Como de praxe, todo o 1o post de cada mês eu agradeço os acessos do mês anterior e dessa vez não tem como ser diferente. Talvez por ser o mês do meu aniversário, mas em Setembro ganhei um presente quando me deparei que pela 1a vez meu blog passou dos 3 mil acessos únicos, chegando a 3.129 acessos. OBRIGADO!! Espero superar esse número em Outubro.
Bom, mas vamos ao post de hoje. Confesso que na semana passada eu fiquei surpreso com o comercial da Nissan. Diferente dos EUA, onde isso acontece mais frequentemente, eu vi uma marca atacando diretamenta outras em um comercial na TV; a Nissan citava o GM Meriva, Honda FIT, Fiat Línea diretamente, colocando o logo das marcas no comercial e um ator se fazendo passar por diretor da marca atacando pedras em outro ator, se passando por engenheiro, reclamando porque os carros deles perderam nos testes para os carros da Nissan.
Sinceramente eu não gostei do comercial, mas além disso, achei uma falta de ética junto a concorrência, para mim, a Nissan passou antipatia e se eu nunca fui consumidor da marca - por não me sentir atraido por nenhum carro - agora que eu serei menos ainda, mas essa é uma opinião do Felipe Morais, tem gente que gosta do carro, que vai gostar dos comerciais. Respeito todas as opiniões.
Ficou estranho o comercial ter ido para o ar na 6a feira. Lembro em 2004, quando a Brahma roubou Zeca Pagodinho da Nova Schin usou a tática de colocar o comercial na 6a após às 18h quando o Conar já estava fechado, assim, as marcas que se sentiam lesadas só poderiam reclamar no Conar na 2a de manhã e com isso, a Brahma teria 48h para passar o comercial. E lembro que compraram muita inserção nesse comercial, arrisco a dizer que a Brahma passou mais na TV do que as Casas Bahia naquele final de semana.
Será que a Nissan fez o mesmo? Estranho ela ter um comercial de "pedido de desculpas" pronto para entrar no ar 2 dias depois que a GM entrou com a ação no Conar pedindo a retirada do comercial por se sentir ofendida, bom, estranho até a "página 2" pois esse comercial que começa a ser veiculado agora é uma grande gozação da Nissan com relação a concorrência, isso fica claro no começo do comercial pela música e imagem e fica muito direto na frase "desculpa... desculpa por fazermos um carro melhor que o seu"
Só espero que essa seja uma ação isolada de uma marca e que as outras não queriam devolver na mesma moeda.
O consumidor não é bobo, logo não precisa ser tratado como bobo por que uma marca decidiu brigar com as outras através da mídia. Ficar com essa briga de criança de 5 anos de idade...
O que me deixa triste é que a web mais uma vez foi usada apenas como algo pequeno, onde a Nissan manteria o comercial ofensivo, como se a web fosse uma forma de deixar a besteira no ar esperando, claro, que os curiosos fosse no YouTube para assistir aos 2 comerciais.
Acredito que esses videos terão milhares de visualizações, mas a pergunta aqui é: Quantas conversões??
Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport). Adquira já o seu!
A Pós-Graduação em Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia está com a 2a turma aberta para Outubro. Clique aqui e saiba como se diferenciar no mercado!
Quando começei a estudar propaganda, em 2001, eu não sabia muita coisa sobre história da propaganda, nomes de profissionais a não ser do Washington Olivetto que me inspirou a estudar mais afundo esse tema, como disse em meu livro, inspirado no que ele escrevia e em suas entrevistas. A forma como Olivetto descrevia e ainda descreve a propaganda é apaixonante, me apaixonei também, e hoje estou aqui, 9 anos depois trabalhando com comunicação digital.
Nas aulas da faculdade viamos muitos comerciais. Enquanto uns dormiam, eu, um pretendente a redator publicitário, via cada um deles com entusiasmo, prestava atenção no texto para aprender. Bom, no final das contas, não me dei bem como redator e virei planner.
Essas propagandas, na época de ouro do nosso mercado, onde o glamour da propaganda existia, viamos histórias contadas com emoção em 30 segundos na TV. Dificilmente se via uma pessoa gritando "quer pagar quanto" na TV ou um monte de criança vestida de coelho fingindo um choro em um comercial de refrigerantes. Se via frases como "bonita camisa Fernandinho" que caia no gosto popular, via um rapaz se fantasiando de vários personagens para vender palha de aço assim como uma menina despertando para o mundo ao usar o seu primeiro sutiã. Bons tempos em que a propaganda era emocionante, criativa, impactante e que dava gosto de assistir!
Enquanto Olivetto retomou o sucesso de Carlos Moreno na BomBril, o jornal Folha de São Paulo fez o mesmo com um dos comerciais mais lindos que já vi na vida, uma obra de arte criada por uma das duplas mais talentosas da história da propaganda: Washington Olivetto e Nizan Guanaes, na época ambos na agência W/GGK que depois se tornaria W/Brasil e atualmente W/Mccann.
