quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Social Commerce evoluindo

Amigos.

O Magazine Luiza é uma empresa que precisamos analisar de perto. O seu modelo de gestão se mostra altamente eficiente e quando falamos de e-commerce, a empresa sempre aparece como um grande benchmark, afinal, não é de hoje que a empresa figura entre os TOP 5 das lojas virtuais em termos de faturamento. E olha, que essa avaliação é de quem está de fora.

Em mais de 50 anos de história, Magazine Luiza é um grande case no mundo virtual, pois ao contrário de muitas empresas que cresceram fisicamente e foram para o mundo virtual quando o e-commerce começou a crescer no Brasil, Magazine Luiza fez o caminho inverso e depois de ter crescido no e-commerce foi para o mundo físico, inclusive, abrindo 50 lojas no mesmo dia. Em 2011 as vendas pela loja virtual cresceram em 50%.

Se inovação é a palavra da moda, Magazine Luiza, entrou nessa onda. Depois de inovar ao inaugurar 50 lojas no mesmo dia, Magazine vai afundo no Social Commerce, um termo que tem crescido nos últimos meses, quando muitos acham que o Social Commerce acha que é só colocar uma Fan Page da sua marca em uma Rede Social, o Magazine Luiza “esqueceu” um pouco do Commerce e pensou no Social, na socialização de produtos. Isso é social commerce.

Magazine Luiza está unindo não apenas o comércio online as Redes Sociais a outros projetos que já deram muito certo há tempos, como o Mercado Livre e programas de afiliados que tem em seu conceito algo simples: pessoas vendendo produtos para sua rede de amigos. Venda social, Social Commerce. E é isso que o Magazine Luiza fará agora em seu site, aliás, vai abrir para o mercado. Sendo simplista é um programa de afiliados nas Redes Sociais, o que mostra que inovação nem sempre precisa ser uma mega ultra super idéia. Idéias simples, que resolvem problemas das pessoas e que nunca foram feitas também é inovação. Nem só a Apple inova...

“Magazine você” esse é o nome do novo conceito. As pessoas ganharam de 2,5 a 4,5% por venda de produtos a seus amigos em Redes Sociais, mas o projeto não consiste apenas em colocar a loja do Magazine Luiza no perfil do usuário, ele pode customizar o nome da loja com o seu, mais um item da socialização a customização.

Entretanto, para que o projeto dê certo, o Magazine Luiza não vai abrir do dia para a noite isso ao grande público. Após um ano de planejamento, pesquisas e testes, no final de Agosto apenas os funcionários e familiares da empresa poderão usar esse novo modelo de negócios. Quando 10 mil lojas estiverem abertas, o Magazine Luiza vai abrir ao grande público.

O aplicativo da Magazine Luiza foi desenvolvido em parceria com o Google e Facebook, o que foi muito interessante, dessa forma os aplicativos tem menos chances de dar algum erro na plataforma, além de ter agilizado, com certeza, o processo. Até mesmo um canal de atendimento específico para a área o aplicativo vai ter, outro ponto para o Magazine Luiza, uma vez que o atendimento é algo essencial para o sucesso de qualquer e-commerce, ainda mais para grandes lojas virtuais.

A meta do Magazine Luiza é ousada. Em 9 meses atingir 1 milhão de novos consumidores que vão ser impactados por seus amigos através de interesses comuns, mas quando se fala de uma empresa que abriu 50 lojas em um único dia, essa meta não chega a ser impossível!


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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como a Like Store pode mudar o e-commerce?

Amigos.

Recentemente o Facebook lançou uma ferramenta que promete ser muito interessante para o E-commerce, que ainda é muito tímido no Brasil. Por mais que fature 15 bilhões de reais, com 23 milhões de pessoas comprando, se compararamos com o potencial que esse negócio tem é muito baixo, afinal somos 190 milhões de pessoas, 80 milhões que acessam a web e 15 bilhões é o faturamento apenas das Casas Bahia (no mundo físico). Ou seja, ainda está "engatinhando"

Escrevi um artigo sobre isso:

Não é novidade para ninguém que o Facebook está na onda do Google em “vamos dominar o mundo”, assim como não se duvida muito desse poder, afinal, o Facebook já seria o 3º maior país do mundo e com faturamento maior do que muitos países.

