quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Google Glass. Modinha ou ferramenta para o varejo?

Amigos

Existem marcas que lançam produtos e logo viram febre entre as pessoas. Apple é mestre nisso, lança um celular, um tocador de mp3, um leitor digital de uma forma que nenhuma outra marca conseguiria, sem a menor dúvida, entretanto, o Google não fica muito atrás, seja em serviços ou produtos, o Google está sempre tentando inovar. Alguns produtos viram febre e depois morrem, outros, se tornam fortes, ganham vida e ajudam no faturamento do buscador. O Google Glass, até o momento, não parece ser uma brincadeira de adolescente ou uma moda, ele parece que veio para entre outras funções, ajudar o varejo. Não podemos esquecer que as pessoas vão achar diversos usos para o óculos e que sim, em breve ele vai estar mais presente no rosto das pessoas, mas vamos focar esse artigo apenas no segmento do varejo.

Eu acredito que o Google Glass trará experiências de marca interessantes. Vemos hoje o quanto essa experiência de marca se torna importante para as marcas varejistas, pois essas experiências estão se tornando cada vez mais importantes para a fidelidade. Se falarmos de varejo online, fidelidade, é algo extremamente importante, pois muitos apostam que o futuro do e-commerce será a recompra e só se compra novamente de marcas confiáveis. Por exemplo, você pode tomar Coca-Cola em um boteco de esquina ou em um famoso restaurante, vai pagar mais caro, mas compra porque é Coca-Cola, confia. Já comer nesse boteco...

Uma matéria do site Adnews, mostrou como o Ponto Frio vai usar o Google Glass para trazer experiências online nas lojas físicas. Acho isso fantástico e no meu modo de entender, isso se torna uma ação Omnichannel, palavra que estou cada dia mais “apaixonado”, pois acredito demais que os mundos on e offline possam se falar e isso será sensacional para o varejo. Ainda vivemos, infelizmente, uma briga entre os departamentos online e offline das marcas, o e-commerce é visto como inimigo das lojas. Uma marca pode ter 2 unidades uma na frente da outra na rua que está tudo bem, mas ter um e-commerce, é a morte. Será que os varejistas já entenderam que o futuro será as compras online e que as lojas físicas precisam se reinventar?

O Ponto Frio vai usar QRCode e Google Glass para melhorar as vendas do produto, atrelando isso a um conteúdo exclusivo, somando ao conceito de experiência de marca, ainda, claro, ser importante para o Ponto Frio ter um projeto como esses, afinal, segundo a matéria diz, a marca se posiciona como inovadora e por isso precisa inovar. Parece óbvio, mas o que vemos de marca que coloca “inovação” nos discursos e tem medo de ter um Blog ou uma Fan Page... Ou marcas que olham projetos inovadores e dizem: “coloco o dinheiro no Google e traz retorno. Vamos manter?” Sim, mas não se posicione como inovadora, ok?

Segundo o Adnews a ação será “Um Google Glass vai conectar o visitante às sessões e produtos da loja em uma espécie de tour guiado que apresentará, de maneira interativa, as características e diferenciais dos itens, que serão lidos por meio da tecnologia QRCode. Com suporte de áudio e vídeo, o visitante será avisado em tempo real, por notificação push, que ele está na sessão de TV’s ou celulares, por exemplo”. Como disse, inovação, conteúdo, experiência, varejo. Poderia colocar hastags aqui igual as pessoas fazem no Facebook. Esses pilares movem a ação e espero ser um enorme sucesso, pois o varejo precisa disso!


