segunda-feira, 31 de março de 2014

Anotações evento Ecommerce Brasil Navio 2014

Amigos.


Nos dias 28,29 e 30 de Março de 2014, a Faculdade Impacta de Tecnologia em parceria com o Portal E-commerce Brasil realizaram mais uma edição do evento E-commerce Brasil no Navio, e como os outros anos, foi um enorme sucesso, com palestras extramente importantes, das quais eu destaco a do meu amigo Fábio Pereira, na minha opinião, a melhor de todas.

Acabei palestrando também, falando sobre um tema que muito me agrada, comportamento de consumo e como as marcas estão se preparando - se é que estão - para isso. A ideia da minha palestra era apenas uma provocação com o tema "Você ouve seus consumidores antes de tomar uma decisão estratégica?" (Clique aqui para ver no SlideShare)

Abaixo, seguem as minhas anotações e observações sobre as outras palestras:

Reinaldo – CEO da Fast Runner
Loja esportiva segmentada. Para manter o relacionamento com seus clientes, a Fast Runner não foge aos seus segmentos.
Nem mesmo com a Copa do Mundo, a Fast Runner não trabalha com produtos de futebol se aproveitando da época.
Todas as campanhas de e-mail marketing são segmentadas por produtos e por categorias.
Apostas em:
Relacionamento/Fidelização
Vendedor pedala com consumidores
Envia convites de eventos esportivos para clientes
Patrocina eventos segmentados e faz ações de relacionamento nesses evento
Leva celebridades esportivas para trocar experiências na loja junto com consumidores
Afiliados/Parcerias
Aposta na oportunidade de transformar seus clientes fieis em potenciais vendedores
Multichannel
Mobile
Criação de aplicativos para os vendedores poderem vender produtos na loja via Mobile e serem remunerados por isso
Cliente pode pedir na loja e recebe em casa
Afiliados podem vender via Mobile
Venda de produtos nas ruas, escolas, shopping, prédio e serem remunerados
Serviços agregados online que podem ser usados offline
Vídeos para ajudar o consumidor a comprar online
Produtos
Dicas
Sobre a loja
Direitos e deveres dos clientes
Advogados ajudando no roteiro
Como comprar?
Vídeo baseado nas dúvidas geradas no SAC
Representantes das marcas que vendem falando sobre os produtos
Atletas falando sobre os produtos e serviços
Segundo Reinaldo “não importa quanto fatura e sim quanto sobra no bolso”

Thiago Pereira – Gerente de Marketing da Lojas Marisa
Atendimento é essencial para o sucesso de um e-commerce
Empresa entendeu que o SAC deveria ficar dentro da empresa, por isso, não é mais terceirizado e resolveram envolver mais os funcionários no dia-a-dia da empresa, hoje, quem manda no SAC não é a diretoria e sim o consumidor
SAC é o advogado da marca
Cliente é carente, precisa ser bem tratado. Entendem erros da empresa, mas se pedir desculpas com carinho, ele volta
Tempo de treinamento para o SAC
Brasil: 16h/ano
EUA: 200h/ano
O modelo sustentável no e-commerce brasileiro é o da recompra
Experiência Zappos
Vendida para a Amazon por 1,3 bilhão de dólares
Cultura da felicidade a todo o custo
Um dos segredos da Zappos foi trabalhar fortemente mídia espontânea
Os próprios funcionários montaram a cultura da empresa
Tratam bem o funcionário e o fornecedor
SAC é o principal pilar da empresa
Visão do CEO: “atendimento é responsabilidade de todos na empresa”
Todos treinam para o atendimento na empresa
Até o presidente da empresa pode atender uma ligação, mas nunca se identificam seus cargos
Vivenciam o atendimento para melhorar sempre
Aposta na vivencia do dia-a-dia da empresa
Buscam entender melhor o consumidor para poder colaborar
Entendem os processos da empresa com foco em aprimorar a experiência de compra no site. Pessoas querem ser bem atendidas
Métrica do SAC:
Resolveu ou não o problema?
Consumidor vai voltar?

