quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Palestra ESPM: O que os consumidores querem das plataformas digitais pelo mundo afora?”

Amigos.

Ontem, 20/10 estive com o pessoal da Tesla na palestra da MiamiAdSchool na ESPM de São Paulo: O que os consumidores querem das plataformas digitais pelo mundo afora?” com Gustavo Burnier, brasileiro que mora há 21 anos fora do país desenvolvendo trabalhos para diversos clientes, com grande experiência em digital.

Como sempre faço nesse Blog, seguem as minhas impressões sobre o que Burnier passou no evento.

Gustavo Burnier trabalhou na Lowe/NY, co-fundador do Decolar.com, fundador da The Farm Madrid (vendida para a DDB) e diretor de marketing do E-bay. Atualmente é General Manager de Interactive Business para a WPP, nos negócios do HSBC mundial.

Impressões da palestra:

- Hoje, está se gerando muito mais comunicação do que na história da humanidade. Todos podem ser geradores de dados, conteúdo e informação. A qualquer hora, qualquer momento e sobre qualquer assunto.

- Agências vivem na época de capturar, questionar e tirar insights do que o consumidor deseja. Devem oferecer a comunicação certa no momento certo, no momento em que aquele assunto seja relevante para aquele consumidor, naquele momento.

- Dentro de poucos anos, a decisão de compra do consumidor online será bem diferente da que vemos hoje. As informações estarão mais ao seu alcance em apenas um click.

- Estamos gerando e consumindo cada vez mais informações: Não entender esse novo comportamento do consumidor é parar no tempo. As marcas precisam entrar nesse movimento e entender que o consumidor está cada vez mais atrás de algo relevante para eles na web.

- As decisões 100% racionais das agências podem não transpor o valor emocional ao consumidor. O consumidor compra com emoção e razão. A comunicação deve se alinhar a isso.

- Cada vez mais as marcas devem estudar a “arquitetura da escolha” onde basicamente o contexto define a escolha do usuário. Tudo depende de onde o consumidor está para decidir por marca/produto A ou B. Agências devem entender esse conceito para atingir o consumidor no momento/contexto em que ele está inserido.

- Para entender mais sobre esse contexto de “arquitetura da escola” sugiro clicarem em:
http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1804&Itemid=102

- Após a rápida introdução, Burnier, passou seus pilares para entender o que esse e-consumidor busca na web e como desenvolver estratégias de marketing digital para acompanhar essas tendências de consumo.

AVERSÃO A PERDA
Burnier parte do princípio que ninguém gosta de perder. A teoria da decisão mostra que o ser humano prefere evitar uma perda a obter um ganho, quando apenas essas duas variáveis lhe são apresentadas.

PREFERÊNCIA DE CANAL x PREFERÊNCIA DE MARCA
Preferimos o canal à marca. Burnier deu o exemplo da Domino´s Pizza e Pizza Hut. O consumidor pode até preferir a Domino´s mas se ele é um cara “antenado” com a tecnologia e a Pizza Hut oferece um serviço de pedir a pizza pela web ou pelo Twitter por exemplo, a tendência é que o consumidor peça a Pizza Hut a Domino´s pelo uso do canal.

MOMENTOS DE IMPACTO DESPROPORCIONAL
O momento final da experiência do consumidor impacta toda a sua experiência com aquela marca e produto, sendo positiva ou negativamente. Todos os minutos do consumidor naquele ambiente são importantes, pois uma experiência ruim pode mudar toda a percepção do usuário. Exemplo SWU. Grande evento de música com várias bandas de nome, mas que muitos reclamaram porque para sair do estacionamento – pós o show – foi difícil. Experiência do consumidor com percepção negativa devido a um fator.

QUAL O FOCO?
Burnier defende que se dentro de uma agência uma pessoa faz apenas um trabalho, como por exemplo, comprar mídia, para qualquer problema do cliente, a resposta dessa pessoa será sempre “comprar mídia” para resolver o problema, quando na verdade um simples fato de atualizar o blog da marca pode resolver o problema com mais eficiência que um banner na home de um grande portal. Nós, profissionais de comunicação, precisamos abrir nossas mentes para tudo o que está acontecendo pelo mundo e entender que o mundonão é on ou offline. O mundo é feito de pessoas que vivem em diversas comunidades.