Outro dia fui na Livraria Cultura e conversei com Sérgio Herz, seu CEO. Falamos muito de experiência e como o online e o offline podem se ajudar. Em um evento, Herz disse que a Livraria faz campanha de Links Patrocinados para gerar tráfego nas lojas físicas. Outro dia ouvi de uma marca de moda que havia a ideia de fazer uma sessão de fotos, com looks da loja com uma modelo, via Google Glass e usar esse conteúdo não apenas no site e Redes Sociais, mas nas lojas apresentar nas lojas via iPads ou porta retratos eletrônicos. A ideia do iPad poderia ajudar a depois de ver o look, as pessoas comprarem online e a loja ser remunerada por isso. Por hora, isso é apenas uma ideia. Espero ver mais ações com o Google Glass que gerem vendas e não apenas “barulho nas Redes Sociais”. Barulho não vende nada!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

domingo, 17 de agosto de 2014

Pontos que mostram como o futebol brasileiro está de mal a pior

Amigos.

As vezes, os profissionais de planejamento precisam ampliar seus horizontes e buscar outras coisas, como cinema, teatro, futebol, viagens e bate papos... isso ajuda em nossos processos criativos. 

Bom, hoje, ouvindo o jogo do meu querido São Paulo FC contra o Palmeiras, me deu uma certa inspiração para escrever 70 motivos pelos quais o futebol brasileiro está indo de mal a pior. Resolvi analisar como um profissional de planejamento e tentar entender o que acontece com o nosso futebol, que em outros tempos, era forte, hoje é motivo de piada!

Entendam esse texto como um diagnóstico sobre o cenário do futebol nacional. Dentro disso é possível tomar diversos caminhos, mas não é bem isso que os dirigentes querem, ao menos é o que parece!


Pontos que mostram como o futebol brasileiro está de mal a pior:


1) SPFC e Palmeiras brigando por Alan Kardec como esse sendo um grande craque
2) Robinho, sem mercado na europa, volta como grande atração do Santos
3) Vasco na 2a divisão
4) Dunga reassume a seleção brasileira
5) Corinthians em 2o lugar no campeonato com ataque criticado por não fazer gols
6) Palmeiras apostando em time Argentino
7) São Paulo anuncia grande contratação: Michel Bastos
8) Flamengo brigando para não cair para 2a divisão há alguns anos
9) Felipão reassume o Grêmio como esperança de dias melhores
10) Ceará, Bragantino e América-RN eliminando Inter-RS, SPFC e Fluminense
11) Fluminense precisa do tapetão para não cair para a 2a divisão
12) Esperanças dos times são jogadores em fim de carreira: Kaká, Robinho, Cris, Elias, Valdivia, Rogério Ceni, Edu Dracena, Julio Baptista, Lúcio
13) Desde 2010, com Neymar, Ganso e Lucas o Brasil não revela nenhum jogador
14) Edson Silva, Jadson, Paulo Miranda, Ademilson, Fred, Alecssandro, Denilson, Romarinho, Henrique, Wellington, Osvaldo, Maicon, Willians, Biteco, Fabricio, Douglas, Jorge Henrique são titulares de grandes times
15) Tite, Mano Menezes, Muricy Ramalho - retranqueiros - são considerados os grandes técnicos no Brasil
16) Copa de 2014 tinha diversos técnicos argentinos nas seleções
17) Grandes times brasileiros sem patrocínio master, tendo milhões de torcedores
18) Desempenho fraco do Brasil na Libertadores 2014
19) Barcelona 4 X 0 Santos e depois Barcelona 8 X 0 Santos
20) Ultimo brasileiro a ser considerado o melhor do mundo: Kaká em 2007
21) Messi e Cristiano Ronaldo dominando a eleição do melhor do mundo desde 2008
22) Não conseguimos montar uma seleção de 11 jogadores com atletas apenas que atuam no Brasil
23) 2 dos 3 destaques brasileiros no exterior são zagueiros
24) Lateral Daniel Alves sendo "doado" pelo Barcelona
25) Depois de Careca, Romário, Ronaldo, Serginho Chulapa não temos um camisa 9 de respeito para a seleção
26) Não temos um Camisa 10 para comandar o meio campo da seleção
27) Depois de Taffarel, Zetti, Marcos, Dida e Rogério Ceni (esses ultimos em final de carreira) só temos 2 goleiros capazes de assumir a seleção: Victor (Atlético) e Fábio (Cruzeiro)
28) Não temos uma dupla (reserva) de zagueiros
29) Não temos um volante que dê segurança
30) Brasileiro não sabe chutar de fora da área
31) Brasileiro não sabe cruzar
32) 7x1 da Alemanha no futebol masculino
33) 5X1 da Alemanha no futebol feminino
34) Clássicos regionais com jogos sofríveis tirando torcida dos campos
35) Corinthians colocando ingressos caros para ter lucro
36) São Paulo colocando ingressos a preços baixos para ter torcida
37) Jogadores não conseguem dominar uma bola fácil
38) Altíssimas médias de passes errados por jogo
39) Clássicos onde os goleiros não fazem uma única defesa importante
40) Dança dos técnicos cada vez maiores nos times
41) Dirigentes sem o menor conhecimento de futebol administrando os times, elevando as dividas e contratando mal
42) Empresário de jogador assumindo cargo importante na seleção brasileira
43) Rejeição no Brasil a mudanças como por exemplo, ter técnicos estrangeiros
44) Técnicos com medo de demissão, armando times na defesa, fazendo centroavantes jogarem na defesa 
45) Ganso, o último camisa 10 no Brasil, jogando como volante
46) Pato como eterna promessa de um dia estourar
47) Camisa 10 da seleção na Copa do Mundo ser Oscar, jogador que se esconde em todos os jogos decisivos desde o juvenil
48) Copa de 2014, Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico
49) Fábio Santos ser considerado por alguns jornalistas como o grande lateral esquerdo do campeonato brasileiro
50) Ademilson, camisa 9 do SPFC, não consegue chutar ou driblar e é convocado para a seleção sub-20 
51) Técnicos brasileiros não conseguem mudar o esquema do time durante o jogo
52) Torcida do SPFC implorando por Lugano em final de carreira como esperança de arrumar a defesa
53) Rivaldo jogou até 42 anos e com destque
54) Jogador mais preocupado com a cor da chuteira do que acertar chute
55) Jogadores cada vez mais mimados: Ganham muito, produzem pouco
56) Cabelo, corrente e tatuagem aparecem mais que o futebol da grande maioria dos jogadores
57) Grandes times devendo meses e mais meses de salário aos jogadores
58) Pato e Leandro Damião valendo 40 milhões de reais e não jogando nada!!!
59) Com 30 milhões de torcedores, Corinthians precisa ganhar um estádio. Nos EUA, o dono do Orlando City construiu um sozinho para 25 mil pessoas
60) Palmeiras caiu para a 2a divisão 2 vezes em 10 anos
61) Corinthians foi campeão nacional em 2005 depois do escândalo da arbitragem e no jogo contra o Inter teve um penalti escandaloso não marcado quando precisava de um empate para ser campeão em cima do Inter
62) Corinthians campeão mundial em 2000 em um torneio que ele só disputou por ser patrocinado pela mesma empresa organizadora do campeonato que teve apenas uma edição na história com aquele modelo, ganhando jogos discutíveis
63) Cruzeiro e Atlético com bons times montados por refúgios de outros times: Dagoberto, Julio Baptista, Borges, William, Jo, Ronaldinho Gaúcho, Edcarlos, Josué...
64) Grandes clássicos com menos de 20 mil torcedores  
65) Em 2013, o destaque do Santos era o Cícero
66) Mais uma Olimpíada em 2016 que o Brasil entra sem a menor esperança de medalha
67) As chances da base da seleção de 2018 ser a de 2014 são enormes por falta de opção
68) Empresário de jogador e patrocinador são as pessoas que escalam os times e seleção
69) Aos 60 anos, Zico e Junior em uma pelada acertam mais passes do que a maioria dos meio campistas que atuam no futebol
70) Thiago Silva, capitão da seleção na Copa do Mundo, chora no momento de uma decisão nos penaltis 

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Analista de mídias sociais e e-commerce. Do “boom” a baixa. E por que?

Amigos.

