a frase acima, tome muito cuidado ao entrar com uma marca nas Redes Sociais, pois mesmo tomando muito cuidado, ainda sim, uma mensagem mal interpretada pode gerar um fato negativo para as marcas. Vale lembrar, que hoje dificilmente uma marca não está nas redes, pois algum funcionário ou consumidor já a colocou lá, entretanto, nem todas estão oficialmente, e nesse caso é um grande perigo.

O site ADNEWS publicou recentemente uma matéria sobre uma ação do Mc Donalds que a princípio tinha tudo para ser uma ação benéfica para a marca, com boas chances de ser um sucesso. O conceito era o que muitos avaliam como ser o correto: Estimular que o usuário gere, espontaneamente, um conteúdo para a marca, divulgando uma hashtag que dissemine a marca pelas Redes, impactando os seguidores desse usuário e ampliando o impacto da marca pelo Twitter. Tudo de forma gratuita e com o aval desses usuários. Perfeito.

Dificilmente algum diretor de marca reprovaria uma ação dessas, ainda mais, porque a ação do Mc Donalds no Twitter estava ligada a comunicação da marca, ou seja, era uma ação que envolvia a comunicação 360º para ampliar o impacto da mensagem que a marca queria passar, porém, infelizmente – e digo isso pois ações assim são ruins para quem trabalha com Internet, afinal, já é difícil convencer que Internet dá resultado – a ação não foi benéfica para a marca.

No Twitter, o Mc Donalds, divulgou um produto novo McD Potato. A frase dizia “Quando nós fazemos algo com orgulho, as pessoas podem saboreá-lo – McD potato supplier #McDStories”. A Ideia era promover o Mc Donalds Stories, que é um movimento para promover histórias emocionantes de pessoas em torno da marca, ou seja, fazer com que as pessoas possam contar histórias próprias via Twitter de bons momentos que passaram com a marca, mas não foi bem isso que aconteceu e aqui vale ressaltar a importância de se mensurar tudo o que se fala ou faz das marcas nas Redes Sociais.

Poucas pessoas entraram na onda e falaram de suas histórias. A grande maioria dos tweets foram de protestos contra a marca. Funcionários da rede entraram na onda. Clientes reclamaram de tudo, até do conservante em lanches e abate de animais. Segundo o diretor de mídia sociais da marca, em 1h eles perceberam a repercussão e mudaram o rumo da campanha. Isso só é possível com mensuração minuto a minuto.

Esse artigo é mais um exemplo de como uma ação que tinha tudo para ser um sucesso, uma ação de relacionamento, de interação com o usuário, de entendimento do perfil do público, deu errado pois os críticos de plantão preferiram detonar uma marca, isso é comum acontecer com marcas fortes e grandes como o Mc Donalds, por isso, se você cuida de uma marca desse porte, tome o triplo de cuidado.

Nos dias 07,08,09 de fevereiro darei meu curso de 12h de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL na e-commerce school. esse curso poderá ser feito presencial ou online. Clique aqui e tenha mais informações.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Simbolos na comunicação

Amigos

Confesso que eu nunca fui um excelente aluno na escola. Era, aliás, sou hiperativo e por isso era difícil eu prestar atenção na aula. Na faculdade eu era mais “nerd”, na pós, Bootcamp e FGV então nem se fala, mas enfim, esse artigo não é para falar de mim, e sim sobre símbolos.

Puxei o link de história por um simples motivo, para lembrar que nós, seres humanos, nos comunicamos por símbolos desde a idade da pedra. E vamos continuar por muito tempo, entretanto, a comunicação vai mudando, vai evoluindo, mesmo que usemos apenas símbolos para contar algo.

Veja a imagem a seguir:

Essa imagem mostra como os antigos contavam suas histórias. Símbolos! Usavam desenhos para contar uma história, expor uma opinião, para passar uma mensagem.

Acredito que todo mundo já tenha visto essa imagem em alguma aula de história, correto? Mas o que isso tem a ver com os dias atuais? Muita coisa, pois alguns estudos mostram que o que nossos antepassados aprenderam, entrou em nosso cotidiano e por isso, nós nos acostumamos também; bom, estou sendo bem simplista nessa definição, mas me fiz entender.

E essa roupa?

Mostra o que chamamos de “wanna be” ou seja, o eu quero ser. Emporio Armani é uma marca de luxo. Marcas de luxo trazem o glamour, trazem o “quero mostrar quem sou e porque vim”. O simples logo da marca, mundialmente conhecido, já mostra o que a pessoa que está usando é ou quer ser.

