quinta-feira, 21 de maio de 2015

ProXXima 2015 - Evento de marketing digital


Amigos.

Estive nos dias 18 e 19 de Maio no ProXXima 2015, o maior evento de marketing digital do Brasil. Por lá passaram nomes internacionais e nacionais que estão fazendo a diferença no mercado digital. Cases como Uber, Red Bull e Waze ou novos conceitos como Vídeo Programático, foram falados, mas 3 pontos chamaram mais, pelo menos a minha, atenção:

1) Foi triste ouvir dos "gringos" que o Brasil ainda engatinha em Internet. É a triste realidade que vivemos a cada dia com gestores de marca, ainda, temendo a web

2) O consumidor é o centro da comunicação e pronto. Quase chorei todas as vezes que ouvi isso, mas continuo afirmando, que isso está lindo no discurso e nada usado no dia a dia. Prova disso? Vejam as campanhas na TV de hoje e se perguntem: Realmente uma pessoa vai comprar um carro que vai para a Lua?

3) "2015 não teremos nenhuma novidade. Temos é que trabalhar". Não me recordo se foi o Quesada da TeadsTV ou Kay Schneider da SmartX que disseram isso, mas foi lindo, pois quando ouço alunos falando "poxa, esse curso não tem nada de novo" meu coração aperta, pois a novidade é trabalhar. Estamos fazendo isso??? Ou as campanhas do digital ainda são a sobra da verba, são o "coloca grana no Google" ou "faz o hotsite com o Concurso Cultural no Facebook" e mensurar que é bom? Apenas com o Google Analytics e mostrar crescimento na Fan Page. Isso é métrica?

Muito bem, vou postar para vocês as minhas anotações, como de praxe, mas dessa vez, recolhi um material da Newsletter diária do Proxxima (se você não assina, pelo amor de Deus, né?) para incrementar o post. Infelizmente não consegui assistir a todas as palestras, divididas em 2 partes, as impressões do dia 18 e 19.