Fábio Pereira – Diretor de E-commerce da FNAC
E-commerce é varejo! As empresas precisam trazer técnicas de varejo para o mundo digital
A Polishop usa muito a técnica AINDA
Cada propaganda tem um número diferente, pois assim se mensura os resultados de cada ação na TV em vendas no Televendas
Segundo dados de 2013, praticamente 50% dos 22 bilhões faturados em 2013 estão nas mãos de 2 grandes varejistas: B2W e Nova.com
As despesas estão crescendo muito mais do que a receita
Hoje, a palavra de ordem do E-commerce não é mais lucro e sim RESULTADO
Lucro é diferente de faturamento
O grande objetivo do e-commerce é transformar visitas em lucro
Não se ganha na venda e sim nas compras
Negociações para elevar as margens de lucro, eleva lucro
As grandes empresas investem mais ou menos 10% do seu faturamento em marketing
Preciso analisar Chargeback X Aprovação
Qual o ponto de equilíbrio
Será que as análises de fraude não estão cancelando boas vendas?
Como está a comunicação dos cartões com gateways e adquirentes?
Indicadores/planilhas são excelentes para mapear o que está acontecendo com a loja online
Analises diárias
Avaliação do histórico das campanhas e ações para saber:
O que foi feito de bom
O que foi feito de ruim
Não tenha medo de refazer campanhas de sucesso
Comparações são dia-a-dia da semana e não do mês
Não comparar dia 01 com dia 01 e sim 2ª com 2ª
Comparar margem por:
Categoria
Produto
Origem da mídia
KPI’s podem ser diferenciais competitivos. Quanto mais analisar, entender e chegar nas metas definidas melhores serão os resultados
Análise de sensibilidade:
Antes de elevar a verba de marketing, analisar como melhorar os funis
Estratégias no site elevam as vendas sem precisar colocar mais pessoas dentro da loja
Estimular o cartão próprio da loja, eleva a rentabilidade da empresa
Nicho X diferenciação são tendências de mercado

Andressa Keiko Mori – Gerente de Marketing da Livraria Cultura
Livraria cultura parte do principio que ela não oferece preço, ela oferece uma experiência de compra diferenciada na loja. Preço eles perdem para diversos players como Fnac, B2W, Nova.com, mas mantém seu posicionamento: Foco e relacionamento com os clientes
Estratégia de CRM:
Blindagem dos melhores clientes que representam 80% do faturamento das lojas
“Resto”da base trabalham fortemente a reativação
Ações diferenciadas por histórico de compra via e-mail marketing
Régua de CRM
Ativação da base
Rentabilizar
Reconhecimento
Blindagem
Reversão
Multicanal:
Cliente passa na loja e no caixa, de acordo com seu histórico de compra na loja física e site, o atendente oferece um produto similar exclusivo para ele
Ao acessar wi-fi na loja, entram em uma landing page que mostra sua pontuação e produtos de acordo com seu perfil de compra
Entrada no Market place potencializou as ações multicanal
Trabalha com margem de segurança no estoque para evitar compras de produtos que só tem nas lojas, isso evita que só tenha um produto na loja e o cliente compra online para retirar na loja ao mesmo tempo que outra pessoa possa comprar o livro ao mesmo tempo
Entendem que o cliente enxerga uma só marca, Não existe o site, o mobile ou a loja física da Livraria Cultura, existe a Livraria Cultura
Sinergia entre todas as áreas do marketing é importante para a cultura de multicanal dentro de qualquer empresa
Pilares do multicanal
Operação
Organização
Comunicação
Serviços e Experiência
Programas de fidelidade estimulam os vendedores a usar recursos on e offline
CRM é único para ambos os cenários
Foco da loja é sempre o cliente
Cria campanhas de Links Patrocinados com geolocalização para elevar fluxo na loja
Retirar na loja eleva fluxo nas lojas e aumenta o ticket médio
Usa ações online para elevar fluxo nas lojas que oferecem eventos exclusivos
Comissão de afiliados não é única e sim por categoria de acordo com a margem de lucro por produto


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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Google Planners – Você é um deles?