Claro que para conhecer uma pessoa, nós temos que conversar, entender e ouvir. Isso vale para nós, profissionais de planejamento estratégico digital, que trabalhamos e devemos entender pessoas! Não se conhece uma pessoa sem falar com ela, mas essa imagem é uma expressão dessa pessoa para uma multidão a qual ela não pode falar com todos, mas expõe o que é ou (mais uma vez) quer ser.

E como pode evoluir essa comunicação?

Ok, chegamos ao mundo digital. Não falamos mais com as pessoas, mandamos uma “carinha” (emoticon), para dizer “oi”, “estou bem”, “saudades” entre outras palavras. Símbolos.

Não sou nenhum estudioso de simbologia e acredito que os especialistas possam ter mais dados e pesquisas do que eu, ter até mais artigos bem escritos, mas o que vale aqui nesse é a reflexão sobre como nós nos comunicamos por meio de símbolos e como eles são importantes para conversarmos com a multidão.

Nem vou entrar no mérito das marcas, onde ao ver de longe um “M” amarelo, já sentimos fome, mas vale a reflexão, ainda mais depois de ver na rua (essa foi a inspiração desse artigo) duas pessoas conversando na rua e andando. Uma chegou na porta do seu trabalho e a outra continuou andando. A que estava na porta do trabalho gritou para a outra para que elas continuassem com a história, ao invés do tradicional balançar dos dedos imitando um telefone, ela fez um sinal imitando a digitação. Sinal dos tempos...

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Você tem um real objetivo?

Amigos

"Eu preciso estar na internet" quem já ouviu essa frase em um reunião com cliente ou prospecção? E quem já questionou o porquê e ouviu do cliente frases como "por que é moda" ou "por que minha concorrência está lá". Eu já ouvi até "ué, por que todo mundo está. Minha sobrinha é viciada em Facebook..." e quer o pior? Fechamos a conta de Redes Sociais desse cliente por causa disso!

Se o objetivo da sua marca é entrar na Internet por que a sua sobrinha de 10 anos passa mais tempo no Facebook do que ao lados dos pais em um almoço familiar de domingo (como o caso citado acima), aconselho você manter o seu site no ar e pronto. Nem pense em estratégias digitais. Crie sua Fan Page, seu Twitter, coloca os logos no site para ficar "bonito" e volte a ganhar dinheiro da forma que você faz, pois você não vai ver valor imediato na web e vai criticar a agência coma velha frase "pô internet não dá resultado..."

Sem um objetivo não chegamos a lugar algum!! Me lembro de uma reunião com uma empresa coreana. Chegamos com um plano de trabalho para eles. Era uma parceria. O CEO da empresa insistiu por mais de uma hora "qual a meta?" para aquela reunião não tínhamos aprofundado o projeto no detalhe, era mais uma apresentação.

Voltamos para a empresa com a missão: trace a meta e voltamos a conversar. Fizemos. Estudamos, entendemos melhor o potencial de mercado, fomos conversar com 2 agências para ter uma base de pesquisa. Voltamos com a meta bem definida. Então o CEO aprovou e disse "sem uma meta não sabemos onde queremos chegar..." objetivo é isso! Nesse caso o objetivo era numérico por isso o CEO chamou de meta. Mas o que vale na história é: sem um norte você não sabe onde ir.

Você sai de casa e vai andando pela rua para ver no que vai dar ou você sai para ir a padaria, supermercado ou trabalhar? Viu, você tomou uma atitude, que gerou uma ação para atingir um objetivo. Isso é a mesma coisa de uma campanha! Ou você ainda acredita que basta colocar uma campanha no ar e magicamente ela traz resultados?

Tudo o que fazemos na vida tem um objetivo, então, porque não nas nossas ações de marketing e comunicação, seja on ou offline não tem? Tem que ter! Objetivo é o primeiro passo para qualquer ação e nós, planners, somos responsáveis não apenas por entender e traçar esse objetivo, mas por defender e medir para que ele seja atingido.

Objetivos, quanto mais complexos, mais difíceis de serem alcançados. Objetivos são curtos e grossos: vou fazer isso para a marca conseguir isso. Pronto. Direito! Estratégias e táticas seguem a mesma linha. Objetivos não tem mais do que uma linha, alias, vamos usar a teoria do Twitter onde uma mensagem pode ser transmitida em 140 caracteres. O que acham?

