sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mudança no comportamento do consumidor

Amigos

Há cerca de 2 anos, vivemos uma onda de empresas querendo focar seus produtos e serviços na emergente Classe C, classe amplamente dominante no país, com mais de 100 milhões de pessoas.

A definição de classes, segue um modelo que o mercado chamada de Critério Brasil, desenvolvido pela ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa)

o critério classifica por ítens dentro da residência do consumidor (geladeira, TV, rádio, banheiro...) somada ao grau de instrução do chefe de família


Esses ítens dão uma pontuação que segue uma tabela da ABEP e assim é classificado se a pessoa é classe A, B, C, D, E; dentro de cada classe há variações como Classe A1, A2 por exemplo.

classifica por ítens dentro da residência do consumidor (geladeira, TV, rádio, banheiro...) somada ao grau de instrução do chefe de família

Segundo o critéio, que foi alterado no começo de 2010, cerca de 53% da população brasileira ganha entre 900 e 1,5 mil reais, fazendo parte das classes C1 e C2, essa é uma população que não para de crescer: Segundo o Data Popular, para cada adulto AB há quatro CDE. Já entre as crianças, a diferença aumenta para uma a cada 10, respectivamente

O que costumo chamar de "Efeito Casas Bahia" onde o consumidor teve um poder de aumento de compra por conseguir comprar um celular de 1.000 reais em 24X de 20,oo e (gostando do "homem" ou não) a política econômica que privilegiou a classe mais baixa, que agora tem mais poder de compra, fez com que as empresas mirassem nesse "mundo de pessoas"

Esse comportamento, porém, tem um fator negativo:endividamento dos jovens beira os 50% desde 2008, mesmo com dinheiro, ainda falta cultura e planejamento financeiro.

Os jovens tem um dinheiro que não tinham a 2 anos atrás e querem realizar seus desejos de consumo!

Em efeito de comparação, a Classe C no Brasil é maior que a população de alguns países da América do Sul!

Marcas como Unilever, Nestlé, Motorola, Nokia que antes miravam na classe AB pelo seu alto poder de consumo, começam agora a olhar as classes C e até mesmo DE, essa população (nível Brasil) representa 87% da população e 76% do consumo total da nação, consumo esse que segue um "padrão de qualidade" o qual o consumidor não quer voltar atrás. Se ele pode ter um celular de última geração hoje, amanhã ele quer um melhor e não um simples como ele tinha a dois anos atrás.

Esse é o tema de um estudo publicado pelo site Mundo do Marketing hoje (20.08.2010) que me motivou a escrever esse artigo, no estudo do instituto DataPopular, onde é apontado que: A classe C no Brasil está em destaque e já movimenta R$ 127,6 bilhões, cifras que enchem os olhos de qualquer executivo de multinacional que pensa: Quantos % eu consigo desse bolo?

A mudança na pirâmide do consumo afeta também o comportamento de quem compra. Na classe C, a compra não é apenas a troca de dinheiro por um produto ou serviço. “Trata-se da inclusão. Uma compra representa sair das restrições, ter a oportunidade, suprir uma necessidade e obter prazer”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular.

Outra mudança significativa para essa classe social é sua inclusão digital. Enquanto as Casas Bahia focam em vendedores gritando na TV as ofertas (fórmula que funciona) os jovens das classes mais baixas são mais impactados pela web do que pela TV, o que mostra que em breve, esses novos consumidores vão ajudar no crescimento da web no país, inclusive no e-commerce; se 68% dos jovens das classes baixas estudam mais que seus pais, significa que o poder de decisão de consumo nas casas começa a mudar, o que pode ser refletido na web.

Mais um ponto para a web, que além de canal de vendas é relacionamento.É isso que esses consumidores querem, ou o Orkut para eles não seria um ítem essencial e o primeiro passo para a sua entrada na web.


Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/16,15482,estudos-apontam-para-mais-mudancas-do-consumidor.htm

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe






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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Foco na Classe CD

Amigos.

Hoje foi publicado a 1a (de 3) partes do meu estudo sobre o "Foco das marcas na classe CD" no site O Melhor do Marketing; nas próximas 2 quartas feiras, terão as continuidades.

Logo depois que os artigo for publicado no veículo, o qual escrevo todas as 4as feiras, eu vou publicar na íntegra o conteúdo aqui, uma vez que nem todos os meus leitores do Blog acessam o site, assim como nem todos os usuários do site acessam meu blog.