Em 2010 vivemos o grande boom das novas profissões. Analista de mídias sociais, uma das profissões criadas pela onda da Internet. As agências digitais, viram essa tendência antes das empresas, criaram departamentos de monitoramento, ações e conteúdo para as Redes Sociais. Por um tempo, esse mercado foi dominado pelas agências, até o momento em que o cliente entendeu que esse perfil precisava ficar dentro da sua estrutura de marketing, entretanto, o que tem visto é que essa comunicação não precisa ficar dentro do anunciante.

O e-commerce aconteceu a mesma coisa. Grandes marcas decidem abrir um e-commerce. Caem no conto do fácil e rápido, aliás, recentemente (julho/2014) esse conto foi contado por uma grande revista nacional, de uma importante editora, o que é um crime! Abrir um e-commerce é algo extremamente complexo e cheio de detalhes os quais se passado desapercebido, podem fazer a loja não vender nada. Ainda se discute se e-commerces são sustentáveis e rentáveis, bem, na minha modesta opinião, se bem feito, são sim.

Passado um resumo dos últimos anos nesse segmento, vem o motivo pelo qual escrevo esse artigo. Uma pesquisa publicada no Portal Mundo do Marketing (em 22/02/2014) da empresa de recrutamento Page Personnel, mostrou a queda de contratações para Midias Sociais e E-commerce, o que muito espanta, uma vez, que essas duas vagas estão entre as mais desejadas pelos profissionais de marketing digital. Para Redes Sociais, a consultoria alega que a tendência da terceirização tem feito isso. Concordo que agências, e não clientes, devem cuidar da comunicação digital das marcas nas Redes Sociais, claro, obedecendo as políticas da empresas e boas práticas das Redes. Lembre-se, as Redes Sociais tem se tornado um ambiente onde é preciso pisar em ovos diariamente, pois qualquer coisa, vira piada! Recentemente, a cantora Kelly Key tentou usar o famoso “crowdsoursing” para que os internautas criassem um logo para ela. No primeiro momento, uma ideia muito legal, afinal, até Phillip Kotler disse que o crowdsourcing é o futuro do marketing para as marcas. Não demorou muito para a cantora ser motivo de piada nas Redes Sociais.

Para o e-commerce, a consultoria acredita que a queda se deu pois as lojas não estão faturando o que deveriam. Algo que pode ajudar isso é a grande concorrência com a qual vive-se hoje. Por exemplo, escrevendo esse artigo, digitei “comprar celular” no Google e apenas na 1ª página vi 15 anuncios, somados a 10 resultados de busca natural. Todos lojas vendendo aparelhos. Existem milhares de lojas online, tanto as tradicionais do varejo que abriram operações online, como Ponto Frio, Magazine Luiza e Casas Bahia, como as que surgiram apenas para a Internet como Submarino e Dafiti, além disso, há os empreendedores digitais que abrem lojas, como a Blumy que tive o prazer de conhecer recentemente. A concorrência é grande, mas é preciso sobreviver nessa selva, ou o negócio morre.

E como você pode se sobressair nessa? Um dos motivos, que acredito nessa queda, é a falta de qualificação dos profissionais. Cursos de curta duração, livros, palestras, workshops, artigos e até Pós graduação ou MBAs são essenciais para o profissional, ensinam a pensar, a correr atrás, a ter uma visão marco e estratégica do marketing digital, mas não são pílulas do conhecimento. O profissional que entender isso, que estudar, se dedicar, dar “as caras”, tentar, errar, acertar, conversar, trocar experiências, pensar que o planejamento é a base das ações, pesquisar, embasar, entender, ouvir as outras pessoas, ver tendências, o que as marcas estão fazendo – sendo ou não do seu segmento – aprender diariamente são os que saem na frente. Os que acham que sabem tudo, param no tempo, e são subistituidos.


Como professor, palestrante e profissional da área, se eu pudesse dar um conselho a você, repetiria o que meu mestre Roberto Shinyashiki me ensinou: mantenha a mente aberta para aprender sempre! Valorize quem lhe passa conhecimento, converse, desafie – no bom sentido – o conhecimento. Aprenda e troque experiências. Esse profissional é o que as empresas precisam para crescer. Você é um deles? 