Vamos ser o mais sucinto e direto possível, afinal, na comunicação e marketing, menos é se é mais!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Processo de compra online - parte II

Retomando o que foi falado na 1ª parte desse post, até aqui o usuário foi até o Google e pesquisou sobre as marcas. Agora começa o processo de decisão de compra, logo o próximo passo é entrar nos sites dessas marcas para saber tudo sobre o celular, porém nem apenas a ficha técnica tem que estar no site, afinal quantas pessoas realmente entendem o que é um celular tri-band? É preciso ter uma linguagem mais informal que converse com o usuário na mesma linguagem. Nem que seja usado um blog para isso.

Após pesquisar os 4 sites, esse usuário decidiu pelo iPhone 4. Não apenas por ser o celular mais desejado do mundo, mas também por ser o que melhor entrega aquilo que ele deseja. Só isso é suficiente ara efetuar a compra? Claro que não!

O próximo passo é extremamente importante e aqui se faz presente a importância de uma estratégia de presença digital. Nós, e-consumidores, vamos perguntar para as pessoas sobre o aparelho. Vamos a Facebook, Twitter, Blogs, Youtube, Yahoo Resposta, Reclame Aqui entre outras ferramentas para saber o que as pessoas estão falando sobre o iPhone 4: quem tem o que fala, quem não tem, quem tem e não gosta, quem não tem e não gosta. O que falam, por que falam, como falam? Tudo isso influencia uma decisão de compras. Ou alguém ainda tem duvidas?

Nesse momento o e-consumidor já está satisfeito com as informações recolhidas e decide efetuar a compra. Nesse estágio as chances dele comprar no site que mais confia são infinitamente superiores a comprar em uma loja menor, por isso, relacionamento no e-commerce é muito importante. Arrisco dizer que é mais importante do que produto, pois isso todo mundo tem.

Nesse estagio da compra o Buscapé é a ferramenta mais importante. Por mais que usemos o Google, o Buscapé é uma referencia na área. É aqui que vamos ver a loja com melhor preço ou melhores condições de pagamento. A decisão se baseia na credibilidade da marca (loja) somada as pesquisas feitas. O usuário opta, por exemplo, em comprar no Ponto Frio.

O Ponto Frio tem que ter o site em perfeito funcionamento. O preço e condições anunciadas no Buscapé devem ser cumpridos; se possível até uma promoção especifica para esse usuário deve ser feita. A logística tem que cumprir os prazos; alias vale lembrar que se no reclame aqui o Ponto Frio aparecer como loja que não cumpre prazos, ele será descartado pelo consumidor logo de cara.

E-commerce trabalha com expectativa. E-consumidores querem comprar um produto e usá-lo na hora. Se eu vou na loja da Claro e compro um celular eu saio da loja falando e acessando a web. Na loja online tenho que esperar alguns dias. Em geral, aceitamos esses dias, desde que estejam explícitos no momento da compra e sejam cumpridos a risca. Se entregar antes do prazo, melhor ainda para a reputação da marca.

E agora o e-consumidor comprou? Sim agora sim. Mas é realmente necessário todo esse fluxo para uma compra? Sim é! Por mais que as taxas de compra por e-mail sejam altas em e-commerce, está cada vez mais difícil acreditar que o usuário compre um produto sem pesquisar muito bem antes. As vezes o usuário quer uma nova TV e está pesquisando e no momento que está quase decidindo o Submarino lhe envia um e-mail com uma promoção daquela TV ou uma muito similar. Ai ele compra, mas já pesquisou antes.

Acessos e compras a sites de e-commerce crescem a cada dia, mas a taxa de conversão se mantém sempre a mesma. Em media 2% das pessoas compram, lembra-se?Entender esse fluxo e agir nele é o 1o passo para elevar essa taxa e aumentar o seu retorno.

Em resumo: entenda mais de comportamento de consumidor e menos se produto! Produtos são commodities e todos tem praticamente os mesmos, mas entender pessoas poucos fazem!

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Abraços
Felipe Morais
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Processo de compra online - Parte I

Amigos.

Esse artigo/post será dividido em 2 partes. Abaixo segue a primeira parte do processo de compra online que eu tanto falo nas minhas aulas:

Basicamente o usuário de internet que deseja comprar um produto, o e-consumidor, faz sempre o mesmo processo. Claro que esse artigo está generalizando pois estou falando de um processo feito pela maioria.

