sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mercado do celular no Brasil

Amigos.

Não é de hoje que acompanhamos o alto crescimento do mercado de celulares no Brasil, em 2006 passamos dos 100 milhões de aparelhos, o que foi muito comemorado no país, mas hoje, 4 anos depois, vivemos uma outra realidade.

Se desde o seu lançamento até 2006, 100 milhões de aparelhos estavam funcionando (linhas habilitadas) de 2006 a 2011 veremos esse número dobrar!!!

Você conhece alguém que não tenha celular?
Dificilmente alguém responderá que sim, e há uma grande chance dessa pessoa que você conheça ser da classe baixa, diria classe DE, pois na classe AB o número de pessoas sem o aparelho é baixíssimo! Talvez as pessoas acima dos 60 anos.

Para profissionais de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL esse começa a ser um dado muito interessante, pois nós, temos que sempre pensar no conceito de Presença Digital da marca, onde o mobile é um dos pilares mais importantes, ao lado de Redes Sociais e Buscadores na busca pelo consumidor de nossos produtos.

Além dessa busca, nós profissionais da área, devemos entender a cabeça do consumidor e como ele interage com as mídias e ferramentas, entender que hoje a pessoa sai de casa sem a carteira, guarda-chuva, blusa de frio, mas nunca sem o celular, aliás, carteira tende a "morrer" em breve com o crescimento do pagamento pelo celular que deve funcionar como cartão de crédito e débito.

O Banco do Brasil já tem uma tecnologia que você saca dinheiro nos terminais do banco sem uso do cartão!!! O que mais será inventado? Vamos ver isso com o tempo!

Mas voltando aos dias de hoje, são aproximadamente 189 milhões de pessoas no Brasil para 185 milhões de aparelhos habilitados. Entende-se que há a sobreposição, onde uma mesma pessoa possui 2 ou 3 celulares - com o crescimento da Nextel então, é fácil ver uma pessoa com um celular na mão e o rádio da Nextel - considerado celular, claro - na outra.

A expectativa do mercado é que 2010 feche com aproximadamente 190 milhões de aparelhos, mas ainda não chegará ao número da população que deve chegar a 191 milhões, mas em 2011, os aparelhos celulares (rádios, smartphones, celulares normais, iPhones) devem passar o número de habitantes no país.

Eu acredito que isso deva ocorrer no máximo até o Dia das Mães, 2a época que mais se vende o aparelho no Brasil (1a é o Natal).

Segundo um dos principais sites do mercado de mobile marketing no Brasil, o Mopilepedia, hoje o país tem 924 aparelhos por 1.000 habitantes, mas ainda sim está atrás da Argentina e Chile que passam dos 1.000 aparelhos por 1.000 habitantes, mas o Brasil chega lá em pouco tempo.

Além disso, o site ainda apresenta estudos de uso da web no celular, onde para cada 1.000 habitantes, 365 tem acesso a web via celular, o que representa 16,3% da base de usuários de celular assinantes do serviço (internet no aparelho), por "feeling" podemos prever que 100% da base de Smartphones tem esse serviço, mas ainda a penetração desse aparelho é baixa, não atingindo 7% do número de celulares ativos no país.

Fonte: http://www.mobilepedia.com.br/noticias/numero-de-celulares-no-brasil-deve-ser-maior-do-que-o-de-habitantes-em-2011

Já está a venda o meu livro de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed Brasport) Adquira já o seu!

Participe da 1a rede para Planners Digitais

Abraços e bom final de semana
Felipe Morais
@plannerfelipe

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A classe CD no mundo mobile

Amigos.

Sabe aquela história de anunciantes só querem fazer campanhas para as classes AB, por terem maior poder aquisitivo, maior poder de compra e gastam mais? Então a cada dia que passa, as empresas - a maioria delas - deve repensar esse seu posicionamento...

O sucesso de SBT, Casas Bahia - só para ficar nessas empresas - se deve a sua comunicação e produtos serem sempre voltados a classe CD, assim, seu lucro está crescendo a cada dia.

Já publiquei aqui nesse blog e há vários estudos comprovando que a classe CD está consumindo mais, pois tem mais dinheiro para isso. E não estou falando apenas de consumir mais arroz, feijão, carne. Essas classes estão comprando TV LCD de 42 polegadas, estão comprando Nokia N95, comprando carros da Peugeot, Citroen, Renault, ok, pagando tudo em 24, 48, 60, 80 meses, mas pagando - e em dia!

O lado "aspiracional" do produto, ou seja, aquele que todos temos de ver um produto e o desejar nunca foi tão forte. As agências brasileiras possuem um nível de criatividade altíssimo - por isso estão entre as melhores do mundo - e aguçam esse desejo, ou mesmo um produto por si só já aguça. Passe em um sábado de manhã tomando um açaí na Faria Lima. No momento em que uma Ferrari passar por ali, mesmo que a 30km por hora, veja a reação das pessoas. Elas comentam, elas desejam, elas sonham. E isso pode acontecer com uma Ferrari, um apartamento, um iPhone, uma LCD 42 polegadas da LG....

E pegando o gancho do iPhone, o site ADNEWS publicou uma matéria sobre o desejo das pessoas em comprar celulares mais modernos e sofisticados. A matéria é originada de um estudo da Ericson, fabricante de celulares, junto com a Ipsos, um dos institutos de pesquisa mais respeitados no mundo. O objetivo da pesquisa qualitativa era entender o perfil de uso de celular nas classes D e E: "Usuários de áreas rurais e favelas em São Paulo e Recife buscam aparelhos com funções como música, fotos, filmes, bluetooth e acesso à internet, diz a Ericsson".

A pesquisa foi feita com seis grupos de oito usuários com idade entre 25 e 50 anos, divididos igualmente entre homems e mulheres, com e sem acesso a dispositivo de comunicação. O estudo foi feito em favelas das capitais São Paulo e Recife e na região rural de Indaiatuba (SP).

“Quando perguntamos como é o celular ideal, a resposta é que tem que abrir e fechar, ser fininho, prateado e tocar música. O celular é um objeto aspiracional, é um símbolo de status” - relata Caetano Notari - diretor de consultoria da empresa.

A pesquisa também identificou serviços que poderiam ser atrativos a essa faixa da população. Entre eles, destaca-se a possibilidade de usar o celular como plataforma de transferência de crédito, chamadas patrocinadas, pacotes convergentes (TV internet telefonia) e descontos dinâmicos, dependendo da região em que o usuário se encontra ou de picos de uso do serviço.

Perfis distintos

A Ericsson também realizou uma pesquisa mais geral para determinar o perfil dos diferentes usuários de celular no Brasil.

A fabricante segmentou o os clientes em sete perfis e destacou as características de cada um deles. No Brasil, três segmentos stem maior potencial entre os 1,2 mil usuários entrevistados, segundo a Ericsson:
- O primeiro é o “Mainstream Youth” (10%), pessoas jovens que moram com os pais e ganham seus aparelhos.
- O segundo é o “In Touch Organizers” (16%), formado principalmente por mulheres com filhos que precisam organizar suas vidas.
- Os “Experiencers” (15%), que têm interesse em experimentar novos serviços.
- Os “Basic Phoners” (15%), mais resistentes à tecnologia.
- O “Mainstream Materialist” (14%), adultos mais maduros que buscam o reconhecimento da sociedade.
- O “Pioneer Youth” (10%), jovens solteiros que vivem com os pais, mas tem maior poder aquisitivo.
- “Careerists” (4%), grupo com alta renda e formação escolar, que usam a tecnologia como vantagem profissional.

Como profissional de planejamento estratégico digital, eu fico analisando esses dados e vendo a importância do uso da web como ferramenta para se comunicar com esse público, afinal, todos os perfis traçados pela pesquisa Ericson - Ipsos mostra o forte apelo ao uso da web pelo celular, entretanto, eu estico mais dizendo que para as pessoas comprarem o celular, a web é o 1o. canal mais acessado, seja para visitar o site das operadoras, fabricantes, blogs de tecnologia, afinal, hoje os aparelhos são muito similares, a oferta é grande, a quantidade de informação é grande e a capacidade de decisão de qual aparelho comprar é cada vez mais confusa!!!
O Google é uma enorme "mão na roda".

No meu livro Planejamento Estratégico Digital eu abordo muito esse tema da importância da web na decisão de uma compra, mas finalizo esse artigo com um questionamento:
A Web é uma grande ferramenta para ajudar nessa decisão. Por que ficar fora dela?

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

E quando a Oi chega?

Amigos.

Há muito tempo eu tenho visto comerciais da operadora Oi em São Paulo e tenho achado um dinheiro - e alto - jogado fora, uma vez que ela opera ainda não opera na cidade.

Até o mês passado, São Paulo tinha 3 opções de operadoras: Vivo, Claro e Tim. Eu já passei por todas e continuo achando a mesma coisa. Atualmente sou da Claro e não vejo nada demais em relação a Vivo ou TIM, bom, tirando o fato que na Vivo o meu celular não pegava na praia de jeito nenhum e quando fui reclamar com a empresa, eu ouvi a seguinte frase:

- O senhor tem que nos ligar da praia para ver o que está ocorrendo
- Mas eu estou ligando para você para dizer que na praia o celular não pega...
- Senhor, só nos ligando da praia para analisar o defeito
- Mas eu estou lhe dizendo que da praia ele não faz nenhuma ligação
- Senhor, não temos o que fazer...

Será que foi por isso que eu cancelei minha conta na Vivo? Bom, também, mas eu queria muito um modelo da Motorola, o Smartphone A1200i e esse não tinha na Vivo... no ano passado a Oi não tinha conseguido que os celulares fossem desbloqueados, então optei pela Claro. Não tenho do que reclamar e sim, ele pega na praia com perfeição!


No começo desse mês de agosto, surgiu a AEIOU - conforme já escrevi nesse blog - , que era para se chamar Unicel, mas optou por esse sugestivo nome, que eu particularmente detestei. Agora, vamos aguardar a chegada a São Paulo da Oi que juntamente com o iPhone promete esquentar ainda mais as vendas de celulares em São Paulo.

Porém, segundo matéria publicada no site Info Exame, a Oi adiou a sua chegada a São Paulo, assim rede móvel da Oi no Estado só deve iniciar operação comercial em outubro e não mais em julho. Esse atraso no início das operações se deve a tecnologia de transmissão. Segundo a Oi, a idéia inicial de compartilhar torres de transmissão com outras operadoras não teve o resultado esperado, já que em testes algumas torres não se mostraram adequadas às tecnologias da Oi, com isso a Oi deverá estreiar em São Paulo já abrangendo 280 municípios e até o final de 2009 serão nas 645 cidades do Estado, já operando também na tecnologia 3G.

“O lançamento comercial do serviço de telefonia móvel da Oi em São Paulo, previsto para o segundo semestre deste ano, deve ocorrer em outubro. Inicialmente, a empresa lançaria suas ofertas em agosto, mas – depois de estudos criteriosos sobre a topografia e a dispersão populacional em São Paulo – a Oi identificou a necessidade de ir além do compartilhamento de antenas”, diz a operadora em nota.

Segundo a Info, a Oi é a quarta maior operadora móvel do país e terá 24,61 milhões de clientes quando somar à sua base os assinantes da BrT, empresa que acertou a compra. A líder neste mercado é a Vivo (39,76 milhões), seguida por TIM (33,42 milhões) e Claro (32,31 milhões).

Agora é aguardar em novembro a consolidação da operadora em São Paulo e somada a chegada do iPhone, avaliar para quantos milhões de celulares o Brasil vai chegar, uma vez que segundo a Teleco, julho fechou com 135.295 mil aparelhos.

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Abraços
Felipe Morais

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Dica da semana

Amigos

A dica da semana de hoje é a parceria entre a FGV e a Agência Click, formando um curso focado em mídias digitais.

Estamos falando de uma das melhores faculdades de administração e a maior agência digital do país.
Em matéria publicada no site IDGNOW segue um resumo do curso, que desde já saliento ser um tanto quanto salgado....

FGV e AgênciaClick lançam curso sobre estratégias em mídias digitais voltado a profissionais graduados em publicidade e marketing, curso aborda SEO, games e relacionamento em redes sociais: “Comunicação com o Mercado através de Mídias Digitais do País”.

O curso de extensão é parte do Programa de Educação Continuada da FGV. O público-alvo são profissionais da área de marketing, publicidade e propaganda, que verão casos práticos para adquirir visão estratégica da comunicação e tecnologia em mídias digitais.

No decorrer do curso, os participantes aprenderão, além dos aspectos de mídias digitais, games e celular, o que é comunicação em massa digital, Search Engine Optimization (SEO) e táticas de relacionamento em redes sociais.

As inscrições podem ser feitas até 20 de julho, pela internet ou pelo telefone (11) 3281-7777. O curso possui carga horária de 160 horas e começa no dia 25 de agosto.
O valor total é de 8.253,13 reais - com pagamento em até 10 vezes.

A iniciativa conta com apoio do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) e a revista Meio Digital.

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Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Sobre os 0800: mobile marketing?

Amigos

Hoje vou publicar na íntegra um texto muito interessante do Leonardo Xavier, um dos maiores nomes do Mobile Marketing no Brasil, publicado no site Mundo do Marketing.

Apreciem com moderação...


Nas últimas semanas, quem ficou parado no trânsito de São Paulo certamente notou algo em comum entre duas campanhas veiculadas nos relógios da cidade (dos poucos espaços sobreviventes à Lei Kassab): chamadas call-to-action para um 0800.
A primeira delas foi para Seda. Do outro lado da linha estava Thaís Araujo convocando as pessoas a gravarem um depoimento que seria postado no site da marca.
Atualmente, está no ar (ou melhor, nos relógios) uma campanha para uma farmacêutica (já que a pergunta é: Você tem diabetes?) e a mesma ação para ligar para um 0800.
Aí me pergunto: são ações de mobile marketing? Alguns podem dizer que sim. Afinal, o mobile é elemento chave na campanha. Outros já argumentariam que a telefonia se resume ao papel de ponto de contato, nada mais.
No fim das contas, o meu maior questionamento não é apenas isso. Na verdade, o que me causa estranheza é a ausência do uso de interações mobile (voz, SMS, mobile web, etc.) em ações cross-media.
O celular é o único meio com absoluta simultaneidade com qualquer outra mídia. É totalmente possível ler um anúncio impresso, ouvir um spot ou assistir um filme de 30 e interagir em tempo real com o celular. Dificilmente, alguém conseguiria ler um anúncio na Veja e assistir ao Fantástico ao mesmo tempo.
Logo, confesso uma certa decepção com o nível de experimentação de ações mais cruzadas e interativas no mercado. Em mobile, de uma maneira geral, paga-se por performance: número de SMS enviados, ligações feitas, downloads realizados, acessos ao mobile site.
Alguns poucos exemplos demonstram como a integração interativa é eficaz.
A Abyara está no ar com uma ação para um empreendimento imobiliário em SP, na qual há em toda mídia impressa uma chamada para se enviar um SMS gratuito para conhecer detalhes do imóvel. A cada veiculação, mais de 600 pessoas em média interagem com o anúncio.
Para o Boteco Bohemia do ano passado, o mesmo foi feito na campanha do evento em mídia impressa. Resultado: mais de 55.000 interações em um mês.
Quando vamos para integrações com web, os números explodem. Em campanha na aba do Messenger para Sprite, houve mais de 160.000 interações (SMS e voz) em um mês de campanha.
Ou seja, basta experimentar, investir e pagar "apenas" pelo sucesso. Parece uma dinâmica bem simples. No entanto, a falta de modelos mais claramente definidos pelo mercado, bem como papéis mais estruturados dos players (operadoras, integradoras, agencias mobile, agências tradicionais) têm dificultado muito o avanço do mercado.
Não tem mágica. Salvo raríssimas exceções, nenhuma marca investirá milhões numa iniciativa puramente mobile logo de saída. Ações menores, pilotos e testes são fundamentais. Porém, é preciso viabilizar técnica e comercialmente essas pequenas iniciativas. Ou conseguimos isso ou o mercado ficará em compasso de espera e morrerá por inanição. Ou então podemos mandar 0800 em tudo.

* Leonardo Xavier é sócio-fundador da pontomobi interactive, agência de Mobile de Marketing.


Abraços
Felipe Morais

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Amazon lança canal de vendas por celular

Amazon lança canal de vendas por celular

A Amazon abre canal de vendas pelo celular. Através da plataforma “Amazon TextBuyIt”, os clientes com conta no site poderão receber em qualquer lugar com cobertura da rede de telefonia celular informações sobre o produto desejado e efetivar compras, tudo por mensagens de texto (SMS).

O serviço funciona da seguinte maneira: os usuários enviam uma palavra-chave, número do código de barras ou o código do produto desejado. Em poucos segundos, a Amazon retorna com outra mensagem, informando os artigos correspondentes e seu preço.

O consumidor interessado deverá, então, responder enviando o código exclusivo do produto indicado exatamente ao lado do nome do item desejado. A partir daí, a Amazon vai telefonar para o celular informando quaisquer detalhes da encomenda e perguntando ao cliente se ele confirma ou cancela a compra.

Os compradores de primeira viagem receberão antes um SMS perguntando o nome da conta na Amazon.com e o código ZIP informado nele. Com as informações disponíveis na conta cadastrada no site, o site vai usar os dados para pagamento, endereço de entrega e outros dados necessários.

O serviço também permitirá informações adicionais sobre o produto. A Amazon já conta desde o ano passado com site WAP para celular e iPhone.

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sexta-feira, 28 de março de 2008

O que o consumidor quer do celular?

Amigos.

Sexta-feira é um dia relax... o ritmo de trabalho tem a tendência de ser mais tranquilo, mais calmo, afinal, amanhã é sábado, dia de descansar, curtir e relaxar.

Por isso, as 6as penso em fazer uma sessão no blog chamada "Compartilhando idéias" onde vou colocar na íntegra matérias interessantes que leio nas inúmeras fontes de referência que acompanho diariamente.

Hoje, será do site Mundo do Marketing, o qual eu tenho um bom relacionamento com o Bruno
Mello editor-chefe do site. De vez enquando eu me aventuro a escrever para o site alguns artigos.

Abraços
Felipe Morais

O que o consumidor quer do celular?

Por Thiago Terra
thiago@mundodomarketing.com.br

No Brasil, a quantidade de produtos lançados nos mais diferentes mercados é muito grande e chega a cerca de 11 mil, porém entre 60% e 75% deles não chegam a completar dois anos de vida. Além disso, o interesse dos consumidores em experimentar novos produtos diminuiu 25% de 2005 pra cá. Com este cenário aparentemente desfavorável para as empresas, nem tudo está perdido. Basta que as empresas inclinadas a lançar novos produtos em seu mercado atentem para a necessidade decorrente do cenário, ou seja, a relevância das inovações precisam primeiro entender e aplicar instrumentos que permitam um “vislumbre” do futuro.

No mercado de telecomunicações, por exemplo, a Coréia já utiliza a rede 3G e o número de usuários só de aplicativos para músicas atinge 70% do público adepto à esta inovação. Este é uma das informações apuradas pela TNS InterScience em pesquisa conduzida em 30 países, com mais de 16 mil entrevistados. A GTI Telecom 2007/08 investigou o perfil e os hábitos de uso do usuário de telefonia móvel, critérios de compra de aparelhos e o envolvimento com as marcas.

No Brasil, o estudo mostrou que apesar do alto índice de uso dos aplicativos para o celular, o download não é o serviço mais usado para adquirir músicas. 22% dos usuários transferem os arquivos do - e para o - computador, conhecido como sideload. A pesquisa ainda constatou que as mensagens de texto (SMS) e e-mail podem estar próximas do fim, pois 31% dos latinos que responderam a GTI Telecom 2007/08 demonstraram interesse em usar mensagens instantâneas pelo celular.

Grupos de consumidores
A pesquisa da TNS InterScience definiu em grupos os possíveis consumidores das novas tendências, assim como aponta o público que ainda não tem a sensibilidade para avaliar o que será útil ao mercado. Sendo assim, o FutureView funciona como uma forma eficaz de entender e planejar ações no futuro. É um modelo que serve para identificar as pessoas que vão ilustrar o futuro do próprio mercado em que atua.

Definidos como Early Adopters, estes consumidores absorverão as novas idéias e novos produtos com mais rapidez, mas o interesse deles por vezes é passageiro e se resume apenas na novidade. Os Future Shapers são curiosos e defendem novas idéias. Entre eles há, porém uma coisa em comum. Todos fazem parte do perfil dos novos consumidores porque valorizam a autenticidade e originalidade de produtos e marcas, tem mais informação e envolvimento com o que compram, gostam de inovação, praticidade e aderiram à responsabilidade sócio-ambiental.

O perfil dos consumidores brasileiros mudou de fato, desde a chegada da Internet no país. Com ela, 70% dos entrevistados pesquisam informações sobre produtos e serviços que pretendem comprar. Os mais antenados – Future Shapers segundo a GTI 07/08 -, têm prazer em descobrir antes e contar sobre as novas opções de produtos e serviços para amigos e familiares. Portanto, estes consumidores podem ajudar bastante em ações de lançamentos ou inovações em pesquisas para avaliar o grau de inovação, o conceito, chances e garantias futuras de aceitação do mercado.

Outros hábitos definem o perfil
A GTI fez ainda um estudo sobre o consumo de outras categorias como alimentos, personal care – cuidados pessoais -, bebidas e home care – cuidados para o lar para avaliar o perfil destes consumidores de uma forma mais detalhada. Segundo o estudo, produtos relacionados aos cuidados pessoais são os líderes no ranking de intenção de compra, enquanto os cuidados com o lar aparecem nas últimas colocações. Com base nestes dados, Karina Milaré, Diretora de Planejamento da TNS InterScience, afirma que a avaliação da produção seria negativa. “A primeira reação nas empresas seria julgar o investimento como algo sem força para se sustentar”, diz a executiva.

O setor financeiro também foi alvo da pesquisa da TNS, em especial os cartões de crédito e seus benefícios. Para os Future Shapers, isto não basta para caracterizar uma inovação. De acordo com Karina, é preciso que os benefícios se tornem também funcionais. “Atributos funcionais e uma proposta de estilo de vida tornam-se uma oportunidade se estiverem em uma estratégia combinada”, conta.

O celular aparece na lista ao pesquisar quais as frustrações dos usuários ao usar o Vídeo-Phone. O principal problema destes aparelhos é que o consumidor não gostou de ter que andar na rua olhando para a tela do celular. Foi criado um workshop para avaliar as modificações mais plausíveis para o consumidor como design, usabilidade e necessidades futuras. O envolvimento com os usuários foi tão grande que o evento recebeu idéias deles para aparelhos com tela touch-screen two side, resolução de TV de plasma, bateria movida a energia solar, entre outras. “Os Future Shapers buscam produtos que permitem maior customização e interatividade”, avalia Karina Milaré em entrevista ao Mundo do Marketing.

Com os dados e sugestões colhidas, foi possível avaliar a necessidade dos consumidores em novos formatos de baterias com mais durabilidade, qualidade de som e imagem e mais tempo para vídeos. “Notamos que tudo tinha uma razão e que as empresas devem priorizar idéias inovadoras”, explica a Diretora de planejamento da TNS InterScience.

Preferências que determinam a compra
Uma outra ferramenta que mereceu destaque na pesquisa da TNS foram os mecanismos de mensagens instantâneas. De acordo com Renato Trindade, Diretor da TNS InterScience Telecom&TI, a Ásia é um laboratório de tendências para as empresas de tecnologia que são responsáveis pela quebra de geração. Ou seja, hoje é comum para as pessoas usar o Instant Messanger – IM – no trabalho sem perder a concentração. “É difícil para os mais velhos entender que a pessoa que usa este serviço pode ou não responder a chamada na hora. Isto é uma mudança de geração”, explica Trindade.

O executivo aponta para o Brasil como um dos maiores mercados do mundo com 49% das pessoas trocando de celular em um espaço entre 18 meses. Com a procura intensa por novas tecnologias que caibam no bolso, o consumidor logo estará aplicando o IM nos aparelhos celulares, criando a migração do computador para o celular. No nosso país o diferencial que mais chama a atenção do consumidor na hora de escolher o seu novo aparelho é a configuração da máquina digital. “No Brasil é a câmera fotográfica e nos EUA é o serviço de troca de e-mail”, conta Trindade.

A capacidade de comportar músicas em formato MP3 é a preocupação de 78% dos usuários de Hong Kong quando pensam em trocar de aparelho. “A maioria dos consumidores em Hong Kong adquirem as músicas através de sideload e não pelo download de arquivos”, ressalta o Diretor da TNS InterScience Telecom&TI.


Mundo do Marketing: Publicado em 26/3/2008

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Convergência entre mídias. E agências?

Amigos.

A convergência entre mídias não é mais nenhuma novidade no mercado, mesmo que ontem no Proxxima (Encontro Internacional de Comunicação Digital) tenham tratado isso como uma das tendências e novidades do online. Na minha opinião isso já foi tendência a muito tempo.

Um mesmo cliente fazer uma ação usando 3 ou 4 agências ao mesmo tempo também é algo comum no mercado, mesmo porque os grandes anunciantes dificilmente trabalham com apenas uma agência. Eu trabalhei com Nestlé, que na época trabalhava com 5 agências - de ponta- de propaganda (Publicis, Thompson, Talent, McCann e W/Brasil - com garoto). Essa prática, de fazer com que agências se alinhem em torno da campanha é normal, ok, mas e quando 3 clientes de 3 segmentos diferentes resolvem se unir para lançar um só produto? Como ficam? Pode até acontecer de todos estarem na mesma agência (o que deixaria qualquer dono de agência feliz) mas e quando não estão?

A matéria publicada no PORTAL DA PROPAGANDA de hoje conta um pouco dessa ação. Não é novidade, capaz até de terem outras campanhas de clientes de segmentos diferentes agindo da mesma forma, mas chama a atenção...

"Microsoft, Motorola e Vivo querem unir Africa, McCann Erickson, Ogilvy e Y&R no lançamento de Windows Live para celulares - Karan Novas

Mobilidade e convergência foram as palavras mais utilizadas pelos executivos de Motorola, Vivo e Microsoft para apresentar nesta terça-feira, 11 de março, uma parceria inédita. As empresas se juntaram para lançar os serviços Windows Live, conhecidos de longa data pelos usuários de internet, agora para a tela dos celulares.

Como conseqüência da soma de competências dos três parceiros, os clientes que tiverem aparelhos do fabricante habilitados pela operadora poderão bater papo com seus amigos em qualquer lugar – que haja sinal – pelo MSN Messenger, além de ler e-mails e atualizar, inclusive com fotos, seu My Space, rede social da Microsoft vinculada ao mensageiro instantâneo.

No início, oito celulares da Motorola estão habilitados para baixar o aplicativo já disponível no portal de navegação da Vivo e ter acesso às três ferramentas citadas (A1200E, K1, Z6, V8, W5, W510, U6 e U9). Para o principal deles, o recém-lançado Motorokr U9, o sistema já vem de fábrica no celular, assim como conteúdos exclusivos de música.

Procurando atingir principalmente o público jovem, seja qual for seu plano de minutos, a operadora chegou à cifra de R$ 8,90 para disponibilizar ilimitadamente os serviços. O cliente poderá, portanto, ficar conectado ao mensageiro instantâneo por quanto tempo quiser, recebendo e-mails em tempo real e checando sua página pessoal sem ser cobrada nenhuma tarifa além do valor citado.

“Nosso objetivo é conseguir levar nossos serviços para todas as plataformas possíveis. Hoje, o MSN Messenger tem cerca de 34 milhões de usuários no País, o que significa que três em cada quatro internautas ativos utilizam a ferramenta”, comemora Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do grupo de serviços on-line da Microsoft Brasil.

Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo, aposta todas as suas fichas no produto, acreditando ainda que a base de usuários dos programas poderá crescer em progressão geométrica. “Com o serviço que a Vivo passa a oferecer aos clientes, não será mais necessário chegar a um computador para enviar ou ler um e-mail importante, o que aumenta muito a produtividade e mobilidade de nossos clientes. Se hoje existem 122 milhões de linhas ativas de celulares no Brasil, imaginem quantas pessoas terão seu primeiro contato com o MSN, por exemplo, pelo celular, já que não possuem computadores e poderão acessar tais serviços por R$ 8,90”, ressalta o executivo.

Já que o serviço procura ser acessível para todos – os usuários de aparelhos Motorola e habilitados pela Vivo, pelo menos por enquanto –, nada melhor que uma campanha publicitária para apresentar a novidade ao público. Antes da campanha, porém, vem a dúvida: qual agência mereceria a confiança das três empresas, conjuntamente, para se dedicar à criação das mensagens e gestão da verba de veiculação? A Ogilvy & Mather Brasil, que atende Motorola? A Africa e a Young & Rubicam, que atendem a Vivo? Ou a McCann Erickson, que cuida da comunicação de Microsoft?

Eis a resposta dada por Loredana Mariotto, diretora de varejo e de produtos móveis da Motorola Brasil: “Toda a comunicação referente à parceria será feita em conjunto e lançada até o final de março, privilegiando mídia impressa e, principalmente, on-line, aproveitando os recursos do MSN Messenger, do Hotmail e do Spaces”.

Quem vai se beneficiar com isso é o usuário, que por um valor bem pequeno vai ter acesso a Internet, mas para nós, publicitários, o interessante é ver agências concorrentes entre si, que são grandes players do mercado, dividindo as idéias criativas, metodologias de trabalho, planejamentos de mídia, estratégico... olha, vai ser um "samba do criolo doido" mas com certeza, são agências capazes de criar uma campanha maravilhosa!!

Abraços
Felipe Morais

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