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Muito prazer, eu sou a Internet!

Amigos.

Parece que estou bem atrasado ao escrever um artigo com esse título, afinal, estamos na era da Internet, das Redes Sociais, do Mobile, dos Blogs... será mesmo?

Então, por que em pleno ano de 2014, ainda tem muita gente que acredita que “essa tal de internet pode dar certo?” e pasmem, são muitos! Em uma recente aula sobre E-commerce na Pós de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia, sugeri aos alunos que fizessem um trabalho. Todos fizeram e posso dizer, que me orgulhou muito o resultado, mas eu os peguei no susto quando disse: “excelentes trabalhos, mas cadê a novidade?”

Vivemos hoje um grande paradoxo: De um lado, profissionais competentes (como esses alunos) querendo inovar, fazer coisas diferentes, do outro, clientes querendo a mesma coisa, a inovação, mas sem fazer o básico! E mais, os alunos não apresentaram as novidades, eles simplesmente mostraram como trabalhar de forma simples, objetiva e em prol do resultado o que já tem por ai: Email Marketing, Buscapé, Google, site... o problema é que temos que apresentar aos anunciantes que isso não é uma ação que tem que ser feita e sim porque fazer!

Tenho 2 casos que vivi em 2013 - ano em que a Internet estava mais do que consolidada, casos que ocorreram em planejamentos de Redes Sociais, cenário digital onde vemos os grandes especialistas que não sabem fazer o básico e acreditam que apenas investir em FaceAds já é o suficiente. Será?

Para o primeiro cliente, eu montei um planejamento para esse cliente fazer sua Fan Page dar resultado. Não tinha engajamento, não convertia em vendas chovia de criticas. Montei um plano e ouvi da pessoa responsável pelo marketing: “Felipe, achei fraco seu plano. Meu estagiário faria melhor”. Engoli seco, revi o projeto, me questionei muito e então solicitei uma reunião para conversarmos, afinal, sempre estamos aprendendo e vendo onde e como melhorar: Ao chegar no cliente, abri sua FanPage e disse: “Olha seus posts. Vocês tem coisas que mais ninguém tem, nunca postam coisas relevantes. Vocês não fazem FaceAds. Os clientes estão falando com vocês por esse canal e ninguém responde. Ai você quer a inovação, quer a grande campanha e não sabe nem o que as pessoas querem” -  “Prazer, eu sou a Internet”.

Outro caso, estava fazendo posts para uma construtora. Ao fazer um post sobre um Supermercado que ficava ao lado do empreendimento, a cliente me liga: “Você está louco? Quem se preocupa em Supermercado ao lado do apartamento?” Ainda tentei dizer que o apartamento, era para solteiros (metragem não chegava a 40m) e que solteiros não cozinham e hoje em dia temos menos tempo para fazermos outras atividades que não trabalhar ou estudar. Então ouvi a frase mais linda de todas: “Felipe, você não sabe nada de Redes Sociais. Pega o folder (impresso) que fizemos, copia a foto, reescreve o texto e pronto!” Questionei a interação e continuou: “Manda ligarem para o corretor. Pessoas que perguntam no Facebook não querem comprar nada! Tudo um bando de curioso.” Questionei algumas vezes se ela entendia o público dela ou se havia feito algum curso de Redes Sociais e ela desconversava - “prazer, essa é a Internet?”

Em resumo, a inovação é sempre válida. Mas antes de pensar em fazer a mega inovação, seus e-mails são segmentados? Seu SEO está sendo bem feito? Seu site está atualizado? A Internet vive do básico também! Faça isso, entenda a fundo a plataforma que a Internet se tornou. As pessoas falam, querem ser ouvidas. As pessoas compram por que leem um comentário do amigo em uma Rede Social, que também ajuda na otimização do site. O banner na home do Uol que dá 0,002% de taxa de click, ajuda na sua venda do e-mail marketing. As pessoas que acessaram seu site hoje, podem comprar daqui 1 mês, o remarketing pode ser chato para você, mas ele pode aumentar as suas vendas em 30%, o Buscapé pode sim, ser a salvação da sua campanha, ou pode não dar em nada. E claro, a Internet vai além do Post do “gatinho fofinho dando bom dia na sua FanPage”,


Prazer, eu sou a Internet. Realmente me conhece?