Amigos

Se a resposta for sim, melhor você ler esse artigo na integra!
Infelizmente descobri há pouco tempo um vídeo do mestre Jon Steel onde entre vários outros conselhos, ele fala sobre algo que ele chama de Google Planner. Eu vou não apenas dizer o que ele acha dessa metodologia de planejamento, como também, dizer o que eu acho. Espero que, se a sua resposta foi sim, na pergunta acima, ela possa ser alterado ao final desse artigo.

Google Planner não é a ferramenta do Google e sim o profissional que acredita que as respostas para seus planejamentos, insights, análises estão todas no Google, ou seja, vão pela resposta mais fácil. Você, profissional de planejamento, acredita mesmo que vai conseguir um insight diferenciado para a marca com a qual você trabalha apenas com pesquisas no Google? 

Ok, analisar palavras mais buscadas na categoria do seu site ou no mercado em que você atua, eu concordo ser importante, mas não é apenas isso, na verdade, não é só isso! Os insights vem em vários momentos e até pode vir de uma leitura de um artigo ou uma pesquisa que saiu em um site importante do mercado, mas pensar que é só isso é ainda pensar muito raso!

Existem ferramentas excelentes para pesquisas, como ComScore, TGI, Marplan, Ibope além de outras empresas de pesquisa, como TrendWatching, que trazem pesquisas sobre inovação, comportamento de consumo, mercado, tendências. Use-as, mas não deixe que apenas elas tragam os insights para suas pesquisas, ou você ainda será um Google Planner, mas mudará de fonte, deixando de usar apenas o Google, para usar pesquisas compradas. São boas, mas não são únicas.

Certa vez, ouvi um professor de comunicação, meu amigo Paulo Genestreti que me disse em sala de aula “a criatividade vem de uma associação de ideias”. Não é a toa, que foi meu melhor professor na graduação e hoje é um amigo. Ele tem razão, mas para ter as ideias é preciso ir atrás delas. E onde tem essas ideias? O Google tem, o TGI tem, a Revista Exame tem, o programa na Globo News tem, a entrevista no Jornal da Manhã na Rádio Bandeirantes tem, a conversa com seu amigo do lado tem, a conversa com o cliente tem, a conversa com outros profissionais de outras agências tem... não a toa eu disse a palavra “conversa”, pois na minha opinião, e aprendi isso com Jon Steel no meu começo de carreira ao ler seu livro, nada substitui uma boa conversa como cliente. Saiba ouvir as pessoas! Isso será um diferencial para a sua estratégia de comunicação, afinal, a comunicação deve começar e terminar com ele.

Pense que no momento de elaborar uma estratégia de comunicação, você, como profissional de planejamento, precisa ouvir o que o consumidor quer, quem ele é, porque compra, como compra, onde pesquisa, quem ouve, com quem fala, quem influencia, o quanto ele é ou pode ser fiel a sua marca. Depois disso, é sentar e pensar como fazer essa ligação. Ai sim, entender o Google e como as pessoas chegam ao site da sua marca é interessante, mas de novo, não é apenas isso!

Não seja um Google Planner, seja um planejador que também usa o Google, mas que não fica preso a uma única referencia de entendimento de comportamento, converse com pessoas, vá para a rua, ouça, veja, analise, bate papos informais. Depois volte a mesa e mão na massa!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
facebook.com/plannerfelipe

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Um livro, uma aula de gestão

Amigos.

Começo esse post, o primeiro do ano, desejando que 2014 seja muito bom para todos vocês, muita paz, alegria e saúde!

Ainda em férias, estou finalizando a leitura de um livro sensacional, que como disse no título desse post, é uma aula de gestão. 