Dia 18/05

Desitermediaçao e ruptura (Ana Paula Blanco, Diretora Global de Comunicação com América Latina do Uber)
  • Inovação e ruptura foram os pilares do nascimento do Uber no mundo
  • Ruptura é mudar as regras, é mudar o jogo.
  • É quebrar paradigmas, é levar algo novo, novas possibilidades as pessoas
  • As pessoas precisam mudar para que a coisa aconteça
  • A inspiração pode vir de uma necessidade
  • Transparência é essencial para o negócio, ainda mais para um que conecta estranhos com estranhos
  • Por que as pessoas escolhem o Uber?
  • Porque elas querem flexibilidade
  • Para o Uber, o segredo é fazer a pergunta certa, é questionar um mercado nunca antes discutido
  • “A Uber fez a pergunta certa num mercado que nunca havia sido questionado. Já compartilhamos o carro com o vizinho, mas a ruptura veio porque estamos mudando a regra do jogo, apresentamos uma nova forma que desafia as ideias pré-concebidas de trabalho”, afirma Ana Paula Blanco
  • As pessoas querem o poder da escolha
  • Pessoas buscam tecnologia para melhorar a sua vida.
  • O Uber é uma empresa de tecnologia que conecta pessoas e lhes dá o poder de escolhas.
  • Tecnologia precisa dar o poder de mudanças ao consumidor.
  • A se pensar: Conseguem imaginar São Paulo sem transito?
  • O Uber pensa nisso!!
Videos Ad Revolution (Bertrand Quesada, CEO Teads.tv / Kay Schneider, diretor SmartX / Sue Thexton vice presidente de vendas EMEA at Brightcove / Igor Puga CIO DM9DDB)
  • O Brasil é o país mais conectado na “multitelas” em todo o planeta
  • Apenas 5% dos vídeos produzidos no Youtube são profissionais, isso inclui produção, direção, roteiros e atores profissionais
  • Para impactar as pessoas não precisa de grandes produções, precisa de uma boa mensagem
  • A nova revolução é causada pela disseminação de vídeos em todos os aparelhos móveis
  • Youtube tem mais vídeos do que todas as emissoras de TV no mundo
  • Vídeos são canais, mas sem conteúdo, não são nada
  • Não haverá grandes novidades para os próximos anos.
  • O que as marcas devem fazer é trabalhar duro para impactar e engajar o consumidor.
  • Há muito a ser feito ainda no mundo digital
  • O Brasil engatinha nesse cenário
  • Propaganda: Ou se reinventa ou morre.
  • As pessoas mudaram, as marcas precisam acompanhar essa mudança
  • Não existe mais on e off. Existe marketing, onde existe apenas uma preocupação: o consumidor. Como impactar, engajar e lucrar com eles. A propaganda, a cada dia está mais estratégica e interativa
  • Pensemos em vídeos programáticos. Em uma plataforma programática
  • Propaganda tem que ter ROI. Em todos os canais e não apenas no digital
  • A construção da ponte passa por: Publicadores, Campanhas e ROI. Essa é a tríade do sucesso do que chamamos de programático.
  • O foco é o vídeo comercial
  • 72% das pessoas preferem assistir vídeos on demand a assistir a programação/grade da TV. 
  • O motivo? O poder da escolha.
  • Disponível quando querem, onde querem e assistem do aparelho que querem.
  • Poder da escolha é o caminho para o sucesso no digital
  • Um vídeo de conteúdo pode aumentar em até 100% a conversão de uma campanha
  • Existem diversas ferramentas que estão fazendo sucesso em outros locais do mundo
  • O importante não é o vídeo (meio) e o conteúdo (mensagem) que é apresentado.
  • Tem que ser relevante, no mínimo
  • As pessoas consomem vários vídeos em vários períodos do dia. O que elas gostam, compartilham nas Redes Sociais, principalmente por aplicativos mobile
  • Cerca de 85% das pessoas se sentem mais seguras e podem comprar o produto após ver um bom vídeo sobre ele, por isso, os vídeos ganham cada vez mais importância nas estratégias digitais
  • Os brasileiros amam vídeos online. Assistem, engajam, compartilham e interagem.
  • E de novo, não precisa ser uma mega produção
  • Porta dos Fundos passou de 1 bilhão de views em pouco tempo
  • Entender a jornada o consumidor, o que ele faz quando acorda e o que ele faz ao dormir é importante para impactar e melhorar os retornos de visualização.
  • Um estudo publicado pela Forrester mostra que pela manhã, as pessoas buscam informação por meio de vídeos de pouca duração. O foco são notícias, que podem ser acessadas em qualquer dispositivo, e conteúdos divertidos. No almoço, as informações sobre esportes e os sites de compras lideram em acessos. Ao final do dia, o interesse em assistir a vídeos longos cresce, principalmente filmes e seriados de TV. Neste horário também aumenta a busca por ferramentas de Video on Demand (VOD), como Netflix, e o compartilhamento em redes sociais.
  • Vídeo programático é uma solução, não vai mudar o mundo, mas pode ajudar no aumento das vendas de produtos.
  • Programático: Mostrar o que o consumidor quer, na hora que ele quer e como ele quer. Performance em marketing, ganha muito com o vídeo
  • O futuro do online é a tríade: Midia + Programático + Plataformas digitais.
  • Marcas precisam adaptar seus conteúdos aos diferentes dispositivos existentes
  • Vídeo é irreversível, no Brasil ainda estamos engatinhando com esse conceito.
  •  Pouco se fala de mobile, isso é o grande elo de tudo.
  • Se fala de omnichannel, mas não de presença mobile, que deve vir antes.
  • Se fala de engajamento e não se tem um site mobile.
  • O mobile é uma revolução na comunicação, que as marcas, no Brasil, ainda não se atentaram a isso.
Fatos reais. Resultados reais (Leonardo Tristão, Diretor geral do Facebook Brasil)
  • O grande impacto na jornada do consumidor é o mobile
  • Mais de 50% das pessoas assistem ao menos 1 vídeo por dia no Facebook.
  • É comunicação de massa
  • 94 milhões de contas ativas no Brasil
  • 66,7 milhões de pessoas acessam o Facebook diariamente
  • 99% das pessoas leem posts das marcas que seguem/gostam
  • 93% das pessoas leem os anúncios no Facebook
  • Comparar o impacto do Facebook com TV ficou desleal.
  • A audiência diária do Facebook é maior que todas as emissoras de TV aberta e fechadas juntas