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

sábado, 7 de junho de 2014

Qual o futuro dos Shoppings?

Amigos.

De volta aos vídeos de 5 minutos sobre a minha opinião, do ponto de vista estratégico, de marcas, segmentos e perfis de público.

Espero que gostem.

Postem suas opiniões aqui no Blog. Ficarei feliz em ler e responder a todos, mesmo que críticas!

http://youtu.be/UIbVbAyT8Tg

Abs

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O desespero pela audiência

Amigos.

Cada ano que passa, a mentalidade de Internet diminui no Brasil.
Eu não sou o maior nome do marketing digital e nunca pretendo ser. Admiro grandes nomes como Romeo Busarello, Luca Cavalcanti, João Ciacco, Maurício Moreira, Conrado Vaz, Solange Oliveira, Thiago Sarraf, Paulo Schiavon, Gustavo Zanotto, Marcelo Trevisani, Victor Vieira, Euripedes Magalhães, Martha Gabriel, Fábio Pereira, Eduardo Fleury, Fátima Bana, entre outros, esses sim fazem a diferença!!! Sou um profissional consciente de que há muita coisa errada no marketing digital e não sou eu quem está dizendo, aliás, um cara que infelizmente parece estar em extinção no mercado, um cara que se preocupa com o consumidor em primeiro lugar.

Ano passado eu seguia um Portal de Esportes no Facebook. Um dia parei de seguir por um simples motivo: O desespero pela audiência. Era muito simples, uma postagem era feita sobre um determinado time com a chamada: "Importante jogador pode reforçar time X na próxima temporada". Aparecia a foto do jogador, até parte da camisa do atual time e no seu rosto um circulo branco com um ponto de interrogação. Para saber quem era, bastava clicar no link da imagem.

As primeiras vezes, confesso que cai nessa "pegadinha". Em uma semana, vi pelo menos 30 postagens dessa, afinal, o mercado de futebol mundial é dinâmico e tem muito conteúdo a ser falado. Não tive dúvidas, parei de seguir essa Fan Page. Até ai, ok, afinal de contas era uma única empresa e eu tinha acesso a informação em outros canais. Veja bem o que eu escrevi agora: acesso a informação em OUTROS canais...

Ultimamente tenho acompanhado outros sites fazendo o mesmo. Nesse caso até cito a Rede Globo, que está patética o quanto estão perdidos por causa da Internet. Está engraçado até ver a poderosa, dona da mídia, rainha soberana em manipulação da mente das pessoas, estar mais perdida do que cego em tiroteio. Até, segundo "fofoca do mercado" tentar proibir o uso do Google no país ela tentou! Rede Globo, com seu BBB, suas Novelas, seu Esquenta, seu Pé na Cova, a Sra está perdida.

Bem, passando o momento desabafo, vale ver o que o Globo Esporte tem feito. A mesma tática do site que falei acima. E por que disse, no começo que não sou eu quem está dizendo o quanto essa tática está errada e sim, o que deveria ser mais importante para qualquer empresa: As pessoas!

Recentemente vi o seguinte post:
DE SAÍDA DO GRÊMIO...
Kleber Gladiador está prestes a acertar com outro clube brasileiro. Saiba quem time está perto de fechar com o atacante (link da matéria)

Então você toma 2 medidas: Entra no link, fica 3 segundos lê que ele vai para o Vasco ou abre os comentários e vê 3 tipos de comentário: 
- Pessoas xingando a Globo por esse desespero (maioria)
- Pessoas falando a resposta do "enigma"
- Pessoas comentando a favor ou contra a contratação. 