O Google, na minha opinião, está se perdendo um pouco no fato de querer abraçar o mundo. Ok, quem sou eu para falar algo contra o gigante da web que em 12 anos se tornou uma das maiores empresas do mundo, mas eu acho que se eles focassem em busca o seu negócio seria ainda mais rentável. Tentaram um blog e perderam para a plataforma Wordpress, tentaram um mensageiro e o MSN domina, tentaram uma Rede Social e perdem para o Facebook, que aliás é o tema desse artigo.

O Facebook cresceu como uma plataforma de relacionamento e acredito que nao vá fugir muito disso, porém, relacionamentos não são feito apenas entre pessoas que buscam outras pessoas para namorar ou casar. Empresas podem – e devem – se relacionar com seus consumidor e a partir desse relacionamento, pensar em vendas.

Como sempre falo em aula e palestras, o relacionamento é o que gera vendas. Cerca de 50% das pessoas compram pela web em sites que confiam. Quando a B2W era uma empresa 100% confiável, muitas pessoas fizeram a sua 1ª compra em uma das suas empresas. Era a maior, a que mais anunciava e que amigos já haviam comprado pelo menos um CD lá. Não tinha muita concorrência também. Hoje o cenário mudou muito, mas esse é um assunto para um próximo artigo.

O parágrafo acima foi apenas para dar a introdução de que relacionamento é o que gera vendas, pois quando nos relacionamos com uma marca é porque nos identificamos, amamos e confiamos nessa marca. Eu, por exemplo, compro uma lata de Coca-Cola sem o menor problema pois confio que naquela lata terá um produto de qualidade o qual me identifico, gosto, confio e até defendo a marca quando falam mal. Você deve ter alguma marca assim também.

Repararam quantas vezes eu citei relacionamento, confiança, identificação? O motivo é simples, se estamos falando de Facebook não podemos deixar esses ítens de lado, pois é isso o que as pessoas buscas no Facebook. Nem só relacionamento amoroso, mas profissional, por causa do time de futebol, da praia que frequentam ou mesmo por ser da mesma empresa. Redes Sociais são agrupamentos de pessoas por interesses comuns.

Quando uma empresa opta em fazer uma ação no Facebook ela precisa buscar os conceitos acima. Se bem buscado, com certeza ela vai conseguir gerar vendas, e vendas não mais tendo o Facebook como mídia e sim como mídia e plataforma de vendas. E vendas diretas.

Dentre as siglas que o mercado gosta, estamos vendo o crescimento do F-Commerce, ou seja, o comércio pelo Facebook. Algo que o usuário já descobriu a tempos, mas que agora as marcas estão começando a entender, criar lojas customizadas e tendo ali um canal de vendas, com o potencial de 600 milhões de compradores (certo que no Brasil temos apenas 18 milhões de usuários).

O que pode mudar no e-commerce com isso? Em termos de vendas, o Facebook tem o poder de aumentá-las. Mais pessoas confiando no Facebook, maiores as chances de novos compradores, novos “entrantes”. Para a concorrência a ameça do Facebook se tornar um canal maior que a B2W, Nova.com e Máquina de Vendas em termos de faturamento, mesmo que essas lojas fatalmente estejam presentes aqui.

Para o usuário, uma forma das lojas aprenderem que o relacionamento é vital para aumentar vendas!

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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Evento SMX Brasil - 1o Dia


Amigos.

Os dias 7 e 8 de agosto de 2008 estão sendo muito importantes para o mercado online.

Graças ao apoio da FTPI, empresa onde trabalho, pude comparecer a esses dias.

Trata-se do evento Search Marketing Expo São Paulo, o SMX, que ocorre em diversas cidades brasileiras durante o ano todo, contanto com palestras e debates de grandes nomes locais e mundiais da web.

