domingo, 20 de novembro de 2011

Relacionamento é a chave do sucesso

Amigos

Um conceito que sempre venho defendendo é que o relacionamento é a chave de sucesso para estratégias digitais. Quando começo a ler estudos de mercado que mostram dados como: 50% das pessoas compram de lojas que confiam e que 18% das pessoas seguem as marcas que consomem, começo a ver que não estou tão errado assim.

Vários são os motivos que fazem uma pessoa seguir uma marca, porém eu acredito que o maior deles é o poder que as Redes Sociais tem de gerar uma conversa – relacionamentos são baseados em confiança e conversas. Em época de web 2.0, sites, Redes Sociais, Blogs, Mobile, games, enfim, são vários os pontos de contato que o consumidor tem disponível para se relacionar. E é lá que as marcas tem que estar.

Nem sempre as vendas são feitas apenas na loja. Não adianta ter apenas uma loja virtual que isso será certeza de vendas. Se fosse assim, a taxa de rejeição (pessoas que entram no site e saem sem converter) não seria de 98% para o e-commerce no Brasil. Falta o relacionamento, o entendimento, as conversas com o público. As marcas colocam produtos, anunciam, falam mas não ouvem.

Baseado nessa presença, em ouvir, em pensar menos em vendas e mais em entender o consumidor, um case bem interessante é o Portal Mulher 360 do Walmart. Assim como existe o Saraiva Conteúdo, o foco aqui não está em vendas e sim em gerar conteúdo que pode gerar um relacionamento, um entendimento de público e ai sim, vendas. O foco do portal é a mulher.

Hoje, a mulher já representa quase 55% das vendas online. Em 2009 as mulheres representavam apenas 40% e o poder de decisão delas está cada vez maior. Com ticket médio de R$ 475,00 e comprando livros e DVDs em primeiro lugar e eletrônicos em segundo (segundo pesquisa da SophiaMind) o poder da mulher hoje cresceu muito. E mulheres, por histórico, valorizam muito mais o relacionamento e a afetividade do que o homem. Basta ver em pesquisas sobre casamentos, o quanto as mulheres dão mais importância do que os homens.

Segundo matéria do site da Revista Exame, o foco desse portal não são vendas. Para alguns, isso pode parecer um absurdo, infelizmente. Para mim – e acredito que para muitos que trabalham com internet – isso é algo interessante e mostra que a marca está entendendo a web além das vendas. Espero essa ser uma tendência forte em 2012.

O portal irá abordar questões sociais das mulheres, como seu papel no mercado de trabalho, economia, empreendedorismo, saúde, carreira entre outros assuntos. O site vai também abrir espaços para mulheres contarem as suas histórias com entrevistas e depoimentos. O conteúdo não tem nada de muito inovador – ao primeiro momento – mas como diria Alexandre Santos, ex-locutor da TV Bandeirantes “é disso que o povo gosta”.

As pessoas gostam de saber de história de pessoas comuns, que são como elas. Trazer a comunicação para a realidade da vida do consumidor. E claro, o projeto terá outros pontos de contato como o Twitter e Facebook. Aqui cabe mais um conceito que aprendi com o grande Marcelo Sant´Ago: as estratégias de comunicação continuam as mesmas, o que muda é a forma como nos relacionamos com as pessoas. Tá ai um case que vai nos mostrar isso.

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que falta para evoluirmos?

Amigos

Toda a vez que eu vejo um site de uma grande empresa ou mesmo de um órgão governamental onde o “Fale Conosco” não tem o telefone do 0800 ou SAC, confesso que me arrepia até a alma. Depois os gestores de marca dizem que internet não funciona. Será mesmo que não funciona?

Tenho percebido nas minhas aulas, palestras, e-mails que recebo e até em estudos sobre internet que o brasileiro há muito tempo já sabe usar, interagir, criar, ver, analisar, ler na web. Porque as marcas estão míopes para isso? Já cansei de ver diretor de empresa dizendo que Internet é “coisa para o meu sobrinho xavecar mulherada” e ter smartphone, ver e-mail, ler as notícias de economia ou notícias sobre o seu time na web.

Está na hora das marcas terem mais atitude na web. As que tem, estão se dando bem! Isso não é o Felipe Morais que está dizendo, mas sim, os números dessas empresas. Recentemente conversei com amigos de uma grande empresa que me disseram números assustadores – no bom sentido da palavra – sobre o quanto vendem na web, porém, conhecendo a estrutura e o pensamento da marca, não é de se assustar com os números.

Não colocar as formas de contato no seu site para o seu consumidor não falar é miopia total. O consumidor já sabe que e-mail ou formulário de contato não funciona. São raras as empresas que respondem, o que dirá as que respondem rapidamente. Acho que pode se contar nos dedos.

Outro dia publiquei no meu Twitter (@plannerfelipe) um comentário sobre uma marca que demorou 2 horas para responder a um tweet meu. Em 2 horas eu já tinha resolvido meu problema, desse episódio cheguei a uma nova “ideologia” de marketing: Dez minutos em Redes Sociais é uma eternidade! Muita gente concordou comigo.

Ao que me parece muitas empresas estão fugindo dos consumidores. Não colocam o 0800 no site, não respondem as questões no Twitter, não olham os e-mails que recebem, não interagem no Facebook e acreditam que o Orkut morreu. Morreu? Com 44 milhões de cadastrados ele morreu?????

Quando a marca foge do consumidor, ela perde esse elo que o consumidor quer fazer, ele quer se relacionar e as marcas não podem fugir ou isso terá impacto na contabilidade da empresa. Na web, as pessoas querem se relacionar com as marcas que consomem, mas se o consumidor abre uma conversa e a marca não responde, que relacionamento é esse de mão única? E quem gosta de ficar falando sozinho?

Internet não é fim. É meio. É a forma onde o consumidor vai querer saber mais sobre a marca A, B ou C. Ele é impactado pela TV, Rádio ou Jornal e entra no site para saber mais! Ok, isso é algo que há tempos se sabe, mas os gestores de marcas sabem? Infelizmente poucos.

Começo de 2011 ouviu-se muito falar de S-commerce e ainda se ouve. As marcas começando a pensar em vender pelas Redes Sociais. Uma mulher, classe D, da favela da Rocinha já vende produtos de beleza pelo Orkut, Twitter e Facebook há 2 anos. Sozinha, ela recolhe o pedido, embala, entrega, dá dicas de como usar, posta vídeos no YouTube.

E agora as marcas, com seus profissionais gabaritados de marketing começam a pensar nisso! Essa garota nem estudo tem e dá uma aula de marketing digital a multinacional que diz “não vou entrar em Redes Sociais para as pessoas não falarem de mim”. Já falam há anos.

E ai, quando vamos evoluir?

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