As pessoas, TEM ACESSO A INFORMAÇÃO EM OUTROS SITES, buscam ou a informação chega até eles pelo Facebook. Virou clichê, mas alguns sites esquecem que o usuário não vai mais atrás da notícia, a notícia vem atrás de nós!! Pegam a informação, cometam o post e o usuário vai se acostumando a não clicar no link e sim ver o comentário dos outros.

Tática é (péssima) simples: Sites fazem esse "grande mistério", os usuários clicam no link. Podem ficar 2 segundos, pouco importa. O tempo de permanência no site cai, o Bounce Rate vai as alturas, mas e dai? Quem se importa com a qualidade do conteúdo? O que importa é mostrar ao mercado publicitário que o portal cresceu em 50% a audiência, que tem bilhares de novas impressões, que a sua marca pode anunciar lá, afinal, a audiência está interessada no seu produto...

Então vemos os banners dando 0,03% de CTR e comemoramos como se nosso time tivesse sido campeão do mundo. A cada 1.000 vezes que a peça abre, 3 pessoas clicam e talvez nem 1 continue no seu site. Então, portal diz que a verba foi pouca e precisa de mais para dar resultado... concordo que o banner é uma importante estratégia, até se pensar na análise multichannel, mas nem é essa a discussão.

Há conteúdos que precisam ter chamada para o site. Por exemplo, a mesma Fan Page da Globo, posta uma foto dos jogadores do Brasil, com a chamada: "Jogadores comentam a vitória do Brasil contra o Panamá". Ai sim!! Ai leva para o site. Não tem o mistério bobo e sim a chamada para algo relevante.

Vamos pensar melhor antes de fazer qualquer coisa na web e veja, que se a grande maioria da sua audiência está indo contra o que você está fazendo, pare!!! Repense a estratégia, há inúmeras estratégias possíveis, basta você pesquisar, analisar e ver como fazer.

Vamos melhorar a internet??

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

domingo, 11 de maio de 2014

Evento: Experiência do consumidor online

Amigos.

No dia 08/05/2014 estive em mais um Congresso do Portal E-commerce Brasil, dessa vez, o tema foi a Experiência do Consumidor. Eu, como sabem, um apaixonado por comportamento de consumo, não pude deixar de conferir e passo, como sempre, as minhas anotações aqui para vocês.

Mais uma vez, agradecer a dar meus parabéns a equipe do E-commerce Brasil, em especial ao Thiago Baeta, Vivianne Vilela e Rina Noronha pelos esforços em transformar e melhorar o e-commerce no Brasil.


Experiencia do cliente 2.0: Omnichannel e o futuro das lojas físicas. Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura
Kiva Robots (assista ao vídeo)
                Sistema desenvolvido pelo MIT
                Robos fazendo toda a logística de um e-commerce

Comercio online disputa mercado com o offline e ambos disputam com Miami
A Livraria elaborou mais de 30 app de Mobile, e todos são um grande fracasso, hoje se dar bem no Mobile é muito complicado, mas é uma estratégia importante para a presença digital da marca
O futuro dos Apps para o varejo online é ampliar a interação com a loja física e aspectos sociais
Operações multicanal geram valor para a marca, pois melhora a experiência do cliente:
                Interação física e online: Marcas, Produtos, Serviços e Experiência
                Otimização logística, diluição de custos fixos e ganho de escala nos variáveis
                Novos produtos e serviços incrementa o fluxo das lojas e online
                Desenvolvimento de lideranças e aprimoramento das competências
O empregados são embaixadores das marcas em que trabalham
Lojas estão se tornando locais de experiência. Não importa mais onde o cliente vai comprar (site, mobile, loja física...) importa que ele compre na sua marca/loja. Importa que ele compre, onde, é onde ele se sentir melhor para comprar e as marcas precisam analisar isso e trazer excelentes em todos os canais, on e off.
Livraria Cultura responde a qualquer questionamento em 2h no Facebook. Isso melhora a experiência do consumidor. É preciso entender que as empresas erram, mas que o consumidor aceita as desculpas, desde que seja resolvido o problema, e as vezes, o problema é muito simples, mas as marcas complicam pela burocracia.
Consumidor oculto é necessário nas lojas físicas e online. É preciso entender a experiência do consumidor a fundo para saber os erros.
A Livraria Cultura não vende produtos, vende experiência. Nas lojas físicas a livraria promove Cursos, Teatro, Cinema, Eventos e até casamentos dentro da loja. Vender produtos é uma consequência de boas experiências.
Hoje o site da livraria vende mais do que as lojas físicas. Será uma tendência?

