quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Por que as marcas tem que estar no E-commerce?

Amigos

Há pouco tempo tive uma solicitação de um planejamento de uma agência de um amigo em que eles precisavam provar para um cliente que o e-commerce seria uma boa estratégia de negócios para a marca. Os diretores não são brasileiros e pouco conhecem a internet no Brasil, porém, a marca possui excelentes números em vendas online. Comparar o Brasil e EUA por exemplo, no e-commerce, é a mesma coisa que comparar um Uno (Brasil) com uma Ferrari (EUA).

Desculpem os mega patriotas, mas os americanos estão muito a nossa frente nessa unidade de negócios. Quer a prova? Vamos a números: enquanto o Brasil pula de alegria com 20 bilhões de reais em vendas ao ano, os EUA farão isso apenas no Natal.

A minha missão, junto a agência desse amigo, era mostrar porque essa marca deveria entrar no e-commerce, sendo que na loja física o faturamento mensal é avassalador e sinceramente nem em 3 anos sua loja virtual vai chegar a esse faturamento. Posso estar errado, mas prefiro ser conservador a propor algo que eu não esteja seguro para defender. Em um rápido estudo, vimos que essa nova unidade de negócios pode sim ser lucrativa em pouco tempo. Em 6 meses, mais ou menos, os lucros vão pagar a estrutura, marketing e ainda gerar lucro de até 10%. Excelente para a movimentação que foi prevista.

Mas esse nem foi o grande problema. O problema estava em responder a pergunta que deu origem a esse artigo “mas por que entrar?” E a resposta foi “pelo potencial do mercado”. Claro que não posso abrir nada do cliente (por mais curiosos que vocês estejam) mas essa marca tem vários fatores que potencializam seu negócio, porém, o que eu mais defendi – por só ter números desse fator – foi o potencial do e-commerce no Brasil.

Apenas 3 números foram o suficientes: 192 milhões de Brasileiros, desses 85 milhões acessam a web, desses 30 milhões comprarão algo até o fim de 2011. Só isso é o suficiente? Claro que não, mas já dá para ter uma noção do potencial que estamos.

Depois foi mais “simples” comprovar o crescimento do consumidor na web, a evolução. Mostrar que pulamos de 40 para 85 milhões em 4 anos, que podemos chegar a 120 milhões em 3 anos, que o mercado de e-commerce cresce em e-consumidores quase 40% ao ano e 20% de faturamento. Mostrar que ninguém tem grandes inovações (salvo o Submarino.com) e que a entrega no Brasil está tão defasada que empresas que a fazem bem, se destacam. Está ai a Netshoes que não me deixa mentir.

No fundo, o projeto que fizemos nesse primeiro momento não é exatamente um planejamento estratégico digital, por mais que foi apresentado análise de cenário, concorrência e até um profundo estudo sobre comportamento do consumidor online, dados de pesquisas sobre como e porque as pessoas usam a web (sim, saímos do público-alvo Homens, classe AB 25+), desenho tático de comunicação e análise de ROI, ainda sim o foco da apresentação foi mostrar diante desse cenário como a agência do meu amigo vai trabalhar com a marca, desde a construção da loja, passando pela manutenção e os pilares que eles vão tomar conta.

Mas a pergunta foi respondida? Bom, nesse caso foi sim, afinal provamos com dados, números, análises específicas para essa marca a importância. Ainda não sei se a marca topou entrar, pois essa é uma concorrência para 2012, mas pelo menos fechei o Power Point com a certeza de ter respondido a questão da marca.

Já está a venda o meu projeto em parceria com o iMasters: Curso de Planejamento Estratégico Digital. Clique aqui e adquira já o seu!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Marcadores: , , , , ,

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Por que e-commerce não tem planners?

Amigos

Pode até parecer pretensão minha ou querer vender o meu peixe, mas sinceramente, eu acho que as empresas precisam ter mais pessoas que pensam comunicação. Vejo o perfil de quem trabalha em empresa só em números, números e pouco se preocupam com a qualidade da comunicação ou quem é o público-alvo deles. Não acho isso um erro, muito pelo o contrário, essa é apenas uma constatação.

Há algum tempo estou trabalhando dentro de um dos maiores e-commerces no Brasil. Uma experiência nova e muito rica. Aliás, planners precisam de repertório como disse em um evento para profissionais de planejamento o profissional Pedro Cruz. E ele tem razão. Experiências nos movem. O novo nos move!

Tenho percebido que aqui muito se preocupa com vendas e pouco com quem compra. Algo normal, estamos falando de varejo. Sendo on ou offline, é varejo e pronto. Vendas, dinheiro e mais uma vez número. E mais uma vez não digo que estão certos ou errados, mas esse é um modelo de negócio e gestão que o varejo vem a anos trabalhando. Não sou eu quem vai falar que estão certos ou errados. Se a Casas Bahia fatura 14 bilhões por ano, sou eu quem vai dizer aos Klein “ei, repensem o modelo de negócios de vocês...”

O que me preocupa ainda é que em diversos clientes que atendo o perfil de público-alvo ainda vem o básico do básico: Homens e mulheres, classe AB 25+. Não digo apenas no e-commerce que atuo, mas em 99,9% dos clientes que eu já atendi. O perfil é esse e pronto!

Por isso que falta um profissional de planejamento estratégico nas empresas. Em todas. Planejamento é mais do que pensar ações. É analisar relatórios, resultados e entender o comportamento do consumidor a fundo, sendo assim, entender o comportamento ou hábitos de compra.

Quando estamos atuando com o varejo online, seja ele gigante, grande, médio, pequeno ou micro quanto mais se entende o comportamento das pessoas na hora de entrar, pesquisar, analisar, comentar e comprar, mais se entende o por que, como e onde as pessoas vão no site. Quando temos uma taxa de conversão de 2% (média de mercado) significa que 98% das pessoas entram no site e saem sem comprar. Uma taxa assustadoramente alta, o que mostra (entre outras razões) o por quê “apenas” 30 milhões de pessoas comprarão algum produto pela web.

Claro que em todos os sites de e-commerce encontramos analistas para destrinchar os números que são gerados, normalmente equipes de BI que estão preocupados em entender e traduzir os números. Melhorar a performance, mas pouco se trabalha comunicação. Veja como todos os sites de e-commerce se mostram iguais.

O profissional de planejamento é necessário para alinhar seu conhecimento de comunicação, relatórios de BI, pesquisas de mercado, análise de consumidor, análise da performance do site (pode ser o Google Analytics, mas recomendo outras ferramentas) e traduzir isso em estratégias de comunicação que possam gerar mais resultados em vendas.

Quando vemos que Bisnaguinha Seven Boys perdeu vendas porque as pessoas queriam saber mais sobre o produto, entendemos a importância de conteúdo para as pessoas, mas não um conteúdo qualquer e sim algo com foco. Esse foco é dado com a combinação dos pontos acima citados.

E ai, vamos trazer esses profissionais para o negócio?

Já está a venda a minha parceria com o site iMasters. O curso online de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL. Clique aqui e adquira já o seu!

Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

Marcadores: , , , , , , ,