quinta-feira, 24 de julho de 2014

Analista de mídias sociais e e-commerce. Do “boom” a baixa. E por que?

Amigos.

Em 2010 vivemos o grande boom das novas profissões. Analista de mídias sociais, uma das profissões criadas pela onda da Internet. As agências digitais, viram essa tendência antes das empresas, criaram departamentos de monitoramento, ações e conteúdo para as Redes Sociais. Por um tempo, esse mercado foi dominado pelas agências, até o momento em que o cliente entendeu que esse perfil precisava ficar dentro da sua estrutura de marketing, entretanto, o que tem visto é que essa comunicação não precisa ficar dentro do anunciante.

O e-commerce aconteceu a mesma coisa. Grandes marcas decidem abrir um e-commerce. Caem no conto do fácil e rápido, aliás, recentemente (julho/2014) esse conto foi contado por uma grande revista nacional, de uma importante editora, o que é um crime! Abrir um e-commerce é algo extremamente complexo e cheio de detalhes os quais se passado desapercebido, podem fazer a loja não vender nada. Ainda se discute se e-commerces são sustentáveis e rentáveis, bem, na minha modesta opinião, se bem feito, são sim.

Passado um resumo dos últimos anos nesse segmento, vem o motivo pelo qual escrevo esse artigo. Uma pesquisa publicada no Portal Mundo do Marketing (em 22/02/2014) da empresa de recrutamento Page Personnel, mostrou a queda de contratações para Midias Sociais e E-commerce, o que muito espanta, uma vez, que essas duas vagas estão entre as mais desejadas pelos profissionais de marketing digital. Para Redes Sociais, a consultoria alega que a tendência da terceirização tem feito isso. Concordo que agências, e não clientes, devem cuidar da comunicação digital das marcas nas Redes Sociais, claro, obedecendo as políticas da empresas e boas práticas das Redes. Lembre-se, as Redes Sociais tem se tornado um ambiente onde é preciso pisar em ovos diariamente, pois qualquer coisa, vira piada! Recentemente, a cantora Kelly Key tentou usar o famoso “crowdsoursing” para que os internautas criassem um logo para ela. No primeiro momento, uma ideia muito legal, afinal, até Phillip Kotler disse que o crowdsourcing é o futuro do marketing para as marcas. Não demorou muito para a cantora ser motivo de piada nas Redes Sociais.

Para o e-commerce, a consultoria acredita que a queda se deu pois as lojas não estão faturando o que deveriam. Algo que pode ajudar isso é a grande concorrência com a qual vive-se hoje. Por exemplo, escrevendo esse artigo, digitei “comprar celular” no Google e apenas na 1ª página vi 15 anuncios, somados a 10 resultados de busca natural. Todos lojas vendendo aparelhos. Existem milhares de lojas online, tanto as tradicionais do varejo que abriram operações online, como Ponto Frio, Magazine Luiza e Casas Bahia, como as que surgiram apenas para a Internet como Submarino e Dafiti, além disso, há os empreendedores digitais que abrem lojas, como a Blumy que tive o prazer de conhecer recentemente. A concorrência é grande, mas é preciso sobreviver nessa selva, ou o negócio morre.

E como você pode se sobressair nessa? Um dos motivos, que acredito nessa queda, é a falta de qualificação dos profissionais. Cursos de curta duração, livros, palestras, workshops, artigos e até Pós graduação ou MBAs são essenciais para o profissional, ensinam a pensar, a correr atrás, a ter uma visão marco e estratégica do marketing digital, mas não são pílulas do conhecimento. O profissional que entender isso, que estudar, se dedicar, dar “as caras”, tentar, errar, acertar, conversar, trocar experiências, pensar que o planejamento é a base das ações, pesquisar, embasar, entender, ouvir as outras pessoas, ver tendências, o que as marcas estão fazendo – sendo ou não do seu segmento – aprender diariamente são os que saem na frente. Os que acham que sabem tudo, param no tempo, e são subistituidos.