De tão empolgado que fiquei com o livro, cheguei a trocar alguns e-mails com seu autor David Beasley e com o personagem do livro, Sr. Neville Isdell, Ex-CEO e presidente do conselho de uma das marcas que mais admiro e consumo, a Coca-Cola, aliás, quem me conhece pessoalmente sabe que sou um grande consumidor da marca.

Isdell ensina no seu livro como gerir uma empresa com conceitos básicos como:

  • Conhecer profundamente o negócio
  • Conhecer as culturas locais
  • Valorizar os funcionários
  • Ter pessoas espetaculares ao seu lado
  • Conhecer bem as politicas e filosofia da empresa em que você atua
Basicamente, Isdell passou a sua vida resolvendo problemas na Coca-Cola pelo mundo. Morou na África, Alemanha, Filipinas - onde teve seus maiores desafios - Austrália entre outros países até chegar a Atlanta, sede da empresa. Isdell, aposentado e morando em Barbados, estava tranquilo com a sua aposentadoria, mas de novo, seria chamado para resolver problemas na Coca-Cola. 

Valem no livro, alguns ensinamentos como o da empresa, qualquer que seja, não viver sem as pessoas, pois elas são importantes!!! Mais do que produtos, o que faz a diferença são pessoas, por que hoje, produto pode ser facilmente copiado na China com 1/5 do investimento!

Hoje temos visto empresas que não ligam para seus funcionários e não enxergam como isso acaba com a reputação da marca. Não adianta em nada, diretores e executivos formados em grandes universidades, poliglotas, grandes mentes se no dia-a-dia com o consumidor, um funcionário desmotivado e despreparado é quem representa a sua marca frente ao bem mais precioso da empresa: Clientes.

Lendo esse livro me deparei com 2 histórias sobre o que mencionei acima. De um lado, um aluno meu de Campinas, detonando o Burguer King da cidade pelo péssimo atendimento. Ele pediu um lanche, a atendente entendeu e anotou errado. Ele pagou - sem ver que estava errado - ao receber o sanduíche, foi reclamar e ouviu que não estava nada errado e por isso não trocariam. Ele não apenas abandonou o lanche como jogou essa crítica no Facebook que gerou uma repercussão interessante. Se isso acontece no Mc Donalds, principal concorrente, sem pensar o funcionário trocaria o lanche, mesmo que meu aluno tivesse comido mais da metade do mesmo.

Outra história foi vista, acredito que por muitos de vocês, na entrevista que Luiza Trajano deu ao Globo News, onde ela acabou com o babaca do Diogo Mainardi dando uma aula de varejo no Brasil, mas nem é isso que vale nessa curta história e sim o que ela contou a sobre a sua uma amiga japonesa que viajou com ela para Nova York e que não comprou nada na viagem, mas que em uma farmácia, ela foi tão bem atendida que acabou gastando quase 500 dólares em perfumaria e quando Luiza, estranhando o comportamento, perguntou por que ela comprou tanta coisa, a amiga respondeu: pelo atendente.

Mas voltando ao livro, que aliás deixo CLARO que não estou ganhando um centavo por isso, apenas passando a minha visão sobre a obra e indicando aos meus amigos do Blog e mais ainda aos meus queridos alunos e alunas, Isdell mostra como estudar é sempre bom e preciso. 

Ele conta, por exemplo, que por conhecer a cultura local de algumas regiões, pode criar situações que geraram negócio para a Coca-Cola, as vezes, negócios milionários. Também mostra como dominar o que se faz é de suma importancia para as negociações, mostra situações onde ele propôs uma ideia, mas que a cultura do povo era outra e por isso a ideia não seria bem aceita.