No Brasil, teremos a oportunidade de ouvir Sandra Moraes, Diretora comercial do Yahoo! Marcelo Sant´ago Diretor da Mídia Click, Bernardo Hohagen Diretor da Ponto Fox, Thiago Bacchin CEO da Cadastra, Gustavo Reis da Tecnisa, Eric Daniel CEO da Webtraffic, Alexandre Kavinski CEO da I-Cherry, Fábia Juliaz Diretora do Ibope, Gustavo Gasparini do Google, Lúcio Pereira gerente online da Sony, Paulo Henrique da Motorola, Thiago Flores do Magazine Luiza entre outros.

Esses dois dias de evento, meus posts serão mais tarde do que o habitual, uma vez que não estou postando direto do evento, mas vou passar as minhas impressões sobre o evento.

Foi muito interessante recolher números de mercado passados no evento. Como um planner que sou, números são a base do meu trabalho.
Foi discutido a importância da otimização de sites em buscadores, afinal, 74% das pessoas que buscam algum assunto no Google, Yahoo! ou outros buscadores clicam nos resultados naturais; essas mesmas pessoas classificam os buscadores como influenciadores de suas compras. Apenas 5% do tempo do usuário ele passa no buscador - o que representa 31 minutos/mês - os outros 95% estão navegando, por isso, o site deve estar bem atualizado, pois o usuário vai entrar no Google, localizar o produto e navegar. Se a marca não está bem colocada, certamente ela perderá vendas: 97% dos e-consumidores acessam buscadores antes de efetuar uma compra e 86% comparam preços em mecanismos como o Buscapé.

Em pesquisa realizada mostrou que as marcas que aparecem nos primeiros resultados do Google, passam imagem de mais credibilidade e maior interação com a marca - experiência de marca; entretanto ser um dos primeiros na busca natural é sempre complicado pois milhares de sites buscam a mesma posição e além disso, as marcas concorrem com resultados de sites, notícias, fotos, vídeos, blogs, vendas de produtos, além de concorrer com resultados negativos, ou seja, resultados de notícias ruins que envolvam palavras similares aos do site. Não há uma regra para otimização. Há estudo caso a caso.

Uma frase muito importante dita no evento foi: "A home page mais importante do site é a home page dos resultados de busca onde o site de e estar entre os primeiros resultados"

O SEO deve ser trabalhado em 3 mãos: Anunciante, Agência e Empresa especializada - que acompanham diariamente os resultados e relevâncias das palavras que otimizam o site.

O ano de 2008, segundo a E-bit, deve fechar com 13 milhões de e-consumidores, que vão consumir aproximadamente 8,5 bilhões de reais em produtos, crescendo 35% em relação a 2007, sendo os mais vendidos: livros, eletrônicos, informática e cosméticos.

São Paulo representa 40% do volume de vendas na web brasileira.

O perfil do e-consumidor: Mulheres, jovens, classe C, com renda mensal de R$ 3.000,00 em São Paulo, compram entre 10-12 ou 21h-23h durante a semana. Amigos e comunidades online são os principais influenciadores.

A dificuldade nas ações é que as verbas de online dos anunciantes estão atreladas a vendas e nenhum anunciante com loja física venda mais na web do que na loja, por isso, as verbas ainda são pequenas para mídia e as campanhas de otimização tem verba retirada dos banners, o que dificulta ainda mais o processo, porém as agências especializadas como a Mídia Click ou a Cadastra estão apostando em um aquecimento no mercado a partir de 2009.

Otimização de sites, para ser bem feita tem uma fórmula para o sucesso: Ferramentas + Esforço humano. Essa é uma das únicas fórmulas que são determinantes para o sucesso da ação, as outras, como já foi dito é caso a caso.

Esse foi um breve resumo de tudo o que aconteceu no dia 07 de agosto.
Amanhã, vou escrever o que aconteceu no dia 08, segundo e último dia desse evento.

Quer participar do lançamento do meu livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL em Outubro?
Envie um e-mail para felipemorais2309@gmail.com que eu vou lhe enviar um convite.

Abraços
Felipe Morais

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