TV e Digital. Oportunidades integradas (Eduardo Becker, diretor de comunicação de mídias digitais na Globo.com)
  • Em Janeiro de 2015, o vídeo da Paola Oliveira foi assistido por mais de 1 milhão de pessoas, o nome da atriz teve um recorde de busca.
  • Seu nome foi mais buscado naquele dia do que em toda a sua carreira como atriz da Globo.
  • O pico de buscas pelo nome dela foi muito maior do que qualquer outro dia
  • A Globo é um dos maiores produtores de conteúdo do mundo.
  • Antes produzia para um único canal, para um determinado horário, como por exemplo, o Jornal Nacional de 2ª a sábado, das 20h15 as 21h.
  • Hoje o desafio é o 24X7 multicanal.
  • O The Voice, é 2ª tela: tem mobile, site e Redes Sociais com atuação no marketing em tempo real
  • Há cenas, de Malhação, por exemplo, que apenas a cena teve mais de 2 milhões de visualizações no YouTube
  • Audiência maior que da TV, que por ter média de 18 pontos, não passa de 1,4 milhão de pessoas assistindo
  • Ação da Coca-Cola na Malhação. Os protagonistas trocavam de garrafas com nomes entre casais de namorados.
  • Ao mesmo tempo, na 2ª tela, com a estratégia de marketing em tempo real, as pessoas eram incentivadas a trocar garrafas com seus namorados igual feito na TV
  • Tendência em marketing digital: interações estimuladas pela 2ª tela, pelo marketing em tempo real
Sky/Proxxima Innovation (Guilherme Teles gerente geral do Uber Brasil / Pedro Navio Head Red Bull Brasil / Sara Hall Waze)
  • A inovação tem que estar no DNA da marca e não ter apenas um departamento de inovação
  • Um departamento, as vezes, não consegue implementar uma inovação e cai em descrédito na empresa
  • A empresa deve pensar em inovação 24h por dia, não ter um departamento, mas iniciativas de pessoas
  • Uber, quer transformar o carro (problema) em solução (mobilidade urbana)
  • A inovação é diária e em cada área
  • Inovar é olhar o que acontece no dia a dia e nunca estar satisfeito com o que vê
  • Para a Red Bull, inovar é buscar o que está nas ruas diariamente
  • A inovação está no dia a dia da empresa
  • Mas é preciso motivar as pessoas para inovar, pois muitos querem, mas tem medo do “não” do diretor
  • Trazer e reter talentos é algo que precisa ser feito para inovar
  • Ouvir e interagir com as pessoas. Foco na melhoria. Isso é inovar
  • Para o Waze, o feedback dos usuários pelo aplicativo é a principal pesquisa de melhorias
  • As ideias vencem, mas na cultura da empresa, é preciso ter liberdade. Todos devem ser estimulados a falar, dar ideias e todas devem ser ouvidas com a mesma atenção. Do CEO ao estagiário, todos devem falar
  • Liberdade de dar ideia é apenas o 1º passo para inovar
  • Ideias com maior impacto e menos esforço é o que as empresas buscam
  • Não adiante reinventar a roda. Se quer inovar na comunicação, vá para a rua e ouvir
  • Não se inova dentro do escritório com ar condicionado
  • Saber o que acontece é o grande impulso para inovar
  • A melhor forma de engajar o consumidor é sendo útil para ele
  •  Segundo Telles, do Uber: “O público brasileiro é diferente e as empresas precisam fazer a comunicação de suas marcas conversarem com o brasileiro”
  • Quanto mais a marca/produto resolver um problema, mais engajado o consumidor será
  • Aprimorar a experiência com o usuário é aumentar o seu engajamento e atrair novos públicos.
  • Uber e Starbucks fizeram uma parceira mundial, não é propaganda, é parceria onde todos ganham: Marcas e principalmente o consumidor. Quem pede carro pelo Uber, ganha um café no Starbucks
  • Quando todos ganham, a tendência de sucesso é grande
  • Redbull se tornou um Publisher. Ele fabrica um produto, energético, mas atua na mídia com a Red Bull media house
  • Gera conteúdo para diversos canais
  • Eventos, atletas, patrocínios, subprodutos entre outros
  • Brand content
  • Pensa em vender mídia para outros anunciantes
  • Canais com grande visibilidade e audiência
  • Já é o 3º maior canal de vídeos – de uma marca – do mundo com mais de 1 bilhão de views
  • 30% do conteúdo é não-branded, falam de conceitos mas sem aparecer a marca
  • 70% é conteúdo da marca
Colaboração em movimento (Sara Hall/Waze)
  • Waze visa economizar o bem mais precioso que temos hoje em dia: Tempo
  • Meta é economizar, pelo menos 5 minutos por dia de cada pessoa
  • As pessoas sonham com um mundo melhor
  • As marcas e empresas podem fazer isso
  • Waze se baseia no sentimento das pessoas em querer ajudar ao próximo
  • Mesmo sem conhecer a pessoa
  • “Hoje eu ajudo, amanhã sou ajudado”
  • No Brasil, as pessoas rodam em média 150km e ficam 5 horas no Waze por semana
  • Cresce 200% ao mês no Brasil
  • Quer oferecer indicação de:
  • Vaga de estacionamento
  • Clima
  • Eventos esportivos
  • Manifestações
  • “A inovação tem que ser útil para o usuário. Não precisa ser algo maluco ou extremamente tecnológico. Precisamos continuar inovando para conquistar o amor dos usuários. Estamos empolgadíssimos em puder ajudar as pessoas além do trânsito”, aponta Sara.
Dia 19/05