Um case do livro foi a sua passagem pelo Rio de Janeiro. A Coca-Cola Brasil pretendia investir no futebol, mas a matriz, em Atlanta achava o investimento arriscado, bom, os americanos são amantes de Basquete, Roquei, Beisebal... e nós? Brasileiro tem futebol nos pés, em poucas horas, Isdell foi convencido disso e deu sua opinião a favor do projeto que saiu do papel e ganhou as ruas. É obvio que brasileiro ama futebol? Sim, mas para nós e não para o resto do mundo. Isdell mostrou, de novo, que ser humilde, ouvir o povo local e tomar decisões embasadas e não no achismo valem muito mais a pena.

Mas em que tudo isso se assemelha ao planejamento estratégico?
Muita coisa!

  • Isdell queria, o quanto mais, conhecer culturas dos locais onde ia, ou seja, conhecer pessoas e como elas agem
  • Gostava de contratar pessoas locais, que conhecia a fundo a alma do consumidor local, como compravam e como era influenciados a isso
  • Se preocupava primeiro com o funcionário, pois sabia que no dia-a-dia era ele quem estava ouvindo e vendendo ao consumidor
  • Resolvia problemas
  • Ajudava no marketing local para as campanhas da Coca-Cola que, as vezes, surtia efeito no Brasil, mas não na China
  • Pesquisava a fundo a atuação da Pepsi para achar os erros estratégicos e quando achava os atacava
  • Isdell conseguiu em locais onde a Pepsi vendia 4 vezes mais que a Coca-Cola achar uma brecha na concorrência, atacar e um ano depois ver que a Coca vendia 2X mais que a Pepsi no mesmo local

Isso, amigos, é planejamento puro! Planejamento, análise, estudos, entendimento, ações, mensurações e nunca perder o foco no que está sendo feito!

O interessante desse livro é ver que há anos, os conceitos de administração são os mesmos, mas os administradores, cada vez mais voltados ao dinheiro e lucro rápido, esquecem...

Você pode achar o livro na Saraiva:
Nos Bastidores da Coca-Cola

Já está a venda os meus cursos de:
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL 
ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA E-COMMERCE
Ambos no portal iMastersPro. Mais de 1,5 mil pessoas já fizeram esses cursos e com aprovação total!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Qual a melhor métrica de todas?

Amigos.
Esse é o último post do ano.
Um ano que infelizmente me dediquei pouco a essa paixão que é o blog e escrever sobre o mercado de comunicação e marketing digital.

Um FELIZ NATAL e EXCELENTE 2014 a todos vocês!!!

Quando se fala de planejamento estratégico, seja digital ou não, a palavra métricas vem quase que grudada nela, afinal, os “melhores amigos” de um planejador são as métricas. Sem esses números de performance ou resultados, os profissionais não sabem para qual caminho a marca está indo e dessa forma, não sabem quais decisões tomar e perde-se muita coisa, aliás, perde-se mais do que vendas!

Mas recentemente aconteceu algo que mexeu comigo. Quando dizem que planejadores precisam refletir e provocar a discussão, venho aqui provocar uma: qual a melhor métrica que existe? 

Pageviews? Unique visitors? ROI? Vendas? Cadastros? Acessos ao vídeo do YouTube? Clique em banner? Número de seguidores na Fan Page? Número de curtidas no post? Acessos ao blog? Estar em primeiro no Google? Bom, realmente fiz uma pequena lista de KPIs bem importantes, mas será que é só isso? Não estamos esquecendo de nada? Vejamos...

Quem acessa o seu site para ter pegeviews ou ser um unique visitor? Quem compra seu produto? Quem se cadastra no seu hotsite da promoção? Quem assiste seu vídeo no YouTube ou clica no seu banner? Quem curte a sua Fan Page ou clica no seu link em 1º na busca natural do Google? Para todas, e outras respostas, há um elemento em comum: pessoas! Sim, elas existem e é para elas que as marcas trabalham, mas às vezes, esquecemos desse elemento importante. E é sempre bom lembrar que pessoas tem histórias próprias e não são apenas consumidores. Consumidores são números!

