quinta-feira, 12 de junho de 2008

Pequenas tendências são grandes forças

Matéria publicada no site consumidor moderno

Mark Penn abriu o Fórum Mundial de Marketing e Vendas promovido pela HSM, no Teatro Alfa, em São Paulo. O CEO mundial da Burson-Marsteller falou para um auditório repleto de profissionais de marketing sobre seu mais recente livro, Microtrends: as pequenas forças de hoje que levarão a grandes mudanças no amanhã.

De acordo com Penn, as pequenas tendências são capazes de se tornar importantes pois, apesar de atingirem uma quantidade menor de pessoas, criam nichos. Uma série de exemplos são apresentados pelo CEO para ilustrar as transformações ocorridas nos últimos anos. Dentre eles, a atual economia Starbucks, que customiza e vende, em oposição à economia Ford, que preocupava-se em produzir em larga escala e com o mesmo padrão, inclusive de cor.

“Com a internet muda a maneira das pessoas venderem e comprarem”, afirmou Penn. Para ele, a diminuição do custo dos produtos personalizados, a determinação de indivíduos que querem ser diferentes, ter opiniões e consumir produtos distintos contribuem para a idéia de que as microtendências são significativas.

Segundo ele, se por um lado há pessoas mais interessadas em ciência e tecnologia, por outro, há um número grande de pessoas recorrendo às religiões. Se atualmente os casais não têm filhos, em contrapartida, substituem a criança por um bichinho de estimação para mimar. Se os casais de hoje optam por ter filhos por volta dos 45 anos o tipo de educação, punição e presentes serão diferentes do que receberam de seus pais. “Os idosos de agora trabalham além da idade de se aposentar porque a qualidade e a expectativa de vida aumentaram”, lembra.

Para Penn, as mudanças de comportamento e perfis da sociedade moderna geram caminhos e oportunidades de negócios nas mais diversas áreas de atuação. “Para cada microtendência há um grupo contra-tendência. Esses extremos estão se tornando grandes o suficiente para se tornarem mercados”, aponta. O executivo indica a observação de padrões de comportamento para identificar possíveis mercados no Brasil. “As novas mudanças no estilo de vida criam novos grupos e com esses, outros grupos”, acrescenta.

Penn falou sobre as investigações presentes no livro baseadas em religião, política, lazer, trabalho, idade, sexo e outros tópicos que se tornaram possibilidades de negócios inimagínáveis e foram criados através das transformações da sociedade. O executivo comentou ainda sobre como a inclinação humana para a individualidade e como as preferências individuais estão moldando o mundo. “Olhe ao seu redor e você verá as microtendências”, concluiu.

Abraços
Felipe Morais

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

O efeito Cris Anderson

Amigos.

Na semana passada, o editor-chefe da revista Wired e autor do best-seller "A Cauda Longa", Cris Anderson esteve no Brasil dando uma palestra no Fórum Mundial de Marketing e Vendas promovido pela revista HSM Management. O site da revista Consumidor Moderno publicou um resumo da entrevista do editor da Wired.
No evento, Anderson falou sobre a teoria que desenvolveu no livro sobre o mercado de Hits X mercado de nichos tendo a web como cenário principal da atuação da Cauda, onde para ele a criação de produtos de massa, que atingiam um número enorme de pessoas, típica do século passado, foi substituída pela segmentação. “Tínhamos o século focado no denominador comum. Aquele modelo de tamanho único não existe mais. Hoje somos medidos mais pelas nossas diferenças do que pelas nossas semelhanças. Em termos de magnitude, há muito mais escolhas online do que numa loja física. Um terço dos livros vendidos na Amazon referem-se a livros que não estão nas prateleiras das livrarias. Dominamos a cultura do século XX porque tínhamos o monopólio da distribuição. A internet chegou com um sistema de distribuição maior, uma prateleira infinita e sem custos”.
Em todo o seu livro, Cris defende o fato de lojas virtuais serem mais lucrativas porque não precisam de estoques físicos, assim há uma possibilidade maior de expor diversos produtos em uma página na web.
Anderson aproveitou também para falar sobre o seu novo livro "FREE" onde ele defende a tese que no futuro muitas coisas serão gratuítas para os internautas. Nesse novo livro, Anderson defende que: o gratuito de marketing e o gratuito de mídia, estão no anunciante subsidiar os custos do produto para que ele saia de graça para o consumidor. Na nova forma de economia gerada pela internet, o gratuito é uma forma de ganhar dinheiro. “Tudo online está se tornando cada vez mais barato porque o gratuito é o único preço sustentável”, apontou.

Abraços
Felipe Morais

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

A internet e as decisões de compra do consumidor

Amigos.
O site Consumidor Moderno publicou recentemente uma pesquisa sobre a importância da web no fator de decisão de compra. A pesquisa feita pela Pew Internet & American Life Project. O estudo mostra como os consumidores decidem a compra, usando a web como ferramenta de busca e avaliação do preço.

Segue na íntegra a matéria do site:

A internet desempenha um papel importante na maneira como as pessoas conduzem pesquisas de compras, mas é apenas uma dentre a variedade de fontes de informação que utilizam com o mesmo objetivo. A conclusão é do estudo “A internet e as decisões de compra do consumidor”, divulgado pela Pew Internet & American Life Project, empresa norte-americana de inteligência de mercado. A pesquisa aponta como são efetuadas as decisões de compra de cds de música, celulares ou habitações.
No primeiro passo, quando os consumidores efetuam uma breve investigação do produto, dos que compraram CDs musicais no ano passado 83% disseram que foram influenciados por música ouvida no rádio, na televisão ou em um filme; 64% foram influenciados por amigos, familiares ou companheiros de trabalho e 56% encontraram na internet, em locais como websites de uma banda, artista ou baixando amostras em seus computadores.
Já dos pesquisados que adquiriram um celular no período, 59% pediram conselho a um vendedor, 46% pesquisaram em diversas lojas e 39% utilizaram a internet. Dos que alugaram ou compraram novas habitações: 49% utilizaram a internet; 49% viram anúncios em jornais e 47% pediram ajuda a um consultor imobiliário.

Online tem pouco impacto
De acordo com a pesquisa, ainda que muitos compradores utilizem a Internet no quesito investigação, relativamente poucos americanos dizem que informação online tem um impacto importante sobre a escolha do produto comprado. Apenas 7% dos compradores música, 10% dos compradores de telefone celular, e 11% das pessoas que alugaram uma casa disseram que obter informação online teve um impacto importante sobre a sua decisão.
Quando o produto em questão exige um grande empenho por um comprador, a influência da internet sobre a escolha é maior. O telefone celular, que muitas vezes exige contratos de compromisso, e o setor imobiliário, que normalmente exige um grande compromisso financeiro, demonstra isso. Cerca de 10% dos compradores (ou 27% das pessoas que utilizaram a internet especificamente para a investigação sobre a sua célula de aquisição) e 11% dos compradores ou arrendatários casa (ou 23% das pessoas que utilizaram a internet para a investigação sobre imóveis), disseram que a informação online teve um impacto importante na sua decisão de compra.

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