Fechando a palestra, Gustavo lançou as 5 tendências para plataformas de consumo digitais. Um estudo que a JWT, agência que pertence ao grupo WPP e tem a conta mundial do HSBC, fez para o cliente e que o palestrante repassou ao público:

AGREGAÇÃO: Usuário concentrando diferentes fontes de informação em um mesmo lugar, um lugar escolhido por ele para que tudo fique ao seu alcance de forma rápida.

CUSTOMIZAÇÃO: Pessoas querem, cada vez mais, deixar tudo do seu jeito. iGoogle é um exemplo disso. Produtos já estão sendo customizados de acordo com o gosto de cliente, como por exemplo, o case da Brastemp que pelo site da marca o usuário pode ter disponível 19 mil combinações de cores e compartimentos deixando a geladeira com a “sua cara” e diferente da geladeira do vizinho ou amigo. A Dell faz customização de seus equipamentos há anos com excelente sucesso.

IMEDIATEZ: Significa o quão rápido a marca pode passar a informação. As pessoas não esperam mais a notícia sair no dia seguinte no jornal, no fim da semana na revista e nem esperam chegar 20h para ver no Jornal Nacional. Querem ver tudo no momento que acontece, se possível. Os primeiros a saber, repassam. Burnier deu um excelente exemplo ao perguntar na platéia quem soube da morte do cantor Michael Jackson pela TV. Ninguém. E pelo Twitter ou Facebook? A grande maioria das pessoas se manifestou. Soubemos em “real time” tudo o que ocorria com o cantor e íamos repassando a nossa rede de contatos/seguidores. Em resumo, uma das coisas pessoas mais querem fazer hoje é dar RT no Twitter e ser o pioneiro a repassar uma notícia importante a seus amigos, fãs, seguidores.

CONTROLE: Trás confiança ao consumidor. Mostrar ao usuário do e-commerce, por exemplo, onde ele está na página, seu histórico de ações naquele momento traz a sensação de segurança ao usuário. O pós-venda também é importante. Enviar um e-mail informando a data de entrega, que o cartão aprovou a compra, envio de e-mail quando chega o produto na casa do usuário, envio após alguns dias para saber o índice de satisfação dele. Controle com métricas para os profissionais de planejamento estratégico digital também são muito importantes.

NETWORK: Usuário está sempre conectado, social e interdependente. Entender o que o usuário quer receber é compartilhar com sua rede. Desde os primórdios as pessoas se reuniam em comunidades por afinidade e um dos objetivos é fazer contato com outras pessoas. As Redes Sociais só potencializaram isso. Importante entender que dentro de uma rede, as pessoas podem até não querer compartilhar assuntos pessoais, como o salário, por exemplo, mas querem saber sobre a vida do outro, nesse caso, desejam saber quanto o vizinho, primo, amigo ganham. A curiosidade é um motor para o termo network.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe




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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um site é apenas a ponta do Iceberg

Amigos

Os estudos marinhos comprovaram que aquelas montanhas de gelo que vemos sobre a água, nos mares gelados dos pólos, são apenas as pontas dos famosos Icebergs; afinal eles são muito maiores embaixo da superfície marinha do que aparentam.

Essa informação, muito usada pelos navegadores, me inspirou a escrever esse artigo; afinal se a grande parte de um Iceberg está fora da água, é porque a sua grande massa está submersa sustentando o pico de gelo visível. E será que na web isso também não ocorre?

Em diversos artigos no meu blog (plannerfelipemorais.blogspot.com) eu defendo que há 10 anos atrás a presença digital de uma marca era um site, que nada mais era que um folder digital; Uma produtora era contratada, fazia um site básico e pronto!

Hoje essa presença é muito mais do que isso, uma marca está nas Redes Sociais, no Twitter, no YouTube, precisa estar bem posicionada no Google, está na home dos portais, em artigos, nos blogs, em fóruns, em games, em salas de bate papo, no celular; enfim, o mundo digital hoje é muito amplo e as marcas estão sendo distribuídas por ai.

Uma marca que não acredita que web funciona e não quer estar lá, infelizmente devo dizer que é tarde demais, pois essa marca já está! Se não foi o marketing do anunciante que a colocou na web foi algum usuário e outras pessoas o seguiram, essas outras pessoas são seu grupo de amigos que o seguem e são influenciadas por ele em compras.