Quando ficamos focados em métricas, KPIs, relatórios, ROI, vendas ficamos de olho em números e esquecemos a essência do planejamento estratégico, que é pensar no ser humano. Números são frios, importantíssimos, mas frios, o ser humano é o mistério que devemos desvendar diariamente para descobrir como chegar ao seu coração, isso é o caminho das ciências humanas, de onde faz parte a Publicidade, Propaganda, Marketing e a Comunicação. Não fiquemos apenas de olho nos números, fiquemos de olho no comportamento do ser humano. Diariamente, ou melhor, de minuto em minuto.

Mas o que aconteceu comigo para pensar assim? Simples, estou em um e-commerce, ou seja, varejo. Varejo é irmão de números, performance, ROI. Aqui é investir 1 para retornar 2,3,4,5... faz parte do jogo. Mas analisando diversos números para melhorar as vendas da Dezak, de repente, um post na nossa Fan Page de uma cliente mostrando a foto do produto, dizendo estar super feliz com a compra, indicando para amigas a marca e elogiando o trabalho de atendimento da Dezak. Atendimento são pessoas, e muitas vezes eu mesmo como gerente falo com o cliente, falando com outras pessoas. Conversa, calor humano, trocas. 

Você olha isso, deixa números de lado e vê que melhor do que números é a satisfação do seu consumidor, sem isso, sinceramente, números são apenas números.


Já estão a venda os meus cursos de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL e o de ESTRATÉGIAS DE MARKETING PARA E-COMMERCE em parceria com o iMasters e E-commerce Brasil. Clique nos cursos e adquira já o seu!

Abraços

Felipe Morais
@plannerfelipe

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O planejador, by Jon Steel

Amigos.

Jon Steel é o nome do planejamento de comunicação.
Seu livro, A arte do Planejamento, é para nós, profissionais de planejamento a bíblia, diria que o livro de Steel está para o planejamento, assim como Administração de Marketing de Philip Kotler está para o marketing.

Steel é genial, não a toa que além de criar e difundir o departamento, hoje ele responde por uma diretoria global da WPP o maior grupo de comunicação do mundo, além de ter sido diretor da área na agência Goodby, Silverstein & Partners, em São Francisco, uma das agências mais premiadas do mundo.

Nesse vídeo, Steel consegue, em quase 15 minutos dar um resumo do que é o profissional de planejamento e quais as suas habilidades para ser um sucesso na profissão. Notem o que ele fala sobre o Google Planner e entenda por que defendo tanto que: planejamento tem que ir para a rua!!!


O curso Planejamento Estratégico Digital, lançado em Setembro de 2010 em parceria com o portal iMasters tem muitos conceitos de Steel para você colocar em prática e fazer a diferença no mercado, ou como Steel diz, ser útil! Clique aqui e adquira já o seu, mais de 1,5 mil pessoas já fizeram o curso.

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nunca deixe de tentar

Amigos.

Após alguns meses sem postar nada aqui, resolvi voltar com tudo.
Recentemente li um dos livros de Michael Jordan, para mim, um dos maiores nomes do esporte mundial e um grande ídolo. Segue um resumo do seu livro:

Nunca deixe de tentar – Michael Jordan

Michael Jordan, é um grande exemplo profissional. 3º maior cestinha do basquete norte americano, NBA, com 32.292 pontos, recorde com 63 pontos em um único jogo, maior média de pontos da história da NBa, com 30,1 pontos/jogo, 6 títulos da NBA pelo Chicago Bulls, 2 medalhas olímpicas pela seleção americana de basquete, 5 vezes eleito o melhor jogador da temporada da NBA. Todos esses números o colocam como o maior e mais completo jogador da história do basquete norte-americano e por que não dizer, mundial. Jordan está para o basquete, como Pelé para o futebol. E qual o seu segredo? NUNCA DEIXOU DE TENTAR!