Human insights. The basis for digital value (Rick Chavez/Chef Solutions Officer Microsoft)
  • Uma jornada fluida, que não leve em conta de as pessoas estão no trabalho, se estão no final de semana ou se, simplesmente, estão vivendo a vida real. Assim deve ser a jornada do consumidor e, no extremo, suas decisões de compra e, por etapa, de engajamento com marcas (produtos e serviços).
  • A tecnologia está ai, mas estamos falando de pessoas
  • O digital não está dividindo o mundo. As pessoas são on e off ao mesmo tempo
  • 41% das pessoas acreditam que as ferramentas digitais (todas, sejam smartphones, PCs, carros conectados, sensores, tablets ou consoles de videogames) tomam muito do seu tempo e não deixam períodos livres o suficiente. 
  • O mundo está cada vez mais digitalizado
  • Cada vez mais, estamos dependentes dessa tecnologia
  • Internet das coisas, hologramas, digital serão as novas tendências para a comunicação
  • Não tem mais volta
  • As pessoas querem isso. Para já!
  • Hololens Microsoft (https://www.youtube.com/watch?v=QRQv74J7oSk&feature=youtu.be)
  • As empresas que crescem são aquelas que dão foco ao consumidor

  • A jornada do consumidor passa por 5 estágios
  • Abrir possibilidades: Subconsciente e os eventos da vida fazem pensar diferente. Um jovem quer uma caminhonete, o pai de família uma Van
  • Decisão para mudar: Precisa procurar algo que possa ajudar no dia a dia
  • Evolução: Ir para a compra após decisão com família
  • Compra: efetivar
  • Experiência: Será que comprei certo? Vai ser bom o pós compra? Vem a culpa
  • Compra e experiência: Momento em que as pessoas querem que o seu ciclo social aprove a compra.
  • É preciso dar mais do que as pessoas esperam
  • Momento do pagamento: Stress, repensar, pensar, analisar a fatura do cartão, conta corrente pelo celular
  • Momento em que o consumidor precisa se sentir seguro, feliz e satisfeito
  • Ruptura de paradigmas, esse é o novo sucesso do mundo dos negócios
  • Uber é só um case disso, mas há outros como Facebook, Alibaba e AirBNB por exemplo
  • O valor da experiência está em entender o que funciona ou não para aquele determinado público
  • O valor será baseado na experiência única das pessoas; vencerá a marca que entregar mais experiência de valor; e quando essa experiência for conhecida e planejada. A “personalização profunda”, que acompanha o consumidor em suas vidas off-line e online e que equilibra essa dicotomia reclamada pelos consumidores em geral.
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Abraços
Felipe Morais
@plannerfelipe

1 Comentários:

Às 2 de julho de 2015 01:54 , Anonymous Eduardo Pacheco disse...

Olá,

Encontrei essa semana um post sobre um evento que vai acontecer no Brasil no próximo mês. Chama-se FIRE 2015 e está a ser organizado pela plataforma de afiliados Hotmart. Alguém já ouviu falar? Vale a pena o investimento? Deixo aqui o link do post com a lista dos palestrantes: http://www.estrategiadigital.pt/fire-2015/

 

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