Como professor, palestrante e profissional da área, se eu pudesse dar um conselho a você, repetiria o que meu mestre Roberto Shinyashiki me ensinou: mantenha a mente aberta para aprender sempre! Valorize quem lhe passa conhecimento, converse, desafie – no bom sentido – o conhecimento. Aprenda e troque experiências. Esse profissional é o que as empresas precisam para crescer. Você é um deles? 

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Muito prazer, eu sou a Internet!

Amigos.

Parece que estou bem atrasado ao escrever um artigo com esse título, afinal, estamos na era da Internet, das Redes Sociais, do Mobile, dos Blogs... será mesmo?

Então, por que em pleno ano de 2014, ainda tem muita gente que acredita que “essa tal de internet pode dar certo?” e pasmem, são muitos! Em uma recente aula sobre E-commerce na Pós de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia, sugeri aos alunos que fizessem um trabalho. Todos fizeram e posso dizer, que me orgulhou muito o resultado, mas eu os peguei no susto quando disse: “excelentes trabalhos, mas cadê a novidade?”

Vivemos hoje um grande paradoxo: De um lado, profissionais competentes (como esses alunos) querendo inovar, fazer coisas diferentes, do outro, clientes querendo a mesma coisa, a inovação, mas sem fazer o básico! E mais, os alunos não apresentaram as novidades, eles simplesmente mostraram como trabalhar de forma simples, objetiva e em prol do resultado o que já tem por ai: Email Marketing, Buscapé, Google, site... o problema é que temos que apresentar aos anunciantes que isso não é uma ação que tem que ser feita e sim porque fazer!

Tenho 2 casos que vivi em 2013 - ano em que a Internet estava mais do que consolidada, casos que ocorreram em planejamentos de Redes Sociais, cenário digital onde vemos os grandes especialistas que não sabem fazer o básico e acreditam que apenas investir em FaceAds já é o suficiente. Será?

Para o primeiro cliente, eu montei um planejamento para esse cliente fazer sua Fan Page dar resultado. Não tinha engajamento, não convertia em vendas chovia de criticas. Montei um plano e ouvi da pessoa responsável pelo marketing: “Felipe, achei fraco seu plano. Meu estagiário faria melhor”. Engoli seco, revi o projeto, me questionei muito e então solicitei uma reunião para conversarmos, afinal, sempre estamos aprendendo e vendo onde e como melhorar: Ao chegar no cliente, abri sua FanPage e disse: “Olha seus posts. Vocês tem coisas que mais ninguém tem, nunca postam coisas relevantes. Vocês não fazem FaceAds. Os clientes estão falando com vocês por esse canal e ninguém responde. Ai você quer a inovação, quer a grande campanha e não sabe nem o que as pessoas querem” -  “Prazer, eu sou a Internet”.

Outro caso, estava fazendo posts para uma construtora. Ao fazer um post sobre um Supermercado que ficava ao lado do empreendimento, a cliente me liga: “Você está louco? Quem se preocupa em Supermercado ao lado do apartamento?” Ainda tentei dizer que o apartamento, era para solteiros (metragem não chegava a 40m) e que solteiros não cozinham e hoje em dia temos menos tempo para fazermos outras atividades que não trabalhar ou estudar. Então ouvi a frase mais linda de todas: “Felipe, você não sabe nada de Redes Sociais. Pega o folder (impresso) que fizemos, copia a foto, reescreve o texto e pronto!” Questionei a interação e continuou: “Manda ligarem para o corretor. Pessoas que perguntam no Facebook não querem comprar nada! Tudo um bando de curioso.” Questionei algumas vezes se ela entendia o público dela ou se havia feito algum curso de Redes Sociais e ela desconversava - “prazer, essa é a Internet?”

Em resumo, a inovação é sempre válida. Mas antes de pensar em fazer a mega inovação, seus e-mails são segmentados? Seu SEO está sendo bem feito? Seu site está atualizado? A Internet vive do básico também! Faça isso, entenda a fundo a plataforma que a Internet se tornou. As pessoas falam, querem ser ouvidas. As pessoas compram por que leem um comentário do amigo em uma Rede Social, que também ajuda na otimização do site. O banner na home do Uol que dá 0,002% de taxa de click, ajuda na sua venda do e-mail marketing. As pessoas que acessaram seu site hoje, podem comprar daqui 1 mês, o remarketing pode ser chato para você, mas ele pode aumentar as suas vendas em 30%, o Buscapé pode sim, ser a salvação da sua campanha, ou pode não dar em nada. E claro, a Internet vai além do Post do “gatinho fofinho dando bom dia na sua FanPage”,


Prazer, eu sou a Internet. Realmente me conhece?

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

sábado, 7 de junho de 2014

Qual o futuro dos Shoppings?

Amigos.

De volta aos vídeos de 5 minutos sobre a minha opinião, do ponto de vista estratégico, de marcas, segmentos e perfis de público.

Espero que gostem.

Postem suas opiniões aqui no Blog. Ficarei feliz em ler e responder a todos, mesmo que críticas!

http://youtu.be/UIbVbAyT8Tg

Abs

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O desespero pela audiência

Amigos.

Cada ano que passa, a mentalidade de Internet diminui no Brasil.
Eu não sou o maior nome do marketing digital e nunca pretendo ser. Admiro grandes nomes como Romeo Busarello, Luca Cavalcanti, João Ciacco, Maurício Moreira, Conrado Vaz, Solange Oliveira, Thiago Sarraf, Paulo Schiavon, Gustavo Zanotto, Marcelo Trevisani, Victor Vieira, Euripedes Magalhães, Martha Gabriel, Fábio Pereira, Eduardo Fleury, Fátima Bana, entre outros, esses sim fazem a diferença!!! Sou um profissional consciente de que há muita coisa errada no marketing digital e não sou eu quem está dizendo, aliás, um cara que infelizmente parece estar em extinção no mercado, um cara que se preocupa com o consumidor em primeiro lugar.

Ano passado eu seguia um Portal de Esportes no Facebook. Um dia parei de seguir por um simples motivo: O desespero pela audiência. Era muito simples, uma postagem era feita sobre um determinado time com a chamada: "Importante jogador pode reforçar time X na próxima temporada". Aparecia a foto do jogador, até parte da camisa do atual time e no seu rosto um circulo branco com um ponto de interrogação. Para saber quem era, bastava clicar no link da imagem.

As primeiras vezes, confesso que cai nessa "pegadinha". Em uma semana, vi pelo menos 30 postagens dessa, afinal, o mercado de futebol mundial é dinâmico e tem muito conteúdo a ser falado. Não tive dúvidas, parei de seguir essa Fan Page. Até ai, ok, afinal de contas era uma única empresa e eu tinha acesso a informação em outros canais. Veja bem o que eu escrevi agora: acesso a informação em OUTROS canais...

Ultimamente tenho acompanhado outros sites fazendo o mesmo. Nesse caso até cito a Rede Globo, que está patética o quanto estão perdidos por causa da Internet. Está engraçado até ver a poderosa, dona da mídia, rainha soberana em manipulação da mente das pessoas, estar mais perdida do que cego em tiroteio. Até, segundo "fofoca do mercado" tentar proibir o uso do Google no país ela tentou! Rede Globo, com seu BBB, suas Novelas, seu Esquenta, seu Pé na Cova, a Sra está perdida.

Bem, passando o momento desabafo, vale ver o que o Globo Esporte tem feito. A mesma tática do site que falei acima. E por que disse, no começo que não sou eu quem está dizendo o quanto essa tática está errada e sim, o que deveria ser mais importante para qualquer empresa: As pessoas!

Recentemente vi o seguinte post:
DE SAÍDA DO GRÊMIO...
Kleber Gladiador está prestes a acertar com outro clube brasileiro. Saiba quem time está perto de fechar com o atacante (link da matéria)

Então você toma 2 medidas: Entra no link, fica 3 segundos lê que ele vai para o Vasco ou abre os comentários e vê 3 tipos de comentário: 
- Pessoas xingando a Globo por esse desespero (maioria)
- Pessoas falando a resposta do "enigma"
- Pessoas comentando a favor ou contra a contratação. 

As pessoas, TEM ACESSO A INFORMAÇÃO EM OUTROS SITES, buscam ou a informação chega até eles pelo Facebook. Virou clichê, mas alguns sites esquecem que o usuário não vai mais atrás da notícia, a notícia vem atrás de nós!! Pegam a informação, cometam o post e o usuário vai se acostumando a não clicar no link e sim ver o comentário dos outros.

Tática é (péssima) simples: Sites fazem esse "grande mistério", os usuários clicam no link. Podem ficar 2 segundos, pouco importa. O tempo de permanência no site cai, o Bounce Rate vai as alturas, mas e dai? Quem se importa com a qualidade do conteúdo? O que importa é mostrar ao mercado publicitário que o portal cresceu em 50% a audiência, que tem bilhares de novas impressões, que a sua marca pode anunciar lá, afinal, a audiência está interessada no seu produto...

Então vemos os banners dando 0,03% de CTR e comemoramos como se nosso time tivesse sido campeão do mundo. A cada 1.000 vezes que a peça abre, 3 pessoas clicam e talvez nem 1 continue no seu site. Então, portal diz que a verba foi pouca e precisa de mais para dar resultado... concordo que o banner é uma importante estratégia, até se pensar na análise multichannel, mas nem é essa a discussão.

Há conteúdos que precisam ter chamada para o site. Por exemplo, a mesma Fan Page da Globo, posta uma foto dos jogadores do Brasil, com a chamada: "Jogadores comentam a vitória do Brasil contra o Panamá". Ai sim!! Ai leva para o site. Não tem o mistério bobo e sim a chamada para algo relevante.

Vamos pensar melhor antes de fazer qualquer coisa na web e veja, que se a grande maioria da sua audiência está indo contra o que você está fazendo, pare!!! Repense a estratégia, há inúmeras estratégias possíveis, basta você pesquisar, analisar e ver como fazer.

Vamos melhorar a internet??

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

domingo, 11 de maio de 2014

Evento: Experiência do consumidor online

Amigos.

No dia 08/05/2014 estive em mais um Congresso do Portal E-commerce Brasil, dessa vez, o tema foi a Experiência do Consumidor. Eu, como sabem, um apaixonado por comportamento de consumo, não pude deixar de conferir e passo, como sempre, as minhas anotações aqui para vocês.

Mais uma vez, agradecer a dar meus parabéns a equipe do E-commerce Brasil, em especial ao Thiago Baeta, Vivianne Vilela e Rina Noronha pelos esforços em transformar e melhorar o e-commerce no Brasil.


Experiencia do cliente 2.0: Omnichannel e o futuro das lojas físicas. Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura
Kiva Robots (assista ao vídeo)
                Sistema desenvolvido pelo MIT
                Robos fazendo toda a logística de um e-commerce

Comercio online disputa mercado com o offline e ambos disputam com Miami
A Livraria elaborou mais de 30 app de Mobile, e todos são um grande fracasso, hoje se dar bem no Mobile é muito complicado, mas é uma estratégia importante para a presença digital da marca
O futuro dos Apps para o varejo online é ampliar a interação com a loja física e aspectos sociais
Operações multicanal geram valor para a marca, pois melhora a experiência do cliente:
                Interação física e online: Marcas, Produtos, Serviços e Experiência
                Otimização logística, diluição de custos fixos e ganho de escala nos variáveis
                Novos produtos e serviços incrementa o fluxo das lojas e online
                Desenvolvimento de lideranças e aprimoramento das competências
O empregados são embaixadores das marcas em que trabalham
Lojas estão se tornando locais de experiência. Não importa mais onde o cliente vai comprar (site, mobile, loja física...) importa que ele compre na sua marca/loja. Importa que ele compre, onde, é onde ele se sentir melhor para comprar e as marcas precisam analisar isso e trazer excelentes em todos os canais, on e off.
Livraria Cultura responde a qualquer questionamento em 2h no Facebook. Isso melhora a experiência do consumidor. É preciso entender que as empresas erram, mas que o consumidor aceita as desculpas, desde que seja resolvido o problema, e as vezes, o problema é muito simples, mas as marcas complicam pela burocracia.
Consumidor oculto é necessário nas lojas físicas e online. É preciso entender a experiência do consumidor a fundo para saber os erros.
A Livraria Cultura não vende produtos, vende experiência. Nas lojas físicas a livraria promove Cursos, Teatro, Cinema, Eventos e até casamentos dentro da loja. Vender produtos é uma consequência de boas experiências.
Hoje o site da livraria vende mais do que as lojas físicas. Será uma tendência?

O consumidor emergente – Renato Meirelles, CEO do Data Popular
Nos últimos anos, a Classe D teve um acrescimento na sua renda foi 3X maior do que ganhavam anes. Isso mexe com a economia de um pais. Mais pessoas foram da Classe D para a C do que da B para a C.
50% das famílias brasileiras tem renda per capita de até R$ 513,00 por pessoa da família, ou seja, uma família Classe C de 4 pessoas é de pouco mais de 2 mil reais por mês.
Apenas 5% das famílias brasileiras  tem uma renda per capita de R$ 2.450,00 o que faz uma família de 4 pessoas ter uma renda de quase 10 mil reais por mês.
Dentro da Classe AB, 44% representam a 1ª geração com dinheiro, ou na seja, os pais eram da Classe CD
85% dos moradores das favelas tem celular
                22% tem smartphone
                25% dos moradores das favelas tem celular de 2 ou mais chips
                85% acessam o Facebook
                52% acessam a web
A nova Classe C gasta 1,17 trilhão de reais por ano no Brasil, com uma renda de 320 a 1,2 mil reais por mês (por pessoa)
O diferencial dessa nova classe são os jovens de 18 a 24 anos
                Jovens já nascem conectados
                Os pais não sabem usar a web, pedem aos filhos
                71% estudam ou estudaram mais que os pais
                São os novos formadores de opinião dessa nova classe média
Não se pensa mais em estratégias digitais sem pensar no público classe média

Experiência do cliente integrada ao multicanal – Luiz Henrique Shiro, Gerente de E-commerce da Vivara
Importante que o multicanal gere valor ao cliente
“Preço é o que se paga, valor é o que se leva”Waren Buffet
O preço não é tudo o que o cliente valoriza em uma compra. Ele não é mais tão decisivo como antes
O que os clientes mais valorizam em uma compra?
                Entrega rápida e eficiente
                               Não importa  prazo de entrega. Impor que o prazo seja cumprido
                Click and collect
                               Valorizam muito, ainda mais quem mora em casa e precisa que alguém fique o dia todo esperando a entrega, o que para classes  mais populares, onde todos trabalham, nem sempre isso é possível. Evita pagar o frete, economia para o consumidor
                Inovação
                               Em produto e marketing. Selfie do Oscar por exemplo é um inovação no marketing
                Exclusividade
                               Produtos exclusivos como uma joia da Gisele Bundchen da Vivara
                               Lançamento de produtos em primeira mão
                               Descontos exclusivos para a base
                               Tratar muito bem os clientes
                Armazenar os dados do cliente
                               Não fazer ele preencher tudo de novo a cada compra
                               Integrar o on e offline. Comprou na loja? Cadastro único no site
                               One-click-to-buy
                Trocar na loja
                               Click and collect
                               Mais segurança na compra
                                Não importa o canal que comprou, pode trocar em qualquer loja
                               Preocupação com estoque é muito válida

Posts no Facebook são da marca. O vendedor da loja física precisa estar a par do que ocorre em todos os canais de comunicação.
O multicanal tem 2 segredos:
                Pessoas: Elas representam as marcas no olho no olho com o cliente
                Tecnologia: BigData

Venda na loja física com tablete. Vendedora compra online para o cliente que pode receber em casa ou retirar em qualquer loja física.

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Abraços
Felipe Morais
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@plannerfelipe

segunda-feira, 31 de março de 2014

Anotações evento Ecommerce Brasil Navio 2014

Amigos.


Nos dias 28,29 e 30 de Março de 2014, a Faculdade Impacta de Tecnologia em parceria com o Portal E-commerce Brasil realizaram mais uma edição do evento E-commerce Brasil no Navio, e como os outros anos, foi um enorme sucesso, com palestras extramente importantes, das quais eu destaco a do meu amigo Fábio Pereira, na minha opinião, a melhor de todas.

Acabei palestrando também, falando sobre um tema que muito me agrada, comportamento de consumo e como as marcas estão se preparando - se é que estão - para isso. A ideia da minha palestra era apenas uma provocação com o tema "Você ouve seus consumidores antes de tomar uma decisão estratégica?" (Clique aqui para ver no SlideShare)

Abaixo, seguem as minhas anotações e observações sobre as outras palestras:

Reinaldo – CEO da Fast Runner
Loja esportiva segmentada. Para manter o relacionamento com seus clientes, a Fast Runner não foge aos seus segmentos.
Nem mesmo com a Copa do Mundo, a Fast Runner não trabalha com produtos de futebol se aproveitando da época.
Todas as campanhas de e-mail marketing são segmentadas por produtos e por categorias.
Apostas em:
Relacionamento/Fidelização
Vendedor pedala com consumidores
Envia convites de eventos esportivos para clientes
Patrocina eventos segmentados e faz ações de relacionamento nesses evento
Leva celebridades esportivas para trocar experiências na loja junto com consumidores
Afiliados/Parcerias
Aposta na oportunidade de transformar seus clientes fieis em potenciais vendedores
Multichannel
Mobile
Criação de aplicativos para os vendedores poderem vender produtos na loja via Mobile e serem remunerados por isso
Cliente pode pedir na loja e recebe em casa
Afiliados podem vender via Mobile
Venda de produtos nas ruas, escolas, shopping, prédio e serem remunerados
Serviços agregados online que podem ser usados offline
Vídeos para ajudar o consumidor a comprar online
Produtos
Dicas
Sobre a loja
Direitos e deveres dos clientes
Advogados ajudando no roteiro
Como comprar?
Vídeo baseado nas dúvidas geradas no SAC
Representantes das marcas que vendem falando sobre os produtos
Atletas falando sobre os produtos e serviços
Segundo Reinaldo “não importa quanto fatura e sim quanto sobra no bolso”

Thiago Pereira – Gerente de Marketing da Lojas Marisa
Atendimento é essencial para o sucesso de um e-commerce
Empresa entendeu que o SAC deveria ficar dentro da empresa, por isso, não é mais terceirizado e resolveram envolver mais os funcionários no dia-a-dia da empresa, hoje, quem manda no SAC não é a diretoria e sim o consumidor
SAC é o advogado da marca
Cliente é carente, precisa ser bem tratado. Entendem erros da empresa, mas se pedir desculpas com carinho, ele volta
Tempo de treinamento para o SAC
Brasil: 16h/ano
EUA: 200h/ano
O modelo sustentável no e-commerce brasileiro é o da recompra
Experiência Zappos
Vendida para a Amazon por 1,3 bilhão de dólares
Cultura da felicidade a todo o custo
Um dos segredos da Zappos foi trabalhar fortemente mídia espontânea
Os próprios funcionários montaram a cultura da empresa
Tratam bem o funcionário e o fornecedor
SAC é o principal pilar da empresa
Visão do CEO: “atendimento é responsabilidade de todos na empresa”
Todos treinam para o atendimento na empresa
Até o presidente da empresa pode atender uma ligação, mas nunca se identificam seus cargos
Vivenciam o atendimento para melhorar sempre
Aposta na vivencia do dia-a-dia da empresa
Buscam entender melhor o consumidor para poder colaborar
Entendem os processos da empresa com foco em aprimorar a experiência de compra no site. Pessoas querem ser bem atendidas
Métrica do SAC:
Resolveu ou não o problema?
Consumidor vai voltar?

Fábio Pereira – Diretor de E-commerce da FNAC
E-commerce é varejo! As empresas precisam trazer técnicas de varejo para o mundo digital
A Polishop usa muito a técnica AINDA
Cada propaganda tem um número diferente, pois assim se mensura os resultados de cada ação na TV em vendas no Televendas
Segundo dados de 2013, praticamente 50% dos 22 bilhões faturados em 2013 estão nas mãos de 2 grandes varejistas: B2W e Nova.com
As despesas estão crescendo muito mais do que a receita
Hoje, a palavra de ordem do E-commerce não é mais lucro e sim RESULTADO
Lucro é diferente de faturamento
O grande objetivo do e-commerce é transformar visitas em lucro
Não se ganha na venda e sim nas compras
Negociações para elevar as margens de lucro, eleva lucro
As grandes empresas investem mais ou menos 10% do seu faturamento em marketing
Preciso analisar Chargeback X Aprovação
Qual o ponto de equilíbrio
Será que as análises de fraude não estão cancelando boas vendas?
Como está a comunicação dos cartões com gateways e adquirentes?
Indicadores/planilhas são excelentes para mapear o que está acontecendo com a loja online
Analises diárias
Avaliação do histórico das campanhas e ações para saber:
O que foi feito de bom
O que foi feito de ruim
Não tenha medo de refazer campanhas de sucesso
Comparações são dia-a-dia da semana e não do mês
Não comparar dia 01 com dia 01 e sim 2ª com 2ª
Comparar margem por:
Categoria
Produto
Origem da mídia
KPI’s podem ser diferenciais competitivos. Quanto mais analisar, entender e chegar nas metas definidas melhores serão os resultados
Análise de sensibilidade:
Antes de elevar a verba de marketing, analisar como melhorar os funis
Estratégias no site elevam as vendas sem precisar colocar mais pessoas dentro da loja
Estimular o cartão próprio da loja, eleva a rentabilidade da empresa
Nicho X diferenciação são tendências de mercado

Andressa Keiko Mori – Gerente de Marketing da Livraria Cultura
Livraria cultura parte do principio que ela não oferece preço, ela oferece uma experiência de compra diferenciada na loja. Preço eles perdem para diversos players como Fnac, B2W, Nova.com, mas mantém seu posicionamento: Foco e relacionamento com os clientes
Estratégia de CRM:
Blindagem dos melhores clientes que representam 80% do faturamento das lojas
“Resto”da base trabalham fortemente a reativação
Ações diferenciadas por histórico de compra via e-mail marketing
Régua de CRM
Ativação da base
Rentabilizar
Reconhecimento
Blindagem
Reversão
Multicanal:
Cliente passa na loja e no caixa, de acordo com seu histórico de compra na loja física e site, o atendente oferece um produto similar exclusivo para ele
Ao acessar wi-fi na loja, entram em uma landing page que mostra sua pontuação e produtos de acordo com seu perfil de compra
Entrada no Market place potencializou as ações multicanal
Trabalha com margem de segurança no estoque para evitar compras de produtos que só tem nas lojas, isso evita que só tenha um produto na loja e o cliente compra online para retirar na loja ao mesmo tempo que outra pessoa possa comprar o livro ao mesmo tempo
Entendem que o cliente enxerga uma só marca, Não existe o site, o mobile ou a loja física da Livraria Cultura, existe a Livraria Cultura
Sinergia entre todas as áreas do marketing é importante para a cultura de multicanal dentro de qualquer empresa
Pilares do multicanal
Operação
Organização
Comunicação
Serviços e Experiência
Programas de fidelidade estimulam os vendedores a usar recursos on e offline
CRM é único para ambos os cenários
Foco da loja é sempre o cliente
Cria campanhas de Links Patrocinados com geolocalização para elevar fluxo na loja
Retirar na loja eleva fluxo nas lojas e aumenta o ticket médio
Usa ações online para elevar fluxo nas lojas que oferecem eventos exclusivos
Comissão de afiliados não é única e sim por categoria de acordo com a margem de lucro por produto