Seu segredo, pode ser dividido em algumas etapas:

META: “um passo de cada vez. Não consigo imaginar nenhuma outra maneira de realizar algo” – Michael Jordan. 
No começo da carreira muitos diziam que ele não chegaria ao nível exigido pela NBA. Jordan não quis ser campeão no 1º ano, ele quis fazer o melhor que pudesse fazer. Fixou metas de curto prazo e foi caminhando passo-a-passo para realizar cada uma delas. Ele sabia onde queria chegar, por isso mantinha o foco! O segredo da meta é o foco!

MEDO: “o medo é uma ilusão”- Michael Jordan.
Michael entende porque o medo paralisa, pois influenciado por companheiros ou colegas, as pessoas tem medo de arriscar, ficam pensando em todas as consequências e isso gera resultados negativos. Para conseguir algo, é preciso ser agressivo e não ter medo de errar, não se consegue nada com uma atitude passiva. Nada atrapalha o seu caminho, apenas você não enxerga uma oportunidade nisso. Se você tem certeza daquilo, acredite. Esqueça o resultado, pois você sabe que está fazendo a coisa certa. Se errar, aceite a derrota, pois todos nós falhamos em alguma coisa, aceite a derrota, mas jamais aceite o não tentar.

COMPROMETIMENTO: “não existem atalhos”- Michael Jordan
Se comprometa com metas, tome a sua decisão e vá em frente. Jamais se empenhe em algo pela metade, se empenha 100%, ou os resultados virão pela metade. Pessoas que fracassam possuem um bom discurso, mas na hora de executar arrumam desculpas ao invés de respostas. Comprometimento significa assumir responsabilidades. Jordan conta sobre seu 2º ano na Universidade, onde conseguiu tantos bons resultados que se acomodou. Porém as expectativas sobre ele aumentaram, as responsabilidades também. E ele saiu do caminho. Jordan analisou seu jogo, viu seus pontos fracos e atacou esses. Foi fiel a seus planos. Muitos vão nos rebaixar a seus níveis por não conseguirem realizar certas coisas.

TRABALHO EM EQUIPE: “o talento ganha jogos, mas o trabalho em equipe e inteligência, vencem campeonatos”- Michael Jordan

Do que adianta o grande executivo ter as grandes ideias se não tem equipe para executar cada uma delas? Treinadores e gerentes tem um papel em comum: descobrir como colocar talentos individuais a serviço da empresa. É preciso conhecer as habilidades, responsabilidades, pontos fortes e fracos de cada um da equipe. Existe uma tendência natural de não considerar todas as partes que fazem com que o conjunto funcione. Pequenas ações ou entender o ritmo de cada um da equipe, em muitos casos, podem fazer a grande diferença. Os resultados individuais só vem se a equipe corresponder. O talento é importante, mas a garra é ainda mais.

FUNDAMENTOS: “no instante em que você se afasta dos fundamentos, tudo pode ir por água abaixo” – Michael Jordan
Tudo o que Jordan conquistou na NBA se deve ao fato de como ele lidou com a técnica e aplicou as suas habilidades, são os pilares que fazem tudo funcionar. Cada um tem um talento especial, cada um tem uma maneira de ser e agir. Não ignore os fundamentos, os aprimore. Alguém que decora um livro para uma prova pode ter o dom de decorar, mas aprendeu? Dedique atenção ao que sabe menos, aprimore o que saiba mais.

LIDERANÇA “sem o respaldo do desempenho e do trabalho duro, as palavras não significam nada” – Michael Jordan
Jordan sempre tentou liderar pessoas pelo exemplo, mais do que por palavras. Ações valem mais do que palavras. Ninguém se torna líder porque é o melhor do time, mais inteligente ou popular. O líder conquista o respeito de quem está próximo. As pessoas precisam saber o que esperar de você e você tem que ter um desempenho constate de que jamais vai decepcionar. Líder não procura desculpas, encontra soluções. É preciso ter visão, antecipar o futuro, guiar a equipe pelo caminho, caminho que o líder sustenta o que acredita, suas convicções devem ser respeitadas.