Nas minhas aulas de planejamento estratégico digital e estratégias para e-commerce (na pós em marketing digital da Faculdade Impacta de Tecnologia e MBA em E-commerce da Universidade Anhembi Morumbi respectivamente) eu abordo em um slide esse tema exatamente para entendermos e discutirmos sobre o comportamento do e-consumidor.

Como exemplo, sempre falo de uma pessoa deseja comprar um celular. Em 1995 era simples comprar um celular desde que você tivesse uma linha. Tinha no máximo 10 modelos e não tinha 10% dos recursos de hoje. Íamos na loja e escolhíamos por preço e design do aparelho. E hoje?

Só em um quiosque de uma das operadoras em qualquer grande varejista, até mesmo em supermercados, encontramos mais de 80 modelos. Uns tem câmera de 3 megapixels, outros com 5; uns tem wi-fi outros já vem com acesso as Redes Sociais. Alguns são smartphones outros apenas multimídia. Enfim, a variação é enorme! Hoje devemos ter mais de 300 modelos de aparelhos.

Como escolher?? Diante a tantas opções o usuário fica confuso. Diferente do que se pensa quanto mais opções temos mais difícil fica a nossa escolha.

O primeiro passo para saber qual o celular que atende as necessidades do consumidor é pesquisar no Google. O e-consumidor entra no site e pesquisa o tipo de celular que ele deseja, ele pesquisa no Google por termos que lhe são mais familiares como (exemplo): smartphone; celular com câmera; iPhone 4; celular tela touch.

Enfim há uma infinidade de termos, os quais deve se ficar bem atento! A ferramenta do Google Adwords e Google Insight for Search são excelentes para entender essas palavras e uma importante fonte de pesquisa para nós. Vai ai dica, sempre que for fazer um planejamento olhe essas ferramentas é importante saber como o usuário busca o site, produtos e serviços.

Vamos ficar no exemplo do smartphone para esse artigo. Ao digitar esse termo, o Google apresentou uma série de caminhos onde o usuário pode achar aquele aparelho. Nesse momento a pesquisa é sobre qual o melhor aparelho, por isso, o usuário vai optar pelos sites das marcas e não pelos sites de varejo. Alguns até optam em pesquisar nesses sites, o que aumenta a "taxa de curiosos" nos varejistas online (tá ai uma ideia para uma estratégia de conteúdo e relacionamento).

Vamos supor que os 4 primeiros sites de marcas de smartphones melhor posicionados no Google sejam: Apple, Motorola, Blackberry e Samsung. Não necessariamente nessa ordem, mas o usuário chegou neles. Vale lembrar que nesse momento os sites mais relevantes vão aparecer em primeiro e que essa “pequena” diferença pode ser fundamental no momento da compra.

No próximo post, vem a 2a parte...

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Abraços

Felipe Morais

@plannerfelipe

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Parabéns! Eu ganhei uma conta!

Você ganhou a conta?? Quem disse isso?

Esse post é mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Eu já passei por isso, hoje graça a Deus trabalho com profissionais de uma qualidade enorme e humildes! Amigos, quem ganha uma conta é a agência!

Julio Ribeiro, Nizan Guanaes, Washington Olivetto, Luiz Lara, Celso Lodduca, o trio da DPZ (Duailib, Petit, Zaragoza), Alex Perisinoto, Fábio Fernandes, Pedro Cabral, Paulo Loeb, Roberto Justus, Sergio Motta Mello. Monstros sagrados da publicidade brasileira, tanto no campo off como online. Citei apenas alguns, poderia fazer um post só com nomes, mas vamos parar por aqui pois o recado já foi entendido.

O que seriam das suas agencias sem os talentos que lá estão? Nada! Grandes prédios sem gente, sem vida e sem contas!! Nenhum deles é bom tudo. Precisam de pessoas, de talentos ao seu lado. E tem vários! Por isso suas agencias faturam o que faturam!

O ciclo da publicidade é simples. Se o atendimento falha o brief chega errado. Se o planejamento erra a estratégia será ruim e o publico-alvo totalmente errado. Se a criação erra a mensagem não impacta, não é relevante. Se a mídia erra a comunicação não chega a quem tem que chegar. Se Redes Sociais erram, não gera relacionamento e vira trend topics negativo, se a produção erra o anuncio vai errado para a revista, se RTV erra o comercial vai errado para a emissora... Se um erra a chance do trabalho ser perdido é altíssimo!