Na estratégia de compartilhamento de conteúdo, na minha opinião, o grande lance da web nos dias atuais, segue a 1a parte da pesquisa:

A Classe CD no foco das marcas
por Felipe Morais

De 2006 para cá, a Internet brasileira deu um enorme salto em números de acessos, pulou de 23 milhões para quase 70 milhões de usuários no período, o que fez com que as marcas começassem a olhar com outros olhos para o meio; graças a esse impulso, o Brasil que gastou 530 milhões de reais em mídia online em 2006, gastou em 2009 (segundo a IAB Brasil), 1,3 bilhões de reais, se pararmos para analisar friamente a proporção de aumento de usuários é quase a mesma que de investimentos, o que mostra um bom cenário para o país e uma excelente perspectiva para os próximos anos.

Mesmo com esse crescimento, é duro ver que ainda para muitas marcas estar na web é fazer banner na home de portal, ok, já mostra uma evolução do pensamento dos gestores da marca que começam a enxergar a web como uma plataforma de comunicação e vendas de seus produtos, mas ainda um tanto quanto míope. Fazer banner na home de portal é importante sim, mas não é a única forma de estar na web.

Não me canso de mostrar o case da Tecnisa que usa a web como uma ferramenta de vendas e relacionamento e tem se mostrado muito eficiente no canal; recentemente eu assisti a uma palestra do Roberto Loureiro que dizia que quando a marca entrou no Twitter muita gente duvidou da eficácia do canal e pouco tempo depois, eles venderam um apartamento pelo canal, agora eles estão no Kindle e muita gente duvida que isso vá gerar algum retorno. É esperar para ver.

O que importa no case da Tecnisa é que ele começa a mostrar resultados efetivos, logo, outros gestores de outras marcas – concorrentes ou não – estão abrindo os olhos, repito ainda meio míopes, para essa importante ferramenta de comunicação.

Segundo a IAB Brasil é grande o número de empresas que vão aumentar o investimento em web em 2010, o que deixa o mercado altamente aquecido. Dificilmente – acredito eu – alguma empresa tem uma estratégia de marketing que não contemple ao menos uma ação, mesmo que um banner na home do Uol ou uma ação de Links Patrocinados no Google.

Voltando a falar do crescimento da Internet no Brasil, muito se deve as classes C e D, que são a grande maioria da população brasileira. É uma população, que segundo o Critério Brasil tem uma renda mensal de R$ 804,00 a R$ 4.807,00; segundo estudos da FGV, Kantar Wordpainel e PNAD, cerca de 74% a população brasileira está na classe C e D (60% classe C); já na grande São Paulo, a classe C e D representa 76% e a classe AB apenas 15%, entretanto 87% da classe AAA está na cidade.

Segundo uma pesquisa da Revista InfoExame, hoje a classe C não vive sem internet e passa cerca de 8h por dia conectado, seja em Google fazendo uma pesquisa para escola ou faculdade, seja se relacionando no Orkut ou usando a febre da web, o Twitter.

Estima-se que no Brasil, cerca de 100 milhões de pessoas pertencem a classe C, se apenas a classe C tivesse acesso a web, juntamente com as classes AB, o Brasil já teria perto de 70% da população com acesso, o que nos colocaria entre os 3 primeiros países com acesso a web, acredito que perdendo apenas para Índia e China que são países muito mais populosos que o Brasil, e claro, jamais passaremos eles em acesso a web.

Apenas como curiosidade, hoje a China tem 400 milhões de usuários de Internet, apenas o dobro da população total do Brasil, sendo que a China possui cerca de 1,2 bilhões de pessoas.

Nos últimos 5 anos, a Grande São Paulo ganhou cerca de 1,8 milhões de novos consumidores. Muitos desses consumidores migraram, também, para a Internet, tendo o canal como uma fonte de informação, relacionamento e pesquisa; estudos mostram que há muitos jovens nas classes CD e hoje não se pode imaginar comunicar para o jovem sem usar a Internet.

Recentemente fiz uma pesquisa junto as Lan Houses, que já são o 2º ponto de acesso de web no país (perdendo apenas para o residencial) e vi muita gente entrando na web, muito da classe média (fui em bairros de São Paulo onde a maioria é classe CDE). Eles começam entrando pelo Orkut, MSN, YouTube e Portais de notícia, mas logo vão migrando para outros sites, inclusive os de e-commerce.

A popularização do computador nos últimos anos (hoje se compra um computador muito bom por R$ 799,00 em 10x R$ 79,90) e o barateamento da banda larga (com planos de R$ 29,90) fizeram com que a classe CDE entrasse com tudo na web e hoje, dos 100 milhões de pessoas pertencentes a classe C, cerca de 40% acessam a web, sendo a classe dominante dentre os 70 milhões de usuários.

E para você, qual deveria ser a estratégia para uma marca falar com as Classes CDE? a internet é o único meio que ela deve explorar?

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Felipe Morais
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