Talentoso que hoje estão entre os principais publicitários da história da propaganda mundial.
Segundo o site Meio e Mensagem, através da agência África, que tem como seu controlador, Nizan Guanaes, a Folha vai voltar a veicular o comercial intitulado "Hitler", o interessante é que Nizan manteve a mesma dupla de locutores (Ferreira Martins e Mário Lima), editou na mesma produtora e trocou apenas um trecho final do comercial.
Aos interessados, abaixo o comercial original de 1988, aliás, explicado pelo próprio Olivetto e entenda "como é possível contar um monte de mentiras, dizendo só a verdade..."
É ver, parar, pensar e até ficar com aquela inveja boa de "por que não fui eu quem teve essa idéia?" Abaixo a versão de 1988:
Agora a versão de 2010:
Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport) Adqira já o seu!
A Pós Graduação em Marketing Digital está abrindo uma nova turma para Outubro de 2010. Corra e garanta já a sua matricula! Interessados, clique aqui.
Planejamento Online X Planejamento Offline Qual a diferença?
Ultimamente tenho sido bastante perguntado qual seria a diferença entre o profissional e processo de planejamento online e offline. Algumas pessoas me questionam se essa diferença realmente existe. Bom, na minha opinião existe sim, mas o processo é o mesmo.
O que tenho respondido é que podemos dividir essa questão em algumas partes. A primeira parte, no quesito processo de planejamento as diferenças começam na parte 3, das estratégias. O processo de planejamento onde o profissional de planejamento estratégico digital precisa pesquisar não existe diferenças, repito, no processo, na resposta – estratégia – sim, mas isso vamos falar em outros parágrafos.
Quando o planner precisa pesquisar, entender os pilares principais: Mercado, Concorrência, Empresa e Público-alvo o processo para o mundo online e offline é o mesmo. É preciso entender, fazer a imersão nesses quatro pilares, entender tudo o que se passa no mercado, o que a concorrência faz e não faz, o que é a empresa e a histórica da marca e claro, o nosso (planner) principal objeto de estudo, entender quem é o público-alvo, o que ele quer, deseja, pretende com a marca, como compra, onde e quem influencia. Esse processo é o mesmo em ambos os mundos.
Passado esse processo de pesquisa, vem o processo de colocar na espinha dorsal do planejamento (Objetivo, pesquisas, definição de público, estratégias, táticas, plano de ação...) a linha de raciocínio que o planner tem diante a marca. Nesse processo já há uma diferença em pensar on e offline, pois é nesse momento que o planner já passa ao passo 3, o desenvolvimento das estratégias, táticas, mensuração entre outras.
Em um primeiro momento já pode se perceber que o mundo digital tem os conceitos de relacionamento, interatividade, colaboração, compartilhamento, engajamento, métricas mais fortes do que no mundo offline e por um fato que parece simples, mas nem sempre é: ferramentas facilitadoras. Se um planner, por exemplo, identificou que um game online é uma excelente estratégia para a marca (identificou após a pesquisa) esse game pode:
• Gerar relacionamento da marca com o consumidor atrás de experiência de marca ou exposição de produtos • Interatividade está no DNA de um game • O usuário pode colaborar com o game, gerando conteúdo para a marca dentro do game ou em uma Rede Social do game, outro ponto de impacto da marca com seu consumidor através dessa ferramenta • O usuário pode compartilhar o link do game em suas redes, blog, Twitter, MSN, E-mail, além disso, o próprio game pode ter links para as Redes facilitando o compartilhamento • Se o usuário comprar a idéia do game, o engajamento é quase que garantido. A partir do momento em que ele consegue compartilhar o game com amigos, um passo para o engajamento já foi dado. • E por fim, não tem como não medir cada passo, cada interação, cada compartilhamento, cada colaboração e como tudo isso gera resultados para a marca; aliás, gerar resultados para a marca é missão primordial tanto para o planner on e offline.
Enfim, diferenças há. Na resposta, na estratégia de cada marca, o digital tem particularidades que o mundo offline não tem, assim como o contrário é verdadeiro. Se você é planner e está na dúvida em qual “mundo” seguir, sugiro estudar bem cases de planejamento on e offline e definir qual o seu talento, mas lembre-se que há momentos em que os dois mundos se encontram, ao menos, no processo!
Já está a venda o meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport) Aqduira já o seu!
Devido ao grande sucesso Pós Graduação de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia vai abrir uma nova turma para início em Outubro de 2010. Clique aqui e garanta já a sua vaga, pois a procura está sendo grande!
Esse Blog tem o objetivo de trazer novidades sobre o mundo da comunicação. Periodicamente, artigos que eu escrevo para outros sites serão publicados aqui.
Para me conhecer melhor, acesse www.felipemorais.weebly.com.
Obrigado pelo interesse