Se quiser saber mais sobre o livro, o preço mais barato (segundo o Buscapé) é na Americanas.com

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

terça-feira, 23 de julho de 2013

Acabou a criatividade brasileira?

Amigos

Nem só de futebol e carnaval o Brasil vive ou é reconhecido no exterior. Há tempos, somos uma das maiores potenciais mundiais na propaganda!!! Graças a Washington Olivetto, Nizan Guanaes, Fábio Fernandes, Marcelo Serpa, João Levi, Jaques Lewkowicz, Rui Branquinho, Marcos Versolato entre outros brilhantes criativos, estivemos sempre entre os primeiros na publicidade mundial, e isso não somos nós, brasileiros, que falamos e sim os Leões de Cannes, maior reconhecimento da publicidade mundial, que as nossas agências sempre trouxeram dos festivais.

Eu costumava a dizer, que se os EUA sabem fazer marketing aqui no Brasil sabemos fazer propaganda!! Hoje, eu repenso essa frase. Poderia escrever um livro, aliás já tem alguns sobre o tema, apenas sobre propagandas nacionais de tantas propagandas memoráveis que temos. Apenas por citar “bonita camisa Fernandinho”, “isso não é uma Brastemp”, “Hitler na Folha”, “desce redondo” na sua mente já vem os comerciais. Verdadeiros clássicos que não só venderam produtos, mas caíram na cultura popular.

Mas o que acontece hoje?
O que eu tenho visto, aliás não só eu, mas a opinião de outros profissionais, são comerciais de péssima qualidade que ao ver, além da famosa “vergonha alheia” podemos pensar na velha e clássica piada do mercado “isso foi criado e aprovado por estagiários”. Nada contra a figura do estagiário, papel que exerci por 4 anos com muito orgulho, mas o termo significa inexperiência e é o que parece que está acontecendo na propaganda nacional, as agências, que exigem tanto do profissional de criação na sua contratação, onde estagiário tem que ter um portifólio rico, saber mexer em 10 programas, ter faculdade de ponta, ter feito cursos extras, ter morado fora, saber o nome de 300 sites de referência, livros e revistas na hora de executar, parece que a exigência pela qualidade está sendo deixada de lado. Onde estão todas essas referências? Guardadas em uma pasta do seu Mac de 22 polegadas?

Conversando com alguns amigos de grandes agências, o panorama da propaganda nacional não está com perspectivas de melhora, infelizmente! Pensei que o recente festival de Cannes pudesse iluminar as mentes criativas brasileiras, mas pelo o que eu tenho visto, não é bem assim. Confesso, vejo pouca TV, pois para mim ela morreu, não pela sua potencia como mídia, mas pelo seu conteúdo: Esquenta, Novela, Luciana Gimenez, João Kleber, Panico, Mulheres Ricas, Ratinho, Datena, Marcelo Rezende e vamos parar por aqui para não transformar esse post em um filme de terror!!! Isso tem feito que eu veja cada vez menos TV e por isso cada vez menos comerciais.

Posso nivelar a TV por baixo, muito graças a baixa qualidade dos programas, e pergunto: Será que isso está refletindo nos comerciais? Seria muito legal poder usar esse post para dizer que as marcas devem migrar para a web, pois a TV morreu e os comerciais criados pelas agências mostram essa morte, mas iria contra minha filosofia em dizer que todas as mídias tem a sua importância e relevância e que a mídia A nunca matará a B ou a C. O que está matando a mídia é a qualidade dos comerciais que estão sendo criados e o que mais dá medo: por grandes agências para grandes anunciantes... Quer exemplos? Vamos a eles:

Axe Astronauta


Etios Astronauta



Cookie Top Consul


Ypioca com John Travolta



Embratel ilimitado



Claro TV



Não sei vocês, mas para mim, Etios e Cookie top estão liderando as piores campanhas dos últimos anos...

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe