A classe CD no mundo mobile
Amigos.Sabe aquela história de anunciantes só querem fazer campanhas para as classes AB, por terem maior poder aquisitivo, maior poder de compra e gastam mais? Então a cada dia que passa, as empresas - a maioria delas - deve repensar esse seu posicionamento...O sucesso de SBT, Casas Bahia - só para ficar nessas empresas - se deve a sua comunicação e produtos serem sempre voltados a classe CD, assim, seu lucro está crescendo a cada dia.Já publiquei aqui nesse blog e há vários estudos comprovando que a classe CD está consumindo mais, pois tem mais dinheiro para isso. E não estou falando apenas de consumir mais arroz, feijão, carne. Essas classes estão comprando TV LCD de 42 polegadas, estão comprando Nokia N95, comprando carros da Peugeot, Citroen, Renault, ok, pagando tudo em 24, 48, 60, 80 meses, mas pagando - e em dia!O lado "aspiracional" do produto, ou seja, aquele que todos temos de ver um produto e o desejar nunca foi tão forte. As agências brasileiras possuem um nível de criatividade altíssimo - por isso estão entre as melhores do mundo - e aguçam esse desejo, ou mesmo um produto por si só já aguça. Passe em um sábado de manhã tomando um açaí na Faria Lima. No momento em que uma Ferrari passar por ali, mesmo que a 30km por hora, veja a reação das pessoas. Elas comentam, elas desejam, elas sonham. E isso pode acontecer com uma Ferrari, um apartamento, um iPhone, uma LCD 42 polegadas da LG....E pegando o gancho do iPhone, o site ADNEWS publicou uma matéria sobre o desejo das pessoas em comprar celulares mais modernos e sofisticados. A matéria é originada de um estudo da Ericson, fabricante de celulares, junto com a Ipsos, um dos institutos de pesquisa mais respeitados no mundo. O objetivo da pesquisa qualitativa era entender o perfil de uso de celular nas classes D e E: "Usuários de áreas rurais e favelas em São Paulo e Recife buscam aparelhos com funções como música, fotos, filmes, bluetooth e acesso à internet, diz a Ericsson".A pesquisa foi feita com seis grupos de oito usuários com idade entre 25 e 50 anos, divididos igualmente entre homems e mulheres, com e sem acesso a dispositivo de comunicação. O estudo foi feito em favelas das capitais São Paulo e Recife e na região rural de Indaiatuba (SP).“Quando perguntamos como é o celular ideal, a resposta é que tem que abrir e fechar, ser fininho, prateado e tocar música. O celular é um objeto aspiracional, é um símbolo de status” - relata Caetano Notari - diretor de consultoria da empresa.A pesquisa também identificou serviços que poderiam ser atrativos a essa faixa da população. Entre eles, destaca-se a possibilidade de usar o celular como plataforma de transferência de crédito, chamadas patrocinadas, pacotes convergentes (TV internet telefonia) e descontos dinâmicos, dependendo da região em que o usuário se encontra ou de picos de uso do serviço.Perfis distintosA Ericsson também realizou uma pesquisa mais geral para determinar o perfil dos diferentes usuários de celular no Brasil.A fabricante segmentou o os clientes em sete perfis e destacou as características de cada um deles. No Brasil, três segmentos stem maior potencial entre os 1,2 mil usuários entrevistados, segundo a Ericsson:- O primeiro é o “Mainstream Youth” (10%), pessoas jovens que moram com os pais e ganham seus aparelhos. - O segundo é o “In Touch Organizers” (16%), formado principalmente por mulheres com filhos que precisam organizar suas vidas. - Os “Experiencers” (15%), que têm interesse em experimentar novos serviços.- Os “Basic Phoners” (15%), mais resistentes à tecnologia.- O “Mainstream Materialist” (14%), adultos mais maduros que buscam o reconhecimento da sociedade.- O “Pioneer Youth” (10%), jovens solteiros que vivem com os pais, mas tem maior poder aquisitivo.- “Careerists” (4%), grupo com alta renda e formação escolar, que usam a tecnologia como vantagem profissional.Como profissional de planejamento estratégico digital, eu fico analisando esses dados e vendo a importância do uso da web como ferramenta para se comunicar com esse público, afinal, todos os perfis traçados pela pesquisa Ericson - Ipsos mostra o forte apelo ao uso da web pelo celular, entretanto, eu estico mais dizendo que para as pessoas comprarem o celular, a web é o 1o. canal mais acessado, seja para visitar o site das operadoras, fabricantes, blogs de tecnologia, afinal, hoje os aparelhos são muito similares, a oferta é grande, a quantidade de informação é grande e a capacidade de decisão de qual aparelho comprar é cada vez mais confusa!!!
O Google é uma enorme "mão na roda".No meu livro Planejamento Estratégico Digital eu abordo muito esse tema da importância da web na decisão de uma compra, mas finalizo esse artigo com um questionamento:A Web é uma grande ferramenta para ajudar nessa decisão. Por que ficar fora dela?"Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em Janeiro? Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre. Enviarei um convite com maior prazer" Marcadores: A internet e as decisões de compra do consumidor, Celular, classe CD, Felipe Morais, Google, Livro Planejamento Digital, mercado de celular, midia online, Planejamento Estratégico Digital
Amigos
Mesmo que a candidata a prefeitura (desculpem, mas me recuso a escrever o nome dessa senhora em meu blog) diga que dará internet de graça aos paulistanos SE for eleita (e minhas rezas diárias seja para que isso NÃO ACONTEÇA) - Taxa da antena é sensacional!!
A novidade do gigante da web agora é a
rede O3b, que pretende conectar o mundo todo na web, seguindo
a missão da Google é tornar todas as informações acessíveis universalmente. Segundo o Blog do Google a
missão do projeto O3B é fornecer conexão de internet de alta velocidade e de baixo custo para "outros 3 bilhões" de pessoas em mercados emergentes na Ásia, África, América Latina e no Oriente Médio.A internet no mundo - hoje - é ligada por cabos de fibra ótica submarina, que suporta todas as ransferências de dados da web, inclusive a publicação desse post. O custo dessa transmissão é baixo, pois os cabos já estão instalados no mar, entretanto, há países onde esse cabo não chega, dificultando o acesso a Internet nesses locais (será que eu sobreviveria???)
A solução imediata seria o uso da Internet por satélite, mas esse recurso está sendo abortado, uma vez que a conexão é lenta - devida a distância do satélite com a Terra - e os custos de manutenção e envio de satélites ao espaço é muito alto, porém, a O3b Network desenvolveu uma tecnologia capaz de oferecer uma Internet de alta velocidade a países onde não há como cabos de fibra ótica chegarem:
O3B planeja trazer serviço de internet do tipo fibra usando uma constelação de satélites de órbita média. Isso significa que a data poderá ser transmitida rapidamente de e para as localidades mais remotas como no interior da África e em pequenas ilhas do Pacífico, assim a O3b poderá fornecer Internet de alta velocidade, alcançando dentro da casa dos gigabits por segundo. Os satélites orbitarão a Terra a cerca de um terço de altitude que os atuais satélites geo-sincronizados orbitam, o que significa que levará menos tempo para a data viajar de um lado a outro. Isso tudo implicará em melhores conexões de voz, assim como uma experiência de internet mais eficiente.Porém, esse serviço da O3b só deve começar no final de 2010, porém, os planners de plantão, já podem começar a projetar o grande crescimento que a web dará no mundo inteiro, inclusive no Brasil; não apenas a classe AB será beneficiada com Internet via satélite mais rápida e potente que a usada hoje em dia, mas vamos poder imaginar que cidades do interior do nordeste, onde infelzimente, ainda com muito esforço há luz elétrica, em alguns anos terá acesso a Internet, assim, acredito que até 2015 todo o Brasil terá acesso a web e quase gratuíto, uma vez que os valores serão baixos e vamos acreditar que o governo ofereça acesso gratuíto aos mais carentes.
Será que vamos ter que esperar até isso acontecer para que as marcas apostem mais na web?
"Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em outubro? Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre. Enviarei um convite com maior prazer"Marcadores: A internet e as decisões de compra do consumidor, Felipe Morais, Google, governo, Internet gratuíta, midia online, Planejamento Estratégico Digital, Rede O3b
Amigos.Escrevi esse artigo e foi publicado hoje no site Webinsider 28 de maio de 2008, 20:30 Em um futuro não muito distante, os profissionais de propaganda poderão ter no Google a opção predominante para criar campanhas de sucesso, não importa se em jornais, TV ou até outdoors. Você concorda?
Por Felipe Morais
O futuro da comunicação é um assunto constantemente discutido pelo mercado e vem sempre à tona em blogs, sites especializados, seminários ou em encontros profissionais casuais. Cada um tem uma teoria, uma análise, um pensamento e uma opinião. Certos ou errados, pouco importa, pois só o tempo dirá quem tem a razão.
O interessante é que não há verdades ou mentiras. Na matemática, 2 + 2 = 4. Na comunicação, a resposta pode ser 1, 2, 3, 4, 5… Não há uma resposta exata.
Todas são discussões válidas. Sempre é bom saber como os anunciantes, veículos e agências vêem a comunicação e claro que cada um quer puxar a “sardinha para o seu lado”. Há divergências nas opiniões, o que ajuda a enriquecer as diversas teorias da comunicação e marketing existentes até hoje, presentes em livros, artigos, sites, aulas, palestras e seminários.
Assim, gostaria de lançar mais uma entre as diversas já existentes.
O futuro da comunicação, na minha modesta opinião, será muito simples. Anunciantes e agências hoje possuem uma gama extensa de mídias (TV, rádio, outdoor, web, revistas…) representados por diversos veículos, separados por editoras, sites, emissoras e exibidoras de mídia.
Os profissionais de mídia têm diversos números para analisar, veículos e executivos para negociar, custos, análises de custo por mídia, custo por um, GRPs e TRPs, sempre com o objetivo de fazer “mais por menos”, ou seja, mais impactos por menos dinheiro do anunciante.
No futuro – e não muito distante – os profissionais poderão olhar apenas para uma empresa e ter a certeza de que a sua campanha será um sucesso: para o Google, especificamente.
Veículos vão se adaptar ao sistema do gigante da web e tê-lo com um “parceiro necessário”.
Não é de hoje que aponto em meu blog que o Google tende a ser o grande centralizador da mídia online. Links patrocinados hoje representam apenas uma das inúmeras ferramentas da empresa. Amanhã este tipo de anúncio será apenas mais um dos recursos para as campanhas dos anunciantes impactarem o consumidor onde quer que ele esteja.
Diariamente temos notícias de quanto o Google está se movimentando. Seja comprando uma empresa de marketing digital como a Doubleclick, lançando novas ferramentas ou se preparando para ser uma empresa que comercializa mídia em jornais, rádio e TV. Ou ainda uma nova investida: a comercialização de um outdoor diferente, que conectado à internet exibiria anúncios de lojas locais.
A venda de espaço para os varejistas seria feita através da internet - seguindo o mesmo modelo que hoje o Google oferece a quem anuncia nos sites do serviço Adsense, o que demonstra a clara idéia do Google em expandir sua receita publicitária para além da internet.
A empresa já prepara também investimentos em outras mídias digitais como mobile marketing e games. As redes sociais que possui – Orkut e YouTube - estão começando agora a comercializar publicidade, mas ainda com os links. O YouTube já tem canal patrocinado onde o anunciante pode colocar seu comercial de TV na home do site. Espera-se em breve novas formas de propaganda em toda a rede Google.
Com todas essas aquisições e investidas em áreas fora do digital, volto a afirmar que na minha modesta teoria o futuro da comunicação está cada vez mais fácil, alinhando aos conceitos de segmentação, regionalização e mercado de nichos. Bastará aos profissionais de mídia avaliarem sua verba e praça e ver quais ferramentas do Google se adequam à marca do seu cliente. Depois é negociar com o Google os famosos descontos e analisar os resultados - claro que com as métricas do Google, como o Google Analytics. [Webinsider]
Marcadores: A internet e as decisões de compra do consumidor, acesso a web, Digital, futuro da comunicação, Google, Marketing Digital, orkut, redes sociais, web 2.0, Webinsider, Youtube
Amigos.
O site Consumidor Moderno publicou recentemente uma pesquisa sobre a importância da web no fator de decisão de compra. A pesquisa feita pela Pew Internet & American Life Project. O estudo mostra como os consumidores decidem a compra, usando a web como ferramenta de busca e avaliação do preço.
Segue na íntegra a matéria do site:
A internet desempenha um papel importante na maneira como as pessoas conduzem pesquisas de compras, mas é apenas uma dentre a variedade de fontes de informação que utilizam com o mesmo objetivo. A conclusão é do estudo “A internet e as decisões de compra do consumidor”, divulgado pela Pew Internet & American Life Project, empresa norte-americana de inteligência de mercado. A pesquisa aponta como são efetuadas as decisões de compra de cds de música, celulares ou habitações.
No primeiro passo, quando os consumidores efetuam uma breve investigação do produto, dos que compraram CDs musicais no ano passado 83% disseram que foram influenciados por música ouvida no rádio, na televisão ou em um filme; 64% foram influenciados por amigos, familiares ou companheiros de trabalho e 56% encontraram na internet, em locais como websites de uma banda, artista ou baixando amostras em seus computadores.
Já dos pesquisados que adquiriram um celular no período, 59% pediram conselho a um vendedor, 46% pesquisaram em diversas lojas e 39% utilizaram a internet. Dos que alugaram ou compraram novas habitações: 49% utilizaram a internet; 49% viram anúncios em jornais e 47% pediram ajuda a um consultor imobiliário.
Online tem pouco impacto
De acordo com a pesquisa, ainda que muitos compradores utilizem a Internet no quesito investigação, relativamente poucos americanos dizem que informação online tem um impacto importante sobre a escolha do produto comprado. Apenas 7% dos compradores música, 10% dos compradores de telefone celular, e 11% das pessoas que alugaram uma casa disseram que obter informação online teve um impacto importante sobre a sua decisão.
Quando o produto em questão exige um grande empenho por um comprador, a influência da internet sobre a escolha é maior. O telefone celular, que muitas vezes exige contratos de compromisso, e o setor imobiliário, que normalmente exige um grande compromisso financeiro, demonstra isso. Cerca de 10% dos compradores (ou 27% das pessoas que utilizaram a internet especificamente para a investigação sobre a sua célula de aquisição) e 11% dos compradores ou arrendatários casa (ou 23% das pessoas que utilizaram a internet para a investigação sobre imóveis), disseram que a informação online teve um impacto importante na sua decisão de compra.
Marcadores: A internet e as decisões de compra do consumidor, Consumidor Moderno