O consumidor emergente – Renato Meirelles, CEO do Data Popular
Nos últimos anos, a Classe D teve um acrescimento na sua renda foi 3X maior do que ganhavam anes. Isso mexe com a economia de um pais. Mais pessoas foram da Classe D para a C do que da B para a C.
50% das famílias brasileiras tem renda per capita de até R$ 513,00 por pessoa da família, ou seja, uma família Classe C de 4 pessoas é de pouco mais de 2 mil reais por mês.
Apenas 5% das famílias brasileiras  tem uma renda per capita de R$ 2.450,00 o que faz uma família de 4 pessoas ter uma renda de quase 10 mil reais por mês.
Dentro da Classe AB, 44% representam a 1ª geração com dinheiro, ou na seja, os pais eram da Classe CD
85% dos moradores das favelas tem celular
                22% tem smartphone
                25% dos moradores das favelas tem celular de 2 ou mais chips
                85% acessam o Facebook
                52% acessam a web
A nova Classe C gasta 1,17 trilhão de reais por ano no Brasil, com uma renda de 320 a 1,2 mil reais por mês (por pessoa)
O diferencial dessa nova classe são os jovens de 18 a 24 anos
                Jovens já nascem conectados
                Os pais não sabem usar a web, pedem aos filhos
                71% estudam ou estudaram mais que os pais
                São os novos formadores de opinião dessa nova classe média
Não se pensa mais em estratégias digitais sem pensar no público classe média

Experiência do cliente integrada ao multicanal – Luiz Henrique Shiro, Gerente de E-commerce da Vivara
Importante que o multicanal gere valor ao cliente
“Preço é o que se paga, valor é o que se leva”Waren Buffet
O preço não é tudo o que o cliente valoriza em uma compra. Ele não é mais tão decisivo como antes
O que os clientes mais valorizam em uma compra?
                Entrega rápida e eficiente
                               Não importa  prazo de entrega. Impor que o prazo seja cumprido
                Click and collect
                               Valorizam muito, ainda mais quem mora em casa e precisa que alguém fique o dia todo esperando a entrega, o que para classes  mais populares, onde todos trabalham, nem sempre isso é possível. Evita pagar o frete, economia para o consumidor
                Inovação
                               Em produto e marketing. Selfie do Oscar por exemplo é um inovação no marketing
                Exclusividade
                               Produtos exclusivos como uma joia da Gisele Bundchen da Vivara
                               Lançamento de produtos em primeira mão
                               Descontos exclusivos para a base
                               Tratar muito bem os clientes
                Armazenar os dados do cliente
                               Não fazer ele preencher tudo de novo a cada compra
                               Integrar o on e offline. Comprou na loja? Cadastro único no site
                               One-click-to-buy
                Trocar na loja
                               Click and collect
                               Mais segurança na compra
                                Não importa o canal que comprou, pode trocar em qualquer loja
                               Preocupação com estoque é muito válida

Posts no Facebook são da marca. O vendedor da loja física precisa estar a par do que ocorre em todos os canais de comunicação.
O multicanal tem 2 segredos:
                Pessoas: Elas representam as marcas no olho no olho com o cliente
                Tecnologia: BigData

Venda na loja física com tablete. Vendedora compra online para o cliente que pode receber em casa ou retirar em qualquer loja física.

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Abraços
Felipe Morais
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@plannerfelipe