Mas as marcas estão prontas para trabalhar com isso? Estão preparadas para entender esse novo usuário e como fazer com que ele se torne fã da marca ou se tornem – termo que ganhou força com a web 2.0 – engajados? Não acredito.

O marketing, da Chevrolet – por exemplo - está acostumado a ter controle total da marca na mídia. Ele sabe quantos comerciais comprou na TV Globo, quais programas, que horas exatamente vai passar; quando a Globo vai exibir o comercial ela passa a agência com exatidão: Dia 23 de setembro as 9h30”21; a Chevrolet sabe que ela comprou a página 2 e 3 da Revista Veja edição 0001 da semana de 28 de janeiro; sabe que ele comprou um outdoor na Avenida Ibirapuera, altura do número 3000, quase esquina com a Rua Cotovia; enfim a agência da Chevrolet tem o controle total de onde está a marca. Na web não.

A Chevrolet talvez nem tenha conhecimento de que eu Felipe escreveu o nome dela aqui nesse artigo. Falando dos seus carros ou não, estou fazendo uma propaganda gratuita nesse artigo e nesse site, não estamos sendo pago para isso.

Qualquer divulgação é mídia, é propaganda. A TV Globo também está aparecendo aqui gratuitamente. E quantas pessoas vão acessar esse artigo? Algumas pessoas. E será que ao menos uma delas está interessada em comprar um carro, vai ler Chevrolet aqui nesse artigo, se lembrar, entrar no site da marca e comprar um Vectra, por exemplo? Não sei, mas se a Chevrolet fizer um trabalho bem feito de métricas, é muito provável que descubra isso.

Esse parágrafo acima foi apenas para ilustrar o que eu quero dizer sobre a web: as marcas estão “nuas” as pessoas criam um blog e escrevem o que querem sobre a Chevrolet, Nike, Motorola, Coca-Cola, IBM, Halls... enfim, sobre qualquer marca. As pessoas abrem comunidades no Orkut, Facebook, MySpace dizendo: “Eu amo o Chevrolet Vectra” ou “Coca-Cola dá celulite” e as marcas não tem o menor controle sobre isso. Jamais terão, mas devem começar a entender a web e saber como trabalhar com isso.

As marcas tem que estar na web! E com forte presença, aliás fortíssima!!! Não apenas com banner na home do IG ou acreditar que porque uma pessoa criou a comunidade “Doritos de 20kg” que isso é presença digital; isso é o básico! É preciso saber trabalhar a marca, entender o consumidor, entender como ele age, como ele compra, como ele lê, como ele é influenciado ou influencia, e nesse quesito, puxando a sardinha para o meu lado, o profissional de planejamento estratégico digital é fundamental; cabe a ele mostrar aos anunciantes que o site www.marca.com.br é apenas a ponta do Iceberg, que as marcas que acharem que só porque a ponta do Iceberg é a parte mais visível e por isso ela estando ali dará resultados, estão fadados a derrota.

Hoje a Home Page mais importante do site é a 1ª página do Google! E quer saber como o seu usuário age ou criar uma ação focada para ele no site da marca ou na home do G1? Métricas, Behaviour Target, Engagement Map ROI. Quer anunciar pagando pouco, só quando o usuário clicar e ter um ROI alto? Links Patrocinados! Quer ter um resultado alto, fazendo com que formadores de opinião indique o produto X ou Y para seus seguidores? Blogs! Formadores de opinião de 10 anos atrás eram William Bonner, Cid Moreira, Lilliam Wite Fibe. Hoje é o Antonio Tibet, Edney Souza, Carlos Merigo; Não sabe quem são? E os blogs KibeLoco, Interney, Brainstorm#9? Ligue os nomes mencionados aos Blogs, que estão entre os mais acessados do país.

Alguns estudos que eu já li, mostram que apenas 10% do Iceberg fica sobre a água e 90% fica submerso; pois bem, a presença digital da marca tem que ser assim: 10% é o site e 90% é realmente a presença digital, ou corre o risco do seu Iceberg derreter o Iceberg ao lado, mais forte e maior bater, destruir e fazer com que ele suma. Esse outro Iceberg entenda como a sua CONCORRÊNCIA!!!

"Quer participar da festa de lançamento do meu livro: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL, em MAIO? Faça como muitas pessoas, mande um e-mail para felipemorais2309@gmail.com e se cadastre.Enviarei um convite com maior prazer"

Abraços
Felipe Morais

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