Mas e quando acertam? Bom, as vendas sobem, as pessoas indicam, o público é atingido, ganha-se Cannes (apesar que eu prefiro um "tire a campanha do ar por que esgotou meus produtos" a Cannes), todos ficam felizes.

Percebe-se a importância do coletivo?? Digo isso porque daqui a algumas horas estarei apresentando uma concorrência no qual apostamos muito na Gotcha! (agencia em que sou o diretor de planejamento). Não sei se venceremos mas sei que todos se empenharam!

Do CEO a criação, a um grande amigo que nos ajudou na criação, ao pessoal de Links patrocinados, ao comercial, ao atendimento! Amanhã do CEO a tia do cafezinho todos terão sua importância! Amanhã se perder, perdem todos, se ganhar, ganhamos: TODOS!!!

Pense nisso antes de se vangloriar ou detonar uma pessoa ou equipe após uma vitoria ou derrota! No futebol os jogadores ganham, todos empatam e o técnico perde. Na publicidade somos todos jogadores. Todos ganham, todos perdem!!!

Amanhã seja o que Deus quiser!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A volta da Coke Machine

Amigos

Estava indo para o trabalho quando me deparei em plena estação Paulista do Metrô (linha amarela) com uma bela máquina de Coke Machine. Fique encantado não apenas por ser um viciado confesso do produto, mas por relembrar minha infância. Sim, a nostalgia está na moda e deixou de ser uma tendência quando as festas Trash 80 explodiram no país e as camisas retrô pegaram carona.

As camisas retrô até merecem um parágrafo a parte, pois trata-se de uma moda sem volta. Eu mesmo comprei de Natal uma camisa retrô que é uma homenagem ao Mestre Telê Santana e ao bi-campeonato mundial do tricolor. Belo presente eu ganhei de mim mesmo.

A Coke Machine me remete rapidamente a duas coisas que alias me motivaram a escrever esse artigo. Claro que são dois fatores altamente ligados ao planejamento estratégico: experiência de consumo e marcas buscando o consumidor onde eles estão.

Qual a forma tradicional para comprar uma Coca-Cola? Ir a um bar ou restaurante e pedir junto ao prato no almoço ou jantar, certo? Repare que eu falei a palavra tradicional. Mas as pessoas estão 24h por dia comendo? Não. Elas vão a shoppings, supermercados, clube, escolas, faculdades, postos de gasolina, dançadeiras... E todos esses lugares vendem o produto. Por que não vender no metro onde estou agora escrevendo esse artigo? Por não ter espaço? Não é mais desculpa!

O triste é saber que no Japão já existem painéis touch que vendem produtos de supermercado nas estações de metro e que em São Paulo isso vai demorar 20 anos para acontecer. E por que? Porque os gestores de marca ai da não entendem o digital!

Estamos mostrando aqui não só como a Coca-Cola foi atrás do publico, mas como ela proporcionou uma nova experiência de compra onde "eu posso, eu compro, eu não preciso de ninguém aqui". Isso não se parece um pouco com o "eu escrevo o que eu quero, quando eu quero e a hora que quero"??? Isso não é um comportamento humano na web? Trouxemos os comportamentos Offline para a web e agora estamos fazendo o inverso. Ou não?

Pode parecer uma bobagem, uma ação simples, mas sem duvida inovadora. Ou alguém ainda acha que para inovar é preciso fazer ideias malucas que custam bilhões? Inovações de bilhões são importantes, mas as simples também.

Não tirei foto dessa maquina ao lado de pessoas pois não estou afim de ser processado por uso indevido de imagem, mas por mais que essa maquina estivesse desligada (só funcionará a partir da 2a semana de Janeiro) chamou muito a atenção. Por ser novo? Claro que não, na década de 80 isso já era febre nas locadoras e bancas de jornal, mas por ser diferente.

Uma ação juntou uma nova experiência de compra, o retrô e a busca das marcas onde estão os consumidores, simples, direta e com alto poder de retorno. Agora, se você acha que só dá certo por que é Coca-Cola está na hora de você repensar seus conceitos. É mais fácil dar certo por ser Coca-Cola, ai sim, mas serve também para abrirmos as nossas mentes e pensarmos que nem sempre o comercial de TV engaja, envolve e principalmente vende!!

Mais uma vez, parabéns Coca-Cola!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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