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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Google Planners – Você é um deles?

Amigos

Se a resposta for sim, melhor você ler esse artigo na integra!
Infelizmente descobri há pouco tempo um vídeo do mestre Jon Steel onde entre vários outros conselhos, ele fala sobre algo que ele chama de Google Planner. Eu vou não apenas dizer o que ele acha dessa metodologia de planejamento, como também, dizer o que eu acho. Espero que, se a sua resposta foi sim, na pergunta acima, ela possa ser alterado ao final desse artigo.

Google Planner não é a ferramenta do Google e sim o profissional que acredita que as respostas para seus planejamentos, insights, análises estão todas no Google, ou seja, vão pela resposta mais fácil. Você, profissional de planejamento, acredita mesmo que vai conseguir um insight diferenciado para a marca com a qual você trabalha apenas com pesquisas no Google? 

Ok, analisar palavras mais buscadas na categoria do seu site ou no mercado em que você atua, eu concordo ser importante, mas não é apenas isso, na verdade, não é só isso! Os insights vem em vários momentos e até pode vir de uma leitura de um artigo ou uma pesquisa que saiu em um site importante do mercado, mas pensar que é só isso é ainda pensar muito raso!

Existem ferramentas excelentes para pesquisas, como ComScore, TGI, Marplan, Ibope além de outras empresas de pesquisa, como TrendWatching, que trazem pesquisas sobre inovação, comportamento de consumo, mercado, tendências. Use-as, mas não deixe que apenas elas tragam os insights para suas pesquisas, ou você ainda será um Google Planner, mas mudará de fonte, deixando de usar apenas o Google, para usar pesquisas compradas. São boas, mas não são únicas.

Certa vez, ouvi um professor de comunicação, meu amigo Paulo Genestreti que me disse em sala de aula “a criatividade vem de uma associação de ideias”. Não é a toa, que foi meu melhor professor na graduação e hoje é um amigo. Ele tem razão, mas para ter as ideias é preciso ir atrás delas. E onde tem essas ideias? O Google tem, o TGI tem, a Revista Exame tem, o programa na Globo News tem, a entrevista no Jornal da Manhã na Rádio Bandeirantes tem, a conversa com seu amigo do lado tem, a conversa com o cliente tem, a conversa com outros profissionais de outras agências tem... não a toa eu disse a palavra “conversa”, pois na minha opinião, e aprendi isso com Jon Steel no meu começo de carreira ao ler seu livro, nada substitui uma boa conversa como cliente. Saiba ouvir as pessoas! Isso será um diferencial para a sua estratégia de comunicação, afinal, a comunicação deve começar e terminar com ele.

Pense que no momento de elaborar uma estratégia de comunicação, você, como profissional de planejamento, precisa ouvir o que o consumidor quer, quem ele é, porque compra, como compra, onde pesquisa, quem ouve, com quem fala, quem influencia, o quanto ele é ou pode ser fiel a sua marca. Depois disso, é sentar e pensar como fazer essa ligação. Ai sim, entender o Google e como as pessoas chegam ao site da sua marca é interessante, mas de novo, não é apenas isso!

Não seja um Google Planner, seja um planejador que também usa o Google, mas que não fica preso a uma única referencia de entendimento de comportamento, converse com pessoas, vá para a rua, ouça, veja, analise, bate papos informais. Depois volte a mesa e mão na massa!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe
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